Carteiras Recomendadas > Carteiras Recomendadas > Carteira Recomendada > Carteira Recomendada de BDRs e ETFs · Novembro de 2026
Publicado em 03 de Novembro de 2026 às 08:25:53
Carteira Recomendada de BDRs e ETFs · Novembro de 2026
Acompanhe o conteúdo e veja como fica a carteira recomendada de BDRs e as carteiras de ETFs e cripto para novembro de 2026.
O resultado da eleição trouxe de volta a dúvida sobre as contas públicas, e o mercado, que estava posicionado para uma troca de governo, desfez as apostas de uma vez. Em 26 de outubro, o Ibovespa caiu 13,88%, a taxa prefixada de dez anos saltou de 12,74% para 15,13% ao ano e o dólar subiu de R$ 4,99 para R$ 5,40 num só pregão. Pela Bloomberg, a moeda fechou 29 de outubro a R$ 5,38, contra R$ 5,17 no fim de setembro. Na leitura da Carta do Estrategista de novembro, o dólar subiu sobretudo por um motivo daqui de dentro: sem um plano para a dívida, o estrangeiro pede mais retorno para ficar no Brasil, e o investidor local busca proteção na moeda.
É por isso que a alocação de referência da casa ficou defensiva. O caixa, aplicado no CDI, sobe de 25% para 40%, a parte em moeda forte sobe de 20% para 35%, e a bolsa brasileira cai de 25% para 5%. Na leitura da Carta, ter parte do dinheiro fora do Brasil é uma decisão permanente, que reduz a dependência do risco Brasil, e as compras de dólar devem ser graduais depois da alta recente.
Lá fora, o cenário ajuda pouco. O Federal Reserve manteve os juros entre 3,75% e 4,00% em 28 de outubro, com dois votos por nova alta, e o petróleo acima de US$ 110 o barril pressiona a inflação no mundo. O título de dez anos do Tesouro americano cedeu no mês, de 5,28% para 4,94% até 29 de outubro. As ações de inteligência artificial caíram forte, com dúvidas sobre o retorno dos investimentos em tecnologia: até o dia 29, o Nasdaq recuava 2,5% no mês, enquanto o S&P 500 subia 1,0%. Para quem investe em reais, o dólar mais caro compensou com folga a bolsa americana de lado.
Na cripto, outubro foi de queda e de cautela. O bitcoin estava perto de US$ 77 mil em 30 de outubro, contra cerca de US$ 83,6 mil no fim de setembro, e o ether caiu mais, perto de 16% em trinta dias. A participação do bitcoin no valor total do mercado de cripto subiu para 59,7%, sinal de que o dinheiro saiu primeiro das criptomoedas menores.
O que vigiamos em novembro. O Copom decide em 3 e 4 de novembro, e a Genial espera um corte de 0,25 ponto, para 13,50%, seguido de pausa longa. No Brasil, contam os sinais do governo sobre a meta fiscal e o orçamento de 2027; lá fora, a inflação americana e a reunião do Fed de dezembro. Nos BDRs, a Moderna divulga o balanço do terceiro trimestre no começo do mês.
As carteiras em outubro
Carteira
Benchmark
Outubro
Em 2026
12 meses
Trocas em novembro
carteira
benchmark
carteira
benchmark
carteira
benchmark
BDR 5+
BDRs
−9,84%
+0,93%
+49,05%
+10,58%
+43,87%
+11,47%
2 de 5
ETF Macro
CDI
−4,68%
+1,07%
−1,47%
+11,69%
−0,80%
+14,24%
3 de 5
RF+
CDI
+0,41%
+1,07%
+10,70%
+11,69%
+13,22%
+14,24%
0 de 4
Criptofix
CDI
−2,21%
+1,07%
+3,18%
+11,69%
−0,90%
+14,24%
0 de 2
Cripto++
CDI
−6,69%
+1,07%
−13,59%
+11,69%
−25,31%
+14,24%
0 de 3
Retorno de outubro (30/09 a 30/10), do ano e de 12 meses, carteira e benchmark; trocas = posições novas em novembro. Fonte: Economatica, Genial.
Estratégia: como estamos nos posicionando
De onde viemos
Outubro começou com as carteiras de ETFs preparadas para os dois caminhos da eleição: 20% em bolsa brasileira na ETF Macro, 20% em cripto e 20% em semicondutores. Na carteira de BDRs, três das cinco posições dependiam do ciclo de chips para inteligência artificial, com Micron, AMD e Intel.
