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Publicado em 14 de Setembro às 19:09:10

Semana de decisões sobre juros deve gerar volatilidade nos mercados

No cenário internacional, o impasse entre os Estados Unidos e o Irã permanece não resolvido, ao mesmo tempo em que os houtis tentam interromper o tráfico de petroleiros pelo Mar Vermelho.

Na Europa a guerra entre a Rússia e a Ucrânia permanece sem solução, o que praticamente inviabiliza o tráfego de petróleo, fertilizantes e outros produtos através do Mar Negro.

Com isso, o preço do petróleo ultrapassou o nível de US$ 100,00 o barril, o que intensifica as pressões inflacionárias globais e começa a preocupar os bancos centrais.

Na próxima quarta-feira, o Fomc vai se reunir para decidir se mantém ou aumenta a taxa básica de juros nos Estados Unidos. Após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) na última sexta feira, com o núcleo da inflação um pouco acima do esperado, mais de 80% dos investidores passaram a esperar um aumento de 0,25 pontos de porcentagem na taxa de juros. Em princípio, nossa avaliação um aumento de 0,25 p.p. é um primeiro passo para evitar que a taxa de inflação volte a acelerar.

Um aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos vai afetar o comportamento da taxa de juros nos outros países que devem decidir sobre suas respectivas taxas de juros nos próximos dias, tais como a União Europeia, o Japão e o Reino Unido.

O Banco Central do Brasil é um dos que irá decidir sobre o nível da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom. Nossa avaliação é que o Copom deverá reduzir a taxa SELIC em 0,25 p.p., para 13,75% ao ano. Apesar do cenário internacional difícil e que a taxa de inflação esteja acima da meta já há algum tempo, as expectativas para a inflação em horizontes mais longos estão acima das metas e o mercado de trabalho continua resilientes, os dados de atividade têm dado sinais claros de desaceleração e a taxa de inflação mostrou queda nos últimos dois meses, tendo atingido um nível um pouco abaixo do teto do intervalo de metas.

Este bom comportamento da taxa de inflação se deve provavelmente ao caráter extremamente contracionista da política monetária (taxa de juros real próxima a 10% ao ano já a mais de um ano), uma redução de 0,25 p.p., deve manter o diferencial entre a taxa de juros brasileira e a americana suficiente para manter o Brasil atraente para o capital internacional e evitar pressão sobre o Dólar e, ao mesmo tempo em que a política monetária permaneça bastante contracionista.

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