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    Ações > Shopping Center > ALLOS > Relatório > ALLOS (ALOS3) | Resultado 3T26: Imobiliário Puxa o Número, Aluguel Resiliente

    Publicado em 05 de Novembro de 2026 às 23:58:56

    ALLOS (ALOS3) | Resultado 3T26: Imobiliário Puxa o Número, Aluguel Resiliente

    Genial_ALOS3_3Q26_Review_ENG.pdf

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    Resultado 3T26 · ALLOS (ALOS3) · 05/11/2026
    Imobiliário puxa o número, aluguel fica para trás.
    Recomendação
    Compra
    preço-alvo de R$ 37,00
    Upside
    +47,7%
    sobre R$ 25,05 em 05/11/2026
    EBITDA ajustado 3T26
    R$ 580,1 mi
    +8,0% vs. Genial; +19,5% a/a
    FFO 3T26
    R$ 384,5 mi
    +10,3% vs. Genial; +26,1% a/a

    O que aconteceu?

    A ALLOS reportou NOI de R$ 627,3 milhões, EBITDA ajustado (excluindo a linearização) de R$ 580,1 milhões, FFO de R$ 384,5 milhões e lucro líquido de R$ 291,3 milhões no 3T26. Os números incluem R$ 50,5 milhões de desenvolvimento imobiliário, com destaque para o Shopping da Bahia, e o lucro inclui R$ 39,5 milhões de resultado não recorrente.

    Nossa recomendação

    O resultado superou nossas estimativas por causa do desenvolvimento imobiliário, e vemos o trimestre como levemente positivo, sustentado pelo novo guidance de proventos e pelo aluguel mínimo estável, apesar da ocupação menor. O EBITDA ajustado, excluindo a linearização, de R$ 580,1 milhões (+8,0% vs. Genial; +19,5% a/a; +10,4% t/t) e o FFO de R$ 384,5 milhões (+10,3% vs. Genial; +26,1% a/a; +12,8% t/t) ficaram acima do esperado, mas R$ 40,5 milhões dos R$ 42,9 milhões de desvio no EBITDA vieram do imobiliário. Depurando essa linha, o EBITDA foi de R$ 529,7 milhões (+0,5% vs. Genial; +9,1% a/a; +3,9% t/t). A receita de aluguel de R$ 497,3 milhões (-2,7% vs. Genial; +1,7% a/a; -0,3% t/t) foi a linha em que erramos: projetávamos aceleração para +4,5% a/a. Também projetávamos ocupação de 96,4%, e o trimestre fechou em 95,2%. O NOI excluindo a linearização, de R$ 609,7 milhões (-1,5% vs. Genial; +4,1% a/a; +1,4% t/t), ficou abaixo da nossa estimativa, e a margem NOI fechou em 92,0% (-0,7 p.p. vs. Genial; -1,6 p.p. a/a; -0,1 p.p. t/t).

    A tese não muda: o mercado privado paga bem menos cap rate do que a bolsa. A ALLOS vendeu o São Bernardo Plaza a 9,2% de cap rate e fechou a venda em outubro, enquanto a oferta do Kinea ALLOS Malls FII, ainda em aberto, prevê cap rate de cerca de 9,5%. A R$ 25,05 (05/11), estimamos que a ação negocia a um cap rate de 15,1% sobre o NOI de 12 meses. No nosso preço-alvo de R$ 37,00, estimamos um cap rate de 11,1%, ainda acima dos 9,2% pagos pelo São Bernardo.

    O novo guidance de proventos sustenta o retorno ao acionista. A companhia pretende pagar R$ 0,28 a R$ 0,30 por ação ao mês em 2027, o que equivale a um dividend yield de 13,4% a 14,4% ao preço de R$ 25,05 (05/11), com alavancagem em torno de 2,0x. A dívida líquida/EBITDA fechou o 3T26 em 1,8x. Projetamos R$ 1,76 bilhão de proventos em 2027, ou R$ 0,29 por ação ao mês, o que dá um dividend yield de 13,9%, igual ao de 2026, sem contar a venda ao KAML11.

