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Publicado em 26 de Outubro de 2026 às 06:56:09

Expresso Bolsa Semanal: Eleição Binária, Desmonte da IA e Petróleo

O desmonte das posições em inteligência artificial derrubou as bolsas lá fora e o petróleo seguiu subindo; aqui, a eleição de domingo descolou os ativos: o Ibovespa terminou estável, as small caps subiram forte e o real foi a moeda de melhor desempenho.

Ibovespa
+0,12%
205,7 mil pontos, em reais
Dólar (PTAX)
R$ 5,04
−0,88% na semana
DI jan/35
12,75%
−14 pb na semana
Estrangeiro
R$ 1,6 bi
5 pregões até 21/10 · R$ 47,0 bi no ano

A semana em que o risco travou

A semana foi de desmonte das posições em inteligência artificial. Na quinta, as ações de tecnologia americanas tiveram um tombo forte, e ouro, bitcoin e bolsas caíram juntos, algo raro desde a pandemia. Ao mesmo tempo, os títulos do Tesouro americano voltaram a servir de proteção, com o juro de dez anos em queda firme. Enquanto isso, o petróleo caminhou para a terceira alta semanal seguida, com ataques à infraestrutura de petróleo na Arábia Saudita.

No Brasil, a eleição de domingo ditou o preço, e os ativos domésticos se descolaram do exterior. O Ibovespa subiu com força na terça, quando as pesquisas favoreciam a alternância de poder, devolveu o ganho na quarta e na quinta e terminou a semana praticamente estável. Já as small caps tiveram alta forte, e o real foi a moeda de melhor desempenho entre as que acompanhamos. A leitura da casa é de que o Brasil virou um evento binário: proteger a carteira nunca custou tanto desde a pandemia.

A semana dia a dia
2 de 5 pregões no azul; a terça sozinha somou +1,6%
Ibovespa: variação diária e o que marcou cada pregão
205,4 mil205,1 mil208,3 mil206,5 mil204,1 mil205,7 mil
sex 16/10
base
seg 19/10
−0,17%
ter 20/10
+1,57%
qua 21/10
−0,86%
qui 22/10
−1,15%
sex 23/10
+0,76%
seg 19/10Debate e pesquisas animam as small caps; Petrobras segura o Ibovespa de lado. ▶ Fechamento 19/10
ter 20/10Pesquisas favorecem a alternância: bancos lideram e o Ibovespa sobe forte. ▶ Fechamento 20/10
qua 21/10Quaest mostra rejeição menor a Lula e WEG decepciona; a bolsa realiza. ▶ Fechamento 21/10
qui 22/10Tombo das big techs e Brent acima de US$ 113 derrubam a bolsa; Vale lidera as quedas. ▶ Fechamento 22/10
sex 23/10IPCA-15 abaixo do esperado e Bradesco em linha, na véspera do debate final. ▶ Morning Call 23/10
Fonte: B3.
Leitura da Genial

O Brasil virou um trade eleitoral binário: a proteção nunca esteve tão cara desde a pandemia, e muitos investidores preferem reduzir a posição a pagar caro pelo seguro. ▶ Fechamento 22/10

Mercados globais
Medido em dólar, o Ibovespa fez +0,69%, enquanto Emergentes e o ouro caíram mais de 2,5%
Variação na semana, % em dólar, para comparar com as bolsas de fora
Small Caps Brasil (em US$)
+5,94%
Ibovespa (em US$)
+0,69%
Dow Jones
+0,41%
Dólar Index
−0,03%
Mundo
−0,26%
Bitcoin
−0,27%
S&P 500
−0,47%
Commodities
−0,51%
Nasdaq
−0,71%
China
−1,36%
Europa
−2,43%
Emergentes
−2,77%
Ouro
−4,04%
Em reais, o Ibovespa subiu 0,12%. Fonte: Bloomberg. MSCI Mundo e MSCI Emergentes: fechamento de 22/10, o último disponível às 17h30 da sexta.
Mercados globais
O Ibovespa vale 9,6 vezes o lucro esperado para 2026; o índice global, 19,4
P/L = preço sobre lucro: o atual e o esperado para 2026 e 2027 (consenso); dividendos dos últimos 12 meses; no ano, em dólar, %
BolsaP/LP/L 26P/L 27Div. %Ano US$
Américas
Dow Jones19,420,819,61,5+8,6
S&P 50023,320,818,11,1+11,4
Nasdaq30,129,421,30,5+11,7
MexBol15,913,612,63,3+4,9
Ibovespa12,39,69,35,2+38,7
Small Caps28,113,79,94,4+31,7
Global
Mundo21,419,417,11,5+10,5
Emergentes13,910,48,42,2+12,2
Fonte: Bloomberg, consenso de analistas. MSCI Mundo e MSCI Emergentes: fechamento de 22/10, o último disponível às 17h30 da sexta.
Mercados globais
O Euro Stoxx vale 15,3 vezes o lucro esperado para 2026; o Nikkei, 20,8
P/L = preço sobre lucro: o atual e o esperado para 2026 e 2027 (consenso); dividendos dos últimos 12 meses; no ano, em dólar, %
BolsaP/LP/L 26P/L 27Div. %Ano US$
Europa
Euro Stoxx16,315,314,02,8−0,1
FTSE 10013,912,612,13,2+7,0
CAC 4015,213,612,73,3−8,9
DAX17,216,614,62,5−2,1
Ásia
Nikkei 22520,320,819,61,5+24,1
Hang Seng11,010,49,43,2−10,6
CSI 30015,313,311,32,7−7,1
Fonte: Bloomberg, consenso de analistas.

