Painel da carteira · 23/10/2026
Desde o lançamento, o Top Ações acumula +103,7%, 16,6 pp acima do Ibovespa.
Em 2026
+19,5%
−7,2 pp vs. Ibovespa
Desde o início
+103,7%
+16,6 pp vs. Ibovespa
Nesta revisão, conectamos a carteira à possibilidade de alternância de poder nas eleições. Mesmo com a disputa apertada entre os dois candidatos no segundo turno, em 25/10, acreditamos que as ações domésticas e sensíveis a juros são as que mais ganham se o mercado passar a precificar uma mudança de comando e uma agenda de ajuste fiscal, com queda dos juros longos e volta do fluxo para a bolsa. Esse fluxo já começou a aparecer: em outubro, o volume médio diário negociado em ações se aproxima de R$ 60 bilhões, 160% acima de outubro de 2025, e o de contratos de derivativos roda 60% acima da média do 3T26. Por isso, aumentamos financeiro, varejo e construção e reduzimos commodities e as empresas mais defensivas. Buscamos performance nos dois horizontes: no curto prazo, com posições táticas de maior sensibilidade ao ciclo, como Magazine Luiza, Inter e CSN; no longo prazo, com teses estruturais que se sustentam pelos próprios fundamentos, como B3, Bradesco, Cyrela e Renner.
1
Varejo e construção ganham espaço
Varejo vai de 7% para 20% e construção e shoppings, de 6% para 13%, com Smart Fit, Magazine Luiza, Cyrela e Allos.
2
Financeiro concentrado em B3 e Bradesco
O bloco sobe de 34% para 37%: B3 entra com 15% e Bradesco vai de 4% para 12%; saem Itaúsa e Porto.
3
Menos commodities
O peso cai de 29% para 15%: Petrobras e CSN no lugar de Prio, MBRF, Suzano e Klabin.
Parte 1
Como a carteira foi até aqui
Retorno desde o lançamento, em 2026 e desde a última revisão, até 22/10/2026.
10 de 15
ações da carteira anterior subiram
1 de 3
maiores altas seguem na carteira
Cota desde o início: Top Ações x Ibovespa (base 100)
jan/22jan/23jan/24jan/25jan/26out/26
Top AçõesIbovespa
Cota no fim de cada mês, composta a partir dos retornos mensais (base 100 em 20/01/2022). Rótulos com a cota oficial em 22/10/2026. Fonte: Economatica e Genial.
2026: retorno acumulado no ano
dez/25fevabrjunagoout
Top AçõesIbovespa
Acumulado no fim de cada mês; outubro até 22/10. Fonte: Economatica e Genial.
Quanto a carteira está à frente do Ibovespa (pp)
jan/22jan/23jan/24jan/25jan/26out/26
Diferença entre as cotas da carteira e do Ibovespa, em pontos da base 100. Fonte: Economatica e Genial.
Retorno mês a mês: Top Ações x Ibovespa
2022no ano+10,6%
MêsTopIbov
jan+0,8%+2,8%
fev+0,8%+0,9%
mar+10,0%+6,1%
abr+0,1%−10,1%
mai+6,0%+3,2%
jun−16,1%−11,5%
jul+0,7%+4,7%
ago+9,9%+6,2%
set−2,3%+0,5%
out+16,0%+5,5%
nov−8,5%−3,1%
dez−3,2%−2,4%
Ano+9,9 pp+10,6%+0,7%
Início+9,9 pp+10,6%+0,7%
2023no ano+19,2%
MêsTopIbov
jan+9,6%+3,4%
fev−7,3%−7,5%
mar−5,7%−2,9%
abr+2,2%+2,5%
mai+0,5%+3,7%
jun+6,1%+9,0%
jul+5,8%+3,3%
ago−3,4%−5,1%
set−0,5%+0,7%
out−2,2%−2,9%
nov+10,1%+12,5%
dez+4,3%+5,4%
Ano−3,1 pp+19,2%+22,3%
