Economia

    Sem novas notificações!

Home > Notícias > Economia > Queda do varejo em julho reforça perspectiva de desaceleração da economia

Publicado em 15 de Setembro às 18:07:00

Queda do varejo em julho reforça perspectiva de desaceleração da economia

O volume de vendas do varejo restrito recuou 0,8% em julho, na comparação com junho, abaixo da nossa projeção de queda de 0,3% e no piso das estimativas de mercado. Frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas cresceram 1,2%, também abaixo da nossa expectativa de 2,3%.

A queda atingiu cinco das oito atividades pesquisadas, com destaque para móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros e papelaria (-4,2%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,7%). Entre as altas, destacaram-se artigos farmacêuticos e equipamentos de escritório e informática, ambos com avanço de 0,6%.

Apesar do resultado, julho registrou apenas a segunda queda mensal do varejo no ano. As vendas permanecem próximas da máxima histórica, embora estejam 1,5% abaixo do recorde de março, indicando que o setor ainda apresenta resiliência diante de um cenário macroeconômico adverso.

O varejo ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacado de produtos alimentícios, avançou 0,4%, interrompendo três quedas consecutivas, mas ficou abaixo da nossa projeção de 1,1%. As vendas de veículos cresceram 0,3% e as de materiais de construção subiram 0,7%, recuperando apenas parte das perdas de junho.

A média móvel de três meses permaneceu negativa tanto no varejo restrito quanto no ampliado, reforçando os sinais de arrefecimento da atividade na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Diante dos sinais mistos da indústria, dos serviços e do comércio em julho, revisamos nossa expectativa de crescimento do PIB no terceiro trimestre para 0,1% em relação ao trimestre anterior.

Nossa avaliação é que a menor contribuição do crédito, as condições financeiras externas mais restritivas e a perda de dinamismo dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico devem limitar a demanda doméstica. Seguimos esperando uma desaceleração gradual da economia, em um cenário de descasamento entre as políticas monetária e fiscal. Nesse contexto, mantemos a projeção de crescimento do PIB de 1,7% em 2026 e reduzimos a estimativa para 2027 de 1,5% para 1,3%.

Acesse o disclaimer.

Leitura Dinâmica

Recomendações