Domésticas sobem, exportadoras caem

As altas vieram das empresas mais ligadas aos juros e à economia doméstica, as que mais ganham com a alternância de poder. A MRV liderou, puxada pelo trade eleitoral nas construtoras. A Magazine Luiza foi elevada a compra por uma casa estrangeira no início da semana e disparou na terça, junto com as varejistas. A Vamos acompanhou o mesmo movimento das empresas ligadas à economia doméstica.

Em contrapartida, as exportadoras ficaram na outra ponta. A WEG liderou as perdas depois de um balanço abaixo do esperado, com margem pressionada pelo cobre e pelo câmbio e uma avaliação considerada exigente. A Vale caiu com o minério de ferro mais fraco, a demanda chinesa e o frete mais caro, e teve na quinta a maior queda diária desde julho. A Bradespar caiu junto com a Vale, sem notícia própria.

Destaques de alta
MRVMRVE3+14,96%
Trade eleitoral
MRVE3+15,0%
Setor: construção+9,1%
Ibovespa+0,1%
Magazine LuizaMGLU3+14,85%
Elevada a compra
MGLU3+14,8%
Setor: varejo+8,5%
Ibovespa+0,1%
VamosVAMO3+12,87%
Economia doméstica
VAMO3+12,9%
Setor: locação+9,4%
Ibovespa+0,1%
Destaques de baixa
WEGWEGE3−10,73%
Balanço abaixo do esperado
WEGE3−10,7%
Setor: bens de capital−3,5%
Ibovespa+0,1%
ValeVALE3−6,31%
Minério mais fraco
VALE3−6,3%
Setor: mineração−2,8%
Ibovespa+0,1%
BradesparBRAP4−5,27%
Sem notícia própria
BRAP4−5,3%
Setor: mineração−2,8%
Ibovespa+0,1%
Ibovespa
MRV, Magazine Luiza e Vamos subiram mais de 12% na semana
As cinco maiores altas e baixas da semana, %
Maiores altas
MRVE3MRV+14,96%
MGLU3Magazine Luiza+14,85%
VAMO3Vamos+12,87%
NATU3Natura+11,35%
TOTS3Totvs+11,07%
Maiores baixas
WEGE3WEG−10,73%
VALE3Vale−6,31%
BRAP4Bradespar−5,27%
EMBJ3Embraer−3,36%
SANB11Santander Brasil−3,17%
Fonte: B3. Semana de 19/10 a 23/10/2026.
Mapa do Ibovespa
15 de 20 setores no azul: tecnologia +11,1%, bens de capital −3,5%
Tecnologia+11,1%
TOTS3+11,1%
Locação+9,4%
VAMO3+12,9%
RENT3+5,9%
Construção+9,1%
MRVE3+15,0%
CYRE3+10,4%
DIRR3+10,4%
TEND3+5,2%
CURY3+4,8%
Varejo+8,5%
MGLU3+14,8%
CEAB3+9,8%
AZZA3+9,1%
LREN3+8,5%
ASAI3+7,5%
VIVA3+1,3%
Educação+4,8%
COGN3+6,9%
YDUQ3+2,6%
Consumo+4,1%
NATU3+11,3%
SMFT3+2,0%
ABEV3−1,1%
Saúde+3,5%
HAPV3+6,5%
HYPE3+6,3%
FLRY3+3,2%
RDOR3+2,6%
RADL3−1,0%
Saneamento+2,4%
CSMG3+4,8%
SBSP3−0,1%
Shoppings+1,7%
IGTI11+2,4%
ALOS3+1,8%
MULT3+0,9%
Telecom+1,6%
VIVT3+2,3%
TIMS3+0,8%
Bancos+1,3%
BBAS3+5,2%
BPAC11+4,4%
BBDC3+1,2%
ITUB4+0,9%
BBDC4+0,9%
ITSA4−0,1%
SANB11−3,2%
Logística+1,2%
MOTV3+1,8%
RAIL3+0,5%
Petróleo+1,0%
CSAN3+5,7%
PRIO3+5,4%
BRAV3+2,8%
PETR3−1,4%
PETR4−1,4%
VBBR3−2,0%
UGPA3−2,1%
Siderurgia+0,7%
CSNA3+4,7%
GGBR4−0,3%
USIM5−0,7%
GOAU4−0,9%
Proteínas+0,3%
BEEF3+2,4%
MBRF3−1,8%
Energia elétrica−0,1%
AURE3+2,3%
ENGI11+1,9%
EQTL3+1,2%
CPFE3+1,1%
TAEE11+0,7%
ENEV3−0,1%
ISAE4−0,4%
CMIG4−1,4%
EGIE3−1,5%
AXIA3−2,1%
CPLE3−2,4%
Seguros−0,1%
BBSE3+3,5%
CXSE3−0,9%
PSSA3−2,9%
Papel e celulose−0,1%
KLBN11+0,2%
SUZB3−0,5%
Mineração−2,8%
CMIN3+3,1%
BRAP4−5,3%
VALE3−6,3%
Bens de capital−3,5%
POMO4+3,7%
EMBJ3−3,4%
WEGE3−10,7%
queda fortequeda levealta levealta forte
Fonte: B3; setores: classificação Genial. Ao lado de cada setor, a média da semana.
Leitura da Genial