Início+8,7 pp+31,8%+23,2%
2024no ano−5,1%
MêsTopIbov
jan−4,4%−4,8%
fev+3,0%+1,0%
mar+1,3%−0,7%
abr−4,3%−1,7%
mai−5,2%−3,0%
jun+3,8%+1,5%
jul+5,5%+3,0%
ago+7,0%+6,5%
set−3,9%−3,1%
out−0,6%−1,6%
nov−4,6%−3,1%
dez−1,8%−4,3%
Ano+5,3 pp−5,1%−10,4%
Início+14,7 pp+25,1%+10,4%
2025no ano+36,5%
MêsTopIbov
jan+5,9%+4,9%
fev−3,7%−2,6%
mar+5,6%+6,1%
abr+6,9%+3,7%
mai+4,7%+1,5%
jun+0,9%+1,3%
jul−5,6%−4,2%
ago+8,4%+6,3%
set+2,7%+3,4%
out−0,7%+2,3%
nov+5,8%+6,4%
dez+1,7%+1,3%
Ano+2,4 pp+36,5%+34,0%
Início+22,8 pp+70,7%+48,0%
2026no ano+19,5%
MêsTopIbov
jan+9,7%+12,6%
fev+5,8%+4,1%
mar+1,2%−0,7%
abr−1,9%−0,1%
mai−8,5%−7,2%
jun+0,7%−1,0%
jul+1,3%+3,5%
ago−1,7%−0,3%
set+1,2%+5,0%
out+11,5%+9,5%
nov——
dez——
Ano−7,2 pp+19,5%+26,7%
Início+16,6 pp+103,7%+87,1%
Carteira acima do Ibovespa no mêsCarteira abaixo do Ibovespa no mês
Retorno mensal com proventos reinvestidos; os pesos da carteira só mudam nas revisões. "Início" é o acumulado desde 20/01/2022; abaixo de cada total, a diferença para o Ibovespa em pp. Último mês até 22/10. Fonte: Economatica e Genial.
Retorno acumulado por ação desde a última atualização
Acumulado de 09/06/2025 (última atualização) a 22/10/2026
AXIA3+95,3%
PRIO3+72,3%
ITSA4+62,8%
BBDC3+49,3%
SBSP3+48,5%
SAPR11+31,9%
TEND3+23,2%
CURY3+22,8%
PSSA3+7,4%
KLBN11+5,8%
INBR34−7,6%
LREN3−11,7%
SUZB3−18,0%
MBRF3−18,7%
MELI34−32,5%
IBOV+50,4%
TOP+36,4%
Retorno de cada ação da carteira anterior no período, com proventos e eventos societários (dividendos, bonificações e conversões de ações) como se reinvestidos no próprio papel; o Ibovespa e a carteira (TOP) como referência. Fonte: Economatica e Genial.
Contribuição por ação desde a última atualização
Acumulado de 09/06/2025 (última atualização) a 22/10/2026
PRIO3+16,20
AXIA3+15,66
ITSA4+14,07
SBSP3+7,98
BBDC3+2,94
CURY3+1,36
SAPR11+0,95
PSSA3+0,88
TEND3+0,69
KLBN11+0,17
LREN3−0,52
INBR34−0,80
SUZB3−0,81
MELI34−1,94
MBRF3−2,51
Retorno x peso, em pontos da cota da carteira (base 100 no lançamento). Fonte: Genial.
R$ 10 mil aplicados no lançamento (20/01/2022)
Simulação com a cota da carteira e do índice até 22/10/2026, com proventos e sem custos e impostos. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
Parte 2
A carteira recomendada
Quanto colocar em cada ação, por setor, e o que mudou desde a última revisão.
Carteira recomendada · outubro/2026
AçãoPeso recomendadovs. anterior
Financeiro37%
B3SA3 B315%novo
BBDC3 Bradesco12%+8 pp
INBR34 Inter10%+3 pp
Varejo20%
SMFT3 Smartfit10%novo
MGLU3 Magazine Luiza5%novo
LREN3 Renner5%+2 pp
Commodities15%
PETR4 Petrobras10%novo
CSNA3 CSN5%novo
Elétricas e saneamento15%
SBSP3 Sabesp5%−6 pp
AXIA3 Axia5%−6 pp
ALUP11 Alupar5%novo
Construção e shoppings13%
CYRE3 Cyrela8%novo
ALOS3 Allos5%novo
Total · 13 ações100%
Pesos recomendados a partir de 23/10/2026. Saem da carteira: PRIO3, ITSA4, MBRF3, PSSA3, CURY3, MELI34, SUZB3, SAPR11, TEND3, KLBN11. Fonte: Genial.
