Publicado em 01 de Janeiro às 01:00:00
Acompanhe o conteúdo e veja os melhores BDRs e ETFs para investir em janeiro de 2026.
No cenário internacional, o destaque ficou para a mudança de regime que se consolidou ao longo do ano, com a inflação global seguindo em trajetória de perda de força e os principais bancos centrais caminhando para ciclos de afrouxamento monetário. O Federal Reserve entregou o terceiro corte consecutivo de juros em dezembro, com o presidente Powell citando riscos de baixa significativos no mercado de trabalho americano. A comunicação foi lida como menos dura do que o esperado, o que impulsionou as bolsas americanas e aliviou pressão sobre moedas emergentes.
O dólar apresentou tendência de enfraquecimento estrutural, refletindo um questionamento mais amplo sobre as moedas fiduciárias em um mundo marcado por déficits elevados e endividamento crescente nas principais economias desenvolvidas. Esse movimento beneficiou os metais preciosos, com ouro renovando máximas históricas e prata acumulando valorização expressiva ao longo do ano. No universo de criptoativos, o Bitcoin fechou dezembro em território negativo, reforçando sua natureza profundamente cíclica, com períodos de euforia seguidos por ajustes intensos
O Federal Reserve cortou juros pela terceira vez consecutiva em dezembro, com votação dividida de 9 a 3. A decisão refletiu a avaliação de que os riscos para a inflação estão mais equilibrados, enquanto o mercado de trabalho apresenta sinais de enfraquecimento gradual. Powell deixou claro que a política monetária não está em curso predeterminado e que as decisões serão tomadas reunião a reunião, mantendo a porta aberta para novos cortes caso a economia continue evoluindo conforme esperado.
No Japão, a decisão do Banco Central de elevar juros foi acompanhada por um tom cauteloso, o que enfraqueceu o iene e favoreceu ativos de risco globalmente. Na China, os dados de novembro reforçaram um quadro de crescimento dependente do setor externo, com produção industrial sólida sustentada por exportações, enquanto a atividade doméstica decepcionou com vendas no varejo fracas e investimento em queda. A vitória da direita no Chile confirmou uma tendência mais conservadora na América Latina, reforçando a leitura de que o movimento observado na Argentina não foi um evento isolado.
O tema de Inteligência Artificial passou por ajustes relevantes, com questionamentos sobre valuations, níveis de capex e capacidade de endividamento de algumas empresas do setor. Casos como o da Oracle, que trouxe vendas em nuvem aquém do esperado, alimentaram a ansiedade dos investidores e geraram diferenciação entre subtemas e empresas. O petróleo operou em queda ao menor nível desde o início do ano, refletindo sinais de excesso de oferta e expectativas de negociações de paz na Ucrânia.
Para a parcela internacional do portfólio, a diversificação regional mostrou-se eficaz ao longo de 2025, com mercados da Europa e Ásia apresentando desempenho superior aos Estados Unidos em termos relativos. A combinação mais equilibrada de estilos e setores, como a performance superior de ações de valor em relação às de crescimento na Europa, contribuiu para melhorar o retorno ajustado ao risco. Um diferencial de crescimento favorável aos mercados emergentes em relação aos desenvolvidos, aliado a valuations mais atrativos, tende a seguir dando suporte ao desempenho das ações de emergentes ao longo de 2026.
A despeito do otimismo com tecnologia e IA, os gestores enxergam este tema como principal risco para 2026. A exposição implícita ao setor cresceu de forma relevante dentro dos índices, tanto em ações quanto em crédito, fazendo com que investidores estejam mais expostos à tese de IA do que nunca, muitas vezes de forma pouco percebida. Isso reforça a importância do rebalanceamento e da diversificação, com preferência por portfólios mais equilibrados e menor concentração nos nomes que lideraram as altas recentes.
No universo de criptoativos, a postura segue de cautela. O Bitcoin demonstrou sua natureza profundamente cíclica, com períodos de euforia seguidos por ajustes intensos. A classe encerrou dezembro em queda, reforçando a leitura de que a exposição deve ser reduzida e concentrada exclusivamente em bitcoin, evitando ativos de maior especulação. Para janeiro, o foco estará nas sinalizações do Banco Central brasileiro sobre o início do ciclo de cortes e na continuidade da definição do cenário eleitoral.
Para as carteiras de Renda Fixa e CriptoFix a estratégia mais eficiente, neste momento, passa por manter um nível elevado de caixa a ser calibrado conforme o perfil de risco de cada investidor. Em um país que remunera a liquidez com taxas reais próximas a dois dígitos, o caixa deixa de ser meramente defensivo e se transforma em opcionalidade, permitindo atravessar a volatilidade característica de anos eleitorais e aproveitar momentos de estresse para montar posições com melhor relação risco-retorno.
A carteira BDR 5+ apresentou uma alta de 0,49% no mês de dezembro. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho positivo de 3,30%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade alta de -1,82% contra uma alta de 8,42%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da Broadcom (AVGO34), Intel (ITLC34) e Nu Holdings (ROXO34). Com Inclusão das ações da Aura 360 (AURA33), Micron Technology (MUTC34) e Sigma Lithium (S2GM34).
A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL (BDRX) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas BDRs de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.
Para o mês de janeiro de 2026, seguindo a estratégia da Carteira ETF, recomendamos compra de LFTS11 (Tesouro Selic), GICP11 (Genial Debêntures DI), GOLD11 (Ouro), GOAT11 (S&P500 + IMA-B) e BURA39 (Uranium), com alocação de 20% para cada ativo. A carteira ETF Macro apresentou uma alta de 0,61% no mês de dezembro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%.
A Carteira ETF MACRO tem por objetivo superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo. Mensalmente, recomendaremos até 5 ETFs, todos com o mesmo peso na carteira. Essa estratégia permite ao investidor se expor em diversos ativos globais, permitindo uma diversificação geográfica em dólar.
A carteira RF+ apresentou uma alta de 0,78% no mês de dezembro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 14,48% contra uma alta de 14,20%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de dezembro, não houve alteração da carteira, apenas dos pesos dos ativos.
A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.
A carteira CriptoFIX apresentou uma alta de 0,70% no mês de dezembro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -5,45% contra uma alta de 14,20%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de dezembro, foi feita a inclusão do ETF Crypto Momentum (FOMO11).
A Carteira CriptoFIX tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação diversificada entre ETFs de Renda Fixa e ETFs ligados a criptoativos. A depender do cenário macro econômico poderemos ter exposição maior ou menor dentro dessas duas classes.
A carteira Cripto++ apresentou uma alta de 0,27% no mês de dezembro. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de -18,45% contra uma alta de 14,20%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de dezembro, não houve alteração da carteira, apenas dos pesos dos ativos.
A Carteira Cripto+ tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação em ETFs ligados a criptoativos. A carteira também tem por objetivo apresentar uma oportunidade de alocação dolarizada.
Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo negociado em Bolsa representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. (Fonte: B3)