Publicado em 01 de Janeiro às 01:00:00
Acompanhe o conteúdo e veja os melhores ativos para investir com foco em retorno para o primeiro trimestre de 2026.
A Seleção Genial, iniciativa do Genial Analisa lançada em novembro de 2022, reúne 11 ativos com foco em superar o Ibovespa no longo prazo, em alusão ao número de jogadores de um time de futebol. A partir de outubro de 2025, a carteira passará por uma revisão estratégica que amplia o escopo de alocação, passando a considerar também BDRs e ETFs como possíveis componentes.
Além disso, as atualizações deixam de ser esporádicas e passam a ocorrer trimestralmente, com o objetivo de facilitar o acompanhamento por parte dos investidores e reforçar o alinhamento da carteira com tendências de mercado e diferentes perfis de objetivos. A proposta mantém o foco em geração de valor, mas com uma abordagem mais flexível e aderente ao cenário atual.
O Federal Reserve cortou juros pela terceira vez consecutiva em dezembro, com votação dividida de 9 a 3. A decisão refletiu a avaliação de que os riscos para a inflação estão mais equilibrados, enquanto o mercado de trabalho apresenta sinais de enfraquecimento gradual. Powell deixou claro que a política monetária não está em curso predeterminado e que as decisões serão tomadas reunião a reunião, mantendo a porta aberta para novos cortes caso a economia continue evoluindo conforme esperado.
No Japão, a decisão do Banco Central de elevar juros foi acompanhada por um tom cauteloso, o que enfraqueceu o iene e favoreceu ativos de risco globalmente. Na China, os dados de novembro reforçaram um quadro de crescimento dependente do setor externo, com produção industrial sólida sustentada por exportações, enquanto a atividade doméstica decepcionou com vendas no varejo fracas e investimento em queda. A vitória da direita no Chile confirmou uma tendência mais conservadora na América Latina, reforçando a leitura de que o movimento observado na Argentina não foi um evento isolado.
O tema de Inteligência Artificial passou por ajustes relevantes, com questionamentos sobre valuations, níveis de capex e capacidade de endividamento de algumas empresas do setor. Casos como o da Oracle, que trouxe vendas em nuvem aquém do esperado, alimentaram a ansiedade dos investidores e geraram diferenciação entre subtemas e empresas. O petróleo operou em queda ao menor nível desde o início do ano, refletindo sinais de excesso de oferta e expectativas de negociações de paz na Ucrânia.
O mês foi marcado por intensa volatilidade política, iniciada com o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro na primeira semana de dezembro. O movimento provocou a maior queda do Ibovespa desde 2021, com forte saída de estrangeiros da bolsa. A aversão ao nome do senador se manifestou em três frentes distintas: da sociedade, conforme indicado pelas pesquisas eleitorais que mostraram alta rejeição; dos agentes econômicos, refletida na reação dos mercados; e dos partidos do Centrão, a partir de pronunciamentos públicos. A aprovação do PL da Dosimetria na Câmara, que reduz penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro, representou um aceno ao grupo bolsonarista, mas insuficiente para consolidar um caminho comum.
Na frente fiscal, o déficit primário do Governo Central veio pior que o esperado em novembro. O cenário de remessas de lucros e dividendos típico de fim de ano pressionou o câmbio, levando o Banco Central a realizar intervenções através de leilões de linha que totalizaram bilhões de dólares ao longo do mês. A postura conservadora da autoridade monetária, ao manter comunicação cautelosa mesmo diante de sinais de desaceleração da atividade, contribuiu para restabelecer credibilidade e pode paradoxalmente abrir espaço para um ciclo de afrouxamento mais longo e intenso à frente, caso o cenário continue evoluindo de forma construtiva.
A tese geral da carteira adota uma abordagem value com viés defensivo e crescimento moderado, priorizando empresas que oferecem proteção em cenários de volatilidade sem abrir mão de potencial de valorização. As utilities reguladas como CPFE3, CSMG3 e AXIA3 aparecem como pilares estratégicos, assim como o Banco Itaú (ITUB3) para garantir fluxo de caixa estável em ambiente de juros altos, setor que historicamente oferece resiliência quando o mercado fica mais turbulento. Completam o portfólio mineradoras cíclicas como AURA33, beneficiadas pela dinâmica de commodities, imóveis em recuperação representados por LAVV3, gás natural com expansão via ENEV3, renda fixa de alta qualidade através de GICP11 e LFTS11, tech global com MUTC34 e uma posição especulativa em small cap via RCSL4.
A distribuição sugerida organiza os ativos em quatro blocos principais. Defensivos e utilities concentram cinquenta por cento da alocação, seguidos por cíclicos e value com vinte por cento, renda fixa com vinte por cento e growth e tech com 10 por cento. As projeções de consenso indicam upside médio de vinte e cinco por cento em doze meses, com foco em geração de caixa consistente e múltiplos atrativos que oferecem margem de segurança caso o cenário macroeconômico ou político se deteriore ainda mais.
