Com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, a semana começou de forma positiva: queda das taxas de juros, valorização do Real e aumento dos preços das ações. Em especial, o deslocamento da curva de juros, apesar do aumento da taxa básica de juros pelo Fomc nos Estados Unidos, e redução da SELIC no Brasil, mostra uma resiliência importante da economia brasileira.
A manutenção do fluxo de capitais para o Brasil, apesar da redução do diferencial entre as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos e a expectativa dos investidores de que este diferencial irá se reduzir devido ao discurso do Presidente do Federal Reserve e do comunicado do Copom, mostra uma forte resiliência da economia brasileira.
Esta reação do mercado financeiro brasileiro mostra que, pelo menos em parte, mostra que a eleição no país começa a fazer preço dos ativos. A avaliação é que, caso o Senador Flávio Bolsonaro consiga se eleger, ele seria mais responsável e cuidadoso do ponto de vista fiscal. Por outro lado, o Presidente Lula tem indicado em seus discursos que o importante é aumentar os gastos públicos e os investimentos públicos para aumentar o crescimento e que fazer superavit primário é uma “babaquice”. Segundo ele, tudo é investimento, exceto os gastos com juros.
Neste contexto, uma vitória do Presidente Lula aumentaria o déficit primário (como o aumento do valor do Bolsa Família na semana passada) e a taxa de juros cobrada pelos investidores para financiar a dívida pública, transferia renda para o grupo mais rico da população, que tem renda suficiente para poupar e investir nos títulos públicos. Um tiro no pé.