Quadro de mudanças: carteira anterior x nova
8 entram · 10 saem · 5 ajustes de peso
AçãoAntesNovoDif. (pp)Movimento
Financeiro34% → 37% (+3 pp)
B3SA3B3—15%+15ENTRA
BBDC3Bradesco4%12%+8AUMENTA
INBR34Inter7%10%+3AUMENTA
ITSA4Itaúsa15%—−15SAI
PSSA3Porto8%—−8SAI
Varejo7% → 20% (+13 pp)
SMFT3Smartfit—10%+10ENTRA
LREN3Renner3%5%+2AUMENTA
MGLU3Magazine Luiza—5%+5ENTRA
MELI34Mercado Livre4%—−4SAI
Commodities29% → 15% (−14 pp)
PETR4Petrobras—10%+10ENTRA
CSNA3CSN—5%+5ENTRA
PRIO3Prio15%—−15SAI
MBRF3MBRF9%—−9SAI
SUZB3Suzano3%—−3SAI
KLBN11Klabin2%—−2SAI
Elétricas e saneamento24% → 15% (−9 pp)
SBSP3Sabesp11%5%−6DIMINUI
AXIA3Axia11%5%−6DIMINUI
ALUP11Alupar—5%+5ENTRA
SAPR11Sanepar2%—−2SAI
Construção e shoppings6% → 13% (+7 pp)
CYRE3Cyrela—8%+8ENTRA
ALOS3Allos—5%+5ENTRA
CURY3Cury4%—−4SAI
TEND3Tenda2%—−2SAI
Total100%100%
Pesos da carteira anterior e da recomendada a partir de 23/10/2026, por setor. Fonte: Genial.
Mapa da carteira de outubro
Financeiro 37%Varejo 20%Commodities 15%Elétricas e saneamento 15%Construção e shoppings 13%
Área de cada bloco proporcional ao peso na carteira; cores por setor. ▲ aumentou, ▼ diminuiu, novo = entrou nesta edição. Fonte: Genial.
Parte 3
Por que mudamos
As trocas desta revisão, explicadas tema a tema.
A revisão mexeu em 76 pp da carteira: dez ações saíram, oito entraram e cinco tiveram o peso ajustado. A direção é clara: mais exposição a ações domésticas sensíveis a juros, que tendem a ganhar mais com a queda da Selic e com a volta do fluxo para a bolsa. Abaixo, as perguntas que essas mudanças levantam, por setor.
Rotação: 76 pp da carteira mudaram de lugar
Saiu de
PRIO3 15 pp (saiu) · ITSA4 15 pp (saiu) · MBRF3 9 pp (saiu) · PSSA3 8 pp (saiu) · SBSP3 6 pp (ajuste) · AXIA3 6 pp (ajuste) · CURY3 4 pp (saiu) · MELI34 4 pp (saiu) · SUZB3 3 pp (saiu) · SAPR11 2 pp (saiu) · TEND3 2 pp (saiu) · KLBN11 2 pp (saiu)
↓
Foi para
B3SA3 15 pp (entrou) · PETR4 10 pp (entrou) · SMFT3 10 pp (entrou) · BBDC3 8 pp (ajuste) · CYRE3 8 pp (entrou) · MGLU3 5 pp (entrou) · ALOS3 5 pp (entrou) · CSNA3 5 pp (entrou) · ALUP11 5 pp (entrou) · INBR34 3 pp (ajuste) · LREN3 2 pp (ajuste)
Pontos percentuais de peso, da carteira anterior para a nova. Blocos menores que 12 pp não levam rótulo; todos estão na lista abaixo de cada barra. Fonte: Genial.
Financeiro · Sobe de 34% para 37%, concentrado em B3 e Bradesco.
ITSA4 SAIPSSA3 SAIB3SA3 ENTRA
Por que sair de Itaúsa e Porto e entrar em B3?
A B3 entra como a maior posição da carteira, com 15%. Se a alternância de poder se confirmar, com uma agenda fiscal mais crível, o real tende a se valorizar, as expectativas de inflação e de juros recuam e o investidor volta a migrar da renda fixa para a bolsa. Esse movimento já aparece nos números de outubro: o volume médio diário negociado em ações se aproxima de R$ 60 bilhões, cerca de 2,6 vezes o de um ano antes, e os contratos de derivativos rodam 60% acima da média do 3T26. Com uma estrutura de custos em boa parte fixa, cada real adicional de volume chega ao lucro da B3 com força. A Itaúsa sai com boa parte da tese entregue: o desconto da holding caiu de quase 26% para 19,3%, perto dos 15% a 17% que consideramos justos, e a ação subiu 62,8% desde junho/2025. Na Porto, o seguro segue resiliente, com ROE de 22,3% no 2T26, mas o Porto Bank teve perdas de crédito acima do esperado e a companhia elevou a projeção de provisões para R$ 3,1 a 3,5 bilhões em 2026.
