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Eduardo Nishio

Carteiras Recomendadas > Carteiras Recomendadas > Carteira Recomendada > CARTEIRA TOP AÇÕES | Outubro 2026: Peso no Trade Eleitoral

Publicado em 22 de Outubro de 2026 às 20:59:52

CARTEIRA TOP AÇÕES | Outubro 2026: Peso no Trade Eleitoral

Painel da carteira · 23/10/2026
Desde o lançamento, o Top Ações acumula +103,7%, 16,6 pp acima do Ibovespa.
Em 2026
+19,5%
−7,2 pp vs. Ibovespa
Desde o início
+103,7%
+16,6 pp vs. Ibovespa

Nesta revisão, conectamos a carteira à possibilidade de alternância de poder nas eleições. Mesmo com a disputa apertada entre os dois candidatos no segundo turno, em 25/10, acreditamos que as ações domésticas e sensíveis a juros são as que mais ganham se o mercado passar a precificar uma mudança de comando e uma agenda de ajuste fiscal, com queda dos juros longos e volta do fluxo para a bolsa. Esse fluxo já começou a aparecer: em outubro, o volume médio diário negociado em ações se aproxima de R$ 60 bilhões, 160% acima de outubro de 2025, e o de contratos de derivativos roda 60% acima da média do 3T26. Por isso, aumentamos financeiro, varejo e construção e reduzimos commodities e as empresas mais defensivas. Buscamos performance nos dois horizontes: no curto prazo, com posições táticas de maior sensibilidade ao ciclo, como Magazine Luiza, Inter e CSN; no longo prazo, com teses estruturais que se sustentam pelos próprios fundamentos, como B3, Bradesco, Cyrela e Renner.

1
Varejo e construção ganham espaço
Varejo vai de 7% para 20% e construção e shoppings, de 6% para 13%, com Smart Fit, Magazine Luiza, Cyrela e Allos.
2
Financeiro concentrado em B3 e Bradesco
O bloco sobe de 34% para 37%: B3 entra com 15% e Bradesco vai de 4% para 12%; saem Itaúsa e Porto.
3
Menos commodities
O peso cai de 29% para 15%: Petrobras e CSN no lugar de Prio, MBRF, Suzano e Klabin.
Parte 1

