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Publicado em 14 de Outubro de 2026 às 17:02:02

PMS (Ago/26): Serviços decepcionam ao apresentar queda no mês

Em agosto, o setor de serviços registrou recuo de -0,1% no mês, resultado que veio consideravelmente pior do que a nossa expectativa (0,4% m/m) e abaixo do esperado pelo mercado (0,5% m/m, Broadcast+). Com esse resultado, o setor de serviços retorna ao mesmo patamar observado em junho e continua mostrando perda de dinamismo, que começou a ser observada em maio, sugerindo que o esgotamento das medidas de impulso à demanda, mais concentradas no primeiro trimestre, deve se traduzir em uma trajetória de arrefecimento da economia ao longo do segundo semestre do ano. Na comparação interanual o resultado seguiu bem negativo, o avanço foi de apenas 0,6% a/a enquanto o esperado era um avanço de 1,3% por nós e 1,5% pelo mercado. A queda foi disseminada entre os principais grupos, três das cinco grandes categorias registraram queda, que não foi maior por conta do avanço em serviços prestados às famílias, que segue mostrando certo aquecimento. Portanto, o qualitativo foi justamente o contrário do observado em julho, onde a maioria das categorias mostrava avanço marginal, corroborando para uma leitura de arrefecimento gradual e um qualitativo mais deteriorado na margem.

Com o resultado de hoje, a média móvel trimestral do volume de serviços seguiu apresentando estabilidade na passagem de julho para agosto, apontando para um ritmo de desaceleração consistente com nosso cenário de arrefecimento da economia em 2026. Em nossa avaliação, o resultado se soma aos sinais mais amplos de perda de dinamismo observados nos demais indicadores de atividade ao longo do segundo trimestre, reforçando nossa expectativa de desaceleração da economia brasileira. Nesse contexto, os números seguem compatíveis com a projeção de crescimento do PIB de 1,7% para 2026 e 1,3% em 2027.

A queda do índice geral veio acompanhada de queda em três das cinco atividades pesquisadas. O destaque positivo ficou por conta dos serviços prestados às famílias, cujo avanço foi de 2,1% no mês e reflete o grupo de alojamento e alimentação. Já a ponta negativa foi puxada por outros serviços (-1,0% m/m), seguido de transportes, caso interessante que nesse a queda não foi muito disseminada, todas as subcategorias menos de transporte terrestres apresentaram avanço considerável no mês. Logo após estão serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2% m/m), revertendo o avanço da recuperação de julho. Por fim, serviços de informação e comunicação mostrou estabilidade.

A abertura reforça o qualitativo mais fraco do indicador, com a perda de dinamismo se espalhando por parcela relevante das atividades, enquanto a principal fonte de sustentação ficou concentrada nos serviços prestados às famílias, especialmente alojamento e alimentação. A composição, portanto, sugere uma desaceleração mais ampla do setor, ainda que partindo de níveis historicamente elevados. Com o resultado de agosto e as revisões dos meses anteriores, o setor de serviços opera 0,3% abaixo do nível mais elevado já registrado em sua série histórica (out/25), corroborando nossa avaliação de que, mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, o setor segue operando com bastante resiliência. Por fim, destacamos que o setor de serviços deixa um carrego estatístico nulo para o terceiro trimestre e de 1,1% para o ano cheio de 2026.


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Sarah Lattouf

Analista Macro

Jose Camargo

Economista-Chefe

Yihao Lin

Coordenador Econômico

Gabriel Pestana

Analista de Ações

Leitura Dinâmica

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