Hoje foi divulgado o dado de volume de serviços referente a julho. O indicador permaneceu estável no mês, resultado abaixo tanto da expectativa do mercado, que apontava para uma expansão de 0,2%, quanto da nossa projeção, de alta de 0,4%. Na comparação com julho do ano passado, o setor cresceu 0,9%, também aquém da nossa expectativa de 1,4%. Com isso, o volume de serviços acumulou avanço de 1,9% no ano e de 2,4% nos últimos 12 meses.
Embora o resultado do índice geral tenha decepcionado, sua composição trouxe sinais um pouco mais favoráveis. Quatro das cinco atividades pesquisadas avançaram em julho, indicando que a perda de dinamismo ainda não ocorre de maneira disseminada. A única queda veio dos serviços de informação e comunicação, que recuaram 2,5% e interromperam uma sequência de três altas. Em contrapartida, houve crescimento de outros serviços, dos serviços profissionais e administrativos, dos serviços prestados às famílias e do segmento de transportes.
Ainda assim, a média móvel trimestral desacelerou de uma expansão de 0,4% em junho para estabilidade em julho. Esse movimento reforça os sinais de arrefecimento observados desde maio e sugere que os efeitos das medidas de estímulo à demanda, mais concentrados no primeiro trimestre, começam a perder força. O resultado também se soma à desaceleração identificada em outros indicadores de atividade ao longo do segundo trimestre. Em nossa avaliação, apesar de a composição de julho ainda apontar para alguma resiliência, a trajetória recente reforça a expectativa de desaceleração gradual da economia brasileira. Os números permanecem compatíveis com nossas projeções de crescimento do PIB de 1,9% em 2026 e de 1,3% em 2027.