Como a carteira foi até aqui

Retorno desde o lançamento, em 2026 e desde a última revisão, até 22/10/2026.
10 de 15
ações da carteira anterior subiram
+95,3%
melhor: AXIA3
−32,5%
pior: MELI34
1 de 3
maiores altas seguem na carteira
Cota desde o início: Top Ações x Ibovespa (base 100)
50100150200250203,7187,1
jan/22jan/23jan/24jan/25jan/26out/26
Top AçõesIbovespa
Cota no fim de cada mês, composta a partir dos retornos mensais (base 100 em 20/01/2022). Rótulos com a cota oficial em 22/10/2026. Fonte: Economatica e Genial.
2026: retorno acumulado no ano
0%10%20%30%+26,7%+19,5%
dez/25fevabrjunagoout
Top AçõesIbovespa
Acumulado no fim de cada mês; outubro até 22/10. Fonte: Economatica e Genial.
Quanto a carteira está à frente do Ibovespa (pp)
−100+10+20+30+16,6 pp
jan/22jan/23jan/24jan/25jan/26out/26
Diferença entre as cotas da carteira e do Ibovespa, em pontos da base 100. Fonte: Economatica e Genial.
Retorno mês a mês: Top Ações x Ibovespa
2022no ano+10,6%
MêsTopIbov
jan+0,8%+2,8%
fev+0,8%+0,9%
mar+10,0%+6,1%
abr+0,1%−10,1%
mai+6,0%+3,2%
jun−16,1%−11,5%
jul+0,7%+4,7%
ago+9,9%+6,2%
set−2,3%+0,5%
out+16,0%+5,5%
nov−8,5%−3,1%
dez−3,2%−2,4%
Ano+9,9 pp+10,6%+0,7%
Início+9,9 pp+10,6%+0,7%
2023no ano+19,2%
MêsTopIbov
jan+9,6%+3,4%
fev−7,3%−7,5%
mar−5,7%−2,9%
abr+2,2%+2,5%
mai+0,5%+3,7%
jun+6,1%+9,0%
jul+5,8%+3,3%
ago−3,4%−5,1%
set−0,5%+0,7%
out−2,2%−2,9%
nov+10,1%+12,5%
dez+4,3%+5,4%
Ano−3,1 pp+19,2%+22,3%
Início+8,7 pp+31,8%+23,2%
2024no ano−5,1%
MêsTopIbov
jan−4,4%−4,8%
fev+3,0%+1,0%
mar+1,3%−0,7%
abr−4,3%−1,7%
mai−5,2%−3,0%
jun+3,8%+1,5%
jul+5,5%+3,0%
ago+7,0%+6,5%
set−3,9%−3,1%
out−0,6%−1,6%
nov−4,6%−3,1%
dez−1,8%−4,3%
Ano+5,3 pp−5,1%−10,4%
Início+14,7 pp+25,1%+10,4%
2025no ano+36,5%
MêsTopIbov
jan+5,9%+4,9%
fev−3,7%−2,6%
mar+5,6%+6,1%
abr+6,9%+3,7%
mai+4,7%+1,5%
jun+0,9%+1,3%
jul−5,6%−4,2%
ago+8,4%+6,3%
set+2,7%+3,4%
out−0,7%+2,3%
nov+5,8%+6,4%
dez+1,7%+1,3%
Ano+2,4 pp+36,5%+34,0%
Início+22,8 pp+70,7%+48,0%
2026no ano+19,5%
MêsTopIbov
jan+9,7%+12,6%
fev+5,8%+4,1%
mar+1,2%−0,7%
abr−1,9%−0,1%
mai−8,5%−7,2%
jun+0,7%−1,0%
jul+1,3%+3,5%
ago−1,7%−0,3%
set+1,2%+5,0%
out+11,5%+9,5%
nov——
dez——
Ano−7,2 pp+19,5%+26,7%
Início+16,6 pp+103,7%+87,1%
Carteira acima do Ibovespa no mêsCarteira abaixo do Ibovespa no mês
Retorno mensal com proventos reinvestidos; os pesos da carteira só mudam nas revisões. "Início" é o acumulado desde 20/01/2022; abaixo de cada total, a diferença para o Ibovespa em pp. Último mês até 22/10. Fonte: Economatica e Genial.
Retorno acumulado por ação desde a última atualização
Acumulado de 09/06/2025 (última atualização) a 22/10/2026
AXIA3+95,3%
PRIO3+72,3%
ITSA4+62,8%
BBDC3+49,3%
SBSP3+48,5%
SAPR11+31,9%
TEND3+23,2%
CURY3+22,8%
PSSA3+7,4%
KLBN11+5,8%
INBR34−7,6%
LREN3−11,7%
SUZB3−18,0%
MBRF3−18,7%
MELI34−32,5%
IBOV+50,4%
TOP+36,4%
Retorno de cada ação da carteira anterior no período, com proventos e eventos societários (dividendos, bonificações e conversões de ações) como se reinvestidos no próprio papel; o Ibovespa e a carteira (TOP) como referência. Fonte: Economatica e Genial.
Contribuição por ação desde a última atualização
Acumulado de 09/06/2025 (última atualização) a 22/10/2026
PRIO3+16,20
AXIA3+15,66
ITSA4+14,07
SBSP3+7,98
BBDC3+2,94
CURY3+1,36
SAPR11+0,95
PSSA3+0,88
TEND3+0,69
KLBN11+0,17
LREN3−0,52
INBR34−0,80
SUZB3−0,81
MELI34−1,94
MBRF3−2,51
Retorno x peso, em pontos da cota da carteira (base 100 no lançamento). Fonte: Genial.
R$ 10 mil aplicados no lançamento (20/01/2022)
Top AçõesR$ 20.371
IbovespaR$ 18.709
Simulação com a cota da carteira e do índice até 22/10/2026, com proventos e sem custos e impostos. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
Parte 2

