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Filipe Villegas

Carteiras Recomendadas > Carteiras Recomendadas > Carteira Recomendada > Carteira Recomendada de Ações · Outubro de 2026

Publicado em 01 de Outubro de 2026 às 07:00:08

Carteira Recomendada de Ações · Outubro de 2026

Acompanhe o conteúdo e veja a carteira recomendada com as melhores ações para investir em outubro de 2026.

Outubro é o mês da eleição, com o primeiro turno no dia 4 e o segundo no dia 25. As pesquisas chegam à reta final em empate técnico, com as diferenças dentro da margem de erro. A leitura da Genial está no título do estudo de alocação publicado em 28 de setembro: o voto decide o nome, o fiscal decide o preço. O orçamento de 2027 não estabiliza a dívida pública, e o que vai mexer com juros, câmbio e bolsa é o rumo que o eleito indicar para as contas públicas.

O estudo desenha dois caminhos espelhados. Na continuidade, com a reeleição de Lula, juros longos e dólar tenderiam a subir, e a bolsa devolveria parte da alta, com exceção das empresas que faturam em dólar. Na alternância, com uma vitória de Flávio Bolsonaro, o mercado passaria a contar com um ajuste nas contas públicas: os juros cairiam em todos os prazos, o dólar recuaria e a bolsa subiria, puxada pelas ações mais sensíveis a juros. Com a disputa empatada, a alocação de referência da Genial prefere atravessar os dois caminhos a apostar num deles.

O juro também pesa de fora. O Federal Reserve voltou a subir a taxa em setembro, quando o mercado apostava no caminho oposto, e a Genial espera nova alta em dezembro, o que fortalece o dólar e encolhe o diferencial de juros que sustenta o real. Aqui, o Copom cortou a Selic para 13,75% e indica que pode seguir cortando. A economia, porém, perde fôlego pelo crédito: a inadimplência está no maior patamar já registrado e o comprometimento da renda das famílias, no maior nível da série. A inflação tampouco ajuda: o IPCA-15 de setembro veio acima de todas as estimativas, e a Genial Analisa espera que alimentos e petróleo pressionem os preços a partir do quarto trimestre.

Desempenho

Nos índices locais, setembro terminou com alta de 5,03% do Ibovespa, alta de 5,23% do índice de small caps, alta de 4,45% do índice de dividendos e alta de 6,11% do índice de sustentabilidade. O índice de BDRs teve alta de 1,86%, e o CDI, medido pelo ETF de Tesouro Selic que usamos como referência de caixa, rendeu 1,01%. Números do fechamento de 30/09.

Valuation

A bolsa brasileira segue barata em relação à própria história. No início de setembro, segundo a Bloomberg e estimativas da Genial Analisa, o Ibovespa negociava a 7,9 vezes o lucro projetado para doze meses, contra uma média de 10,6 vezes. As small caps estavam a 8,5 vezes, contra média histórica de 12,8, o maior desconto entre os recortes de tamanho da bolsa. Na leitura da Genial Analisa, esse desconto veio da saída de capital: o estrangeiro concentrou o que alocou nas grandes empresas, o investidor institucional doméstico segue leve nas menores e a pessoa física ainda não voltou. No mesmo levantamento, o descolamento entre o ETF do Ibovespa (BOVA11) e o de small caps (SMAL11) estava perto do maior nível desde 2018.

Desconto causado por fundamento pode durar anos; desconto causado por fluxo tende a se inverter, e os gatilhos são a queda da Selic e a redução do prêmio político. Setembro trouxe o primeiro sinal: o estrangeiro voltou a comprar ações na B3, com saldo de R$ 9,4 bilhões até o dia 25, depois de ter vendido em agosto.

Brasil e Curva de Juros

Na leitura do ajuste de 29/09, o vencimento de janeiro de 2027 paga 13,55% e a curva fica praticamente plana ao longo de 2027, perto de 13,53%. O desenho indica um corte pequeno no Copom de 3 e 4 de novembro e quase nada depois. Do começo de 2028 em diante as taxas sobem, até 14,03% no vencimento de janeiro de 2033, o ponto mais alto da curva. Comparada com a leitura de 28/08 que publicamos na carta passada, a ponta longa cedeu cerca de meio ponto percentual: o vencimento de 2034 saiu de 14,59% para 14,01%. Ela segue, porém, acima da ponta curta. O estudo da Genial explica a diferença com dois prêmios que o investidor cobra para financiar o Brasil no longo prazo: o fiscal, porque a dívida não está estabilizada, e o internacional, porque o juro americano voltou a subir.