Trocas para novembro
BDR 5+2
ETF Macro3
RF+0
Criptofix0
Cripto++0
O que o mês revelou
A continuidade reabriu a dúvida fiscal, e o risco que encareceu foi o do Brasil: o dólar subiu e a bolsa local caiu, enquanto a bolsa americana ficou de lado. Ao mesmo tempo, as ações de inteligência artificial perderam fôlego com dúvidas sobre o retorno dos investimentos, e a cripto recuou, com a participação do bitcoin no mercado em alta.
Índices em outubro
Ibovespa−9,88%
Small Caps−17,45%
Dividendos−9,87%
ISE−15,72%
BDRs+0,93%
Para onde apontamos
As carteiras de novembro seguem a alocação defensiva da casa: CDI, proteção contra a inflação e dólar. A ETF Macro sai da bolsa brasileira, da cripto e dos semicondutores e passa a ter 60% em dólar, com fundo cambial, bolsa americana e Tesouro americano curto. A RF+ sobe o caixa para 60% e corta o crédito privado à metade. As duas de cripto saem das criptomoedas menores e concentram a exposição em bitcoin e no índice amplo. Na carteira recomendada de BDRs, entram Eli Lilly e Chevron, e a lista fica menos concentrada em chips.
Juros, dólar e o estrangeiro no mês
Juro 10 anos EUA
4,94%
−35 pb no mês
Dólar (R$)
R$ 5,38
+4,0% no mês
Dólar Index (DXY)
102,04
+0,6% no mês
Estrangeiro na B3
R$ +8,6 bi
saldo no mês até 28/10
Nível no fechamento de 29/10/2026 e variação desde o fim do mês anterior; saldo do estrangeiro no mercado à vista da B3, que divulga com dois pregões de atraso. Fonte: Bloomberg, B3.
Bolsas lá fora no mês
S&P 500
+1,0%
MSCI Mundo
+0,7%
Euro Stoxx 50
−0,8%
Nasdaq
−2,5%
MSCI Emergentes
−6,5%
China (CSI 300)
−7,1%
Retorno total em moeda local do início do mês até 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.
Carteira BDR 5+
A carteira BDR 5+ apresentou queda de 9,84% no mês de outubro. No mesmo período, o índice de BDRs (BDRX) teve alta de 0,93%. No ano de 2026, a carteira acumula alta de 49,05%. Em relação ao mês de outubro, saíram os BDRs da AMD (A1MD34) e Intel (ITLC34). Com inclusão dos BDRs da Eli Lilly (LILY34) e Chevron (CHVX34).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/20
Carteira
−9,84%
−10,92%
+49,05%
+43,87%
+112,74%
+134,16%
BDRs
+0,93%
+5,81%
+10,58%
+11,47%
+42,72%
+148,41%
Diferença
−10,8 p.p.
−16,7 p.p.
+38,5 p.p.
+32,4 p.p.
+70,0 p.p.
−14,2 p.p.
AMD e Intel saem por perda de momento, num mês em que as ações de inteligência artificial devolveram parte da alta com dúvidas sobre o retorno dos investimentos. As duas entradas mudam o desenho da carteira: a Eli Lilly traz saúde, de demanda pouco ligada ao ciclo, e a Chevron traz petróleo e dividendo, com o barril acima de US$ 110.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
2 trocas
Novembro (recomendação atual)
A1MD34
−13,26% em out.
sai · entra
CHVX
CHVX34
ITLC34
−43,51% em out.
sai · entra
LILY
LILY34
C2RW34
−1,66% em out.
permanece
C2RW34
−1,66% em out.
M1RN34
+22,64% em out.
permanece
M1RN34
+22,64% em out.
MUTC34
−13,39% em out.
permanece
MUTC34
−13,39% em out.
A nossa leitura é que, com o juro americano de 10 anos perto de 5% e o dólar acima de R$ 5,30, a carteira fica mais equilibrada, com três das cinco posições fora de tecnologia. A exposição a semicondutores cai de três posições para uma, a Micron, e a carteira passa a combinar tecnologia, saúde e energia, com a CrowdStrike e a Moderna como as teses de crescimento próprio.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por classe
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/20
Base 100 em dez/20, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira BDRs
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 60,6% ao ano · maior queda 28,5% · beta 1,88
A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs (BDRX) no longo prazo, escolhendo entre os recibos de ações estrangeiras negociados na B3 os cinco com melhor leitura de momento e fundamento, revistos a cada mês.