    Uma ressalva. A ocupação caiu para 95,2% (-1,3 p.p. a/a; -1,0 p.p. t/t), refletindo principalmente a devolução de 16 lojas de um grupo varejista de eletroeletrônicos em recuperação judicial, e a companhia informa que todas já têm contratos novos assinados ou em negociação avançada. O aluguel mínimo, de R$ 373,5 milhões, ficou em linha com o 3T25.

    Para o 4T26, esperamos EBITDA ajustado de R$ 689,5 milhões (+2,6% a/a; +18,9% t/t), excluindo a linearização, com aluguel de R$ 657,0 milhões (+1,9% a/a) e vacância de 4,8%, igual à do 3T26, o que levaria 2026 a R$ 2,29 bilhões, 2,1% acima do teto do guidance de R$ 2,17 a 2,24 bilhões, reafirmado no 2T26. Os 9M26 somam R$ 1,60 bilhão, e chegar ao teto exigiria queda de 4,6% a/a no 4T26. O piso exigiria queda de 15,0% a/a, com o 4T26 abaixo do próprio 3T26, enquanto de 2023 a 2025 o EBITDA subiu de 29,3% a 38,4% do 3T para o 4T. No capex, a companhia investiu R$ 252,6 milhões nos 9M26, e projetamos R$ 122,3 milhões no 4T26, o que leva 2026 a R$ 374,9 milhões, dentro do guidance de R$ 350 a 450 milhões. Reduzimos o NOI de 2027 em 2,0% e o FFO em 2,8%, por causa do aluguel mais baixo, das despesas de propriedades e da venda do São Bernardo, e elevamos o lucro em 7,1%, com a depreciação menor depois da revisão da vida útil dos ativos. A venda ao KAML11 segue fora do modelo até o encerramento da oferta. Mantemos Compra e preço-alvo de R$ 37,00, com potencial de 47,7%.

    Operação: imobiliário acima, aluguel abaixo

    R$ milhões3T26E3T26A3T25A2T26Avs. Geniala/at/t
    Receita de aluguel511497489499-2,7%+1,7%-0,3%
    Estacionamento135140126133+3,7%+11,1%+5,7%
    Serviços11211386116+1,1%+31,4%-2,4%
    Desenvolvimento imobiliário1050015n.a.n.a.n.a.
    Despesas de propriedades-49-55-41-53+12,0%+32,5%+2,9%
    NOI619627603615+1,4%+4,1%+1,9%
    Margem NOI92,7%92,0%93,6%92,0%-0,7 p.p.-1,6 p.p.-0,1 p.p.
    NOI ex-linearização619610586601-1,5%+4,1%+1,4%
    G&A999810697-1,5%-8,3%+0,9%
    Resultado financeiro-133-144-144-108+8,5%+0,1%+33,6%
    Não projetamos linearização: o 3T26E de NOI compara com o NOI ex-linearização. Variações sobre os números reportados, sem o ajuste pro forma do release. No resultado financeiro, a variação é da despesa líquida (positivo = despesa maior). Fonte: ALLOS, Genial.

    Linhas contábeis: imobiliário e não recorrentes explicam o lucro acima do esperado

    R$ milhões3T26E3T26A3T25A2T26Avs. Geniala/at/t
    Receita líquida736777663732+5,5%+17,1%+6,0%
    EBITDA ajustado537580486525+8,0%+19,5%+10,4%
    Margem EBITDA73,0%74,7%73,2%71,7%+1,7 p.p.+1,5 p.p.+3,0 p.p.
    EBIT ajustado387453332375+17,1%+36,4%+20,5%
    Margem EBIT52,5%58,3%50,0%51,3%+5,8 p.p.+8,2 p.p.+7,0 p.p.
    Lucro líquido198291126308+47,1%+131,4%-5,5%
    Margem líquida26,9%36,7%18,5%41,3%+9,8 p.p.+18,2 p.p.-4,6 p.p.
    LPA (R$)0,390,580,250,61+47,1%+131,4%-5,5%
    FFO349385305341+10,3%+26,1%+12,8%
    Margem FFO47,4%49,5%46,0%46,5%+2,2 p.p.+3,5 p.p.+3,0 p.p.
    FFOPA (R$)0,690,770,610,68+11,2%+25,9%+12,8%
    Receita líquida, EBITDA e EBIT excluem a linearização. O EBIT e o lucro do 3T26A refletem a revisão da vida útil das propriedades para investimento, com efeito a partir de 1º de julho de 2026. O lucro do 3T26A inclui R$ 39,5 milhões de resultado não recorrente e R$ 23,2 milhões de IR diferido negativo; o do 2T26A, R$ 134,3 milhões de IR diferido positivo; e o do 3T25A, R$ 24,9 milhões de despesas não recorrentes. LPA sobre 504,2 milhões de ações. FFOPA realizado sobre ações ex-tesouraria, como no release; o 3T26E usava 504,2 milhões de ações. Fonte: ALLOS, Genial.