O ciclo de cortes beneficia mais as empresas menores e mais endividadas, que capturam a queda do custo da dívida e a reprecificação do múltiplo. O benefício pleno, porém, depende de a queda da taxa curta chegar à ponta longa: enquanto o prêmio fiscal segurar os vencimentos longos, a Selic pode cair sem que o custo de capital de longo prazo caia junto. Por isso, ao lado das histórias de recuperação, as empresas que geram caixa hoje continuam tendo lugar nas carteiras, já que dispensam a ajuda da ponta longa.

Assimetria

Medidos contra a média móvel de seis meses, no fechamento de 29/09, quase todos os índices locais estão acima dela. O Ibovespa opera 2,8% acima da média, a 0,60 desvio padrão positivo, depois de ter fechado agosto praticamente em cima dela. Os índices de dividendos e de sustentabilidade também passaram para o lado positivo, com 1,7% e 1,3% acima da média. As small caps são o único recorte ainda abaixo da própria média, 1,0% atrás, a 0,18 desvio padrão negativo, e seguem como o recorte tecnicamente mais descontado da bolsa. Na outra ponta, o índice de BDRs opera 7,8% acima da média, a 1,5 desvio padrão positivo, o nível mais esticado entre os que acompanhamos, o que encarece o ponto de entrada de quem monta posição internacional agora.

Estratégia: como estamos nos posicionando

De onde viemos. As carteiras entraram em setembro com duas pernas, uma de resultado presente e outra de recuperação, montadas depois da rotação de estilo de agosto. Para outubro, a classificação mexeu nas duas pernas: a Petrobras deixa a Ibovespa 10+ e segue na Ibovespa 5+ e na Dividendos 5+, e entram negócios domésticos, como JHSF e Mills, ao lado de uma exportadora, a Embraer.

O que o mês revelou. A primeira lição de setembro é que o fluxo voltou pela porta das grandes: com o estrangeiro comprando, o Ibovespa passou para cima da média de seis meses, e as small caps continuam abaixo dela. A segunda é que a ponta longa da curva cedeu mesmo com o juro americano subindo, sem deixar de pagar mais que a ponta curta. O prêmio que sobra depende do rumo fiscal, e é esse rumo que a eleição vai indicar.

Para onde apontamos. As listas da carteira recomendada de outubro saem da nossa classificação mensal das ações. Na nossa leitura, o resultado junta três perfis diante dos dois caminhos da eleição. São empresas com receita em dólar, que se defendem se o câmbio subir; negócios domésticos, que costumam reagir primeiro quando o juro cai; e geradoras de caixa que pagam dividendo com regularidade. O que vigiamos em outubro são os dois turnos, nos dias 4 e 25, e o que o eleito indicar para as contas públicas. Entre um turno e outro, no dia 19, começa a valer o reajuste do Bolsa Família. O IPCA de setembro sai no dia 9 e a decisão do Fed, no dia 28; o Copom só volta a se reunir em 3 e 4 de novembro. No preço das empresas, o dólar pesa na Embraer, o petróleo na Petrobras e o aço na Gerdau e na Metalúrgica Gerdau.

Carteira Ibovespa 10+

A carteira Ibovespa 10+ apresentou alta de 3,93% no mês de setembro. No mesmo período, o Ibovespa obteve desempenho positivo de 5,03%. No ano de 2026, a carteira acumula alta de 0,56%. Em relação ao mês de setembro, saíram as ações da Petrobras (PETR4), Eneva (ENEV3) e LWSA (LWSA3). Com inclusão das ações da JHSF (JHSF3), Embraer (EMBJ3, código que substituiu o EMBR3) e Mills (MILS3).

São três trocas na carteira recomendada de dez ações, contra cinco no mês passado, e as três saídas perderam momento. A Petrobras sai sem piora de resultado e continua nas carteiras Ibovespa 5+ e Dividendos 5+. Eneva e LWSA saem com números mais fracos. O lucro trimestral da Eneva caiu de R$ 486 milhões para R$ 163 milhões, com dívida acima de três vezes a geração de caixa, e a receita da LWSA praticamente parou de crescer.

Na nossa leitura dos dois cenários do estudo, Embraer, que exporta aviões, e Gerdau, com usinas em outros países das Américas, têm receita em dólar e se defendem se o câmbio subir, como na continuidade. JHSF, Mills e Méliuz são negócios domésticos, que costumam reagir primeiro quando o juro cai, como na alternância. Fleury, Ultrapar, Vibra, BB Seguridade e Caixa Seguridade já geram caixa e pagam dividendo com regularidade, e a Fleury, voltada ao mercado interno, também ganha se o juro cair. Entre Gerdau e Metalúrgica Gerdau ficou a Gerdau, a de maior liquidez, porque carregamos uma posição por empresa.

