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Filipe Villegas

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Publicado em 01 de Outubro de 2026 às 07:00:09

Carteira Recomendada de BDRs e ETFs · Outubro de 2026

Acompanhe o conteúdo e veja como fica a carteira recomendada de BDRs e as carteiras de ETFs e cripto para outubro de 2026.

Outubro é o mês da eleição, com o primeiro turno no dia 4 e o segundo no dia 25, e as pesquisas chegam à reta final em empate técnico. A leitura da casa está no título do estudo de alocação que a Genial publicou em 28 de setembro: o voto decide o nome, o fiscal decide o preço. O orçamento de 2027 não estabiliza a dívida pública, e o que vai mexer com juros, câmbio e bolsa é o rumo que o eleito indicar para as contas. O estudo desenha dois caminhos espelhados. Na continuidade, com a reeleição de Lula, juros longos e dólar tenderiam a subir, e a bolsa brasileira devolveria parte da alta. Na alternância, com uma vitória de Flávio Bolsonaro, os juros cairiam em todos os prazos, o dólar recuaria e a bolsa subiria. Com a disputa empatada, a alocação de referência da casa prefere atravessar os dois caminhos a apostar num só.

No caminho da continuidade, a bolsa americana passa a fazer as vezes de segundo seguro cambial, e o peso dela na alocação de referência dobra, de 10% para 20%. Na alternância, fica em 10%, porque a assimetria mais clara passa a estar no Brasil, não lá fora. O cenário externo favorece o dólar. O Federal Reserve voltou a subir juros em 16 de setembro, para o intervalo entre 3,75% e 4,00%, quando o mercado apostava no caminho oposto. A Genial espera mais uma alta em dezembro e a continuidade do aperto em 2027. O título de dez anos do Tesouro americano fechou 29 de setembro em 5,26%, e o dólar, em R$ 5,22 pela PTAX.

Aqui dentro, o Copom cortou a Selic para 13,75% em setembro, mas a ponta longa da curva segue carregando dois prêmios ao mesmo tempo, o fiscal e o dos juros americanos. Por isso a RF+ fica no juro curto, e a perna Brasil desta carta é o ETF de Ibovespa da ETF Macro, que segue com 20% em outubro.

Na cripto, setembro foi de ida e volta. O bitcoin fechou agosto perto de US$ 78,6 mil e marcou a mínima do mês, US$ 74,9 mil, no dia 15, véspera da alta de juros americana. Depois chegou a US$ 87,4 mil no dia 21 e estava perto de US$ 83,6 mil em 29 de setembro. A participação do bitcoin no valor total do mercado de cripto caiu pouco no mês, de 60,2% para 59,3%.

O que vigiamos em outubro. O emprego americano de setembro sai no dia 2, o primeiro turno é no dia 4 e o IPCA de setembro sai no dia 9. O reajuste do Bolsa Família começa a valer no dia 19, entre um turno e outro, e o segundo turno é no dia 25. O Fed decide no dia 28, e não há reunião do Copom no mês. Nos BDRs, o mês abre com a leitura do resultado da Micron, divulgado em 30 de setembro depois do fechamento. No dia 24, a Moderna faz um webcast para investidores, e a companhia vai levar dados adicionais da vacina contra melanoma ao congresso europeu de oncologia.

Estratégia: como estamos nos posicionando

De onde viemos. Setembro começou com a RF+ alinhada à Carta do Estrategista, com o caixa remunerado no centro, e com a primeira posição em ouro das carteiras de cripto, via ETF de ouro e bitcoin. Na carteira de BDRs, a lista combinava o ciclo de investimento em inteligência artificial com três posições de diversificação: segurança digital, consumo e biotecnologia.

O que o mês revelou. O juro americano subiu quando o mercado esperava o contrário. Mesmo assim, a tese de inteligência artificial seguiu firme nos resultados: a receita de data center da AMD mais que dobrou no segundo trimestre, e a segurança digital passou a ser vendida também como proteção para agentes de IA. No Brasil, a eleição virou o principal evento de reprecificação dos ativos, e o crédito mostrou o custo do juro alto, com inadimplência recorde e recuperações judiciais chegando ao agronegócio.