A tese de investimento para o Itaú Unibanco reside na liderança em rentabilidade sustentável do setor bancário brasileiro, sustentada por crescimento da carteira de crédito em oito por cento ao ano com mix premium, expansão de receitas de serviços e seguros entre cinco e sete por cento, controle de despesas com eficiência em trinta e nove por cento, baixa inadimplência de 1,5 por cento no varejo e forte posição de capital com CET1 de 13,5 por cento. No terceiro trimestre de 2025, o banco reportou lucro líquido gerencial de 11,9 bilhões de reais com crescimento de 11,3 por cento, impulsionado por margem financeira com clientes em onze por cento e volumes de crédito de 1,3 trilhão de reais crescendo nove por cento.
Os principais riscos incluem elevação do custo de crédito em recessão, competição de fintechs erodindo market share, regulação do Banco Central apertando Basileia IV e exposição a tomador corporativo vulnerável ao cenário fiscal. O guidance para 2025 confirma crescimento de carteira em oito por cento, margem financeira com clientes entre seis e oito por cento e lucro projetado entre 48 e 50 bilhões de reais gerando lucro por ação de 8,80 reais crescendo dez por cento, com crescimento anualizado de lucro de doze por cento até 2027.
A tese de investimento destaca o pipeline de expansão de produção de ouro, com projetos como Borborema e Era Dorada adicionando seis por cento ao guidance anual. Os principais motores incluem reservas crescentes com conversão de recursos em mais de vinte por cento de reservas provadas e custos controlados, com lucro disparando duzentos por cento no terceiro trimestre de 2025 e acumulado de setenta por cento do guidance de produção. As projeções indicam produção de 283 mil onças equivalentes de ouro em 2025 no ponto médio, receita de 650 milhões de dólares com alta de quinze por cento considerando ouro a 2.200 dólares por onça.
O valuation é atrativo em enterprise value sobre EBITDA de 3,4 vezes para 2025, preço sobre lucro de quinze vezes e taxa interna de retorno implícita de vinte por cento, abaixo de pares juniores. Os riscos englobam elevação de custos all-in sustaining em dez por cento com ramp-up de Borborema, exposição geopolítica em Honduras onde San Andrés representa trinta por cento da produção e volatilidade de preços do ouro com queda de quinze por cento em cenário bearish, além de atrasos regulatórios em licenças ambientais. O guidance 2025 projeta produção entre 266 e 300 mil onças equivalentes de ouro, custos all-in sustaining entre 1.400 e 1.550 dólares por onça e margem EBITDA entre quarenta e cinco e cinquenta por cento, estendendo a 2027 com produção de 350 mil onças, crescimento anualizado de doze por cento, fluxo de caixa livre de 250 milhões de dólares e reservas dobrando para cinco milhões de onças.
A Axia se destaca pela tese ancorada em expansão de geração renovável e acordos governamentais reduzindo riscos em Angra 3. Os principais motores incluem volumes de energia comercializada vinte e cinco por cento maiores e eficiência operacional em hidrelétricas. As projeções financeiras apontam receita de 4,5 bilhões de reais em 2025 com crescimento de vinte por cento e EBITDA de 2,2 bilhões via fator de capacidade de oitenta e cinco por cento.
Os riscos principais são revisões tarifárias negativas pela ANEEL reduzindo receita anual permitida em cinco a dez por cento, exposição a hidrologia adversa que representa trinta por cento da geração e competição em leilões elevando CAPEX em um bilhão de reais, além de endividamento líquido sobre EBITDA de três vezes em cenário de Selic alta. O guidance 2025 inclui receita anual permitida de 1,2 bilhão de reais, geração de cinco terawatts-hora com crescimento de quinze por cento e margem regulada de quarenta e cinco por cento, projetando para 2026-27 crescimento anualizado de EBITDA de dezoito por cento com adição de um gigawatt renovável e payout de setenta por cento.
A tese principal reside na resiliência da distribuição que representa oitenta e dois por cento da receita, com resultados do terceiro trimestre de 2025 acima das expectativas mostrando EBITDA de 3,12 bilhões de reais com alta de cinco por cento. Os motores de crescimento vêm via reajustes tarifários de oito por cento e expansão de clientes de dois por cento ao ano, com projeções de receita de 43 bilhões de reais em 2025 crescendo cinco por cento. As métricas operacionais incluem migração para custo cativo de noventa por cento e fator de carga de sessenta por cento.
Os riscos envolvem inadimplência setorial de 3,6 por cento, regulação da ANEEL cortando receita anual permitida em cinco por cento e CAPEX elevado de três bilhões de reais anual pressionando fluxo de caixa livre, além de hidrologia baixa impactando geração em dez por cento. O guidance 2025 projeta receita entre 43 e 45 bilhões de reais, EBITDA de 13,5 bilhões com margem de trinta e um por cento e lucro por ação de cinco reais crescendo três por cento, estendendo para 2026-27 com crescimento anualizado de lucro de nove por cento e retorno sobre capital investido de dezesseis por cento.