A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.

FLRY3 · Fleury

Lucro em alta, dívida baixa e dividendo recorrente, num negócio voltado ao mercado interno. A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda. É das posições que mais ganham se o juro cair, mas negocia a 17 vezes o lucro, acima da maioria da carteira, e esse múltiplo cobra que a execução continue.

UGPA3 · Ultrapar

A dona da Ipiranga é o caixa presente da carteira, com lucro em alta e dívida baixa. A holding, que reúne também a Ultragaz e a Ultracargo, lucrou R$ 2,59 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 1,51 bilhão no mesmo período de 2025, com retorno sobre patrimônio de 19,3% e dívida líquida de 1,1 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 12 vezes o lucro e pagou dois dividendos de R$ 1,00 por ação em doze meses. Distribuição de combustível trabalha com margem fina, e o risco do caso está numa compressão dessa margem.

GGBR4 · Gerdau

A siderúrgica voltou a lucrar forte em 2026, tem receita em dólar e negocia abaixo do patrimônio. A produtora de aços longos, com usinas no Brasil e em outros países das Américas, lucrou R$ 1,47 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 0,86 bilhão um ano antes. O prejuízo de R$ 1,29 bilhão no fim de 2025 ainda deixa fraco o retorno sobre patrimônio de doze meses, em 4,2%, e a ação negocia a 0,9 vez o valor patrimonial. O preço do aço e a política tarifária americana ditam o ritmo da virada.

JHSF3 · JHSF

Paga dividendo todo mês e é a posição mais sensível a juro e ao consumo de alta renda. A companhia de shoppings, incorporação de alto padrão, hotelaria e serviços lucrou R$ 445 milhões no segundo trimestre, contra R$ 246 milhões um ano antes, com a receita quase dobrando, para R$ 935 milhões. Nos últimos doze meses, os proventos somaram perto de 6% do preço da ação. O quarto trimestre de 2025 teve lucro fora do padrão, que faz o múltiplo de doze meses parecer mais barato do que é, e por isso olhamos o resultado recorrente.

EMBJ3 · Embraer

Fatura em dólar, o que defende a posição se o câmbio subir, e teve a nota de crédito elevada em setembro. A fabricante de aviões comerciais regionais, executivos e de defesa lucrou R$ 1,09 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 397 milhões um ano antes, com receita de R$ 11,3 bilhões, e a Fitch elevou sua nota para BBB. É a estreia mais cara desta carteira, a cerca de 32 vezes o lucro, com dívida baixa. O risco é o ritmo de entregas e de encomendas não sustentar esse múltiplo ao longo do ano.

CASH3 · Méliuz

A menor empresa da carteira e a de maior risco individual fica porque mantém o momento, com o resultado ainda no vermelho. A plataforma de cashback, cupons e serviços financeiros vale perto de R$ 550 milhões na bolsa e segue crescendo, com receita de R$ 116 milhões no segundo trimestre, contra R$ 98 milhões um ano antes. O prejuízo foi de R$ 22 milhões no trimestre e de R$ 101 milhões em doze meses. A empresa não tem dívida, e o que falta provar é o ponto de equilíbrio operacional.

BBSE3 · BB Seguridade

Paga os maiores dividendos da carteira e tem uma das maiores rentabilidades da bolsa. A holding de seguros, previdência e capitalização vendidos pela rede do Banco do Brasil entrega retorno sobre patrimônio de 84% e negocia a cerca de 8 vezes o lucro, que ficou estável no segundo trimestre, em R$ 2,41 bilhões. Os proventos dos últimos doze meses somaram perto de 12% do preço da ação. O ponto a vigiar são os números operacionais de julho, mais fracos no seguro rural e na previdência.

MILS3 · Mills

Rentabilidade alta a múltiplo de um dígito, ligada ao investimento em infraestrutura e indústria. A locadora de máquinas e equipamentos para construção, mineração e indústria lucrou R$ 106 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 23,8% e dívida líquida de 1,2 vez o Ebitda. Negocia perto de 8 vezes o lucro. A locação captura o ciclo de investimento sem carregar o risco da obra, e negócios assim costumam reagir cedo quando o juro cai.