A carteira recomendada

Quanto colocar em cada ação, por setor, e o que mudou desde a última revisão.
Carteira recomendada · outubro/2026
AçãoPeso recomendadovs. anterior
Financeiro37%
B3SA3 B315%novo
BBDC3 Bradesco12%+8 pp
INBR34 Inter10%+3 pp
Varejo20%
SMFT3 Smartfit10%novo
MGLU3 Magazine Luiza5%novo
LREN3 Renner5%+2 pp
Commodities15%
PETR4 Petrobras10%novo
CSNA3 CSN5%novo
Elétricas e saneamento15%
SBSP3 Sabesp5%−6 pp
AXIA3 Axia5%−6 pp
ALUP11 Alupar5%novo
Construção e shoppings13%
CYRE3 Cyrela8%novo
ALOS3 Allos5%novo
Total · 13 ações100%
Pesos recomendados a partir de 23/10/2026. Saem da carteira: PRIO3, ITSA4, MBRF3, PSSA3, CURY3, MELI34, SUZB3, SAPR11, TEND3, KLBN11. Fonte: Genial.
Quadro de mudanças: carteira anterior x nova
8 entram · 10 saem · 5 ajustes de peso
AçãoAntesNovoDif. (pp)Movimento
Financeiro34% → 37% (+3 pp)
B3SA3B3—15%+15ENTRA
BBDC3Bradesco4%12%+8AUMENTA
INBR34Inter7%10%+3AUMENTA
ITSA4Itaúsa15%—−15SAI
PSSA3Porto8%—−8SAI
Varejo7% → 20% (+13 pp)
SMFT3Smartfit—10%+10ENTRA
LREN3Renner3%5%+2AUMENTA
MGLU3Magazine Luiza—5%+5ENTRA
MELI34Mercado Livre4%—−4SAI
Commodities29% → 15% (−14 pp)
PETR4Petrobras—10%+10ENTRA
CSNA3CSN—5%+5ENTRA
PRIO3Prio15%—−15SAI
MBRF3MBRF9%—−9SAI
SUZB3Suzano3%—−3SAI
KLBN11Klabin2%—−2SAI
Elétricas e saneamento24% → 15% (−9 pp)
SBSP3Sabesp11%5%−6DIMINUI
AXIA3Axia11%5%−6DIMINUI
ALUP11Alupar—5%+5ENTRA
SAPR11Sanepar2%—−2SAI
Construção e shoppings6% → 13% (+7 pp)
CYRE3Cyrela—8%+8ENTRA
ALOS3Allos—5%+5ENTRA
CURY3Cury4%—−4SAI
TEND3Tenda2%—−2SAI
Total100%100%
Pesos da carteira anterior e da recomendada a partir de 23/10/2026, por setor. Fonte: Genial.
Mapa da carteira de outubro
CSNA35%
PETR4Petrobras10%novo
BBDC3Bradesco12%▲
INBR34Inter10%▲
B3SA315%novo
SBSP35%▼
AXIA35%▼
ALUP115%novo
MGLU35%novo
SMFT310%novo
LREN35%▲
CYRE3Cyrela8%novo
ALOS35%
Financeiro 37%Varejo 20%Commodities 15%Elétricas e saneamento 15%Construção e shoppings 13%
Área de cada bloco proporcional ao peso na carteira; cores por setor. ▲ aumentou, ▼ diminuiu, novo = entrou nesta edição. Fonte: Genial.
Parte 3

Por que mudamos

As trocas desta revisão, explicadas tema a tema.

A revisão mexeu em 76 pp da carteira: dez ações saíram, oito entraram e cinco tiveram o peso ajustado. A direção é clara: mais exposição a ações domésticas sensíveis a juros, que tendem a ganhar mais com a queda da Selic e com a volta do fluxo para a bolsa. Abaixo, as perguntas que essas mudanças levantam, por setor.

Rotação: 76 pp da carteira mudaram de lugar
Saiu de
PRIO3
15
ITSA4
15
PRIO3 15 pp (saiu) · ITSA4 15 pp (saiu) · MBRF3 9 pp (saiu) · PSSA3 8 pp (saiu) · SBSP3 6 pp (ajuste) · AXIA3 6 pp (ajuste) · CURY3 4 pp (saiu) · MELI34 4 pp (saiu) · SUZB3 3 pp (saiu) · SAPR11 2 pp (saiu) · TEND3 2 pp (saiu) · KLBN11 2 pp (saiu)
↓
Foi para
B3SA3
15
B3SA3 15 pp (entrou) · PETR4 10 pp (entrou) · SMFT3 10 pp (entrou) · BBDC3 8 pp (ajuste) · CYRE3 8 pp (entrou) · MGLU3 5 pp (entrou) · ALOS3 5 pp (entrou) · CSNA3 5 pp (entrou) · ALUP11 5 pp (entrou) · INBR34 3 pp (ajuste) · LREN3 2 pp (ajuste)
Pontos percentuais de peso, da carteira anterior para a nova. Blocos menores que 12 pp não levam rótulo; todos estão na lista abaixo de cada barra. Fonte: Genial.

Financeiro · Sobe de 34% para 37%, concentrado em B3 e Bradesco.

