Publicado em 01 de Janeiro às 01:00:00
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O mês de dezembro foi dominado pelo cenário eleitoral de 2026, que passou a exercer influência direta sobre os preços dos ativos brasileiros. O anúncio de Flávio Bolsonaro como pré-candidato do ex-presidente gerou forte reação negativa dos mercados, refletindo a percepção de menor competitividade frente ao atual governo e, consequentemente, maior probabilidade de continuidade do modelo econômico vigente. As pesquisas eleitorais indicaram índices elevados de rejeição tanto para candidatos da família Bolsonaro quanto para o presidente Lula, configurando um ambiente de polarização política que manteve a volatilidade elevada ao longo do período.
Do ponto de vista macroeconômico, os dados do mês mostraram sinais de desaceleração da atividade, com o IBC-Br de outubro registrando queda e a produção industrial seguindo pressionada. A inflação apresentou trajetória de convergência gradual, com núcleos em recuo, embora os serviços mantenham dinâmica mais resiliente. O Banco Central manteve a Selic em 15% e adotou comunicação cautelosa, sinalizando que março parece mais provável que janeiro para o primeiro movimento de corte. A taxa de desemprego encerrou o ano em patamar historicamente baixo, o que sustenta o carrego atrativo do real e favorece estratégias de carry trade, apesar das incertezas políticas.
O Ibovespa está sendo negociado a 9,3 vezes o lucro projetado para os próximos doze meses, abaixo da média histórica de 10,5 vezes. Quando se excluem Petrobras e Vale do cálculo, o índice opera a 11,0 vezes o lucro projetado, também abaixo da média histórica de 11,9 vezes. Essa métrica ajuda a enxergar a dinâmica do mercado sem o peso das duas maiores empresas, que costumam distorcer a visão geral por suas características específicas. As ações de empresas ligadas à economia doméstica estão sendo negociadas a 9,8 vezes o lucro projetado, abaixo da média histórica de 10,3 vezes, enquanto as exportadoras também operam a 9,8 vezes, contra média histórica de 11,2 vezes.
No recorte por tamanho de empresa, as Small Caps negociam a 9,7 vezes o lucro projetado para os próximos doze meses, bem abaixo da média histórica de 13,7 vezes, um desconto significativo que reflete o momento de aversão a risco e preferência por ativos mais líquidos. As Mid-Large Caps estão a 9,2 vezes o lucro projetado, também abaixo da média histórica de 10,1 vezes, mostrando que a desvalorização generalizada atinge diferentes segmentos do mercado.
O mês foi marcado por intensa volatilidade política, iniciada com o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro na primeira semana de dezembro. O movimento provocou a maior queda do Ibovespa desde 2021, com forte saída de estrangeiros da bolsa. A aversão ao nome do senador se manifestou em três frentes distintas: da sociedade, conforme indicado pelas pesquisas eleitorais que mostraram alta rejeição; dos agentes econômicos, refletida na reação dos mercados; e dos partidos do Centrão, a partir de pronunciamentos públicos. A aprovação do PL da Dosimetria na Câmara, que reduz penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro, representou um aceno ao grupo bolsonarista, mas insuficiente para consolidar um caminho comum.
Na frente fiscal, o déficit primário do Governo Central veio pior que o esperado em novembro. O cenário de remessas de lucros e dividendos típico de fim de ano pressionou o câmbio, levando o Banco Central a realizar intervenções através de leilões de linha que totalizaram bilhões de dólares ao longo do mês. A postura conservadora da autoridade monetária, ao manter comunicação cautelosa mesmo diante de sinais de desaceleração da atividade, contribuiu para restabelecer credibilidade e pode paradoxalmente abrir espaço para um ciclo de afrouxamento mais longo e intenso à frente, caso o cenário continue evoluindo de forma construtiva.
Os principais índices do mercado brasileiro estão sendo negociados entre a média dos últimos seis meses e o segundo desvio padrão, com exceção das Small Caps que já estão mais próximas da sua média de 6 meses. Esse nível técnico indica que houve uma melhorar na assimetria mas que ainda está longe de um momento ideal.