VBBR3 · Vibra Energia

A operadora da rede BR é a outra ponta da tese de distribuição de combustível, negociada mais barata que a Ultrapar. O lucro se recuperou em 2026: R$ 3,97 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 0,89 bilhão um ano antes, sobre uma base fraca que exagera a comparação. O papel negocia a cerca de 9 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 21,5% e dívida líquida de 1,6 vez o Ebitda. Os proventos saem em juros sobre capital próprio, e o teste agora é a margem do segundo semestre.

CXSE3 · Caixa Seguridade

Lucro em alta, nenhuma dívida e dividendo já aprovado para novembro: é a posição defensiva da carteira. A holding de seguros, previdência, capitalização e consórcios vendidos pela rede da Caixa lucrou R$ 2,31 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 2,08 bilhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 32,8%. Negocia a cerca de 13 vezes o lucro. O próximo dividendo, de R$ 0,35 por ação, é de quem for acionista em 3 de novembro. O risco está no ritmo de vendas na rede da Caixa.

Carteira Ibovespa 5+

A carteira Ibovespa 5+ apresentou alta de 5,15% no mês de setembro. No mesmo período, o Ibovespa obteve desempenho positivo de 5,03%. No ano de 2026, a carteira acumula alta de 6,11%. Em relação ao mês de setembro, saíram as ações da BB Seguridade (BBSE3) e Copasa (CSMG3). Com inclusão das ações da Fleury (FLRY3) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4).

BB Seguridade e Copasa saem porque perderam momento. A BB Seguridade manteve o lucro estável no trimestre e segue na Ibovespa 10+. Na Copasa, o lucro do semestre caiu mesmo com receita maior, e o conselho acaba de aprovar um novo presidente. Nesta carteira, a Metalúrgica Gerdau está tecnicamente melhor que a Gerdau, e por isso a exposição ao aço vem pela holding.

Três das cinco empresas, Ultrapar, Fleury e Vibra, também estão na Ibovespa 10+. Ultrapar, Vibra e Petrobras já entregam lucro alto e dependem pouco dos juros de prazo longo. Petrobras e Metalúrgica Gerdau têm receita ligada ao dólar, o perfil que a Genial Analisa vê resistir melhor se o câmbio subir. A Fleury, voltada ao mercado interno, é a mais sensível ao juro. Com cinco nomes, cada posição pesa um quinto da carteira.

A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensalmente no jornal Valor Econômico e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.

UGPA3 · Ultrapar

A dona da Ipiranga é o caixa presente da carteira, com lucro em alta e dívida baixa. A holding, que reúne também a Ultragaz e a Ultracargo, lucrou R$ 2,59 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 1,51 bilhão no mesmo período de 2025, com retorno sobre patrimônio de 19,3% e dívida líquida de 1,1 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 12 vezes o lucro e pagou dois dividendos de R$ 1,00 por ação em doze meses. Distribuição de combustível trabalha com margem fina, e o risco do caso está numa compressão dessa margem.

FLRY3 · Fleury

Nesta carteira, é a posição mais sensível ao juro, por ser voltada ao mercado interno. A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda, e os proventos de doze meses somaram perto de 5% do preço. Entre as cinco, é a que mais ganha se o juro cair, e o múltiplo de 17 vezes o lucro pede que a execução continue.

VBBR3 · Vibra Energia

A operadora da rede BR é a outra ponta da tese de distribuição de combustível, negociada mais barata que a Ultrapar. O lucro se recuperou em 2026: R$ 3,97 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 0,89 bilhão um ano antes, sobre uma base fraca que exagera a comparação. O papel negocia a cerca de 9 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 21,5% e dívida líquida de 1,6 vez o Ebitda. Os proventos saem em juros sobre capital próprio, e o teste agora é a margem do segundo semestre.

PETR4 · Petrobras

Maior geradora de caixa da carteira, entra pela ação preferencial, a de maior liquidez. A petroleira integrada lucrou R$ 52,5 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 26,8 bilhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 27,7%, e negocia a cerca de 5 vezes o lucro. Em doze meses, declarou R$ 3,66 por ação em proventos, parte deles a pagar em novembro e dezembro. O preço do barril manda no caso: o risco é o petróleo ceder se a diplomacia entre Estados Unidos e Irã avançar e normalizar os fluxos do Oriente Médio.

GOAU4 · Metalúrgica Gerdau

A exposição à virada do aço vem pela holding, com desconto maior sobre o patrimônio. A Metalúrgica Gerdau controla a Gerdau e tem no resultado dela a sua fonte de lucro. No consolidado, que inclui a parte dos outros sócios da Gerdau, o lucro do segundo trimestre foi de R$ 1,46 bilhão, contra R$ 0,86 bilhão um ano antes; à holding couberam R$ 794 milhões em doze meses. A ação negocia a cerca de três quartos do valor patrimonial, contra 0,9 vez na Gerdau, e a rentabilidade de doze meses ainda é fraca.