BBDC3 4% → 12%INBR34 7% → 10%
Por que aumentar Bradesco e Inter?
O Bradesco vai para 12% porque a recuperação já opera acima do custo de capital: foram dez trimestres seguidos de alta do lucro recorrente, com ROE de 15,7% no 2T26, e projetamos o 11º no 3T26. Com a Selic em queda, a tesouraria ajuda enquanto o crédito ainda constrói margem, e o banco negocia a 7,7x P/L 2026e. O Inter sobe para 10% depois do melhor trimestre da sua história, com ROE recorde de 16,3% e carteira crescendo 29,1% a/a, a 7,6x P/L 2026e. Nos dois casos, o ponto a acompanhar é o custo do crédito.
Varejo · Sobe de 7% para 20%.
SMFT3 ENTRAMGLU3 ENTRAMELI34 SAI
Por que entrar em Smart Fit e Magazine Luiza e sair de Mercado Livre?
São as duas ações do varejo em que a queda de juros mais muda o lucro. A Smart Fit cresce receita a 22% a/a e EBITDA a 24% a/a, mas o lucro avança só 8% por causa da despesa financeira, com dívida líquida de R$ 4,6 bilhões; a ação ficou para trás no ano. Na Magazine Luiza, o EBITDA ajustado de R$ 708,8 milhões no 2T26 virou prejuízo por um resultado financeiro negativo de R$ 572,3 milhões. O Mercado Livre sai depois de cair mais de 30,0% desde junho/2025: a receita cresce 50% a/a, mas o ciclo de investimento em crédito e logística levou a margem operacional de 12,2% para 6,7% no 2T26.
LREN3 3% → 5%
Por que aumentar Renner?
Iniciamos a cobertura da Renner em setembro com Compra. A companhia cortou o guidance de crescimento de 2026 de 9%-13% para 4%-8%, e esse corte já está no preço: mesmo com receita na banda inferior, o valuation aponta potencial, porque a diluição de despesas ainda está por vir. A ação negocia a 9,1x P/L 2026e, com a margem bruta de varejo resistindo (57,5% no 2T26) mesmo com vendas fracas.
Commodities · Cai de 29% para 15%.
PRIO3 SAIMBRF3 SAISUZB3 SAIKLBN11 SAIPETR4 ENTRACSNA3 ENTRA
Por que trocar Prio, MBRF, Suzano e Klabin por Petrobras e CSN?
O bloco encolhe para abrir espaço às ações domésticas e fica com dois casos táticos com gatilho próprio. A Petrobras negocia a 6,0x o lucro dos últimos doze meses, com ROE de 27,8%, e soma dois gatilhos: o Brent mais alto, que ainda não estava todo no resultado do 1T26, e a redução do desconto de estatal caso a alternância de poder diminua a percepção de risco de intervenção. Na CSN, a venda do controle da CSN Cimentos pode levar a dívida de 3,4x para cerca de 2,7x o EBITDA. Do outro lado, a Prio sai depois de subir 72,3% desde junho/2025, com a virada para geração de caixa e recompra já visível no 2T26. A Suzano tem alavancagem de 3,4x em dólar e cortamos o EBITDA de 2026 e 2027 para abaixo do mercado; a Klabin queimou caixa no 4T25 com alavancagem perto de 3x; e a MBRF enfrenta a suspensão de plantas pela China depois do caso de Newcastle em Santa Catarina, em 18/10, com duração ainda incerta.
Elétricas e saneamento · Cai de 24% para 15%.
AXIA3 11% → 5%SBSP3 11% → 5%SAPR11 SAIALUP11 ENTRA
Por que reduzir Axia e Sabesp, sair de Sanepar e entrar em Alupar?