Para onde apontamos. Na carteira recomendada de BDRs, a AMD entra no lugar da Airbnb, e a lista fica mais concentrada no ciclo de inteligência artificial, com Micron, AMD e Intel ao lado da CrowdStrike e da Moderna. Nas carteiras de alocação há duas mudanças de desenho. A ETF Macro segue com pesos iguais, 20% em cada um dos cinco ETFs, e troca o ETF de ouro e bitcoin pelo de cripto. A RF+ tira cinco pontos do crédito privado e os põe no prefixado, e mantém a inflação no prazo curto. Na cripto, a direção é mais risco e mais altcoin: o ETF de ouro e bitcoin sai das três carteiras em que estava, e o ETF Plataformas de Contratos Inteligentes entra na Criptofix e na Cripto++. O mercado consolidou a aposta em novas altas de juros pelo Fed, e isso pesa contra o ouro. No bitcoin, a leitura técnica mostra o mercado voltando a se posicionar pelo ciclo de quatro anos da moeda: os dois anos que antecedem o halving costumam ser de alta, e os dois seguintes, de baixa. O próximo halving está previsto para 2028. Não há mais ouro em nenhuma das nossas carteiras.

Carteira BDR 5+

A carteira BDR 5+ apresentou alta de 17,20% no mês de setembro. No mesmo período, o índice de BDRs (BDRX) teve alta de 1,86%. No ano de 2026, a carteira acumula alta de 65,32%. Em relação ao mês de setembro, saiu o BDR da Airbnb (AIRB34). Com inclusão do BDR da AMD (A1MD34).

A Airbnb sai por perda de momento, com o resultado em ordem: a receita do segundo trimestre veio acima do esperado e a companhia elevou a previsão de crescimento do ano. A AMD entra como a segunda aposta direta no data center de inteligência artificial, ao lado da Micron. Com a troca, três das cinco posições da carteira recomendada de BDRs dependem do ciclo de semicondutores, e esse é o ponto de atenção do mês: a carteira ganhou foco e perdeu o contrapeso de consumo.

A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs (BDRX) no longo prazo, escolhendo entre os recibos de ações estrangeiras negociados na B3 os cinco com melhor leitura de momento e fundamento, revistos a cada mês.

M1RN34 · Moderna

Segue na carteira com uma tese que mudou de natureza: de recuperação para execução em oncologia. A vacina individualizada contra melanoma, desenvolvida com a Merck, cumpriu o objetivo principal num estudo de Fase 3, e a agência americana de medicamentos aprovou a primeira vacina de gripe da empresa feita com RNA mensageiro. O webcast para investidores do dia 24 é o evento do mês. O ponto de atenção é o resultado: nos doze meses até junho, a companhia teve prejuízo de cerca de US$ 3,2 bilhões, e o preço passou a depender de a oncologia virar receita.

MUTC34 · Micron

Permanece como a posição mais ligada à memória para inteligência artificial. A companhia fornece a memória de alta largura de banda usada nos aceleradores e já embarca a geração HBM4. Negocia a cerca de 24 vezes o lucro dos últimos doze meses, pela brapi, e a cerca de 7 vezes o projetado, pelo consenso LSEG. O resultado do trimestre saiu em 30 de setembro, à noite: receita de US$ 54,2 bilhões, acima dos US$ 51,1 bilhões esperados pelo consenso LSEG, lucro por ação ajustado de US$ 33,42, contra US$ 31,61 esperados, e margem bruta ajustada de 87,0%, recorde da companhia. Para o trimestre seguinte, a Micron projeta receita de US$ 61,5 bilhões.

A1MD34 · AMD

Entra como a segunda aposta direta no data center de inteligência artificial. Principal desafiante da Nvidia nos aceleradores, a AMD viu a receita crescer 50% no segundo trimestre, para US$ 11,5 bilhões, e a de data center mais que dobrar, para US$ 6,7 bilhões. Em setembro, anunciou a compra da World Labs, de IA para ambientes 3D, por US$ 8,2 bilhões em ações. É cara pelo lucro contábil, perto de 150 vezes o dos últimos doze meses (brapi).

C2RW34 · CrowdStrike

Permanece como a perna de receita recorrente da carteira, agora ligada à IA. A plataforma de segurança digital por assinatura teve, no segundo trimestre fiscal, receita de US$ 1,47 bilhão, acima do esperado, e receita recorrente anual de US$ 5,84 bilhões, alta de 25%, e a companhia elevou a previsão do ano. Em setembro, chegou aos marketplaces da Anthropic e da OpenAI e lançou produtos de segurança para agentes de IA. O lucro contábil dos doze meses até julho foi de cerca de US$ 45 milhões, menos de 1% da receita, e o preço se apoia no crescimento.