Carteira Small Caps 8+

A carteira Small Caps 8+ apresentou alta de 3,77% no mês de setembro. No mesmo período, o índice de small caps (SMLL) obteve desempenho positivo de 5,23%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 3,32%. Em relação ao mês de setembro, saíram as ações da LWSA (LWSA3), União Pet (AUAU3) e Tenda (TEND3). Com inclusão das ações da JHSF (JHSF3), Dexco (DXCO3) e Tegma (TGMA3).

As três saídas perderam momento. A União Pet sai sem piora de resultado: o lucro do segundo trimestre subiu. A Tenda sentiu a desaceleração dos financiamentos da Caixa para o Minha Casa, Minha Vida. A greve na Caixa, iniciada em 10/09, agravou o quadro ao atrasar os repasses às incorporadoras de baixa renda, e o resultado operacional da Tenda seguiu sem piora. A LWSA sai pelo mesmo motivo da Ibovespa 10+, com a receita praticamente parada. Das entradas, Tegma e JHSF chegam com lucro em alta e dividendo, e a Dexco é uma reestruturação que já aparece na margem e na dívida.

As small caps seguem como o recorte mais descontado da bolsa, o único ainda abaixo da própria média e com mais assimetria, e o que mais tem a ganhar se a queda da Selic chegar à ponta longa da curva.

A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolhas.

FLRY3 · Fleury

Lucro em alta, dívida baixa e dividendo recorrente, num negócio voltado ao mercado interno. A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda. É das posições que mais ganham se o juro cair, mas negocia a 17 vezes o lucro, acima da maioria da carteira, e esse múltiplo cobra que a execução continue.

GOAU4 · Metalúrgica Gerdau

A exposição à virada do aço vem pela holding, com desconto maior sobre o patrimônio. A Metalúrgica Gerdau controla a Gerdau e tem no resultado dela a sua fonte de lucro. No consolidado, que inclui a parte dos outros sócios da Gerdau, o lucro do segundo trimestre foi de R$ 1,46 bilhão, contra R$ 0,86 bilhão um ano antes; à holding couberam R$ 794 milhões em doze meses. A ação negocia a cerca de três quartos do valor patrimonial, contra 0,9 vez na Gerdau, e a rentabilidade de doze meses ainda é fraca.

JHSF3 · JHSF

Paga dividendo todo mês e é a posição mais sensível a juro e ao consumo de alta renda. A companhia de shoppings, incorporação de alto padrão, hotelaria e serviços lucrou R$ 445 milhões no segundo trimestre, contra R$ 246 milhões um ano antes, com a receita quase dobrando, para R$ 935 milhões. Nos últimos doze meses, os proventos somaram perto de 6% do preço da ação. O quarto trimestre de 2025 teve lucro fora do padrão, que faz o múltiplo de doze meses parecer mais barato do que é, e por isso olhamos o resultado recorrente.

MILS3 · Mills

Rentabilidade alta a múltiplo de um dígito, ligada ao investimento em infraestrutura e indústria. A locadora de máquinas e equipamentos para construção, mineração e indústria lucrou R$ 106 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 23,8% e dívida líquida de 1,2 vez o Ebitda. Negocia perto de 8 vezes o lucro. A locação captura o ciclo de investimento sem carregar o risco da obra, e negócios assim costumam reagir cedo quando o juro cai.

CASH3 · Méliuz

A menor empresa da carteira e a de maior risco individual fica porque mantém o momento, com o resultado ainda no vermelho. A plataforma de cashback, cupons e serviços financeiros vale perto de R$ 550 milhões na bolsa e segue crescendo, com receita de R$ 116 milhões no segundo trimestre, contra R$ 98 milhões um ano antes. O prejuízo foi de R$ 22 milhões no trimestre e de R$ 101 milhões em doze meses. A empresa não tem dívida, e o que falta provar é o ponto de equilíbrio operacional.

DXCO3 · Dexco

A margem e a dívida já melhoram, a ação está abaixo do valor patrimonial e o lucro ainda não acompanha. A dona das marcas Deca, Hydra, Portinari e Duratex, com base florestal própria, elevou o Ebitda ajustado recorrente em 24% no segundo trimestre, para R$ 547 milhões, e reduziu a alavancagem de 2,99 para 2,72 vezes o Ebitda, vendendo ativos e enxugando linhas. O lucro que cabe aos acionistas controladores, porém, foi negativo no trimestre e em doze meses. A ação negocia a 0,76 vez o patrimônio.