ITSA4 SAIPSSA3 SAIB3SA3 ENTRA
Por que sair de Itaúsa e Porto e entrar em B3?
A B3 entra como a maior posição da carteira, com 15%. Se a alternância de poder se confirmar, com uma agenda fiscal mais crível, o real tende a se valorizar, as expectativas de inflação e de juros recuam e o investidor volta a migrar da renda fixa para a bolsa. Esse movimento já aparece nos números de outubro: o volume médio diário negociado em ações se aproxima de R$ 60 bilhões, cerca de 2,6 vezes o de um ano antes, e os contratos de derivativos rodam 60% acima da média do 3T26. Com uma estrutura de custos em boa parte fixa, cada real adicional de volume chega ao lucro da B3 com força. A Itaúsa sai com boa parte da tese entregue: o desconto da holding caiu de quase 26% para 19,3%, perto dos 15% a 17% que consideramos justos, e a ação subiu 62,8% desde junho/2025. Na Porto, o seguro segue resiliente, com ROE de 22,3% no 2T26, mas o Porto Bank teve perdas de crédito acima do esperado e a companhia elevou a projeção de provisões para R$ 3,1 a 3,5 bilhões em 2026.
BBDC3 4% → 12%INBR34 7% → 10%
Por que aumentar Bradesco e Inter?
O Bradesco vai para 12% porque a recuperação já opera acima do custo de capital: foram dez trimestres seguidos de alta do lucro recorrente, com ROE de 15,7% no 2T26, e projetamos o 11º no 3T26. Com a Selic em queda, a tesouraria ajuda enquanto o crédito ainda constrói margem, e o banco negocia a 7,7x P/L 2026e. O Inter sobe para 10% depois do melhor trimestre da sua história, com ROE recorde de 16,3% e carteira crescendo 29,1% a/a, a 7,6x P/L 2026e. Nos dois casos, o ponto a acompanhar é o custo do crédito.

Varejo · Sobe de 7% para 20%.

SMFT3 ENTRAMGLU3 ENTRAMELI34 SAI
Por que entrar em Smart Fit e Magazine Luiza e sair de Mercado Livre?
São as duas ações do varejo em que a queda de juros mais muda o lucro. A Smart Fit cresce receita a 22% a/a e EBITDA a 24% a/a, mas o lucro avança só 8% por causa da despesa financeira, com dívida líquida de R$ 4,6 bilhões; a ação ficou para trás no ano. Na Magazine Luiza, o EBITDA ajustado de R$ 708,8 milhões no 2T26 virou prejuízo por um resultado financeiro negativo de R$ 572,3 milhões. O Mercado Livre sai depois de cair mais de 30,0% desde junho/2025: a receita cresce 50% a/a, mas o ciclo de investimento em crédito e logística levou a margem operacional de 12,2% para 6,7% no 2T26.
LREN3 3% → 5%
Por que aumentar Renner?
Iniciamos a cobertura da Renner em setembro com Compra. A companhia cortou o guidance de crescimento de 2026 de 9%-13% para 4%-8%, e esse corte já está no preço: mesmo com receita na banda inferior, o valuation aponta potencial, porque a diluição de despesas ainda está por vir. A ação negocia a 9,1x P/L 2026e, com a margem bruta de varejo resistindo (57,5% no 2T26) mesmo com vendas fracas.

Commodities · Cai de 29% para 15%.

PRIO3 SAIMBRF3 SAISUZB3 SAIKLBN11 SAIPETR4 ENTRACSNA3 ENTRA
Por que trocar Prio, MBRF, Suzano e Klabin por Petrobras e CSN?
O bloco encolhe para abrir espaço às ações domésticas e fica com dois casos táticos com gatilho próprio. A Petrobras negocia a 6,0x o lucro dos últimos doze meses, com ROE de 27,8%, e soma dois gatilhos: o Brent mais alto, que ainda não estava todo no resultado do 1T26, e a redução do desconto de estatal caso a alternância de poder diminua a percepção de risco de intervenção. Na CSN, a venda do controle da CSN Cimentos pode levar a dívida de 3,4x para cerca de 2,7x o EBITDA. Do outro lado, a Prio sai depois de subir 72,3% desde junho/2025, com a virada para geração de caixa e recompra já visível no 2T26. A Suzano tem alavancagem de 3,4x em dólar e cortamos o EBITDA de 2026 e 2027 para abaixo do mercado; a Klabin queimou caixa no 4T25 com alavancagem perto de 3x; e a MBRF enfrenta a suspensão de plantas pela China depois do caso de Newcastle em Santa Catarina, em 18/10, com duração ainda incerta.

Elétricas e saneamento · Cai de 24% para 15%.

