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Publicado em 30 de Setembro de 2026 às 16:05:08

Selic em queda: Quais ações investir

Entre as ações do IBRA, um grupo de empresas fez a lição de casa desde 2021: a receita cresceu, as margens se sustentaram e o resultado operacional avançou. O que segurou o lucro foi o custo da dívida, que passou a ficar com uma fatia maior desse ganho. Com a Selic em queda, esse peso tende a diminuir, e é aí que pode estar a oportunidade.

Acesse aqui a lista completa com as 18 empresas selecionadas.

A tese

Operação mais forte, resultado pressionado pelos juros

Entre março de 2021 e junho de 2025 a Selic subiu de 2% para 15% ao ano, com uma pausa de cortes entre agosto de 2023 e maio de 2024, quando chegou a 10,50%. Para empresas que dependem de capital de terceiros para crescer, como locadoras, varejistas, empresas de educação, saneamento e energia, esse movimento transferiu parte relevante do resultado operacional para o pagamento de juros.

O estudo procura companhias em que a operação melhorou e o resultado financeiro passou a absorver uma parte maior da receita: a receita seguiu crescendo, as margens ficaram próximas ou acima do padrão de 2021 a 2023, e o EBIT e o EBITDA estão acima dos níveis de 2021. O critério não exige queda do lucro: na maior parte das selecionadas, o lucro de 12 meses já supera o de 2021. O que o estudo capta é a fatia do resultado operacional que passou a ficar com os juros, e que tende a diminuir à medida que eles recuam.

O Banco Central iniciou o ciclo de cortes em março de 2026 e, até setembro, levou a Selic de 15% para 13,75%. A mediana das projeções do boletim Focus de 18/09/2026 aponta 13,50% no fim de 2026 e 12,00% no fim de 2027. Na dívida atrelada ao CDI, o corte chega à despesa financeira quase de imediato, porque os juros são recalculados pela taxa do período; na dívida prefixada ou atrelada à inflação, o alívio só aparece quando ela é renovada. Como o caixa aplicado também passa a render menos, o ganho líquido depende de quanto a dívida supera o caixa.

O efeito tende a ser mais intenso quanto maior a parcela do EBITDA hoje consumida pelo resultado financeiro e quanto maior a alavancagem, que é o que o mapa de sensibilidade mais abaixo mostra. O estudo não é uma recomendação: ele identifica empresas em que essa alavanca existe, e cada caso tem riscos próprios, descritos na análise de cada companhia, mais abaixo.

Acesse aqui a lista completa com as 18 empresas selecionadas.

Mapa de sensibilidade

Onde os juros pesam mais

Quanto mais à direita, maior a alavancagem; quanto mais alto, maior a fatia do EBITDA consumida pelo resultado financeiro nos últimos 12 meses. As empresas acima e à direita das linhas tracejadas (resultado financeiro de 25% ou mais do EBITDA e dívida líquida bancária de 1,5 vez o EBITDA ou mais) são as de alta sensibilidade, que tendem a ter o maior alívio com a queda da Selic, na medida em que a dívida seja atrelada ao CDI. Clique ou toque em um ponto para abrir a empresa.

Acesse aqui a lista completa com as 18 empresas selecionadas.

Acesse o disclaimer.

Filipe Villegas

Estrategista de Ações

Leitura Dinâmica

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