TUPY3 · Tupy

Fica porque mantém o momento: o resultado ainda não virou, mas a geração de caixa e o novo financiamento sustentam a tese de virada no segundo semestre. A fundição de blocos e cabeçotes de motor para veículos comerciais e máquinas agrícolas voltou ao prejuízo no segundo trimestre, de R$ 11 milhões, com impacto cambial de R$ 104 milhões, mas gerou R$ 303 milhões de caixa operacional ao reduzir capital de giro. Trocou o comando em 2026 e contratou R$ 600 milhões com o BNDES. Negocia logo abaixo do valor patrimonial, e a margem é o ponto a provar.

TGMA3 · Tegma

Entra com rentabilidade alta, dívida quase zero e o maior rendimento em proventos da carteira. A empresa de logística de veículos novos para montadoras, que também atende a indústria química e de grãos, lucrou R$ 83 milhões no segundo trimestre, alta de 24%, com receita subindo 37%, para R$ 740 milhões. Negocia a cerca de 9,5 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 25,6%, e os proventos de doze meses somaram perto de 10% do preço. O risco está nas vendas de veículos, e a compra da Transcopa ainda depende do Cade.

Carteira Micro Caps 5+

A carteira Micro Caps 5+ apresentou queda de 1,25% no mês de setembro. No mesmo período, o índice de small caps (SMLL) obteve desempenho positivo de 5,23%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 4,84%. O número considera o preço da OceanPact na B3 e não inclui as ações preferenciais resgatáveis que os acionistas receberam na incorporação da CBO, com a ação negociando sem esse direito desde 17/09. Em relação ao mês de setembro, saíram as ações da OceanPact (OPCT3). Com inclusão das ações da Taurus (TASA4).

Com uma troca só, é, ao lado da ESG 5+, uma das carteiras que menos mudaram no mês. A OceanPact sai por perda de momento, depois de um segundo trimestre forte e de concluir em setembro a incorporação da CBO, que a torna a segunda maior frota de apoio marítimo do país. A Taurus entra puxada pela virada do lucro no segundo trimestre, com a ressalva de que o fundamento de doze meses ainda é fraco. A carteira segue feita de empresas pequenas e baratas: três das cinco negociam abaixo do valor patrimonial.

A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.

TASA4 · Taurus Armas

Estreia na carteira com a maior parte da receita vinda do exterior, sobretudo dos Estados Unidos. Dos R$ 361 milhões que a fabricante de armas leves faturou no segundo trimestre, R$ 280 milhões vieram do exterior. Lucrou R$ 97 milhões, contra R$ 33 milhões um ano antes, com a receita em queda de 10%, ajudado por uma redução de despesas ainda por se mostrar recorrente. O lucro de doze meses é pequeno, pesado pelos prejuízos do fim de 2025 e do começo de 2026. Negocia abaixo do valor patrimonial, e a dívida, de 2,8 vezes o Ebitda, é o ponto de atenção.

TECN3 · Technos

Negocia a cerca de 5 vezes o lucro, praticamente sem dívida e com rentabilidade alta. A companhia de relógios e acessórios, com marcas próprias e licenciadas, entrega retorno sobre patrimônio de 24% e margem líquida de 25% em doze meses. O número está inflado pelo segundo trimestre, em que o lucro de R$ 67,5 milhões superou o resultado operacional, de R$ 55,6 milhões, por um efeito abaixo da linha operacional que ainda precisa se mostrar recorrente. Como consumo discricionário, o volume responde a renda e a crédito.

MLAS3 · Grupo Multi

Saiu do prejuízo para um lucro de R$ 303 milhões em doze meses e ainda negocia à metade do valor patrimonial. O grupo de eletrônicos e acessórios dono da marca Multilaser lucrou R$ 142 milhões no segundo trimestre, contra R$ 20 milhões um ano antes, depois de priorizar preço e contratos mais rentáveis em vez de volume. Tem mais caixa que dívida e negocia a 5,1 vezes o lucro. O risco é o crédito dos clientes varejistas: a empresa já provisionou R$ 31 milhões de recebíveis da Casas Bahia, em recuperação judicial.