Para quem está pensando em entrar agora, o momento exige cautela, já que existe espaço para novas baixas. O potencial de retorno começa a melhorar em relação ao risco assumido e para encontrá-lo é necessário buscar por empresas que apresentam maior risco, como as Small Caps.
Para os investidores que já estão posicionados, a recomendação é de manter as posições. Para quem investe com horizonte de longo prazo, as empresas de menor capitalização seguem oferecendo as melhores assimetrias e oportunidades de valorização.
A combinação de fatores analisados ao longo do mês aponta para uma mensagem central de assimetria. Parte relevante dos riscos domésticos já está incorporada aos preços, com o mercado embutindo probabilidade significativa de reeleição do atual governo nos níveis correntes de câmbio e juros longos. Enquanto isso, o cenário externo segue oferecendo suporte aos ativos brasileiros, com o diferencial de juros reais tornando o real atrativo para estratégias de carry trade e o fluxo para emergentes mantendo-se positivo.
Na parcela alocada em renda variável, a preferência recai sobre empresas de menor volatilidade, ligadas a setores mais perenes e com histórico de resultados consistentes. A combinação de juros ainda elevados por um período prolongado com incerteza política sugere cautela com papéis muito sensíveis ao ciclo de crédito ou excessivamente dependentes de uma melhora rápida do ambiente doméstico. O Ibovespa encerrou o ano com ganho expressivo, mas a performance em dólares posicionou o país entre as piores bolsas emergentes, evidenciando o impacto da volatilidade cambial.
A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma baixa de -2,30% no mês de dezembro. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 1,29%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 34,50% contra uma alta de 33,95% do Ibovespa. Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da Bradesco (BBDC4), BR Partners (BRBI11), Rede D’Or (RDOR3), Track&Field (TFCO4), Tim (TIMS3) e Vulcabras (VULC3). Com Inclusão das ações da Cogna (COGN3), CPFL Energia (CPFE3), Ecorodovias (ECOR3), Itaú Unibanco (ITUB3), Lavvi (LAVV3) e Recrusul (RCSL4).
A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma baixa de -5,70% no mês de dezembro. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 1,29%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 30,74% contra uma alta de 33,95% do Ibovespa. Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da Rede D’Or (RDOR3). Com Inclusão das ações da Eneva (ENEV3).
A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Small Caps 8+ apresentou uma alta de 1,20% no mês de dezembro. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -3,58%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 53,66% contra uma alta de 30,70%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da BR Partners (BRBI11), Banrisul (BRSR6), JHSF (JHSF3) e Vulcabras (VULC3). Com Inclusão das ações da Lavvi (LAVV3), Direcional (DIRR3), Bemobi (BMOB3) e Moura Dubeux (MDNE3).
A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps (SMAL) e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolha.
A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma alta de 5,55% no mês de dezembro. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -3,58%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 62,79% contra uma alta de 30,70%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da Banco Pine (PINE4) e Cruzeiro do Sul (CSED3). Com Inclusão das ações da Helbor (HBOR3) e Melnick (MELK3).
A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.
A carteira Dividendos 5+ apresentou uma alta de 0,75% no mês de dezembro. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho positivo de 1,46%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 55,21% contra uma alta de 29,99%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da Bradesco (BBDC4) e Tim (TIMS3). Com Inclusão das ações da JHSF (JHSF3) e Lavvi (LAVV3).
A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.
A carteira ESG 5+ apresentou uma baixa de -2,56% no mês de dezembro. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve um desempenho negativo de -2,37%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 20,13% contra uma alta de 35,41%, no mesmo período, do Índice de Sustentabilidade (ISE). Em relação ao mês de dezembro, saíram as ações da Rede D’Or (RDOR3). Com Inclusão das ações da Eneva (ENEV3).
A Carteira ESG 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de Sustentabilidade (ISEE) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Sustentabilidade (ISEE) fazem parte do universo de seleção.