As 5 posições de novembro
CHVX
CHVX34 Chevron
Energia
ENTRA
Estreia com receita em dólar ligada ao petróleo caro e dividendo recorrente.
A petroleira integrada americana lucrou US$ 9,9 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 10,4 bilhões sem itens não recorrentes, produziu perto de 4 milhões de barris de óleo equivalente por dia e gerou US$ 14,2 bilhões de caixa livre ajustado. A dívida líquida é de só 0,4 vez o caixa operacional. Negocia a cerca de 13 vezes o lucro projetado, com dividendo perto de 3% ao ano, pela Bloomberg. O risco é o barril ceder se os conflitos no Oriente Médio se resolverem.
LILY
LILY34 Eli Lilly
Saúde
ENTRA
Estreia como a líder dos remédios para obesidade e diabetes, com receita crescendo perto de 40% ao ano.
No terceiro trimestre, divulgado em 29 de outubro, a receita subiu 39%, para US$ 24,4 bilhões, com o Mounjaro em US$ 10,7 bilhões e o Zepbound em US$ 5,35 bilhões, e a companhia elevou a previsão de receita do ano de até US$ 87 bilhões para até US$ 92 bilhões. Negocia a cerca de 31 vezes o lucro projetado, pela Bloomberg. O ponto de atenção é o preço: o volume subiu 53%, mas o preço médio caiu 15%.
C2RW34 CrowdStrike
Tecnologia
−1,66% em out.
Fica como a perna de receita recorrente da carteira, por assinatura e ligada à IA.
A plataforma de segurança digital teve, no segundo trimestre fiscal, receita de US$ 1,47 bilhão, acima do esperado, e receita recorrente anual de US$ 5,84 bilhões, alta de 25%, e elevou a previsão do ano. Vende também proteção para agentes de inteligência artificial. Negocia a cerca de 174 vezes o lucro projetado, pela Bloomberg, e o preço se apoia no crescimento. O próximo balanço sai no começo de dezembro.
M1RN34 Moderna
Saúde
+22,64% em out.
Segue na carteira como uma tese de execução em oncologia, com o balanço do trimestre no começo de novembro.
Em outubro, a companhia levou ao congresso europeu de oncologia, em Madri, os dados completos do estudo de Fase 3 da vacina individualizada contra melanoma, desenvolvida com a Merck, que cumpriu os objetivos principais em agosto. A empresa vale perto de US$ 88 bilhões, pela Bloomberg. O ponto de atenção é o resultado: nos doze meses até junho, teve prejuízo de cerca de US$ 3,2 bilhões, e o preço depende de a oncologia virar receita.
MUTC34 Micron
Tecnologia
−13,39% em out.
Fica como a única posição ligada aos chips de inteligência artificial, com a receita ainda acelerando.
A companhia fornece a memória de alta largura de banda usada nos aceleradores. No trimestre divulgado em 30 de setembro, a receita foi de US$ 54,2 bilhões, acima dos US$ 51,1 bilhões esperados, com margem bruta ajustada recorde de 87,0%, e a projeção para o trimestre seguinte é de US$ 61,5 bilhões. Negocia a cerca de 5 vezes o lucro projetado, pela Bloomberg. O risco é a dúvida sobre o retorno dos investimentos em IA chegar aos pedidos de memória.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
M1RN34 (MRNA)
-
-
-
-
C2RW34 (CRWD)
174,0x
-
3,1%
121,5x
MUTC34 (MU)
5,1x
0,1%
62,6%
3,8x
LILY34 (LLY)
31,0x
0,5%
90,5%
25,4x
CHVX34 (CVX)
13,1x
3,1%
18,3%
6,5x
Mediana da carteira
22,0x
0,5%
40,4%
15,9x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. BDR com o consenso da ação de origem. Fonte: Bloomberg.