A Axia, antiga Eletrobras, foi a maior alta da carteira desde junho/2025 (+95,3%). Estamos reduzindo o peso das empresas de infraestrutura e de perfil defensivo no portfólio. Vemos as companhias sob nossa cobertura como “bond proxies”, que devem se beneficiar das reformas fiscais à medida que os juros longos começarem a cair. São, porém, empresas pouco alavancadas operacionalmente, o que limita o potencial de ganho caso o cenário mais otimista se materialize. A Sabesp teve no 2T26 o primeiro resultado fraco desde a privatização, com lucro ajustado 41,2% menor. A Sanepar sai depois de um 2T26 operacionalmente bom, mas com o resultado contábil afetado pela reversão do precatório, e com os gatilhos de privatização e precatório que sustentavam a tese já frustrados. A Alupar entra como posição tática: a receita de transmissão cresce 14,7% a/a, com novos projetos até 2029, e ativos de receita previsível ganham valor com juros em queda.
Construção e shoppings · Sobe de 6% para 13%.
CURY3 SAITEND3 SAICYRE3 ENTRAALOS3 ENTRA
Por que trocar Cury e Tenda por Cyrela e Allos?
A troca leva a carteira da baixa renda para negócios que ganham mais com juros em queda. Na baixa renda, o 3T26 mostrou o aperto na concessão de crédito da Caixa, somado à greve do banco: na Tenda, os distratos subiram para 19,4% das vendas brutas e o repasse caiu 25,1% a/a; na Cury, os distratos pesaram na venda líquida, ainda que não na operação. A Cyrela é um conglomerado imobiliário, com cerca de 20% do resultado vindo de equivalência patrimonial em Cury, Plano&Plano e Lavvi, home equity pela CashMe e ativos a monetizar. Na Allos, a venda do São Bernardo Plaza a cap rate de 9,0% mostrou que os ativos valem bem mais do que a bolsa precifica.
Parte 4
As 13 ações, uma por uma
A tese de cada ação da carteira de outubro.
Cada ação traz a nossa tese, o que pode destravar valor, o principal risco e o valuation. Elas aparecem em ordem de peso na carteira.
B3SA3B3Financeiro
15%ENTRAESTRUTURAL
Fluxo de volta à bolsa e alavancagem operacional puxam o lucro
Recomendamos COMPRA de B3SA3, com preço-alvo de R$ 27,40. Uma eventual alternância de poder com maior credibilidade fiscal pode fortalecer o real, reduzir expectativas de inflação e juros e impulsionar a bolsa. O ADTV (volume financeiro médio diário de renda variável) parcial de outubro próximo de R$ 60 bi (+160% sobre out/25) e o ADV (média diária de contratos de derivativos) 60% acima do 3T26 reforçam o potencial de expansão de receitas e lucros, favorecido pela alavancagem operacional da B3.
Fique de olho
B3 Day em dezembro, com orçamento e cronograma da nova clearing; retomada do volume com juros em queda; duplicatas escriturais gerando receita a partir de 2027.
Risco
Atraso e sobrecusto tecnológico; concorrência de A5X, Base Exchange e CSD BR a partir de 2027.
Valuation
17,5x P/L 2026e e 14,7x P/L 2027e.
BBDC3BradescoFinanceiro
4% → 12%AUMENTAESTRUTURAL
A recuperação já paga o custo de capital
O Bradesco vai de 4% para 12% e passa a ser a segunda maior posição. A recuperação entra no décimo primeiro trimestre: no 2T26, o lucro recorrente foi de R$ 7,05 bilhões (+16,2% a/a), com ROE de 15,7%, já acima do custo de capital, carteira expandida crescendo 11,6% a/a e índice de eficiência em 46,5%. Para o 3T26, projetamos lucro de R$ 7,18 bilhões e ROE de 15,4%. O próximo estágio da tese é provar que a forte expansão da carteira se converte em lucro depois da PDD; enquanto isso, a Selic em queda reforça a tesouraria, que faz neste trimestre o trabalho que o crédito ainda não consegue fazer.
Fique de olho
Conversão da carteira em margem depois da PDD; aumento de capital de R$ 9,7 bilhões; reorganização da BradSaúde como opcionalidade.
Risco
Custo do crédito no topo da faixa (3,7%), inadimplência acima de 90 dias subindo para cerca de 4,4% e cobertura em queda.
Valuation
7,7x P/L 2026e, 6,6x P/L 2027e e 1,09x P/VP 2026e (BBDC4, preço de 22/10); dividend yield estimado de 7,3% em 2026e e 8,7% em 2027e.