Com a chance de juros menores numa mudança fiscal, empresas domésticas sensíveis a juros ganham da exportadora no custo de oportunidade; é isso que separa as duas pontas da bolsa. ▶ Fechamento 21/10

A inteligência artificial em xeque

Os números que mexeram
4 dados que mudaram as apostas da semana
50% x 50%
votos válidos no Datafolha
era 51% x 49% para Flávio uma semana antes
0,32%
IPCA-15 de outubro
o esperado era 0,44%
-7%
ações de semicondutores na quinta
queda de 15% em outubro
R$ 7,11 bi
lucro recorrente do Bradesco no 3º tri
alta de 14,6% em um ano, em linha

Lá fora, o centro do debate foi se o investimento em inteligência artificial vai se pagar. Os balanços da semana reacenderam a dúvida: a Meta caiu forte ao anunciar mais gastos, e as ações de semicondutores despencaram. Fundos muito alavancados no tema sofreram uma das quedas mais generalizadas desde a pandemia. Para a casa, parte da queda é venda forçada para cobrir margem, e não só busca por proteção. O petróleo seguiu no sentido oposto, acima de US$ 110, porque os ataques no Oriente Médio aumentaram o risco para o Estreito de Ormuz.

Em seguida, os dados americanos reforçaram a dúvida sobre o crescimento. As vendas de imóveis caíram ao menor nível da série, e a confiança dos construtores está no pior patamar em catorze anos. Desse modo, o mercado passou a discutir quando o Fed volta a cortar juros, mesmo com a energia cara pressionando a inflação. Na Europa, o juro francês de dez anos subiu acima do americano, sem sinal claro de ajuste fiscal.

Aqui, por sua vez, a campanha manteve a dúvida fiscal no radar. Nenhum dos candidatos apresentou plano para a Previdência, e as promessas de gasto têm custo relevante já em 2027. As pesquisas mostraram empate técnico até a véspera, com o Datafolha dando metade dos votos válidos a cada lado. Na sexta, o IPCA-15 de outubro veio abaixo do esperado, um alívio para a inflação corrente, e o Bradesco entregou lucro em linha com as estimativas.