AXIA3 11% → 5%SBSP3 11% → 5%SAPR11 SAIALUP11 ENTRA
Por que reduzir Axia e Sabesp, sair de Sanepar e entrar em Alupar?
A Axia, antiga Eletrobras, foi a maior alta da carteira desde junho/2025 (+95,3%). Estamos reduzindo o peso das empresas de infraestrutura e de perfil defensivo no portfólio. Vemos as companhias sob nossa cobertura como “bond proxies”, que devem se beneficiar das reformas fiscais à medida que os juros longos começarem a cair. São, porém, empresas pouco alavancadas operacionalmente, o que limita o potencial de ganho caso o cenário mais otimista se materialize. A Sabesp teve no 2T26 o primeiro resultado fraco desde a privatização, com lucro ajustado 41,2% menor. A Sanepar sai depois de um 2T26 operacionalmente bom, mas com o resultado contábil afetado pela reversão do precatório, e com os gatilhos de privatização e precatório que sustentavam a tese já frustrados. A Alupar entra como posição tática: a receita de transmissão cresce 14,7% a/a, com novos projetos até 2029, e ativos de receita previsível ganham valor com juros em queda.

Construção e shoppings · Sobe de 6% para 13%.

CURY3 SAITEND3 SAICYRE3 ENTRAALOS3 ENTRA
Por que trocar Cury e Tenda por Cyrela e Allos?
A troca leva a carteira da baixa renda para negócios que ganham mais com juros em queda. Na baixa renda, o 3T26 mostrou o aperto na concessão de crédito da Caixa, somado à greve do banco: na Tenda, os distratos subiram para 19,4% das vendas brutas e o repasse caiu 25,1% a/a; na Cury, os distratos pesaram na venda líquida, ainda que não na operação. A Cyrela é um conglomerado imobiliário, com cerca de 20% do resultado vindo de equivalência patrimonial em Cury, Plano&Plano e Lavvi, home equity pela CashMe e ativos a monetizar. Na Allos, a venda do São Bernardo Plaza a cap rate de 9,0% mostrou que os ativos valem bem mais do que a bolsa precifica.
Parte 4

As 13 ações, uma por uma

A tese de cada ação da carteira de outubro.

Cada ação traz a nossa tese, o que pode destravar valor, o principal risco e o valuation. Elas aparecem em ordem de peso na carteira.