INBR34InterFinanceiro
7% → 10%AUMENTATÁTICO
Lucro recorde e capital neutro; o crédito é o ponto de atenção
Aumentamos o Inter de 7% para 10%. O banco entregou no 2T26 o melhor trimestre da sua história: lucro de R$ 421 milhões (+33,6% a/a), ROE recorde de 16,3% e carteira de crédito crescendo 29,1% a/a, cerca de três vezes o ritmo do sistema. Já atingiu neutralidade de capital e segue convergindo para o plano 60-30-30. O ponto de atenção é o crédito: o custo de risco sobe com o consignado privado e a cobertura caiu pelo terceiro trimestre seguido. A NIM acima de 10% teve ajuda pontual do hedge de inflação e não deve ser lida como novo patamar.
Fique de olho
Convergência ao plano 60-30-30 (60 milhões de clientes, 30% de eficiência e 30% de ROE); monetização da base de clientes; novo produto de seguros.
Risco
Qualidade do crédito: consignado privado, home equity com LTV acima de 70% e cobertura em queda pelo terceiro trimestre; receita de serviços abaixo do esperado.
Valuation
7,6x P/L 2026e, 5,6x P/L 2027e e 1,14x P/VP 2026e.
SMFT3SmartfitVarejo
10%ENTRAESTRUTURAL
A operação cresce mais rápido que o lucro; os juros explicam a diferença
A Smart Fit entra com 10%. A operação segue crescendo: no 2T26, a receita líquida foi de R$ 2,2 bilhões (+22% a/a), o EBITDA de R$ 712 milhões (+24% a/a; margem de 32,7%) e o lucro recorrente de R$ 204 milhões (+8% a/a), com a meta de 330 a 350 aberturas em 2026 mantida. O lucro cresce menos que a operação por causa da despesa financeira e de uma alíquota maior: a dívida líquida subiu para R$ 4,6 bilhões (1,2x EBITDA). Por isso a ação ficou para trás no ano, e é uma das mais sensíveis à queda de juros, como mostrou a alta de 43,6% na semana após o primeiro turno.
Fique de olho
Queda de juros aliviando a despesa financeira; maturação das academias abertas em 2025 e 2026; geração de caixa voltando a cobrir o capex.
Risco
Alavancagem subindo (1,2x dívida líquida/EBITDA) com capex de R$ 625 milhões no trimestre; geração de caixa abaixo do esperado no 2T26; competição no segmento de baixo custo.
PETR4PetrobrasCommodities
10%ENTRATÁTICO
Petróleo mais alto vira caixa e dividendo no segundo semestre
A Petrobras entra com 10%, como posição tática. A ação negocia a 6,0x o lucro dos últimos doze meses, com ROE de 27,8%, e foi a maior entrada da Carteira Recomendada de setembro. No 1T26, a geração de caixa livre foi de R$ 20,1 bilhões, com alavancagem de 1,43x dívida líquida/EBITDA, e parte do ganho com o Brent mais alto ainda não estava no resultado, o que deve aparecer em receita, caixa e dividendos no segundo semestre. Além do barril, há um gatilho político: como estatal, a Petrobras negocia com desconto pelo risco de intervenção em preços, investimentos e dividendos, e uma eventual alternância de poder tende a reduzir essa percepção de risco e abrir espaço para a reprecificação do múltiplo. Nossa recomendação fundamentalista segue Manter.
Fique de olho
Redução do prêmio de risco político de estatal com uma eventual alternância de poder; Brent sustentado; P-79 produzindo desde maio (180 mil bpd); dividendos de até 50% do lucro ajustado em 2026–27, subindo para até 75% em 2028–29.
Risco
Intervenção política, governança e tributação; capex elevado limitando dividendos extraordinários; queda do Brent.
Valuation
6,0x o lucro dos últimos 12 meses e ROE de 27,8%, no preço de 22/10; alavancagem de 1,43x dívida líquida/EBITDA no 1T26.
CYRE3CyrelaConstrução e shoppings
8%ENTRAESTRUTURAL
Mais que uma incorporadora: um conglomerado imobiliário
A Cyrela entra com 8%. Mais que uma incorporadora de alta renda, ela é um conglomerado imobiliário: cerca de 20% do resultado vem de equivalência patrimonial em Cury, Plano&Plano e Lavvi, a companhia atua em home equity pela CashMe e tem ativos a monetizar, como a sede. Com crédito mais barato, tende a lançar e vender mais na média e alta renda. A prévia do 3T26 mostrou lançamentos de R$ 2,9 bilhões e vendas de R$ 2,1 bilhões ex-permuta, abaixo do 3T25, mas as vendas dos nove meses ficaram estáveis em R$ 6,8 bilhões, e o balanço segue entre os menos alavancados do setor.