Risco e commodities
Na semana, o CDS do Brasil subiu 0,9 pb e o Brent subiu 6,4%
Fechamento de sexta e variação na semana
120 pb
CDS 5 anos do Brasil
+0,9 pb na semana
4,99%
Juro de 10 anos dos EUA
−7,8 pb na semana
US$ 116,84
Petróleo Brent
+6,35% na semana
US$ 90,80
Minério de ferro
−0,19% na semana
Fonte: Bloomberg. CDS = custo do seguro contra calote do Brasil.
Leitura da Genial

O debate de fundo é se o investimento em inteligência artificial vai se pagar. Ele questiona os dois motores do crescimento americano e pode mudar a conversa sobre o Fed, com risco de estagflação com o petróleo acima de US$ 110. ▶ Fechamento 22/10

O real na frente, a proteção cara

O real ganhou terreno e terminou a semana como a moeda de melhor desempenho contra o dólar, com o dólar abaixo de R$ 5,04. O carrego alto, a expectativa de alternância de poder e o petróleo caro, que favorece as moedas de países exportadores, sustentaram o real, que só perdeu terreno no meio da semana, com a aversão global a risco.

Mesmo assim, o que chamou a atenção foi o preço da proteção. A volatilidade implícita do real superou a do primeiro turno, e a procura por seguro contra a alta do dólar foi a maior desde 2011. Além do mais, a entrada de dólares no país seguiu positiva na primeira metade de outubro.

Câmbio
O dólar caiu de R$ 5,08 para R$ 5,04 na semana
Dólar PTAX de venda, R$ por dia; o primeiro ponto é a sexta anterior
5,085,065,015,035,045,04
16/1019/1020/1021/1022/1023/10
Fonte: Banco Central (PTAX).
Câmbio
O dólar no mundo caiu 0,03% na semana, para 101,8 pontos
Índice do dólar contra seis moedas fortes (DXY); o primeiro ponto é a sexta anterior
101,84101,98101,70101,78101,61101,81
16/1019/1020/1021/1022/1023/10
Fonte: Bloomberg.
Câmbio
O real ganhou 1,55% para o dólar, 1º de 12 moedas
Variação contra o dólar na semana, %
Brasil
+1,55%
Colômbia
+0,89%
Japão
+0,77%
Reino Unido
+0,32%
China
+0,25%
Suíça
−0,16%
Zona do euro
−0,41%
Turquia
−0,43%
África do Sul
−0,67%
Argentina
−0,76%
México
−0,89%
Chile
−1,04%
Fonte: Bloomberg.
Leitura da Genial

Numa alternância de poder com o dólar mais fraco no mundo, o real tem espaço para se valorizar; na continuidade, o prêmio de risco tende a seguir elevado. ▶ Fechamento 21/10

A curva no ritmo das pesquisas

Os juros futuros seguiram a eleição. Na terça e na quarta, a curva cedeu mais de dez pontos-base nos vencimentos intermediários e longos, com a leitura de que a alternância segue provável. Na quinta, a aversão global devolveu parte do movimento, mas no saldo da semana os juros caíram nos vencimentos intermediários e longos.

A curva continua invertida: os vencimentos curtos pagam mais que os longos, o que mostra cortes de juros embutidos, mas condicionados ao resultado de domingo. O IPCA-15 mais fraco ajuda o Banco Central. Ainda assim, a casa alerta que os subsídios aos combustíveis e a reforma tributária podem pressionar a inflação de 2027, e só a credibilidade fiscal sustenta juros menores.

Juros
Os juros futuros caíram na semana em todos os vencimentos
Taxa do DI futuro por vencimento: sexta anterior e esta sexta
jan/27
13,48%−1 pb
jan/28
12,86%−6 pb
jan/29
12,64%−8 pb
jan/30
12,64%−10 pb
jan/31
12,64%−13 pb
jan/32
12,70%−14 pb
jan/33
12,73%−15 pb
jan/35
12,75%−14 pb
sexta anteriornesta sexta, taxa caiunesta sexta, taxa subiu
Fonte: B3 (DI1). 1 pb = 0,01 ponto percentual. Sexta: última taxa negociada até as 17h13 (o ajuste oficial sai à noite), via Bloomberg.
Leitura da Genial

Com a inflação de 2027 pressionada por combustíveis e pela reforma tributária, só a credibilidade fiscal, como um ajuste aprovado na virada do ano, sustenta juros menores. ▶ Fechamento 22/10

O estrangeiro tirou um pouco do pé

Enquanto isso, o estrangeiro tirou um pouco do pé. A B3 divulga o fluxo com cerca de dois dias de atraso, e nos pregões desta semana já divulgados a saída de segunda superou as entradas seguintes. Ainda assim, os últimos cinco pregões somam entrada, e no ano o saldo continua bem positivo; os fundos de Brasil no exterior receberam recursos fortes em outubro, sinal de posicionamento para a alternância.

