Filipe Villegas

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Publicado em 30 de Maio às 00:35:11

Carteira Recomendada de BDRs e ETFs – Junho de 2026

Acompanhe o conteúdo e veja os melhores BDRs e ETFs para investir em junho de 2026.

No exterior, o mês de maio consolidou duas forças que se retroalimentam. De um lado, a rotação global rumo a inteligência artificial e semicondutores manteve as bolsas americanas renovando recordes, com a cadeia de chips acumulando ganhos expressivos ao longo do mês. De outro, o petróleo deixou de ser um choque puramente geopolítico e virou trava para os bancos centrais: mesmo com a trégua preliminar entre Estados Unidos e Irã derrubando o barril na reta final, o núcleo de inflação resiliente manteve o Fed reticente em sinalizar cortes, e a transição para um comando mais duro no banco central americano adicionou incerteza. Em criptoativos, o Bitcoin seguiu lateralizado, sem narrativa própria, e mais defensivo que as altcoins. Os próximos dados de emprego e inflação definem o tamanho da janela de alívio.

Desempenho

Cenário Macro

No tabuleiro global, o eixo foi o petróleo e a negociação entre Estados Unidos e Irã. Após semanas de escalada, com o barril tocando máximas na primeira quinzena, a trégua preliminar e o recuo do petróleo abriram um risk-on tático liderado pela tecnologia. O alívio, porém, não virou cheque em branco: o núcleo de inflação americano resiliente e um Fed preocupado em não afrouxar cedo demais mantiveram juros altos por mais tempo como cenário-base, com a volatilidade migrando do índice de ações para a curva de juros e o câmbio. A Europa segue debatendo inflação e crescimento, e a China oferece sinais mistos de atividade. Para junho, os gatilhos se concentram no payroll de 05/06, no ISM de serviços de 03/06 e na leitura de PCE de 26/06, com qualquer surpresa altista reabrindo pressão sobre os múltiplos globais.

ESTRATÉGIA: como estamos nos posicionando

A carteira internacional já vinha recalibrando para fora da tecnologia pura, reforçando infraestrutura de data centers, semicondutores estratégicos e mineradoras de ouro como hedge geopolítico. O mês validou esse desenho com folga: foi a carteira de BDRs que liderou o desempenho, surfando exatamente o fluxo que faltou ao Brasil. Para junho, a casa mantém a exposição internacional via BDRs e ETFs aos temas estruturais de IA, semicondutores e data centers como a tendência mais limpa, preservando o ouro como proteção. Na renda fixa, o juro real elevado virou o principal concorrente da bolsa: maior peso em pós-fixados, ainda atrativos com a Selic em patamar restritivo, e em títulos indexados à inflação, com alocação gradual nos vencimentos mais longos. Em criptoativos, o Bitcoin lateralizado mantém peso defensivo, com a perna mais agressiva reduzida.

Carteira BDR 5+

A carteira BDR 5+ apresentou uma alta de 34,10% no mês de maio. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho positivo de 9,22%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade alta de 41,64% contra uma alta de 4,36%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Taiwan Semiconductor (TSMC34). Com Inclusão das ações da Dell (D1EL34).

A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL (BDRX) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas BDRs de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.

Carteira ETF MACRO

Para o mês de junho de 2026, seguindo a estratégia da Carteira ETF, recomendamos compra de GICP11 (Genial Debêntures DI), CHIP11 (Semicondutores USA), BEWY39 (Coreia do Sul), CMDB11 (Brasil Commodities) e HASH11 (Nasdaq Crypto Index), com alocação de 20% para cada ativo. A carteira ETF Macro apresentou uma alta de 1,72% no mês de maio. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,02%.

A Carteira ETF MACRO tem por objetivo superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo. Mensalmente, recomendaremos até 5 ETFs, todos com o mesmo peso na carteira. Essa estratégia permite ao investidor se expor em diversos ativos globais, permitindo uma diversificação geográfica em dólar.

Carteira RF+

A carteira RF+ apresentou uma alta de 1,39% no mês de maio. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,02%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 5,39% contra uma alta de 5,60%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de maio, não houve alteração na carteira.

A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.

Carteira CriptoFIX

A carteira CriptoFIX apresentou uma alta de 0,32% no mês de maio. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,02%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -0,79% contra uma alta de 5,60%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de maio, foi feita a inclusão da ETF, Nasdaq Crypto Index (HASH11).

A Carteira CriptoFIX tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação diversificada entre ETFs de Renda Fixa e ETFs ligados a criptoativos. A depender do cenário macro econômico poderemos ter exposição maior ou menor dentro dessas duas classes.

Carteira Cripto++

A carteira Cripto++ apresentou uma baixa de -1,83% no mês de maio. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,02%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -21,08% contra uma alta de 5,60%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de maio, foi retirado a ETF Ouro & Bitcoin (GBTC11).

A Carteira Cripto+ tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação em ETFs ligados a criptoativos. A carteira também tem por objetivo apresentar uma oportunidade de alocação dolarizada.

Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo negociado em Bolsa representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. (Fonte: B3)

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