CASH3 · Méliuz

Aqui pesa um quinto da carteira, contra um décimo na Ibovespa 10+, e é a posição de maior risco individual. A plataforma de cashback, cupons e serviços financeiros vale perto de R$ 550 milhões na bolsa e segue crescendo, com receita de R$ 116 milhões no segundo trimestre, contra R$ 98 milhões um ano antes. O prejuízo foi de R$ 22 milhões no trimestre e de R$ 101 milhões em doze meses, e o ponto de equilíbrio operacional ainda não chegou. Não tem dívida, e quem carrega a carteira precisa estar confortável com esse tamanho.

TUPY3 · Tupy

Fica porque mantém o momento: o resultado ainda não virou, mas a geração de caixa e o novo financiamento sustentam a tese de virada no segundo semestre. A fundição de blocos e cabeçotes de motor para veículos comerciais e máquinas agrícolas voltou ao prejuízo no segundo trimestre, de R$ 11 milhões, com impacto cambial de R$ 104 milhões, mas gerou R$ 303 milhões de caixa operacional ao reduzir capital de giro. Trocou o comando em 2026 e contratou R$ 600 milhões com o BNDES. Negocia logo abaixo do valor patrimonial, e a margem é o ponto a provar.

Carteira Dividendos 5+

A carteira Dividendos 5+ apresentou alta de 6,05% no mês de setembro. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve desempenho positivo de 4,45%. No ano de 2026, a carteira acumula alta de 7,18%. Em relação ao mês de setembro, saíram as ações da BB Seguridade (BBSE3) e Copasa (CSMG3). Com inclusão das ações da Fleury (FLRY3) e JHSF (JHSF3).

A BB Seguridade sai por perda de momento, com lucro estável e dividendo ainda alto, e segue na Ibovespa 10+. A Copasa também perdeu momento, num semestre de lucro em queda e com troca de comando. A JHSF traz o dividendo mensal, e a Fleury, o provento recorrente de uma empresa com dívida baixa. Nas cinco empresas que ficam, os proventos declarados nos últimos doze meses equivalem a perto de 5% do preço ou mais. Da Petrobras, a carteira leva a ação preferencial, a de maior liquidez.

A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.

PETR4 · Petrobras

Nesta carteira, é o dividendo recorrente que a traz, e ela é a maior geradora de caixa entre as cinco. A petroleira integrada lucrou R$ 52,5 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 26,8 bilhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 27,7%, e negocia a cerca de 5 vezes o lucro. Em doze meses, declarou R$ 3,66 por ação em proventos, mais de 7% do preço, com R$ 1,35 ainda a pagar em novembro e dezembro. O risco é o petróleo ceder se a diplomacia entre Estados Unidos e Irã avançar.

VBBR3 · Vibra Energia

Nesta carteira, é o provento que a traz: em doze meses, declarou juros sobre capital próprio equivalentes a cerca de 5% do preço. A operadora da rede BR recuperou o lucro em 2026, com R$ 3,97 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 0,89 bilhão um ano antes, sobre uma base fraca. O último JCP, de R$ 0,42 por ação, teve data-ex em 22/09, e os pagamentos estão agendados de dezembro de 2026 a novembro de 2027. Negocia a cerca de 9 vezes o lucro, e o ponto de atenção é o prazo longo até o dinheiro chegar ao acionista.

FLRY3 · Fleury

Nesta carteira, traz o provento recorrente de uma empresa com lucro em alta e dívida baixa. A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. Os proventos de doze meses somaram perto de 5% do preço, e a dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda. O papel negocia a 17 vezes o lucro, e o múltiplo pede que a execução continue.

JHSF3 · JHSF

Nesta carteira, é o dividendo mensal que a traz, com a maior sensibilidade a juro entre as cinco. A companhia de shoppings, incorporação de alto padrão, hotelaria e serviços lucrou R$ 445 milhões no segundo trimestre, contra R$ 246 milhões um ano antes, com a receita quase dobrando. O dividendo de R$ 0,069 por ação sai todo mês, e os proventos de doze meses somaram perto de 6% do preço. O quarto trimestre de 2025 teve lucro fora do padrão, que faz o múltiplo parecer mais barato do que é, e por isso olhamos o resultado recorrente.

ITUB3 · Itaú Unibanco

Rentabilidade alta e inadimplência estável num ano de crédito difícil fazem dele a âncora bancária da carteira. O maior banco privado do país lucrou R$ 12,4 bilhões recorrentes no segundo trimestre, alta de 7,8%, com retorno sobre patrimônio recorrente de 24,3% e inadimplência estável em 1,9%. Negocia a cerca de 11 vezes o lucro, e os proventos de doze meses somaram perto de 6,6% do preço da ação ordinária, a classe da carteira. O ponto de atenção é o corte da previsão de receita com serviços e seguros para 2026.

