Publicado em 01 de Fevereiro às 01:00:00
Acompanhe o conteúdo e veja as melhores ações para investir em fevereiro de 2026.
O mês de janeiro foi marcado por um movimento de rotação global para mercados emergentes que beneficiou intensamente os ativos brasileiros. O Ibovespa registrou alta expressiva e bateu máximas históricas, ultrapassando o patamar de 184 mil pontos, impulsionado por um fluxo estrangeiro que acumulou mais de vinte bilhões de reais ao longo do período. Essa dinâmica favorável não decorreu de fatores domésticos específicos, mas sim de uma realocação de portfólios internacionais que buscaram diversificação para fora dos Estados Unidos, movimento intensificado pelas tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia e pela percepção de dólar estruturalmente mais fraco.
O real apresentou valorização significativa, retornando ao patamar de R$ 5,20 pela primeira vez desde maio de 2024. Esse fortalecimento cambial, combinado com o IPCA-15 abaixo das expectativas e a sinalização do Copom de início do ciclo de cortes em março, criou um ambiente construtivo para os ativos de risco. Para fevereiro, o foco estará na temporada de balanços corporativos e na definição do ritmo de flexibilização monetária, com o mercado dividido entre cortes de 0,25 e 0,50 ponto percentual.
O Ibovespa está sendo negociado a 10,3 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, levemente abaixo da média histórica de 10,5 vezes, o que indica uma precificação neutra a levemente descontada. Quando se excluem Petrobras e Vale, o múltiplo sobe para 11,8x P/L, ainda um pouco abaixo da média de 12x.
As empresas voltadas à economia interna apresentam P/L de 10,6x, ligeiramente acima da média histórica de 10,3x, refletindo valorações mais ajustadas e possíveis apostas em retomada do consumo. Já as exportadoras operam a 11x, abaixo da média de 11,2x, sugerindo descontos pontuais possivelmente associados à volatilidade cambial e ao cenário global de commodities.
O maior desconto aparece nas Small Caps, negociadas a 10x P/L, bem abaixo da média histórica de 13,6x, evidenciando subprecificação expressiva ou percepção elevada de risco, mas também potencial de valorização em caso de melhora do ambiente doméstico e da confiança do investidor.
A economia brasileira atravessou janeiro com sinais mistos que, paradoxalmente, acabaram favorecendo os ativos locais. O IBC-Br de novembro superou as expectativas, evidenciando uma atividade ainda resiliente apesar do patamar elevado de juros. O mercado de trabalho permaneceu aquecido, com a taxa de desemprego em torno de cinco pontos percentuais, sustentando o consumo das famílias mesmo em um contexto de política monetária restritiva.
O Copom manteve a Selic em quinze pontos percentuais conforme esperado, mas o comunicado sinalizou de forma explícita o início do ciclo de cortes para a reunião de março. A retirada do trecho sobre necessidade de política monetária significativamente contracionista por período prolongado foi interpretada pelo mercado como uma abertura para flexibilização mais rápida do que anteriormente precificado. O IPCA-15 de janeiro contribuiu para esse cenário ao registrar leitura abaixo das projeções, com a inflação em doze meses retornando ao teto da meta.
No campo político, as pesquisas eleitorais mostraram redução da vantagem de Lula nos cenários de segundo turno, com Flávio Bolsonaro consolidando-se como principal nome da direita após sinalizações de Tarcísio de Freitas sobre sua candidatura à reeleição em São Paulo. Esse movimento foi lido pelo mercado como favorável, dado o histórico de políticas econômicas mais ortodoxas associadas ao campo da direita.
Os principais índices do mercado brasileiro estão sendo negociados entre o segundo e o terceiro desvio padrão. Esse nível técnico indica que há pouco espaço para uma valorização.
Para quem está pensando em entrar agora, o momento exige muita cautela e seletividade, já que a assimetria do mercado está negativa. O potencial de retorno é baixo em relação ao risco assumido.
Para os investidores que já estão posicionados, a recomendação é para quem possui alocações táticas realizar parcialmente suas posições. Para quem investe com horizonte de longo prazo em caso de novos aportes é recomendando uma menor alocação neste momento ou manutenção da posição atual.
O portfólio de ações brasileiras encontra-se diversificado com foco em empresas domésticas que se beneficiam do cenário de queda de juros. A tese central envolve exposição ao tema de infraestrutura e companhias sensíveis à redução do custo de capital, com assimetria maior para small caps que tendem a apresentar melhor desempenho relativo em ciclos de afrouxamento monetário.
A temporada de balanços será o principal diferencial para fevereiro, com o portfólio priorizando empresas que devem apresentar resultados sólidos. O fluxo estrangeiro robusto observado em janeiro deve continuar sustentando o mercado acionário, embora em ritmo possivelmente menos intenso após os ganhos expressivos acumulados. A combinação de carry trade atrativo, volatilidade cambial controlada e expectativa de cortes de juros cria um ambiente favorável para ativos de risco domésticos.
A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma alta de 12,99% no mês de janeiro. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 12,56%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 12,99% contra uma alta de 12,56% do Ibovespa. Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da CPFL Energia (CPFE3), Eneva (ENEV3) e Recrusul (RCSL4). Com Inclusão das ações da Alpargatas (ALPA4), Banrisul (BRSR6) e JHSF (JHSF3).
A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma alta de 17,65% no mês de janeiro. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 12,56%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 17,65% contra uma alta de 12,56% do Ibovespa. Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da Eneva (ENEV3). Com Inclusão das ações da BTG Pactual (BPAC11).
A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Small Caps 8+ apresentou uma alta de 13,41% no mês de janeiro. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho positivo de 10,15%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 13,41% contra uma alta de 10,15%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da Track&Field (TFCO4), Unipar (UNIP6), Direcional (DIRR3), Bemobi (BMOB3) e Moura Dubeux (MDNE3). Com Inclusão das ações da Aliansce Sonae (ALOS3), Alpargatas (ALPA4), BR Partners (BRBI11), Ecorodovias (ECOR3) e JHSF (JHSF3).
A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps (SMAL) e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolha.
A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma alta de 8,21% no mês de janeiro. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho positivo de 10,15%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 8,21% contra uma alta de 10,15%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da Helbor (HBOR3), Melnick (MELK3) e Wiz Seguros (WIZC3). Com Inclusão das ações da Even (EVEN3), Trisul (TRIS3) e Vitru (VTRU3).
A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.
A carteira Dividendos 5+ apresentou uma alta de 12,53% no mês de janeiro. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho positivo de 10,56%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 12,53% contra uma alta de 10,56%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da CPFL Energia (CPFE3) e Itaú Unibanco (ITUB3). Com Inclusão das ações do Bradesco (BBDC4) e Tim (TIMS3).
A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.
A carteira ESG 5+ apresentou uma alta de 12,14% no mês de janeiro. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve um desempenho positivo de 9,90%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 12,14% contra uma alta de 9,90%, no mesmo período, do Índice de Sustentabilidade (ISE). Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da Bradesco (BBDC4), Eneva (ENEV3) e Tim (TIMS3). Com Inclusão das ações da RaiaDrogasil (RADL3), Ecorodovias (ECOR3) e Aliansce Sonae (ALOS3).
A Carteira ESG 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de Sustentabilidade (ISEE) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Sustentabilidade (ISEE) fazem parte do universo de seleção.