ITLC34 · Intel

Permanece como a aposta de virada industrial, agora financiada e com cliente âncora. A companhia captou US$ 20 bilhões em ações para bancar a fabricação de chips para terceiros, e a Tesla foi confirmada como cliente do processo 14A a partir de 2028. O investimento previsto para o ano subiu de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões. O ponto de atenção é o prazo: as fábricas de Ohio foram adiadas para 2030 e 2031, e a companhia teve prejuízo de cerca de US$ 11 bilhões nos doze meses até junho. O que decide a tese é a execução das fábricas.

Carteira ETF Macro

A carteira ETF Macro apresentou alta de 3,15% no mês de setembro, contra 1,01% do CDI, a referência da carteira. No ano de 2026, acumula alta de 3,37%. Em relação ao mês de setembro, saiu o ETF Ouro e Bitcoin (GBTC11). Com inclusão do ETF Cripto Hashdex (HASH11).

Composição de outubro: Tesouro Selic 20%, debêntures DI 20%, cripto 20%, semicondutores 20% e Ibovespa 20%.

A ETF Macro segue com pesos iguais, 20% em cada um dos cinco ETFs, e a única troca do mês é o ETF de cripto no lugar do ETF de ouro e bitcoin. Os 20% em cripto são escolha desta carteira: a alocação de referência da casa não tem linha de cripto. O pós-fixado, somado, fica em 40%, e os ativos precificados em dólar também seguem em 40%. Muda a natureza dessa perna: sai a mistura de ouro com bitcoin, entra um índice de criptomoedas, com mais risco e o CDI como régua.

A Carteira ETF Macro é uma carteira de alocação montada só com ETFs listados na B3, com cinco posições de pesos iguais entre caixa, crédito privado, cripto, tecnologia global e bolsa brasileira, e o CDI como referência. Os pesos fazem parte da recomendação tanto quanto a lista de ativos.

LFTI11 · ETF Tesouro Selic

Segue como o caixa remunerado da carteira, com 20%, o mesmo peso de cada posição. O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, que carrega só títulos Tesouro Selic de prazo curto e alta liquidez, com taxa total de 0,15% ao ano. Rende perto do CDI, que estava em 13,65% ao ano em 29 de setembro, com liquidez diária, e tinha patrimônio de R$ 3,22 bilhões nessa data.

GICP11 · ETF Debêntures DI (crédito privado)

Segue como a perna de crédito privado da carteira, com os mesmos 20% de setembro. O ETF replica um índice de debêntures atreladas ao CDI mais um prêmio, com vencimentos entre dois e dez anos, teto de 2% por emissor e rebalanceamento mensal, e o índice exclui emissores em recuperação judicial ou inadimplentes. O spread sobre o CDI vem com risco de crédito e de prazo, maior quanto mais longo o papel. Por isso o crédito foi reduzido na RF+ neste mês; aqui ele mantém o peso porque a carteira é de pesos iguais.

HASH11 · ETF Cripto Hashdex

Entra na carteira com 20%, na vaga do ETF de ouro e bitcoin. O ETF replica o Nasdaq CME Crypto Index, que reúne as principais criptomoedas por valor de mercado e revisa a lista a cada trimestre: em 24 de setembro eram 73% em bitcoin, 12% em ether e o restante em XRP, solana e outras. A taxa é de 0,30% ao ano, e é o mais negociado dos nossos ETFs de cripto. Com o ETF de semicondutores, é uma das duas posições que mais oscilam na carteira, e com 20% pode pesar sozinha no resultado de um mês.

CHIP11 · ETF Semicondutores

Segue com 20% como a ponta de crescimento global da carteira. O ETF replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25, com 26 empresas listadas nos Estados Unidos que tiram ao menos metade da receita de semicondutores, teto de 20% por empresa e rebalanceamento trimestral. A Nvidia é a maior posição, com 23%, seguida de TSMC, Broadcom, Micron e AMD. O ETF acompanha o dólar e, com a saída do ouro, é ao lado do ETF de cripto a perna que dá exposição cambial à carteira.

