Destaques do Dia
O que movimentou o mercado?
Nos Estados Unidos, a semana encurtada pelo Labor Day concentrou a decisão sobre juros em dois dados. Na quinta-feira (10), o PPI de agosto subiu 0,4% na margem e acelerou de 4,8% para 5,4% em doze meses, acima dos 5,3% esperados, com energia em alta de 4,2% e diesel de 24,1%. Na sexta-feira (11), o CPI subiu 0,4% no mês e manteve 3,4% em doze meses, em linha, mas o núcleo avançou 0,3% contra 0,2% esperado. A probabilidade de alta de 0,25 ponto na reunião de 15 e 16 de setembro saltou de cerca de 70% para 85%, com a taxa em 3,50% a 3,75% desde o fim de 2025. A curva se antecipou ao dado: o Treasury de 30 anos alcançou 5,40%, maior patamar desde 2007, e o de 10 anos encerrou a semana em torno de 4,97%, máximo desde outubro de 2023. O S&P 500 caiu 0,8%, aos 7.656,98 pontos. O eixo do movimento foi o choque de oferta, com ataques recíprocos a petroleiros entre Estados Unidos e Irã e o avanço dos houthis sobre Bab al-Mandeb levando o Brent a US$ 104,61, alta de 8,65% na semana. Na mesma quinta-feira, o BCE elevou as taxas em 25 pontos-base, para 2,50%, segunda alta do ano, diante de inflação de 3,3% na zona do euro em agosto.
No Brasil, o Focus de terça-feira (8), deslocado pelo feriado, reduziu o IPCA de 2026 de 5,01% para 5,00% e manteve Selic em 13,75%, enquanto a PMS de quinta-feira (10) mostrou serviços estáveis em julho, com o acumulado em doze meses desacelerando de 2,6% para 2,4%. Na sexta-feira (11), o IPCA recuou 0,32% em agosto, ante expectativa de queda de 0,29%, primeira deflação em um ano, levando os doze meses de 4,44% para 4,22%. A composição pede cuidado: Habitação caiu 1,87%, menor resultado para um agosto desde o Plano Real, com energia elétrica recuando 7,63% pelo Bônus de Itaipu, crédito extraordinário que sozinho contribuiu com -0,33 ponto percentual. Depurado esse efeito, o que resta é desinflação lenta e concentrada em voláteis. O Ibovespa caiu 0,56% na sexta, aos 187.206,89 pontos, mas subiu 1,11% na semana, quarta alta seguida, com o dólar a R$ 5,125 e queda de 0,09% no período. O suporte veio do fluxo estrangeiro e do trade eleitoral, que virou na sexta com a retirada do sigilo das investigações do Banco Master, no mesmo dia em que o Datafolha mostrou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%, ante 38% e 33% em 3 de setembro. A expectativa se volta para quarta-feira (16), quando o Copom deve cortar a Selic para 13,75%, no mesmo dia em que o Fed deve subir.
Principais acontecimentos no mercado
TRXF11 | Celebrou memorando de entendimentos para a venda do imóvel localizado na Avenida Ricardo Jafet,
1550, Vila Mariana (SP), atualmente locado à Diagnósticos da América S.A., por R$ 77 milhões, com pagamento
integral à vista na assinatura da escritura definitiva. A gestão estima lucro de aproximadamente R$ 3,6 milhões,
equivalente a R$ 0,06 por cota, além de uma TIR estimada de 16,28% a.a.. O preço representa um valor 12,23%
superior ao último laudo de avaliação do ativo. A operação ainda depende da confirmação da viabilidade pelo
comprador e da assinatura dos documentos definitivos.
PMLL11 | Concluiu a aquisição de 29% do Shopping Jardim Sul, em São Paulo/SP, por R$ 204,2 milhões. O
pagamento contempla R$ 95,4 milhões em dinheiro (parcela à vista e parcelas futuras corrigidas pelo IPCA) e R$
108,8 milhões via emissão de cotas da 7ª oferta do fundo. A gestão estima yield médio de 11,7% a.a. nos primeiros
dois anos e 9,9% a.a. na estabilidade, além de elevar a exposição do portfólio ao estado de São Paulo de 35% para
41%.
HGBS11 | Concluiu a venda de 19% do Shopping Jardim Sul por R$ 135,4 milhões. A operação contempla R$ 85,3
milhões recebidos no 2º semestre de 2026, sendo parte em dinheiro e parte em cotas do PMLL11, além de duas
parcelas futuras de R$ 25,1 milhões cada, corrigidas pelo IPCA. O preço da transação ficou 23,6% acima do último
laudo de avaliação do ativo e deve gerar lucro estimado de R$ 0,15 por cota, além de aumento de aproximadamente
3,4% na cota patrimonial do fundo.
TRXF11 | Celebrou compromissos para aquisição de lajes corporativas dos empreendimentos Thera Corporate e
Edifício Morumbi, atualmente pertencentes aos fundos HAAA11 e HOFC11, por R$ 340,3 milhões. A operação
envolve aquisição de unidades corporativas no Thera Corporate, além da propriedade integral do Edifício Morumbi
por meio da compra da nua-propriedade e do usufruto do ativo. A estrutura ainda prevê garantia de renda mínima
pelos vendedores durante 24 meses, retrofit do sistema de ar-condicionado do Edifício Morumbi e pagamento
parcelado de parte relevante da aquisição até 2030, corrigido pelo IPCA e acrescido de juros de 9,2% a.a..