Carteira ETF Macro
A carteira ETF Macro apresentou queda de 4,68% no mês de outubro, contra 1,07% do CDI, a referência da carteira. No ano de 2026, acumula queda de 1,47%. Em relação ao mês de outubro, saíram o ETF Cripto Hashdex (HASH11), o ETF Semicondutores (CHIP11) e o ETF Ibovespa (BOVA11). Com inclusão do ETF Dólar Futuro (DOLA11), do ETF S&P 500 (IVVB11) e do ETF Tesouro Americano Curto (BSHV39).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/17
Carteira
−4,68%
−2,41%
−1,47%
−0,80%
+37,66%
+85,52%
CDI
+1,07%
+3,43%
+11,69%
+14,24%
+29,71%
+117,59%
Diferença
−5,8 p.p.
−5,8 p.p.
−13,2 p.p.
−15,0 p.p.
+7,9 p.p.
−32,1 p.p.
Composição de novembro: Tesouro Selic 20%, debêntures DI 20%, dólar 20%, bolsa americana 20% e Tesouro americano curto 20%.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
3 trocas
Novembro (recomendação atual)
BOVA11
−10,15% em out.
sai · entra
BSHV
BSHV39
CHIP11
−9,65% em out.
sai · entra
DOLA
DOLA11
HASH11
−5,48% em out.
sai · entra
IVVB
IVVB11
GICP11
+0,80% em out.
permanece
GICP11
+0,80% em out.
LFTI11
+1,06% em out.
permanece
LFTI11
+1,06% em out.
A ETF Macro segue com pesos iguais, 20% em cada um dos cinco ETFs, e muda de desenho: passa a ter 40% em pós-fixado e 60% em dólar. Saem as três posições de maior risco, a bolsa brasileira, a cripto e os semicondutores. No lugar entram as três pernas de moeda forte da alocação de referência: o fundo cambial, a bolsa americana e a renda fixa americana de prazo curto. Os dois ETFs de pós-fixado ficam e somam 40%, o mesmo peso que o caixa ganhou na alocação da casa.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por classe
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/17
Base 100 em dez/17, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira CDI
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 12,9% ao ano · maior queda 7,8%
A Carteira ETF Macro é uma carteira de alocação montada só com ETFs listados na B3, com cinco posições de pesos iguais, e o CDI como referência. Em novembro, as posições se dividem entre caixa, crédito privado, dólar, bolsa americana e Tesouro americano. Os pesos fazem parte da recomendação tanto quanto a lista de ativos.
As 5 posições de novembro
BSHV
BSHV39 ETF Tesouro Americano Curto (SHV)
Tesouro americano curto
ENTRA
Entra com 20% como a parte mais conservadora da exposição em dólar.
O BDR dá acesso ao ETF americano SHV, que carrega títulos do Tesouro americano com vencimento em até um ano, a mesma função que o SGOV cumpre na alocação de referência da casa. Rende o juro curto americano mais a variação do dólar, com oscilação de preço muito baixa em moeda original. O ponto de execução é a liquidez: o BDR gira perto de R$ 170 mil por dia.
DOLA
DOLA11 ETF Dólar Futuro
Dólar
ENTRA
Entra com 20% como a proteção direta contra a alta do dólar.
O ETF acompanha a variação do dólar pelo mercado futuro da B3, o equivalente, em ETF, ao fundo cambial da alocação de referência da casa. Tem patrimônio de R$ 164 milhões e gira perto de R$ 8,7 milhões por dia. É a posição que ganha quando o risco Brasil sobe e perde quando a confiança nas contas públicas volta, e por isso a recomendação da casa é de compras graduais depois da alta recente da moeda.
IVVB
IVVB11 ETF S&P 500 (IVVB)
Bolsa EUA
ENTRA
Entra com 20% como a bolsa americana da carteira, cotada em reais.
O ETF replica o S&P 500, das 500 maiores empresas listadas nos Estados Unidos, e soma o resultado das ações à variação do dólar. É o mais negociado dos nossos ETFs, com giro perto de R$ 112 milhões por dia e patrimônio de R$ 8,1 bilhões. Na alocação da casa, a bolsa americana protege contra a alta do dólar, mas carrega o risco normal das ações, e é a posição desta carteira que mais oscila.
GICP11 ETF Debêntures DI (crédito privado)
Crédito (CDI+)
+0,80% em out.
Segue com 20% como o pós-fixado com prêmio sobre o CDI.