BOVA11 · ETF Ibovespa

Segue com 20% como a perna Brasil da carteira. O ETF, da BlackRock, replica o Ibovespa, que no início de setembro negociava a 7,9 vezes o lucro projetado para doze meses, contra média de 10,6, pela Bloomberg e estimativas da Genial Analisa. É a posição mais exposta à eleição: no estudo de 28 de setembro, a bolsa sobe no caminho da alternância e devolve parte da alta no da continuidade. Com 20%, a posição carrega na mesma medida o ganho possível e o risco desse evento, que se resolve até o dia 25.

Carteira RF+

A carteira RF+ apresentou alta de 1,30% no mês de setembro, contra 1,01% do CDI. No ano de 2026, acumula alta de 10,24%. Em relação ao mês de setembro, não houve entradas nem saídas: mudaram dois pesos.

Composição de outubro: Tesouro Selic 45%, debêntures DI 20%, prefixados 20% e IPCA+ curto 15%.

O prefixado sobe de 15% para 20%, e o crédito privado cai de 25% para 20%. A mudança tem base no estudo de 28 de setembro, que aponta inadimplência no maior patamar já registrado e uma onda de recuperações judiciais que passou a atingir com força o agronegócio. A ligação entre esse alerta e o corte do crédito é leitura nossa: o estudo não tem linha de crédito privado. Dentro só da renda fixa, as duas carteiras de referência do estudo põem entre 17% e 25% em prefixado, e a RF+ fica no meio, com 20%. A perna de inflação continua curta, em IMA-B5, pelo mesmo motivo de setembro: proteção real sem aposta na ponta longa, que carrega o prêmio fiscal e o dos juros americanos. O Tesouro Selic segue com 45%, como âncora de carrego.

A Carteira RF+ é a carteira de renda fixa da casa montada só com ETFs listados na B3, para quem quer a visão de juros da Carta do Estrategista sem montar uma escada de títulos. Os pesos fazem parte da recomendação.

LFTI11 · ETF Tesouro Selic

Segue como o caixa remunerado da carteira, com os mesmos 45%. O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, só títulos Tesouro Selic de prazo curto, com taxa de 0,15% ao ano, e rende perto do CDI, que estava em 13,65% ao ano em 29 de setembro. É a âncora que faz esta carteira entregar carrego previsível num mês de eleição. O estudo de 28 de setembro ressalva que, num cenário de dominância fiscal, o risco do CDI é o de perder poder de compra, e é por isso que ele divide a carteira com a proteção contra inflação.

GICP11 · ETF Debêntures DI (crédito privado)

A perna de crédito privado cai de 25% para 20%. O ETF replica um índice de debêntures atreladas ao CDI mais um prêmio, com vencimentos entre dois e dez anos, teto de 2% por emissor e rebalanceamento mensal. O índice já exclui emissores em recuperação judicial ou inadimplentes, então o risco que reduzimos é o de spread e de prazo. Entre as maiores posições do índice estão Rede D'Or, Eletrobras, Sabesp e Localiza. Um ponto de execução: o ETF gira perto de R$ 80 mil por dia, em média, e é um dos três de menor liquidez das nossas carteiras.

IRFM11 · ETF Prefixado IRF-M

É a aposta de ciclo da carteira, que sobe de 15% para 20%. O ETF replica o IRF-M P2 da ANBIMA, cesta de prefixados do Tesouro com prazo médio mantido igual ou acima de dois anos, com taxa de 0,2% ao ano. Captura o juro alto de hoje e ganha valor se os cortes da Selic continuarem. A curva de 29 de setembro embutia só um corte pequeno em novembro, então a posição não paga por um ciclo longo. O risco é a inflação piorar no quarto trimestre, como a casa espera, e interromper os cortes.

B5P211 · ETF IMA-B5

É a proteção contra inflação, com 15% e prazo curto de propósito. O ETF replica o IMA-B5 P2 da ANBIMA: títulos Tesouro IPCA+ com vencimento em menos de cinco anos, com taxa de 0,2% ao ano. Protege o poder de compra sem a oscilação da ponta longa da curva, e tinha patrimônio de R$ 4,35 bilhões em 29 de setembro. É o IPCA+ curto que o estudo de 28 de setembro mantém em 15% no caminho da continuidade, e o IPCA-15 de setembro, acima de todas as estimativas, mostra por que a posição segue na carteira.