    Guidance de 2026: EBITDA acima do teto, capex dentro do intervalo

    R$ milhõesPisoTeto9M26A4T26 necessário (piso)2026E GenialGenial vs. piso
    EBITDA ajustado2.170,02.240,01.598,6571,42.288,1+5,4%
    Capex350,0450,0252,697,4374,9+7,1%
    EBITDA ajustado exclui a linearização. No piso, o EBITDA do 4T26 ficaria 15,0% abaixo do 4T25 (R$ 672,0 milhões) e 1,5% abaixo do 3T26 (R$ 580,1 milhões). Guidance de EBITDA reafirmado no 2T26. Fonte: ALLOS, Genial.

    Nossas estimativas: NOI cresce 2,3% em 2027E e 4,5% em 2028E

    Resultado (R$ milhões)2025A2026E2027E2028E
    Receita líquida2.7883.0803.3403.588
    NOI2.4792.5472.6062.724
    EBITDA ajustado2.0762.2882.4912.686
    Resultado financeiro-534-561-534-540
    Lucro líquido8061.1811.2191.360
    FFO1.3491.5061.7241.895
    LPA (R$)1,602,342,422,70
    FFO/ação (R$)2,682,993,423,76
    Balanço e caixa (R$ milhões)
    Caixa e equivalentes2.3722.9962.7402.955
    Dívida bruta6.0126.9527.2257.790
    Dívida líquida3.4733.9564.4844.835
    Dívida líquida/EBITDA ajustado1,67x1,73x1,80x1,80x
    Patrimônio líquido13.14612.63312.09011.615
    FCFE-1.4221.5501.994
    Proventos7081.7521.7611.835
    Margens e retorno
    Margem EBITDA ajustado74,5%74,3%74,6%74,9%
    Margem FFO48,4%48,9%51,6%52,8%
    Margem líquida28,9%38,3%36,5%37,9%
    ROE6,1%9,2%9,9%11,5%
    Múltiplos
    P/L15,7x10,7x10,4x9,3x
    P/FFO9,4x8,4x7,3x6,7x
    EV/EBITDA ajustado8,0x7,3x6,7x6,2x
    Cap rate implícito (NOI/EV)14,9%15,3%15,6%16,3%
    Dividend yield5,6%13,9%13,9%14,5%
    Operacional
    ABL própria (mil m², fim do ano)1.2651.2451.2451.245
    Ocupação (fim do ano)97,6%95,2%96,8%96,8%
    Valores excluem a linearização. Múltiplos ao preço de R$ 25,05 (05/11), com 504,2 milhões de ações e dívida líquida do 3T26 (R$ 4.040,0 milhões). Cap rate implícito sem ajuste de ativos fora do NOI. Fonte: ALLOS, Genial.

    Imobiliário e mídia crescem, aluguel mínimo para

    As receitas do desenvolvimento imobiliário ajudam a explicar o grande aumento do lucro. A linha somou R$ 50,5 milhões, depois de R$ 24,1 milhões no 1T26 e R$ 15,4 milhões no 2T26, com destaque para o Beach Class Bahia, projeto com a Moura Dubeux que abre o masterplan do Shopping da Bahia: uma torre de 49 pavimentos e 612 unidades, com conexão exclusiva ao shopping e VGV estimado de R$ 350 milhões. A companhia entra nesses projetos por meio de parcerias, no modelo asset light, e além da receita leva mais moradores para perto dos shoppings, o que pode ampliar o fluxo de consumidores. A carteira chegou a 72 torres contratadas, com 9 entregues, 30 em construção ou lançamento e 33 em aprovação, que devem gerar R$ 539 milhões para a companhia até 2036. Depurando essa linha, o FFO foi de R$ 334,0 milhões (-1,4% vs. Genial; +9,5% a/a; +2,6% t/t).