O ETF replica um índice de debêntures atreladas ao CDI mais um prêmio, com vencimentos entre dois e dez anos, teto de 2% por emissor e rebalanceamento mensal, e o índice exclui emissores em recuperação judicial ou inadimplentes. Aqui ele mantém o peso porque a carteira é de pesos iguais; na RF+, o crédito foi cortado à metade. O ponto de execução é a liquidez: o ETF gira perto de R$ 90 mil por dia.
LFTI11 ETF Tesouro Selic
Caixa
+1,06% em out.
Segue como o caixa remunerado da carteira, com 20%, o mesmo peso de cada posição.
O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, que carrega só títulos Tesouro Selic de prazo curto e alta liquidez, com taxa total de 0,15% ao ano. Rende perto do CDI, com liquidez diária, e tem patrimônio de R$ 3,35 bilhões, com giro perto de R$ 2,6 milhões por dia. Com a Selic em 13,75%, o caixa volta a ser a base da alocação defensiva, e é ele que deixa recursos à mão para quando o cenário mudar.
Carteira RF+
A carteira RF+ apresentou alta de 0,41% no mês de outubro, contra 1,07% do CDI. No ano de 2026, acumula alta de 10,70%. Em relação ao mês de outubro, não houve entradas nem saídas: mudaram três pesos.
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/24
Carteira
+0,41%
+2,77%
+10,70%
+13,22%
n/d
+26,73%
CDI
+1,07%
+3,28%
+11,69%
+14,24%
n/d
+28,88%
Diferença
−0,7 p.p.
−0,5 p.p.
−1,0 p.p.
−1,0 p.p.
n/d
−2,2 p.p.
Composição de novembro: Tesouro Selic 60%, debêntures DI 10%, prefixados 15% e IPCA+ curto 15%.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
0 trocas
Novembro (recomendação atual)
B5P211
peso 15% · +0,49% em out.
permanece
B5P211
peso 15% · +0,49% em out.
GICP11
peso 20% · +0,80% em out.
▼ peso 20→10%
GICP11
peso 10% · +0,80% em out.
IRFM11
peso 20% · −1,50% em out.
▼ peso 20→15%
IRFM11
peso 15% · −1,50% em out.
LFTI11
peso 45% · +1,06% em out.
▲ peso 45→60%
LFTI11
peso 60% · +1,06% em out.
sai · entra▲ peso aumentou▼ peso diminuiupermanece
O Tesouro Selic sobe de 45% para 60%, o crédito privado cai de 20% para 10% e o prefixado, de 20% para 15%. A carteira volta a ter o caixa como base, como a alocação de referência da casa, que subiu o CDI de 25% para 40%. No crédito privado, a Carta do Estrategista espera que a cautela dos investidores derrube os preços, sobretudo dos papéis mais longos e difíceis de vender, e o corte segue essa leitura. No prefixado, a preferência da casa é por prazos curtos, que garantem taxa alta com menos risco. A proteção contra a inflação continua em 15%, no prazo curto.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por classe
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 1,1% ao ano · maior queda 0,0%
A Carteira RF+ é a carteira de renda fixa da casa montada só com ETFs listados na B3, para quem quer a visão de juros da Carta do Estrategista sem montar uma escada de títulos. Os pesos fazem parte da recomendação.
As 4 posições de novembro
B5P211 ETF IMA-B5
Inflação
+0,49% em out.
peso 15%
Segue com 15% como a proteção contra inflação, no prazo curto de propósito.
O ETF replica o IMA-B5 P2 da ANBIMA: títulos Tesouro IPCA+ com vencimento em menos de cinco anos, com taxa de 0,2% ao ano e patrimônio de R$ 4,5 bilhões. Na leitura da casa, o IPCA+ protege no cenário em que a economia desacelera, a inflação não cede e o Banco Central corta os juros mesmo assim. Prazo de até cinco anos é a preferência da Carta, que busca proteção, não valorização.
GICP11 ETF Debêntures DI (crédito privado)
Crédito (CDI+)
+0,80% em out.
peso 10%
A perna de crédito privado cai de 20% para 10%.
O ETF replica um índice de debêntures atreladas ao CDI mais um prêmio, com vencimentos entre dois e dez anos, teto de 2% por emissor e rebalanceamento mensal. O índice já exclui emissores em recuperação judicial ou inadimplentes, e o que reduzimos é o risco de spread e de prazo, que pesa mais quando o investidor fica cauteloso. É também um dos ETFs de menor liquidez das nossas carteiras, com giro perto de R$ 90 mil por dia e patrimônio de R$ 44 milhões.
