Publicado em 29 de Agosto às 22:00:00
Acompanhe o conteúdo e veja os melhores BDRs e ETFs para investir em setembro de 2025.
Nos Estados Unidos, as ações oscilaram diante de dados econômicos variados e expectativas sobre a política monetária. Os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq registraram ganhos, com o S&P 500 alcançando novas máximas históricas, impulsionado pelo forte apetite ao risco e pela temporada de resultados corporativos. As declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em Jackson Hole, que apontaram para possíveis ajustes na política monetária devido a riscos no mercado de trabalho, aumentaram o otimismo e fortaleceram as apostas em cortes futuros de juros.
No mercado de criptoativos, houve maior dinamismo e avanço na legitimidade, com o Bitcoin e Ethereum apresentando bom desempenho, apoiados por avanços regulatórios nos Estados Unidos. Já no Brasil, o mercado de juros futuros e renda fixa foi marcado pela forte influência dos dados de inflação e indicadores econômicos, tanto domésticos quanto internacionais. A queda dos juros dos títulos americanos e a expectativa de inflação mais controlada no Brasil pressionaram para baixo os preços dos DIs em vários momentos, refletindo esse cenário de cautela.
O cenário macroeconômico global foi marcado pela expectativa sobre a política monetária do Federal Reserve, com os dados de emprego dos EUA como principal foco. A criação de apenas 73 mil vagas em julho, junto à revisão para baixo de quase 260 mil nos dois meses anteriores, confirmou a desaceleração do mercado de trabalho americano. Esse enfraquecimento aumentou as apostas de que o Fed iniciará um ciclo de cortes de juros já em setembro, com expectativa de dois a três cortes até o fim do ano. O discurso de Jerome Powell em Jackson Hole reforçou essa visão, destacando a prioridade de preservar a estabilidade do mercado de trabalho. Como resultado, os juros dos títulos do Tesouro americano e o dólar recuaram globalmente, beneficiando os ativos de risco, especialmente em mercados emergentes.
Nos EUA, a inflação mostrou sinais mistos: o CPI de julho ficou em linha com as expectativas, enquanto o PPI surpreendeu para cima, indicando repasse gradual das tarifas para os preços. O consumo ajustado pela inflação caiu, reforçando a tese de desaceleração econômica e aumentando a chance de ação do Fed. A retórica de Donald Trump contra instituições americanas, incluindo críticas ao Fed e demissões, gerou preocupações sobre a independência do banco central, influenciando a percepção de risco e ajudando a sustentar um dólar mais fraco.
Na China, a economia desacelerou em julho, com dados industriais, investimentos e vendas no varejo abaixo das expectativas. Contudo, as exportações e importações superaram projeções, principalmente para a União Europeia e mercados emergentes, enquanto o déficit comercial com os EUA diminuiu, o que pode indicar reorganização das cadeias produtivas. Medidas para estimular a demanda imobiliária em Pequim também foram adotadas. Apesar dos sinais mistos, a China continua sendo um fator importante para o apetite global por risco, sobretudo para commodities e mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Essa conexão internacional impacta o Brasil, onde os ativos locais são fortemente influenciados pelos fluxos globais e expectativas sobre juros nos EUA. Um dólar mais fraco e a expectativa de cortes de juros pelo Fed tendem a aumentar o apetite por risco, beneficiando a bolsa e a moeda brasileira. No entanto, a incerteza política e fiscal interna, junto com tensões geopolíticas com os EUA, gera ruídos e limita o desempenho pleno dos ativos, mesmo em um ambiente externo favorável.
O mercado de criptoativos passou por um período de crescimento significativo e avanço na sua legitimação institucional e regulatória nos Estados Unidos. A aprovação do GENIUS Act, a primeira lei federal específica para stablecoins, exige que essas moedas tenham reservas garantidas em dólar na proporção 1:1 e sejam submetidas a auditorias regulares. Além disso, tokens emitidos por entidades autorizadas deixam de ser classificados como “security” ou “commodity”, trazendo maior clareza jurídica. Esse marco abre caminho para a entrada de capital institucional, ajudando as stablecoins a se consolidarem como uma classe de ativos reconhecida globalmente. Projetos como o Digital Asset Market Clarity Act e o Anti-CBDC Act também avançam no Congresso, sinalizando uma estrutura regulatória mais abrangente até setembro.