B3SA3B3Financeiro
15%ENTRAESTRUTURAL
Fluxo de volta à bolsa e alavancagem operacional puxam o lucro
Recomendamos COMPRA de B3SA3, com preço-alvo de R$ 27,40. Uma eventual alternância de poder com maior credibilidade fiscal pode fortalecer o real, reduzir expectativas de inflação e juros e impulsionar a bolsa. O ADTV (volume financeiro médio diário de renda variável) parcial de outubro próximo de R$ 60 bi (+160% sobre out/25) e o ADV (média diária de contratos de derivativos) 60% acima do 3T26 reforçam o potencial de expansão de receitas e lucros, favorecido pela alavancagem operacional da B3.
Fique de olho
B3 Day em dezembro, com orçamento e cronograma da nova clearing; retomada do volume com juros em queda; duplicatas escriturais gerando receita a partir de 2027.
Risco
Atraso e sobrecusto tecnológico; concorrência de A5X, Base Exchange e CSD BR a partir de 2027.
Valuation
17,5x P/L 2026e e 14,7x P/L 2027e.
BBDC3BradescoFinanceiro
4% → 12%AUMENTAESTRUTURAL
A recuperação já paga o custo de capital
O Bradesco vai de 4% para 12% e passa a ser a segunda maior posição. A recuperação entra no décimo primeiro trimestre: no 2T26, o lucro recorrente foi de R$ 7,05 bilhões (+16,2% a/a), com ROE de 15,7%, já acima do custo de capital, carteira expandida crescendo 11,6% a/a e índice de eficiência em 46,5%. Para o 3T26, projetamos lucro de R$ 7,18 bilhões e ROE de 15,4%. O próximo estágio da tese é provar que a forte expansão da carteira se converte em lucro depois da PDD; enquanto isso, a Selic em queda reforça a tesouraria, que faz neste trimestre o trabalho que o crédito ainda não consegue fazer.
Fique de olho
Conversão da carteira em margem depois da PDD; aumento de capital de R$ 9,7 bilhões; reorganização da BradSaúde como opcionalidade.
Risco
Custo do crédito no topo da faixa (3,7%), inadimplência acima de 90 dias subindo para cerca de 4,4% e cobertura em queda.
Valuation
7,7x P/L 2026e, 6,6x P/L 2027e e 1,09x P/VP 2026e (BBDC4, preço de 22/10); dividend yield estimado de 7,3% em 2026e e 8,7% em 2027e.
INBR34InterFinanceiro
7% → 10%AUMENTATÁTICO
Lucro recorde e capital neutro; o crédito é o ponto de atenção
Aumentamos o Inter de 7% para 10%. O banco entregou no 2T26 o melhor trimestre da sua história: lucro de R$ 421 milhões (+33,6% a/a), ROE recorde de 16,3% e carteira de crédito crescendo 29,1% a/a, cerca de três vezes o ritmo do sistema. Já atingiu neutralidade de capital e segue convergindo para o plano 60-30-30. O ponto de atenção é o crédito: o custo de risco sobe com o consignado privado e a cobertura caiu pelo terceiro trimestre seguido. A NIM acima de 10% teve ajuda pontual do hedge de inflação e não deve ser lida como novo patamar.
Fique de olho
Convergência ao plano 60-30-30 (60 milhões de clientes, 30% de eficiência e 30% de ROE); monetização da base de clientes; novo produto de seguros.
Risco
Qualidade do crédito: consignado privado, home equity com LTV acima de 70% e cobertura em queda pelo terceiro trimestre; receita de serviços abaixo do esperado.
Valuation
7,6x P/L 2026e, 5,6x P/L 2027e e 1,14x P/VP 2026e.
SMFT3SmartfitVarejo
10%ENTRAESTRUTURAL
A operação cresce mais rápido que o lucro; os juros explicam a diferença
A Smart Fit entra com 10%. A operação segue crescendo: no 2T26, a receita líquida foi de R$ 2,2 bilhões (+22% a/a), o EBITDA de R$ 712 milhões (+24% a/a; margem de 32,7%) e o lucro recorrente de R$ 204 milhões (+8% a/a), com a meta de 330 a 350 aberturas em 2026 mantida. O lucro cresce menos que a operação por causa da despesa financeira e de uma alíquota maior: a dívida líquida subiu para R$ 4,6 bilhões (1,2x EBITDA). Por isso a ação ficou para trás no ano, e é uma das mais sensíveis à queda de juros, como mostrou a alta de 43,6% na semana após o primeiro turno.
Fique de olho
Queda de juros aliviando a despesa financeira; maturação das academias abertas em 2025 e 2026; geração de caixa voltando a cobrir o capex.
Risco
Alavancagem subindo (1,2x dívida líquida/EBITDA) com capex de R$ 625 milhões no trimestre; geração de caixa abaixo do esperado no 2T26; competição no segmento de baixo custo.
PETR4PetrobrasCommodities
10%ENTRATÁTICO
Petróleo mais alto vira caixa e dividendo no segundo semestre
A Petrobras entra com 10%, como posição tática. A ação negocia a 6,0x o lucro dos últimos doze meses, com ROE de 27,8%, e foi a maior entrada da Carteira Recomendada de setembro. No 1T26, a geração de caixa livre foi de R$ 20,1 bilhões, com alavancagem de 1,43x dívida líquida/EBITDA, e parte do ganho com o Brent mais alto ainda não estava no resultado, o que deve aparecer em receita, caixa e dividendos no segundo semestre. Além do barril, há um gatilho político: como estatal, a Petrobras negocia com desconto pelo risco de intervenção em preços, investimentos e dividendos, e uma eventual alternância de poder tende a reduzir essa percepção de risco e abrir espaço para a reprecificação do múltiplo. Nossa recomendação fundamentalista segue Manter.
