O Ibovespa está sendo negociado a 9,2 vezes o lucro projetado; abaixo da média histórica de 10,6 vezes. Excluindo Petrobras e Vale; índice sobe para 11,1 vezes; ainda mais barato que média de 12 vezes. Exportadoras aparecem a 9,1 vezes; bem distantes de sua média de 11,2 vezes. Small Caps estão a 9,7 vezes; bastante descontadas em relação à média de 13,8 vezes.
O Earnings Yield da bolsa brasileira está próximo do segundo desvio padrão inferior; em níveis não vistos desde pandemia; sinalizando atratividade relativa reduzida. Juros reais brasileiros permanecem acima de 7%; nível mais alto da última década. Panorama setorial mostra imobiliário; utilities e financeiro liderando ganhos.
Para novos investidores; momento pede cautela com assimetria negativa. Institucionais retiraram quase R$ 10 bilhões em novembro. Estrangeiros trouxeram R$ 4,2 bilhões; acumulando saldo positivo de R$ 29,4 bilhões no ano. Para longo prazo; Small Caps seguem oferecendo melhores oportunidades.
Valuations
Ibovespa está sendo negociado a 9,2x P/L projetado para os próximos 12 meses, vs média histórica de 10,6x.
Agora, se considerarmos as ações do Ibovespa (excluindo Petrobras e Vale), o índice está sendo negociando a 11,1x P/L, projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica (12x).
Ações de empresas ligadas a economia doméstica estão sendo negociadas a 10,1x P/L projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica (10,3x).
Quando levarmos em consideração apenas as empresas exportadoras, tais ações estão sendo negociadas a 9,1x P/L projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica (11,2x).
As empresas de menor capitalização, Small Caps, estão sendo negociadas a 9,7x P/L projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica (13,8x).
Já as Mid-Large Caps estão sendo negociadas a 9,1x P/L projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica (10,1x).
Earnings yield
Earnings Yield da bolsa brasileira segue baixo da sua média dos últimos seis meses e agora se aproximando do 2° desvio padrão inferior, indicando que a atratividade relativa das ações, sobre essa ótica, está bem menor, em níveis não vistos desde a pandemia da COVID-19. Esse indicador compara o lucro das empresas com o retorno de um título público atrelado à inflação, funcionando como uma medida do prêmio de risco do mercado acionário, que agora vem se estreitando.
Enquanto isso, os juros reais no Brasil permanecem acima de 7%, no nível mais alto da última década. Esse patamar reflete a deterioração fiscal e a percepção de maior incerteza econômica, fatores que aumentam o custo de financiamento do país. O ambiente exige maior seletividade na escolha dos ativos, onde as oportunidades relevantes para quem busca empresas com potencial de valorização estariam nas empresas de menor capitalização ou exportadoras.
Efeito Selic no valuation das Small Caps
Preço/Lucro (PE) projetado por setor

Desempenho em 2025
Em 2025, o Brasil continua se destacando pela boa performance de seus ativos, acompanhando o ritmo positivo das bolsas do Chile, Colômbia e do México. No panorama setorial, o segmento industrial e varejo têm ficado atrás do Ibovespa. Já os setores imobiliário, de utilities e financeiro seguem em evidência, sustentando o avanço do mercado local e ajudando a consolidar a bolsa brasileira entre as de melhor desempenho da região.
Assimetria: Índices próximos de 2 desvio padrão acima da média
Os principais índices do mercado brasileiro estão sendo negociados entre a média dos últimos seis meses e o segundo desvio padrão. Esse nível técnico indica que há pouco espaço para valorização, sendo esperado uma realização ou lateralização.
Para quem está pensando em entrar agora, o momento exige cautela, já que a assimetria do mercado está negativa. O potencial de retorno começa a diminuir em relação ao risco assumido e para encontrá-lo é necessário buscar por empresas que apresentam maior risco, como as Small Caps.
Para os investidores que já estão posicionados, a recomendação é de manter as posições, ou buscar uma realização parcial para posições muito lucrativas. Para quem investe com horizonte de longo prazo, as empresas de menor capitalização seguem oferecendo as melhores assimetrias e oportunidades de valorização.
Fluxo Investidor B3
Em setembro, até o dia 21 de novembro, o mercado acionário brasileiro apresenta fluxos mistos entre os diferentes perfis de investidores. Os estrangeiros registram entrada líquida de R$ 4,2 bilhões no mês. No acumulado de 2025, o saldo dessa categoria segue positivo em R$ 29,4 bilhões.
Entre os investidores institucionais o cenário é o outro, com uma saída líquida de quase R$ 10 bilhões em novembro, elevando o resgate acumulado do ano para R$ 50 bilhões. Já os investidores pessoa física estão com uma participação positiva em novembro, com entrada de R$ 3,1 bilhões. O saldo de 2025 segue positivo em R$ 3,1 bilhões.