Carteira Criptofix

A carteira Criptofix apresentou alta de 2,05% no mês de setembro. No ano de 2026, acumula alta de 5,51%. Em relação ao mês de setembro, saíram o ETF Ouro e Bitcoin (GBTC11) e o ETF Bitcoin (BITH11). Com inclusão do ETF Plataformas de Contratos Inteligentes (WEB311).

Composição de outubro: Tesouro Selic 60%, índice de cripto 30% e plataformas de contratos inteligentes 10%.

A Criptofix fica mais agressiva e mais exposta às altcoins. O caixa cai de 70% para 60%, o índice de cripto dobra, de 15% para 30%, e o WEB311 entra com 10%, uma cesta sem bitcoin. Saem o ouro e o bitcoin puro. Somadas as posições, são cerca de 22 pontos em bitcoin e 18 nas demais criptomoedas, ether incluído; em setembro eram cerca de 20 em bitcoin, 3 nas demais e 7 em ouro. O caixa remunerado continua sendo a maior parte da carteira, e é ele que paga a espera enquanto a ponta de risco oscila.

A Carteira Criptofix é a porta de entrada da casa em ativos digitais: uma carteira de ETFs listados na B3 em que o caixa remunerado domina e a exposição a cripto é minoritária por construção. Os pesos fazem parte da recomendação.

LFTI11 · ETF Tesouro Selic

É o que faz esta carteira ser a conservadora do par, agora com 60% em caixa remunerado. O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, só títulos Tesouro Selic de prazo curto, com taxa de 0,15% ao ano, e rende perto do CDI, que estava em 13,65% ao ano em 29 de setembro. O fundo tinha patrimônio de R$ 3,22 bilhões naquela data. A redução de 70% para 60% abre espaço para mais cripto, e mesmo assim o caixa segue sendo mais da metade da carteira, o que limita o tamanho de um mês ruim da classe.

HASH11 · ETF Cripto Hashdex

Dobra de 15% para 30% como a exposição diversificada ao mercado de ativos digitais. O ETF replica o Nasdaq CME Crypto Index, das principais criptomoedas por valor de mercado, com revisão trimestral: em 24 de setembro eram 73% em bitcoin, 12% em ether e o restante em XRP, solana e outras. A taxa é de 0,30% ao ano. Com a saída do bitcoin puro e do ETF de ouro e bitcoin, é por aqui que passa toda a exposição da carteira ao bitcoin. É o mesmo índice que ocupa o centro da Cripto++, aqui com metade do peso.

WEB311 · ETF Plataformas de Contratos Inteligentes

Entra com 10% e é a primeira posição de cripto da carteira sem bitcoin. O ETF da Hashdex replica o CF Smart Contract Platforms Index, cesta das redes que rodam aplicações e contratos digitais: em 24 de setembro, solana com 22%, hyperliquid e ether com 20% cada, cardano com 15% e outras. A taxa máxima global é de 1,3% ao ano. É a posição que mais oscila na carteira e a de menor liquidez, com giro médio perto de R$ 170 mil por dia. Com ela, a ponta de risco da carteira deixa de depender só do bitcoin.

Carteira Cripto++

A carteira Cripto++ apresentou alta de 7,24% no mês de setembro. No ano de 2026, acumula queda de 7,39%. Em relação ao mês de setembro, saiu o ETF Ouro e Bitcoin (GBTC11). Com inclusão do ETF Plataformas de Contratos Inteligentes (WEB311).

Composição de outubro: índice de cripto 60%, plataformas de contratos inteligentes 20%, bitcoin puro 10% e fundo de momentum 10%.

Esta é a ponta agressiva, sem caixa, e em outubro ela vai mais longe na mesma direção da Criptofix. O índice de cripto segue com 60%, o WEB311 entra com 20%, o bitcoin puro cai de 20% para 10% e o ouro sai. Somadas as posições, a carteira passa de cerca de 72% em bitcoin para cerca de 55%, com 12% em ether e 33% nas demais criptomoedas. É mais amplitude, nos dois sentidos. A diferença entre as duas carteiras de cripto está em quanta oscilação cada uma carrega: a Criptofix tem caixa; a Cripto++ não tem.