Fique de olho
Queda de juros reativando a média e alta renda; monetização de ativos, como a sede; crescimento da CashMe e das investidas.
Risco
Desaceleração das vendas na alta renda de São Paulo: velocidade de vendas de 12 meses de 40,3% no 3T26, contra 48,9% um ano antes.
CSNA3CSNCommodities
5%ENTRATÁTICO
A venda do cimento é o gatilho da desalavancagem
A CSN entra com 5%, como posição tática. Para nós, a alavancagem, e não a operação, é o cerne da tese: com 3,4x dívida líquida/EBITDA e despesa financeira consumindo quase metade do EBITDA, a ação acumula queda de 40% no ano. A venda do controle da CSN Cimentos, que recebeu propostas vinculantes de Huaxin, Votorantim com Cementir e Polimix, pode levar a alavancagem para cerca de 2,7x no cenário base, com economia de R$ 1,6 a 1,7 bilhão por ano em juros. A venda de participação minoritária na infraestrutura adicionaria R$ 5 a 8 bilhões.
Fique de olho
Assinatura e fechamento da venda do cimento, a 8x–10x EV/EBITDA; venda minoritária da infraestrutura (R$ 5 a 8 bilhões); fluxo de caixa livre positivo no segundo semestre.
Risco
Múltiplo de venda abaixo de 8x ou condições impostas pelo Cade, com fechamento podendo ficar para 2027; minério e frete; 62% da dívida em moeda estrangeira.
Valuation
Alavancagem de 3,4x dívida líquida/EBITDA, que cai para cerca de 2,7x com a venda do cimento a 8,5x EV/EBITDA (cenário base).
ALOS3AllosConstrução e shoppings
5%ENTRAESTRUTURAL
A bolsa precifica os shoppings bem abaixo do que eles valem
A ALLOS entra com 5%. A venda dos 60% do São Bernardo Plaza ao XP Malls por R$ 331,1 milhões, a cap rate de 9,0%, expôs a distância entre o valor dos ativos e o preço da ação: a companhia entregou 1,3% do NOI consolidado e recebeu o equivalente a 2,5% do seu valor de mercado. Os fundamentos seguem firmes, com FFO crescendo e a reciclagem de portfólio, o Kinea ALLOS Malls FII e a simplificação da companhia como vetores. Com juros em queda, shoppings ganham pelo consumo e pela abertura do canal de venda de participações a fundos imobiliários.
Fique de olho
Kinea ALLOS Malls FII (até 7 ativos, de R$ 0,8 a 2,0 bilhões); novas vendas de ativos a cap rates abaixo do implícito na ação; normalização do Shopping Tijuca.
Risco
Monetização das cotas recebidas: 70% do preço do São Bernardo Plaza veio em cotas de um fundo negociando abaixo do valor patrimonial; Helloo pressionando a margem; custo financeiro.
Valuation
Venda dos 60% do São Bernardo Plaza ao XP Malls por R$ 331,1 milhões, a cap rate de 9,0% sobre o NOI de 2026.
ALUP11AluparElétricas e saneamento
5%ENTRATÁTICO
Executora de transmissão com receita previsível
A Alupar entra com 5%, como posição tática. O 2T26 reforçou a tese de grande executora de projetos: a receita de transmissão cresceu 14,7% a/a, com RAP de R$ 812,6 milhões, e a companhia venceu o Lote 7 do Leilão 01/2026, com RAP de R$ 96,7 milhões e investimento de R$ 1,09 bilhão, com novos projetos entrando em operação entre 2026 e 2029. Com juros em queda, ativos de receita previsível e indexada ganham valor e a despesa financeira, que hoje pesa no lucro, tende a ceder. A geração, pressionada por curtailment, segue o ponto fraco. Nossa recomendação fundamentalista segue Manter.
Fique de olho
Entrada em operação dos projetos de 2026 a 2029; queda de juros reduzindo o custo da dívida, 81% em debêntures.
Risco
Execução dentro do orçamento; curtailment em eólicas e solares no Nordeste; resultado financeiro pesado, com alavancagem regulatória de 3,2x.
Valuation
Alavancagem regulatória de 3,2x dívida líquida/EBITDA; dividendos intercalares de R$ 0,21 por unit no 2T26.