IRFM11 ETF Prefixado IRF-M
Prefixado
−1,50% em out.
peso 15%
O prefixado cai de 20% para 15%.
O ETF replica o IRF-M P2 da ANBIMA, cesta de prefixados do Tesouro com prazo médio mantido igual ou acima de dois anos, com taxa de 0,2% ao ano. Captura o juro alto de hoje e ganha se a desaceleração da economia antecipar novos cortes da Selic. O corte de peso segue a preferência da casa por prazos de até dois anos: o prazo médio do índice é de dois anos ou mais, acima dessa preferência, e o pregão de 26 de outubro mostrou o quanto o prefixado perde quando os juros sobem.
LFTI11 ETF Tesouro Selic
Pós-fixado
+1,06% em out.
peso 60%
Sobe de 45% para 60% e volta a ser o centro da carteira.
O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, só títulos Tesouro Selic de prazo curto, com taxa de 0,15% ao ano, e rende perto do CDI. Tem patrimônio de R$ 3,35 bilhões. Na conta da Carta do Estrategista, com a Selic em 13,75% e a inflação em 4,58% em doze meses, o CDI rende cerca de 8,7% acima da inflação antes do imposto. É o carrego previsível que a carteira quer enquanto as contas públicas não dão sinal de melhora.
Carteira Criptofix
A carteira Criptofix apresentou queda de 2,21% no mês de outubro. No ano de 2026, acumula alta de 3,18%. Em relação ao mês de outubro, saiu o ETF Plataformas de Contratos Inteligentes (WEB311).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/24
Carteira
−2,21%
+8,83%
+3,18%
−0,90%
n/d
−2,45%
CDI
+1,07%
+3,28%
+11,69%
+14,24%
n/d
+28,88%
Diferença
−3,3 p.p.
+5,6 p.p.
−8,5 p.p.
−15,1 p.p.
n/d
−31,3 p.p.
Composição de novembro: Tesouro Selic 70% e índice de cripto 30%.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
1 troca
Novembro (recomendação atual)
WEB311
peso 10% · −12,05% em out.
sai
HASH11
peso 30% · −5,48% em out.
permanece
HASH11
peso 30% · −5,48% em out.
LFTI11
peso 60% · +1,06% em out.
▲ peso 60→70%
LFTI11
peso 70% · +1,06% em out.
sai · entra▲ peso aumentou▼ peso diminuiupermanece
A Criptofix volta a ser mais conservadora. O caixa sobe de 60% para 70%, o índice de cripto segue com 30% e o WEB311, a cesta de criptomoedas sem bitcoin, sai. Com a alocação da casa defensiva e a participação do bitcoin no mercado em alta, a cesta sem bitcoin perdeu momento, e a carteira devolve a aposta em altcoins que tinha feito no mês passado. O caixa remunerado volta a ser mais de dois terços da carteira, e toda a exposição a cripto passa pelo índice amplo, com o bitcoin como a maior parte.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por classe
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 14,5% ao ano · maior queda 11,1%
A Carteira Criptofix é a porta de entrada da casa em ativos digitais: uma carteira de ETFs listados na B3 em que o caixa remunerado domina e a exposição a cripto é minoritária por construção. Os pesos fazem parte da recomendação.
As 2 posições de novembro
HASH11 ETF Cripto Hashdex
Cripto
−5,48% em out.
peso 30%
Segue com 30% e passa a ser a única exposição a cripto da carteira.
O ETF replica o Nasdaq CME Crypto Index, que reúne as principais criptomoedas por valor de mercado e revisa a lista a cada trimestre: na composição de 24 de setembro, eram 73% em bitcoin, 12% em ether e o restante em XRP, solana e outras. A taxa é de 0,30% ao ano, e é o mais negociado dos nossos ETFs de cripto. Com a saída do WEB311, a carteira fica com cerca de 22 pontos em bitcoin e 8 nas demais criptomoedas.
LFTI11 ETF Tesouro Selic
Caixa
+1,06% em out.
peso 70%
Sobe de 60% para 70% e é o que faz desta a carteira conservadora do par.
O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, só títulos Tesouro Selic de prazo curto, com taxa de 0,15% ao ano, e rende perto do CDI, com a Selic em 13,75%. Tem patrimônio de R$ 3,35 bilhões. Com sete décimos da carteira no caixa, um mês ruim da cripto pesa menos no resultado, e é o carrego que paga a espera enquanto a ponta de risco oscila.