Fique de olho
Redução do prêmio de risco político de estatal com uma eventual alternância de poder; Brent sustentado; P-79 produzindo desde maio (180 mil bpd); dividendos de até 50% do lucro ajustado em 2026–27, subindo para até 75% em 2028–29.
Risco
Intervenção política, governança e tributação; capex elevado limitando dividendos extraordinários; queda do Brent.
Valuation
6,0x o lucro dos últimos 12 meses e ROE de 27,8%, no preço de 22/10; alavancagem de 1,43x dívida líquida/EBITDA no 1T26.
CYRE3CyrelaConstrução e shoppings
8%ENTRAESTRUTURAL
Mais que uma incorporadora: um conglomerado imobiliário
A Cyrela entra com 8%. Mais que uma incorporadora de alta renda, ela é um conglomerado imobiliário: cerca de 20% do resultado vem de equivalência patrimonial em Cury, Plano&Plano e Lavvi, a companhia atua em home equity pela CashMe e tem ativos a monetizar, como a sede. Com crédito mais barato, tende a lançar e vender mais na média e alta renda. A prévia do 3T26 mostrou lançamentos de R$ 2,9 bilhões e vendas de R$ 2,1 bilhões ex-permuta, abaixo do 3T25, mas as vendas dos nove meses ficaram estáveis em R$ 6,8 bilhões, e o balanço segue entre os menos alavancados do setor.
Fique de olho
Queda de juros reativando a média e alta renda; monetização de ativos, como a sede; crescimento da CashMe e das investidas.
Risco
Desaceleração das vendas na alta renda de São Paulo: velocidade de vendas de 12 meses de 40,3% no 3T26, contra 48,9% um ano antes.
CSNA3CSNCommodities
5%ENTRATÁTICO
A venda do cimento é o gatilho da desalavancagem
A CSN entra com 5%, como posição tática. Para nós, a alavancagem, e não a operação, é o cerne da tese: com 3,4x dívida líquida/EBITDA e despesa financeira consumindo quase metade do EBITDA, a ação acumula queda de 40% no ano. A venda do controle da CSN Cimentos, que recebeu propostas vinculantes de Huaxin, Votorantim com Cementir e Polimix, pode levar a alavancagem para cerca de 2,7x no cenário base, com economia de R$ 1,6 a 1,7 bilhão por ano em juros. A venda de participação minoritária na infraestrutura adicionaria R$ 5 a 8 bilhões.
Fique de olho
Assinatura e fechamento da venda do cimento, a 8x–10x EV/EBITDA; venda minoritária da infraestrutura (R$ 5 a 8 bilhões); fluxo de caixa livre positivo no segundo semestre.
Risco
Múltiplo de venda abaixo de 8x ou condições impostas pelo Cade, com fechamento podendo ficar para 2027; minério e frete; 62% da dívida em moeda estrangeira.
Valuation
Alavancagem de 3,4x dívida líquida/EBITDA, que cai para cerca de 2,7x com a venda do cimento a 8,5x EV/EBITDA (cenário base).
ALOS3AllosConstrução e shoppings
5%ENTRAESTRUTURAL
A bolsa precifica os shoppings bem abaixo do que eles valem
A ALLOS entra com 5%. A venda dos 60% do São Bernardo Plaza ao XP Malls por R$ 331,1 milhões, a cap rate de 9,0%, expôs a distância entre o valor dos ativos e o preço da ação: a companhia entregou 1,3% do NOI consolidado e recebeu o equivalente a 2,5% do seu valor de mercado. Os fundamentos seguem firmes, com FFO crescendo e a reciclagem de portfólio, o Kinea ALLOS Malls FII e a simplificação da companhia como vetores. Com juros em queda, shoppings ganham pelo consumo e pela abertura do canal de venda de participações a fundos imobiliários.
Fique de olho
Kinea ALLOS Malls FII (até 7 ativos, de R$ 0,8 a 2,0 bilhões); novas vendas de ativos a cap rates abaixo do implícito na ação; normalização do Shopping Tijuca.
Risco
Monetização das cotas recebidas: 70% do preço do São Bernardo Plaza veio em cotas de um fundo negociando abaixo do valor patrimonial; Helloo pressionando a margem; custo financeiro.
Valuation
Venda dos 60% do São Bernardo Plaza ao XP Malls por R$ 331,1 milhões, a cap rate de 9,0% sobre o NOI de 2026.
ALUP11AluparElétricas e saneamento
5%ENTRATÁTICO
Executora de transmissão com receita previsível
A Alupar entra com 5%, como posição tática. O 2T26 reforçou a tese de grande executora de projetos: a receita de transmissão cresceu 14,7% a/a, com RAP de R$ 812,6 milhões, e a companhia venceu o Lote 7 do Leilão 01/2026, com RAP de R$ 96,7 milhões e investimento de R$ 1,09 bilhão, com novos projetos entrando em operação entre 2026 e 2029. Com juros em queda, ativos de receita previsível e indexada ganham valor e a despesa financeira, que hoje pesa no lucro, tende a ceder. A geração, pressionada por curtailment, segue o ponto fraco. Nossa recomendação fundamentalista segue Manter.