Carteira ESG 5+

A carteira ESG 5+ apresentou alta de 8,08% no mês de setembro. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISEE) obteve desempenho positivo de 6,11%. No ano de 2026, a carteira acumula alta de 8,24%. Em relação ao mês de setembro, saíram as ações da Eneva (ENEV3). Com inclusão das ações da Dexco (DXCO3).

A Eneva sai por perda de momento, com o lucro do trimestre em queda e dívida acima de três vezes a geração de caixa. A Dexco entra com base florestal própria e uma reestruturação que já aparece na margem e na dívida, embora ainda não no lucro. A carteira mantém a tese de distribuição de combustível, com Ultrapar e Vibra, a perna de saúde com a Fleury e a locação de equipamentos com a Mills. O índice de sustentabilidade é bem menor que o Ibovespa, o que limita as alternativas da carteira.

A Carteira ESG 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de Sustentabilidade (ISEE) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Sustentabilidade (ISEE) fazem parte do universo de seleção.

FLRY3 · Fleury

Lucro em alta, dívida baixa e dividendo recorrente, num negócio voltado ao mercado interno. A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda. É das posições que mais ganham se o juro cair, mas negocia a 17 vezes o lucro, acima da maioria da carteira, e esse múltiplo cobra que a execução continue.

UGPA3 · Ultrapar

A dona da Ipiranga é o caixa presente da carteira, com lucro em alta e dívida baixa. A holding, que reúne também a Ultragaz e a Ultracargo, lucrou R$ 2,59 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 1,51 bilhão no mesmo período de 2025, com retorno sobre patrimônio de 19,3% e dívida líquida de 1,1 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 12 vezes o lucro e pagou dois dividendos de R$ 1,00 por ação em doze meses. Distribuição de combustível trabalha com margem fina, e o risco do caso está numa compressão dessa margem.

MILS3 · Mills

Rentabilidade alta a múltiplo de um dígito, ligada ao investimento em infraestrutura e indústria. A locadora de máquinas e equipamentos para construção, mineração e indústria lucrou R$ 106 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 23,8% e dívida líquida de 1,2 vez o Ebitda. Negocia perto de 8 vezes o lucro. A locação captura o ciclo de investimento sem carregar o risco da obra, e negócios assim costumam reagir cedo quando o juro cai.

VBBR3 · Vibra Energia

A operadora da rede BR é a outra ponta da tese de distribuição de combustível, negociada mais barata que a Ultrapar. O lucro se recuperou em 2026: R$ 3,97 bilhões no primeiro semestre, contra R$ 0,89 bilhão um ano antes, sobre uma base fraca que exagera a comparação. O papel negocia a cerca de 9 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 21,5% e dívida líquida de 1,6 vez o Ebitda. Os proventos saem em juros sobre capital próprio, e o teste agora é a margem do segundo semestre.

DXCO3 · Dexco

A margem e a dívida já melhoram, a ação está abaixo do valor patrimonial e o lucro ainda não acompanha. A dona das marcas Deca, Hydra, Portinari e Duratex, com base florestal própria, elevou o Ebitda ajustado recorrente em 24% no segundo trimestre, para R$ 547 milhões, e reduziu a alavancagem de 2,99 para 2,72 vezes o Ebitda, vendendo ativos e enxugando linhas. O lucro que cabe aos acionistas controladores, porém, foi negativo no trimestre e em doze meses. A ação negocia a 0,76 vez o patrimônio.

Como usamos estas carteiras

Estas carteiras são reequilibradas uma vez por mês, sempre com peso igual entre os papéis, e a entrada acontece pelo fechamento do último pregão do mês anterior, que em outubro é o de 30/09. Não há rebalanceamento no meio do mês. Os fundamentos citados nos textos de cada empresa usam os preços do fim de setembro, de 29 e 30/09, e os balanços do segundo trimestre de 2026.

O que publicamos é a carteira recomendada completa, e não uma lista de sugestões avulsas: a composição inteira é a recomendação, e trocar apenas alguns nomes descaracteriza o resultado que a carteira busca. Para quem investe com ticket de R$ 5 mil, a nossa mesa publica junto a quantidade exata de cada papel.

Nada aqui é recomendação individual de compra ou venda. A carteira recomendada de ações é um produto de alocação, pensado para ser carregado inteiro e comparado com o seu benchmark ao longo do tempo, não pregão a pregão. Quem quiser comparar com o mês anterior encontra a carteira recomendada de setembro publicada aqui mesmo.

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Filipe Villegas

Estrategista de Ações

Leitura Dinâmica