A Carteira Cripto++ é a versão integral da exposição a ativos digitais: 100% em ETFs de risco listados na B3, sem caixa, para quem aceita a volatilidade da classe por inteiro. Os pesos fazem parte da recomendação.

HASH11 · ETF Cripto Hashdex

Segue no centro da carteira, com os mesmos 60%. O ETF replica o Nasdaq CME Crypto Index, das principais criptomoedas por valor de mercado, com revisão trimestral: em 24 de setembro eram 73% em bitcoin, 12% em ether e o restante em XRP, solana e outras, com taxa de 0,30% ao ano. A fatia do bitcoin no índice vem caindo: na ficha da gestora de agosto, era de 78,5%. É a posição que define o resultado do mês, para os dois lados, e agora também a principal fonte de bitcoin da carteira, depois do corte no ETF de bitcoin puro.

WEB311 · ETF Plataformas de Contratos Inteligentes

Chega com 20% e é a posição que mais aproxima a carteira das altcoins. O ETF da Hashdex replica o CF Smart Contract Platforms Index, cesta das redes que rodam aplicações e contratos digitais, sem bitcoin: em 24 de setembro, solana com 22%, hyperliquid e ether com 20% cada, cardano com 15% e outras. A taxa máxima global é de 1,3% ao ano. Com ela, o ether e as demais criptomoedas passam a somar cerca de 45% da carteira. É também o nosso ETF de cripto que mais oscila.

BITH11 · ETF Bitcoin

É o bitcoin puro, reduzido de 20% para 10%. O ETF replica o Nasdaq Bitcoin Reference Price em reais e aplica ao menos 95% num ETF de bitcoin da Hashdex, com taxa máxima global de 0,7% ao ano. É o segundo mais negociado dos nossos ETFs de cripto, com giro médio perto de R$ 8,5 milhões por dia. Segue na carteira porque o bitcoin continua sendo o centro da classe, mas a maior parte dele já chega pelo índice: somadas as posições, cerca de 55% da carteira está em bitcoin, contra cerca de 72% em setembro.

FOMO11 · ETF Cripto FOMO

Segue com 10%, como a posição mais tática da carteira. O ETF replica o Kaiko Hashdex Risk Parity Momentum Crypto Index: as 12 maiores criptomoedas, com mais peso para as de momento mais forte, equilibradas por paridade de risco e rebalanceadas todo mês, com taxa máxima global de 2% ao ano. Em 25 de setembro, tron e chainlink lideravam, e o bitcoin pesava só 11%. Com a saída do ETF de ouro e bitcoin, passa a ser o ETF de menor liquidez das nossas carteiras, com giro médio perto de R$ 45 mil por dia.

Como usamos estas carteiras

Estas carteiras são reequilibradas uma vez por mês e a entrada acontece pelo fechamento do último pregão do mês anterior. Na carteira recomendada de BDRs e na ETF Macro, as posições têm pesos iguais; na RF+ e nas duas de cripto, cada posição tem um percentual próprio, publicado acima. Nos dois casos, o peso faz parte da recomendação tanto quanto a lista de ativos. Os preços, múltiplos e níveis de mercado citados são de 29 e 30 de setembro, e os múltiplos do Ibovespa, do início de setembro. Os resultados das empresas são os do último balanço publicado, e as composições dos ETFs de cripto são as da gestora em 24 e 25 de setembro, que mudam a cada rebalanceamento.

Para quem investe com ticket de R$ 5 mil, a nossa mesa publica a quantidade exata de cada papel. Todas cabem nesse valor neste mês, com uma observação de arredondamento: na BDR 5+, o BDR da AMD deixa cerca de um quinto da sua fatia sem uso, porque o preço unitário é alto perto da fatia. Na execução, três ETFs têm giro baixo: o FOMO11, perto de R$ 45 mil por dia, o GICP11, perto de R$ 80 mil, e o WEB311, perto de R$ 170 mil. Quem opera volume vai sentir.

A carteira recomendada de BDRs e as carteiras de ETFs são produtos de alocação, pensados para serem carregados inteiros. Quem quiser comparar com o mês anterior encontra a edição de setembro e as anteriores publicada aqui mesmo. Nada aqui é recomendação individual de compra ou venda.

Acesse o disclaimer.

Filipe Villegas

Estrategista de Ações

Leitura Dinâmica