A Copasa apresenta tese de value defensivo com privatização no radar e revisão tarifária elevando receitas em vinte por cento. Os motores incluem redução de inadimplência para 2,4 por cento e CAPEX de três bilhões de reais em esgoto buscando cobertura de oitenta por cento. As projeções apontam receita de sete bilhões de reais em 2025 com crescimento de quinze por cento e EBITDA de 3,3 bilhões para o final de 2026.
Os riscos incluem atraso na privatização mantendo ineficiências estatais, inflação de despesas operacionais de dez por cento erodindo margens e volumes não faturados de 63 milhões de reais recorrentes, além de regulação limitando reajustes. O guidance 2025 projeta EBITDA de três bilhões de reais com margem de vinte e cinco por cento e receita crescendo doze por cento, para 2030 EBITDA de 5,9 bilhões com crescimento anualizado de quinze por cento, perda de água abaixo de trinta por cento e payout de cinquenta por cento.
A Eneva foca em flexibilidade de gás natural com opcionalidades em Parnaíba e LRCAP, com motores de crescimento na produção de gás aumentando quinze por cento e geração térmica eficiente. A receita projetada é de doze bilhões de reais em 2025 crescendo dezoito por cento, com indicadores operacionais mostrando utilização de usinas térmicas em setenta por cento e reservas de gás de dois bilhões de metros cúbicos.
Os riscos incluem competição em leilões reduzindo preços-teto em vinte por cento, atrasos em Parnaíba II elevando CAPEX em dois bilhões de reais e dependência hidráulica afetando demanda spot em quinze por cento negativos. O guidance 2025 projeta EBITDA de quatro bilhões de reais e geração de dez terawatts-hora, para 2027 crescimento anualizado de receita de vinte por cento com dois gigawatts adicionais e fluxo de caixa livre yield de quinze por cento.
O GICP11 oferece exposição a debêntures atreladas ao DI mais spread com perfil high beta e qualidade de crédito, sendo oitenta por cento com rating AAA. A tese se apoia em yield elevado em ambiente de Selic a quinze por cento, com patrimônio sob gestão de 126 milhões de reais e duration otimizada. O retorno anualizado está em doze por cento no acumulado do ano, com foco em infraestrutura e setor elétrico.
A Lavvi cresce via lançamentos concentrados em São Paulo com crescimento de vinte por cento no valor geral de vendas, margens altas de trinta e cinco por cento e reconhecimento de vendas quinze por cento acima do esperado. A receita do terceiro trimestre de 2025 veio em linha com expectativas, com projeções de valor geral de vendas de quatro bilhões de reais em 2025 crescendo vinte e cinco por cento.
Os riscos incluem juros altos reduzindo vendas entre dez e quinze por cento, estoque alto em São Paulo e competição de MRV e AECor erodindo poder de precificação. O guidance 2025 projeta vendas de três bilhões de reais e margem bruta de trinta e cinco por cento, para 2027 retorno sobre patrimônio de vinte e cinco por cento e payout de quarenta por cento.
O LFTS11 replica o Tesouro Selic com patrimônio sob gestão de 1,06 bilhão de reais, oferecendo tese defensiva pós-fixada em ambiente de Selic a quinze por cento. O fluxo captado foi de 489 milhões de reais em um ano e retorno anualizado de 12,45 por cento, com baixa duration e risco mínimo.
A Micron se beneficia do ciclo de semicondutores e inteligência artificial, com demanda por memória HBM crescendo cinquenta por cento e guidance de receita para o segundo trimestre do ano fiscal 2026 subindo vinte por cento. As projeções apontam receita de quarenta bilhões de dólares em 2025 com crescimento de trinta por cento.
Os riscos incluem guerra comercial entre Estados Unidos e China com tarifas de vinte e cinco por cento, ciclo de chips em downturn reduzindo receita em trinta por cento e CAPEX em memória DRAM de dez bilhões de dólares. O guidance para o ano fiscal 2026 projeta lucro por ação de oito dólares, margem de trinta por cento e crescimento anualizado de receita de vinte e cinco por cento entre 2025 e 2027.
A Recrusul passa por turnaround no segmento de implementos rodoviários, com receita crescendo 1,25 por cento em cinco anos mas retorno sobre capital investido de cinquenta e cinco por cento. A tese se apoia em ciclagem do agronegócio e exportação, com volumes de tratores projetados em dez por cento de crescimento.
O valuation mostra preço sobre lucro negativo de 4,8 vezes refletindo prejuízo, enterprise value sobre EBITDA negativo de 9,8 vezes e dividend yield zero, mas retorno sobre patrimônio de setenta e quatro por cento. Os riscos incluem prejuízo recorrente com margem negativa de 667 por cento, baixa liquidez e dependência do agronegócio com queda de vinte por cento em cenário de seca. Para 2025, a expectativa é de receita crescendo cinco por cento e break-even no EBITDA, com projeção para 2027 de margem positiva de dez por cento com exportações aumentando quinze por cento.