Publicado em 01 de Fevereiro às 01:00:00
Acompanhe o conteúdo e veja os melhores BDRs e ETFs para investir em fevereiro de 2026.
No cenário internacional, janeiro foi dominado por uma inflexão na tese de excepcionalismo americano, com gestores globais de grande porte posicionando-se em mercados emergentes como principal estratégia para o ano. O dólar index apresentou queda acentuada, perdendo mais de dois pontos percentuais em uma única semana e atingindo os menores níveis desde 2022. Esse movimento foi catalisado pelas tensões entre Estados Unidos e Europa envolvendo a Groenlândia, além de sinalizações de Trump favoráveis ao enfraquecimento cambial visando reequilibrar a balança comercial.
O ouro e a prata atingiram máximas históricas, refletindo a busca por ativos reais em um contexto de questionamento sobre a sustentabilidade fiscal dos países desenvolvidos. No mercado de criptoativos, o Bitcoin registrou recuo moderado, pressionado pela menor liquidez global e pela volatilidade observada nas últimas semanas do mês. A nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve trouxe expectativa de uma gestão mais técnica, embora seu perfil histórico contrário ao quantitative easing sugira um ambiente de menor liquidez à frente.
O mês de janeiro trouxe uma reconfiguração importante nas expectativas sobre a política monetária americana. O Fed manteve os juros conforme esperado, com Powell abstendo-se de sinalizar qualquer retomada iminente de cortes. Contudo, a nomeação de Kevin Warsh para substituí-lo ao final do mandato alterou as perspectivas, dado seu perfil favorável a cortes de juros como instrumento de estímulo, em detrimento de expansão de balanço.
A tensão geopolítica envolvendo a Groenlândia serviu como catalisador para uma reavaliação global sobre o tamanho ideal de exposição a ativos dolarizados nos portfólios. Investidores passaram a questionar a concentração de aproximadamente setenta por cento da riqueza global em ativos americanos, desencadeando um processo de diversificação que beneficiou diretamente os mercados emergentes. A América Latina liderou os ganhos globais, com Peru, Colômbia, Chile, Brasil e México registrando retornos expressivos em dólar.
No setor de tecnologia, a Microsoft apresentou queda acentuada após resultados que reacenderam dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial, provocando volatilidade nas bolsas globais e questionamentos sobre a sustentabilidade do rally das megacaps. O cobre atingiu máximas históricas durante o mês, embora Goldman Sachs tenha alertado para riscos de desaceleração da demanda chinesa. O petróleo oscilou ao sabor das tensões com o Irã, com Trump elevando o tom retórico e enviando porta-aviões à região.
Para ações norte-americanas via BDRs, o posicionamento retorna ao tema de inteligência artificial, porém com foco em empresas de infraestrutura que se beneficiam dos investimentos em capacidade computacional. A volatilidade observada nas megacaps ao final de janeiro, especialmente o tombo da Microsoft, reforça a necessidade de seletividade no setor de tecnologia, priorizando companhias com valuations mais defensivos e exposição menos concentrada.
Na renda fixa, houve redução de exposição em títulos prefixados e atrelados à inflação de prazos longos para alocar em instrumentos de CDI+. Essa estratégia reflete a percepção de que, embora o ciclo de cortes esteja próximo de iniciar, a extensão da queda de juros ainda carrega incertezas relacionadas ao cenário fiscal e eleitoral. O carrego oferecido pelo CDI em patamares elevados proporciona retorno atrativo com menor volatilidade de marcação a mercado.
Nas carteiras de criptoativos, a diversificação foi ampliada com redução em Bitcoin e aumento em projetos de DeFi. A expectativa de menor liquidez global com a transição de liderança no Fed e o perfil anti-quantitative easing de Warsh sugerem um ambiente mais desafiador para cripto no curto prazo. O posicionamento mais diversificado busca capturar oportunidades em segmentos específicos do mercado que possam se beneficiar de desenvolvimentos tecnológicos independentemente do ciclo macro.
A carteira BDR 5+ apresentou uma alta de 8,57% no mês de janeiro. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho negativo de -3,05%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade baixa de 8,57% contra uma baixa de -3,05%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da Aura 360 (AURA33), Sigma Lithium (S2GM34) e Citigroup (CTGP34). Com Inclusão das ações da Asml Holding (ASML34), Baidu (BIDU34) e Intel (ITLC34).
A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL (BDRX) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas BDRs de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.
Para o mês de fevereiro de 2026, seguindo a estratégia da Carteira ETF, recomendamos compra de GICP11 (Genial Debêntures DI), DTCR39 (Data Center Digital Infrastructure), SMAC11 (Small Caps), GOAT11 (S&P500 + IMA-B) e BURA39 (Uranium), com alocação de 20% para cada ativo. A carteira ETF Macro apresentou uma alta de 6,11% no mês de janeiro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%.
A Carteira ETF MACRO tem por objetivo superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo. Mensalmente, recomendaremos até 5 ETFs, todos com o mesmo peso na carteira. Essa estratégia permite ao investidor se expor em diversos ativos globais, permitindo uma diversificação geográfica em dólar.
A carteira RF+ apresentou uma alta de 1,33% no mês de janeiro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 1,33% contra uma alta de 1,11%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de janeiro, não houve alteração da carteira, apenas dos pesos dos ativos.
A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.
A carteira CriptoFIX apresentou uma baixa de -1% no mês de janeiro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -1% contra uma alta de 1,11%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de janeiro, saíram as ETF´s Bitcoin (BITH11) e Crypto Momentum (FOMO11). Com Inclusão da ETF, Nasdaq Crypto Index (HASH11).
A Carteira CriptoFIX tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação diversificada entre ETFs de Renda Fixa e ETFs ligados a criptoativos. A depender do cenário macro econômico poderemos ter exposição maior ou menor dentro dessas duas classes.
A carteira Cripto++ apresentou uma baixa de -5,42% no mês de janeiro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de -5,42% contra uma alta de 1,11%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de janeiro, não houve alteração da carteira, apenas dos pesos dos ativos.
A Carteira Cripto+ tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação em ETFs ligados a criptoativos. A carteira também tem por objetivo apresentar uma oportunidade de alocação dolarizada.
Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo negociado em Bolsa representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. (Fonte: B3)