Semana 44: 26-30 de outubro de 2026. Essa semana nos presenteou com um circuit break como resultado inesperado das eleições que aconteceram nesse domingo. No momento em que eu escrevo esse documento, índice BOVESPA cai -14,3%. Em nossa leitura, as recentes quedas começa a abrir oportunidade em alguns nomes sob nossa cobertura. Acreditamos que as quedas nos cases de energia foram mais que proporcionais ao índice, a qualidade dos papéis e tipo de negócio que opera. Sendo assim:
I) Estamos ratificando a nossa recomendação de COMPRAR para Alupar/ALUP11. Aos atuais níveis de preço, vemos a empresa negociando com uma TIR real de impressionantes 12,9%, patamar completamente descolado da qualidade dos ativos e de suas características defensivas. A companhia possui um agressivo pipeline de investimentos e deve seguir entregando crescimento relevante de RAP e resultados à medida que os projetos em construção entrarem em operação. Embora esse ciclo de expansão pressione temporariamente a geração de caixa e limite o pagamento de dividendos, entendemos que os investimentos criam valor e sustentam um crescimento superior ao dos pares.
II) Estamos elevando a recomendação de Isa Energia/ISAE4 para COMPRAR. Aos atuais níveis de preço, estimamos que ISAE4 negocie com uma TIR real próxima de 13%. Aplicamos aqui argumento semelhante ao utilizado para Alupar: consideramos esse retorno excessivamente elevado para uma companhia com ativos regulados, receitas previsíveis e elevada proteção contra a inflação. Além disso, a entrada em operação dos projetos em construção deve ampliar a RAP, impulsionar os resultados e contribuir para a diluição da alavancagem nos próximos anos. Mesmo considerando a necessidade de execução do atual ciclo de investimentos, entendemos que o valuation oferece uma margem de segurança atrativa e uma relação risco-retorno favorável.
III) Estamos alterando a recomendação da TAESA/TAEE11 para MANTER. Continuamos reconhecendo a elevada qualidade do portfólio, a previsibilidade dos resultados e o perfil defensivo da companhia, além de sua capacidade de distribuir dividendos relevantes. No entanto, após a valorização recente das ações, entendemos que uma parcela importante desses atributos já está refletida no preço. Ao mesmo tempo, o portfólio mais maduro e o menor ritmo de expansão limitam o potencial de crescimento da RAP e dos resultados em relação a Alupar e Isa Energia. Dessa forma, embora TAEE11 permaneça uma alternativa sólida para investidores focados em renda, vemos menor margem de segurança e uma relação risco-retorno menos atrativa do que nas demais transmissoras sob nossa cobertura. Vemos TAEE11 negociando com uma TIR real de 7,2% - interessante, mas ainda em premio o suficiente para termos uma recomendação mais agressiva.
Estamos deixando os ratings das empresas de petróleo inalterados.