Fluxo
No ano, o estrangeiro acumula R$ 47,0 bi até 21/10
Saldo acumulado do investidor estrangeiro em 2026, R$ bi, um ponto por pregão
47,0
janfevmarabrmaijunjulagosetout
Fonte: B3.
Fluxo
Entraram R$ 1,6 bi de estrangeiros em 5 pregões; o maior movimento, entrada de R$ 2,2 bi, foi em 16/10
Saldo diário na B3 por tipo de investidor, R$ bi · últimos 5 pregões divulgados (15/10 a 21/10)
15/10
+0,21
16/10
+2,24
19/10
−1,01
20/10
+0,02
21/10
+0,16
EstrangeiroInstitucionalPessoa física· número = estrangeiro, R$ bi
Fonte: B3. A B3 divulga o fluxo com cerca de dois dias de atraso; dados até 21/10.
Fluxo
Setembro trouxe R$ 9,1 bi de estrangeiros; o ano soma R$ 47,0 bi
Saldo mensal do estrangeiro em 2026, R$ bi
26,3
jan
15,4
fev
11,7
mar
3,2
abr
−14,9
mai
−7,8
jun
2,0
jul
−18,1
ago
9,1
set
20,2
out*
* out até 21/10. Saldo mensal do investidor estrangeiro na B3, R$ bilhões.
Fonte: B3.
Leitura da Genial

Se a tese de alternância se validar e o capital estrangeiro entrar na bolsa, o Ibovespa pode retomar o movimento comprador. ▶ Fechamento 22/10

Domingo decide a segunda

A tensão para a próxima semana é o resultado de domingo e a primeira reação dos ativos na segunda. Uma vitória da oposição, seguida de equipe econômica e plano fiscal críveis, tende a fechar juros e valorizar o real. Já a continuidade, ou uma demora na transição, devolve prêmio aos juros longos e ao dólar. Em qualquer caso, o petróleo alto e o juro americano elevado limitam o espaço para alívio.

A posição estrutural do Brasil não mudou: a bolsa segue barata e o país tem carrego alto, mas o preço depende do fiscal de 2027. A carta de outubro já tinha dado o primeiro passo do CDI para a bolsa e guardou a segunda etapa para depois da urna. Por isso, a semana mostrou o mercado posicionado, mas protegido.

Na agenda, a segunda-feira traz a reação ao voto. Depois, o Fed decide os juros na quarta, seguido pelo Banco Central Europeu e pelo PIB e pela inflação de consumo americanos na quinta, e pelo Banco do Japão na sexta. Os balanços de Microsoft e Alphabet vão testar a tese de inteligência artificial, e a primeira reunião do Copom depois da eleição ganha peso.

O que sustentaria a alta

Vitória da oposição seguida de equipe econômica e plano fiscal críveis: fecha juros, valoriza o real e abre a segunda etapa da rotação do CDI para a bolsa.

O que mudaria a leitura

Continuidade ou transição demorada devolve prêmio aos juros longos e ao dólar; petróleo alto e juro americano elevado limitam o Banco Central.

Para acompanhar
Reação dos ativos na segundaEquipe econômica e plano fiscalFed e balanços de tecnologia
Agenda
O que o mercado acompanha a partir de seg 26/10
Esta semana
seg26/10
Abertura dos mercados depois do segundo turno

Primeira reação de juros, dólar e bolsa ao resultado das urnas.

qua28/10
Decisão de juros do Fed

Um Fed preocupado com o crescimento abre espaço para cortes; com o petróleo alto, a mensagem pode vir dura.

qui29/10
Decisão do Banco Central Europeu

Juros europeus em alta, com a França no centro, pesam sobre o juro global.

qui29/10
PIB do 3º trimestre e inflação PCE de setembro

Mostra se o crescimento americano está mesmo perdendo força.

sex30/10
Decisão do Banco do Japão

A inflação japonesa acelerou; juro maior mexe com o iene e com as operações de carrego.

sex30/10
Desemprego (PNAD) de setembro

Mede a desaceleração da economia que o Banco Central espera ver.

Edição com corte na sexta, 23/10. O debate da noite de sexta, as pesquisas de sábado e o segundo turno de domingo ficam para a próxima.
Acesse o disclaimer.

Filipe Villegas

Estrategista de Ações

Leitura Dinâmica

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