LREN3RennerVarejo
3% → 5%AUMENTAESTRUTURAL
O guidance menor já está no preço; a diluição de despesas, não
Aumentamos a Renner de 3% para 5%. Iniciamos a cobertura em setembro com Compra: mesmo com premissas conservadoras, com receita na banda inferior do novo guidance de crescimento de 4% a 8% em 2026 (antes 9% a 13%), o valuation aponta potencial, porque a diluição de despesas ainda está por vir. A margem bruta de varejo resiste (57,5% no 2T26, +0,4 p.p. a/a) mesmo com vendas fracas, e a expansão para cidades menores e a Youcom sustentam o crescimento até 2030.
Fique de olho
Queda de juros destravando consumo e crédito; diluição de despesas; expansão para cidades menores e Youcom com 260 a 290 lojas até 2030.
Risco
Consumo pressionado; competição das plataformas asiáticas; qualidade do crédito na Realize, com resultado 21,9% menor no 2T26.
Valuation
9,1x P/L 2026e no preço de 22/10.
MGLU3Magazine LuizaVarejo
5%ENTRATÁTICO
A ação em que a queda de juros mais muda o lucro
A Magazine Luiza entra com 5%, como posição tática. O lucro da companhia depende do custo de capital e do crédito parcelado: no 2T26, o EBITDA ajustado de R$ 708,8 milhões e vendas totais de R$ 14,5 bilhões viraram prejuízo ajustado de R$ 50,4 milhões por causa de um resultado financeiro negativo de R$ 572,3 milhões. Com juros em queda, a despesa financeira é a linha que mais pode mudar o resultado, o que ajuda a explicar a alta de 60,6% na semana após o primeiro turno.
Fique de olho
Queda de juros e do custo de antecipação de recebíveis; volta ao lucro.
Risco
Juros caindo menos que o mercado precifica; e-commerce em queda; a ação já subiu 60,6% na semana após o primeiro turno.
SBSP3SabespElétricas e saneamento
11% → 5%DIMINUITÁTICO
Tese estrutural intacta, mas o trimestre cobrou o preço
Reduzimos a Sabesp de 11% para 5%. O 2T26 foi o primeiro resultado fraco desde a privatização: EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões (-3,2% a/a), margem de 58% (-5,9 p.p.) e lucro ajustado de R$ 1,2 bilhão (-41,2% a/a), com custos subindo 24,5% e a dívida líquida chegando a R$ 34 bilhões (2,1x EBITDA) pelo ciclo de investimento. A tese de longo prazo, apoiada em universalização, expansão da base de ativos regulatórios e eficiência, não muda, mas a captura de valor será gradual e sujeita a ruídos de curto prazo.
Fique de olho
Reconhecimento regulatório dos investimentos (capex de cerca de R$ 20 bilhões em 2026); metas de universalização; repasse das iniciativas comerciais nas próximas revisões tarifárias.
Risco
Margem pressionada por custos; menor consumo por pessoa e tarifa social; custo financeiro crescente com a dívida em 2,1x EBITDA.
Valuation
Dívida líquida de 2,1x EBITDA; no 1T26, a ação já negociava com desconto à base de ativos regulatórios.
AXIA3AxiaElétricas e saneamento
11% → 5%DIMINUITÁTICO
Da desalavancagem à alocação de capital
Reduzimos a Axia, antiga Eletrobras, de 11% para 5%, depois de alta de 95,3% desde junho/2025, a maior da carteira. O 2T26 reforçou a transição do equity story: EBITDA regulatório ajustado de R$ 6,7 bilhões (+21,5% a/a), alavancagem de 1,7x e fluxo de caixa livre de R$ 5 bilhões. A discussão deixa de ser se a companhia consegue desalavancar e passa a ser qual o melhor uso do excesso de capital, com a descotização chegando a zero em 2027 e cerca de R$ 2 bilhões de RAP incremental até 2030.
Fique de olho
Fim da descotização em 2027; cerca de R$ 2 bilhões de RAP incremental até 2030; decisões de uso do excesso de capital.
Risco
Qualidade das decisões de alocação de capital; energia descontratada; resultado financeiro.
Valuation
TIR implícita de 11,2% e EV/EBITDA 2026e de 5,5x no preço de 05/08; alavancagem de 1,7x.
Dados até 22/10/2026. Fonte: Economatica e Genial.