Um impacto relevante veio da ordem executiva de Donald Trump, autorizando que planos de aposentadoria 401(k) invistam em criptomoedas e ativos alternativos. Isso pode democratizar o acesso ao mercado cripto para milhões de trabalhadores americanos, antes restrito a grandes investidores, ampliando a diversificação e o potencial de retorno. Considerando os trilhões de dólares sob gestão nos planos 401(k), mesmo uma pequena migração para o mercado cripto, que vale cerca de US$ 2,8 trilhões, pode gerar um enorme fluxo institucional, aumentar a liquidez e consolidar a legitimidade dos ativos digitais.
Em desempenho, Bitcoin e Ethereum se beneficiaram desse cenário positivo. As entradas em ETFs de Ethereum registraram sua maior movimentação diária da história, indicando renovado apetite institucional e recuperação da confiança, mesmo após períodos de saídas significativas. Embora a volatilidade continue presente, a combinação de regulamentação clara, adoção institucional em potencial e apoio de mercado reforça a perspectiva de crescimento sustentável para os criptoativos, principalmente para as moedas com maior capitalização e governança.
No posicionamento internacional, mantemos um portfólio diversificado em ações americanas, mas com cautela diante das valuation elevados, especialmente nas “Sete Magníficas “, que atingem múltiplos recordes. O ambiente favorece o “stock picking” ativo, buscando oportunidades fora das megacaps, em setores mais defensivos ou em empresas com valorações mais equilibradas. A recente rotação setorial, com saída de tecnologia e entrada em energia, consumo básico, saúde e financeiro, indica realocação de risco e cria espaço para estratégias focadas em valor.
No mercado de criptoativos, a estratégia é aumentar posição em ativos mais conservadores ou com melhor momentum, destacando o Ethereum, enquanto reduzimos a exposição ao Bitcoin. Essa escolha é apoiada pela crescente clareza regulatória nos EUA e pela possibilidade de entrada massiva de capital institucional via planos 401(k).
Na renda fixa, nossa posição no Brasil é totalmente em pós-fixados, aproveitando o carry trade atrativo e buscando proteger o capital diante da alta volatilidade e das incertezas fiscais e políticas. Nos EUA, a expectativa de cortes de juros pelo Fed pode favorecer fundos de renda fixa de curta duração. Porém, mantemos cautela com títulos de longo prazo, por conta da preocupação com a sustentabilidade da dívida americana e a alta necessidade de rolagem, que pressiona as taxas longas, mesmo com política monetária mais flexível no curto prazo.
A carteira BDR 5+ apresentou uma baixa de -2,06% no mês de agosto. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho negativo de -0,63%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade baixa de -14,15% contra uma baixa de -2,31%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Advanced Micro Devices (A1MD34). Com Inclusão das ações da Sea (S2EA34).
A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL (BDRX) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas BDRs de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.
Para o mês de setembro de 2025, seguindo a estratégia da Carteira ETF, recomendamos compra de XINA11 (China), GBTC11 (Ouro & Bitcoin), GOAT11 (S&P500 + IMA-B), LFTS11 (LFT Pós-Fixaso) e BDEF11 (Setores Defensivos Brasil), com alocação de 20% para cada ativo. A carteira ETF Macro apresentou uma alta de 1,61% no mês de agosto. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%.
A Carteira ETF MACRO tem por objetivo superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo. Mensalmente, recomendaremos até 5 ETFs, todos com o mesmo peso na carteira. Essa estratégia permite ao investidor se expor em diversos ativos globais, permitindo uma diversificação geográfica em dólar.
A carteira RF+ apresentou uma alta de 1,63% no mês de agosto. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 9,44% contra uma alta de 8,97%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de agosto, foi retirado a ETF Juro Pré Curto (IRFM11).
A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.
A carteira CriptoFIX apresentou uma baixa de -4,69% no mês de agosto. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -1,20% contra uma alta de 8,97%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de agosto, foi retirado a ETF Bitcoin (BITH11). Com Inclusão da ETF Ethereum (ETHE11).
A Carteira CriptoFIX tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação diversificada entre ETFs de Renda Fixa e ETFs ligados a criptoativos. A depender do cenário macro econômico poderemos ter exposição maior ou menor dentro dessas duas classes.
A carteira Cripto++ apresentou uma baixa de -4,56% no mês de agosto. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,11%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -2,90% contra uma alta de 8,97%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de agosto, saíram as ETF´s Smart Contracts (WEB311) e Bitcoin (BITH11). Com Inclusão das ETF´s, Ethereum (ETHE11) e Ouro & Bitcoin (GBTC11).
A Carteira Cripto+ tem por objetivo superar o desempenho do CDI no longo prazo. Nossa estratégia busca a geração de valor através de uma alocação em ETFs ligados a criptoativos. A carteira também tem por objetivo apresentar uma oportunidade de alocação dolarizada.
Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo negociado em Bolsa representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. (Fonte: B3)