Carteira Cripto++
A carteira Cripto++ apresentou queda de 6,69% no mês de outubro. No ano de 2026, acumula queda de 13,59%. Em relação ao mês de outubro, saiu o ETF Plataformas de Contratos Inteligentes (WEB311).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/24
Carteira
−6,69%
+27,11%
−13,59%
−25,31%
n/d
−29,53%
CDI
+1,07%
+3,28%
+11,69%
+14,24%
n/d
+28,88%
Diferença
−7,8 p.p.
+23,8 p.p.
−25,3 p.p.
−39,6 p.p.
n/d
−58,4 p.p.
Composição de novembro: índice de cripto 70%, bitcoin puro 20% e ETF FOMO 10%.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
1 troca
Novembro (recomendação atual)
WEB311
peso 20% · −12,05% em out.
sai
BITH11
peso 10% · −3,11% em out.
▲ peso 10→20%
BITH11
peso 20% · −3,11% em out.
FOMO11
peso 10% · −6,85% em out.
permanece
FOMO11
peso 10% · −6,85% em out.
HASH11
peso 60% · −5,48% em out.
▲ peso 60→70%
HASH11
peso 70% · −5,48% em out.
sai · entra▲ peso aumentou▼ peso diminuiupermanece
Esta é a ponta agressiva, sem caixa, e em novembro ela volta para mais perto do bitcoin. O índice de cripto sobe de 60% para 70%, o bitcoin puro dobra, de 10% para 20%, o ETF FOMO segue com 10% e o WEB311, que tinha 20%, sai. Somadas as posições que dá para medir (o índice amplo tinha 73% em bitcoin na composição de 24 de setembro), a carteira passa de cerca de 54% em bitcoin para cerca de 71%, fora o que o ETF FOMO tiver da moeda. A diferença entre as duas carteiras de cripto está em quanta oscilação cada uma carrega: a Criptofix tem caixa; a Cripto++ não tem.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por classe
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 41,9% ao ano · maior queda 44,1%
A Carteira Cripto++ é a versão integral da exposição a ativos digitais: 100% em ETFs de risco listados na B3, sem caixa, para quem aceita a volatilidade da classe por inteiro. Os pesos fazem parte da recomendação.
As 3 posições de novembro
BITH11 ETF Bitcoin
Bitcoin
−3,11% em out.
peso 20%
O bitcoin puro dobra, de 10% para 20%.
O ETF replica o Nasdaq Bitcoin Reference Price em reais e aplica ao menos 95% num ETF de bitcoin da Hashdex, com taxa máxima global de 0,7% ao ano. É o segundo mais negociado dos nossos ETFs de cripto. Num mercado mais cauteloso, o bitcoin é o centro da classe e a participação dele no mercado subiu, e é para ele que a carteira volta: somadas as posições que dá para medir, cerca de 71% da carteira está em bitcoin, contra cerca de 54% em outubro, fora o que o ETF FOMO tiver da moeda.
FOMO11 ETF Cripto FOMO
Cesta
−6,85% em out.
peso 10%
Segue com 10%, como a posição mais tática da carteira.
O ETF replica o Kaiko Hashdex Risk Parity Momentum Crypto Index: as 12 maiores criptomoedas, com mais peso para as de momento mais forte, equilibradas por paridade de risco e rebalanceadas todo mês, com taxa máxima global de 2% ao ano. Como a cesta muda a cada mês, é a parte da carteira que se ajusta sozinha ao humor do mercado. É o ETF de menor liquidez das nossas carteiras, com giro perto de R$ 45 mil por dia.
HASH11 ETF Cripto Hashdex
Cesta
−5,48% em out.
peso 70%
Sobe de 60% para 70% e segue no centro da carteira.
O ETF replica o Nasdaq CME Crypto Index, das principais criptomoedas por valor de mercado, com revisão trimestral: na composição de 24 de setembro, eram 73% em bitcoin, 12% em ether e o restante em XRP, solana e outras, com taxa de 0,30% ao ano. É a posição que define o resultado do mês, para os dois lados, e a principal fonte de bitcoin da carteira. Com a saída do WEB311, é também por aqui que passa quase toda a exposição ao ether.