Fique de olho
Entrada em operação dos projetos de 2026 a 2029; queda de juros reduzindo o custo da dívida, 81% em debêntures.
Risco
Execução dentro do orçamento; curtailment em eólicas e solares no Nordeste; resultado financeiro pesado, com alavancagem regulatória de 3,2x.
Valuation
Alavancagem regulatória de 3,2x dívida líquida/EBITDA; dividendos intercalares de R$ 0,21 por unit no 2T26.
LREN3RennerVarejo
3% → 5%AUMENTAESTRUTURAL
O guidance menor já está no preço; a diluição de despesas, não
Aumentamos a Renner de 3% para 5%. Iniciamos a cobertura em setembro com Compra: mesmo com premissas conservadoras, com receita na banda inferior do novo guidance de crescimento de 4% a 8% em 2026 (antes 9% a 13%), o valuation aponta potencial, porque a diluição de despesas ainda está por vir. A margem bruta de varejo resiste (57,5% no 2T26, +0,4 p.p. a/a) mesmo com vendas fracas, e a expansão para cidades menores e a Youcom sustentam o crescimento até 2030.
Fique de olho
Queda de juros destravando consumo e crédito; diluição de despesas; expansão para cidades menores e Youcom com 260 a 290 lojas até 2030.
Risco
Consumo pressionado; competição das plataformas asiáticas; qualidade do crédito na Realize, com resultado 21,9% menor no 2T26.
Valuation
9,1x P/L 2026e no preço de 22/10.
MGLU3Magazine LuizaVarejo
5%ENTRATÁTICO
A ação em que a queda de juros mais muda o lucro
A Magazine Luiza entra com 5%, como posição tática. O lucro da companhia depende do custo de capital e do crédito parcelado: no 2T26, o EBITDA ajustado de R$ 708,8 milhões e vendas totais de R$ 14,5 bilhões viraram prejuízo ajustado de R$ 50,4 milhões por causa de um resultado financeiro negativo de R$ 572,3 milhões. Com juros em queda, a despesa financeira é a linha que mais pode mudar o resultado, o que ajuda a explicar a alta de 60,6% na semana após o primeiro turno.
Fique de olho
Queda de juros e do custo de antecipação de recebíveis; volta ao lucro.
Risco
Juros caindo menos que o mercado precifica; e-commerce em queda; a ação já subiu 60,6% na semana após o primeiro turno.
SBSP3SabespElétricas e saneamento
11% → 5%DIMINUITÁTICO
Tese estrutural intacta, mas o trimestre cobrou o preço
Reduzimos a Sabesp de 11% para 5%. O 2T26 foi o primeiro resultado fraco desde a privatização: EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões (-3,2% a/a), margem de 58% (-5,9 p.p.) e lucro ajustado de R$ 1,2 bilhão (-41,2% a/a), com custos subindo 24,5% e a dívida líquida chegando a R$ 34 bilhões (2,1x EBITDA) pelo ciclo de investimento. A tese de longo prazo, apoiada em universalização, expansão da base de ativos regulatórios e eficiência, não muda, mas a captura de valor será gradual e sujeita a ruídos de curto prazo.
Fique de olho
Reconhecimento regulatório dos investimentos (capex de cerca de R$ 20 bilhões em 2026); metas de universalização; repasse das iniciativas comerciais nas próximas revisões tarifárias.
Risco
Margem pressionada por custos; menor consumo por pessoa e tarifa social; custo financeiro crescente com a dívida em 2,1x EBITDA.
Valuation
Dívida líquida de 2,1x EBITDA; no 1T26, a ação já negociava com desconto à base de ativos regulatórios.
AXIA3AxiaElétricas e saneamento
11% → 5%DIMINUITÁTICO
Da desalavancagem à alocação de capital
Reduzimos a Axia, antiga Eletrobras, de 11% para 5%, depois de alta de 95,3% desde junho/2025, a maior da carteira. O 2T26 reforçou a transição do equity story: EBITDA regulatório ajustado de R$ 6,7 bilhões (+21,5% a/a), alavancagem de 1,7x e fluxo de caixa livre de R$ 5 bilhões. A discussão deixa de ser se a companhia consegue desalavancar e passa a ser qual o melhor uso do excesso de capital, com a descotização chegando a zero em 2027 e cerca de R$ 2 bilhões de RAP incremental até 2030.
Fique de olho
Fim da descotização em 2027; cerca de R$ 2 bilhões de RAP incremental até 2030; decisões de uso do excesso de capital.
Risco
Qualidade das decisões de alocação de capital; energia descontratada; resultado financeiro.
Valuation
TIR implícita de 11,2% e EV/EBITDA 2026e de 5,5x no preço de 05/08; alavancagem de 1,7x.
Dados até 22/10/2026. Fonte: Economatica e Genial.
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Eduardo Nishio

Head de Ações

Luca Vello Izzo

Analista de Ações

João Caldas

Analista de Fundos Imobiliários

Vitor Sousa

Analista de Ações

Matheus Filgueiras

Analista de Ações

Alan Frydman

Analista de Ações

Leitura Dinâmica