    A mídia somou R$ 82,4 milhões (+44,7% a/a) e chegou a 10,0% da receita bruta, com R$ 53,1 milhões em serviços e R$ 29,3 milhões em locação. A helloo chegou a 12 aeroportos em agosto, e o consórcio prevê 16 até 2028. Isso explica a alta de 31,4% a/a em serviços. O estacionamento subiu 11,1% a/a, com aumento de ticket e de fluxo.

    O aluguel mínimo ficou praticamente estável. Na base pro forma, a receita de locação cresceu R$ 13,1 milhões a/a, mas só R$ 0,7 milhão veio do aluguel mínimo, contra R$ 7,4 milhões do aluguel percentual (+26,4%), que a companhia atribui aos cinemas. O aluguel mínimo ficou abaixo do SSR de 4,1% (5,1% ex-Tijuca), em um trimestre de ocupação menor. O SSS ficou em 2,5% (2,7% ex-Tijuca), com Roupas e Calçados em -1,6% e vendas perto de +6% em setembro. Projetamos vacância de 4,8% no 4T26, com a recontratação das lojas devolvidas aparecendo a partir de 2027. Seguiremos acompanhando a evolução das vendas e da ocupação nos próximos trimestres.

    A venda do São Bernardo mostra a distância entre preço e valor. A ALLOS vendeu seus 60% por R$ 352,1 milhões, com R$ 252,8 milhões à vista, e entregou R$ 32,3 milhões de NOI de 12 meses. O mercado privado paga 9,2% por um shopping com 91,9% de ocupação, enquanto a bolsa precifica o portfólio inteiro a 15,1%.

    O que explicou o desvio

    O NOI excluindo a linearização ficou R$ 9,2 milhões abaixo da nossa estimativa, principalmente por causa do aluguel. A receita veio R$ 13,7 milhões menor, e as despesas de propriedades subiram R$ 5,9 milhões acima do que projetávamos. A companhia atribui essa alta principalmente aos custos condominiais das lojas em obras no Shopping Tijuca, em grande parte já compensados pelo seguro. Estacionamento e outras receitas vieram R$ 5,0 milhões e R$ 5,7 milhões acima e reduziram parte da diferença.

    O EBITDA superou nossa estimativa em R$ 42,9 milhões, quase tudo por causa dos R$ 40,5 milhões do imobiliário. Serviços também ajudou: a receita líquida ficou R$ 6,8 milhões acima, com margem de 70,3%, contra os 65,0% que projetávamos. O SG&A, de R$ 108,1 milhões (-5,7% a/a), veio em linha.

    Abaixo do EBITDA, subestimamos a despesa financeira e superestimamos a depreciação. A despesa financeira líquida de R$ 144,4 milhões ficou R$ 11,3 milhões acima do que esperávamos, com menor receita financeira, pelo CDI mais baixo, e maior saldo médio de dívida depois da captação de abril. A depreciação de R$ 127,5 milhões (-17,1% a/a) ficou R$ 23,1 milhões abaixo da nossa estimativa.

    O lucro ficou R$ 93,3 milhões acima da nossa estimativa. Além do imobiliário, o número inclui R$ 39,5 milhões de resultado não recorrente e R$ 17,6 milhões de linearização. O IR diferido negativo de R$ 23,2 milhões, que não projetávamos, foi na direção contrária.

    O que monitorar

    A recuperação da ocupação, de 95,2%, com a reabertura das lojas devolvidas; o aluguel mínimo, que precisa voltar a crescer para o SSR aparecer na receita; a recorrência do desenvolvimento imobiliário depois dos R$ 89,9 milhões dos 9M26; o ritmo da mídia com os aeroportos novos; a janela para a oferta do KAML11 e o uso do caixa; e a atualização do guidance de EBITDA, que pelos nossos números fica curto.

    Preço de 05/11/2026. Estimativas da Genial. Fonte: ALLOS, Genial.
    Acesse o disclaimer.

    João Caldas

    Analista de Fundos Imobiliários

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