Filipe Villegas

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Publicado em 30 de Junho às 17:52:27

Carteira Recomendada de Ações – Julho de 2026

Acompanhe o conteúdo e veja as melhores ações para investir em julho de 2026

Junho confirmou, e não suavizou, o diagnóstico com que a casa entrou no mês: o Brasil segue barato, mas sem comprador marginal. A bolsa recuou, pressionada pela saída persistente do capital estrangeiro, que liderou a deterioração mesmo com valuations historicamente comprimidos, enquanto institucionais e pessoa física fizeram a contraparte compradora. O evento decisivo foi o Copom de 17 de junho, que entregou o corte esperado, mas cuja comunicação foi lida como confusa: a curva curta recuou, mas os vértices intermediários e longos passaram a embutir inflação mais persistente e prêmio fiscal mais alto, abrindo de forma expressiva.

Na última semana, parte dessa abertura foi devolvida, com um IPCA-15 mais brando e a queda do petróleo após o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. O alívio, porém, é relativo, pois o juro real longo segue historicamente elevado e a inflação acumulada permanece acima do teto da meta. Para julho, a leitura da casa permanece defensiva e disciplinada, no entendimento de que o desconto do Brasil só vira fluxo quando fiscal, eleição e governança financeira derem a clareza que o capital tático exige.

Desempenho

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Valuation

O Ibovespa é negociado a 8,3 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, um patamar 21% abaixo da média histórica de 10,5 vezes. O nível reforça que o mercado brasileiro segue sendo precificado bem abaixo do que historicamente se considera o preço justo para o índice.

O destaque fica com as Small Caps, que apresentam o maior desconto entre os recortes: são negociadas a 8,7 vezes o lucro projetado, impressionantes 33% abaixo da média histórica de 13,0 vezes. As Mid-Large Caps, por sua vez, operam a 8,1 vezes, com desconto de 19% em relação à média de 10,0 vezes. O quadro geral mostra uma bolsa negociada abaixo dos múltiplos históricos em todos os recortes de tamanho, com as empresas de menor capitalização concentrando a maior assimetria de preço.

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Brasil e Curva de Juros

A peça macro mais relevante do mês foi doméstica e passou pela renda fixa. A curva viveu forte abertura após o Copom, levando prefixados e títulos de inflação longos a patamares elevados, a ponto de o Tesouro Nacional cancelar um leilão para conter a pressão, decisão que, ao reduzir a oferta, ajudou a estancar o movimento. Na leitura da casa, foi muito mais uma fuga de volatilidade do investidor local do que uma reavaliação da capacidade de pagamento do país, um estresse de marcação, e não de crédito, com fundos migrando para o pós-fixado.

O vetor que sustenta esse prêmio é fiscal e eleitoral. A trajetória ascendente da dívida pública voltou ao centro do debate e o calendário antecipa restrições, com o governo acelerando pautas de crédito e gasto antes das travas eleitorais e o Congresso discutindo medidas de impacto orçamentário relevante. Soma-se a isso um vetor novo de risco de governança financeira, com desdobramentos no sistema bancário e em empresas listadas elevando o risco idiossincrático. Ao fundo, o ciclo de cortes da Selic prossegue de forma gradual, mas serviços pressionados e mercado de trabalho apertado mantêm o Banco Central vigilante.

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Assimetria

Os principais índices da bolsa brasileira estão sendo negociados em um nível técnico situado entre a média de 6 meses e o segundo desvio padrão, mais próximo inclusive do segundo desvio padrão negativo. Isso significa que, temos um momento mais favorável para compras ainda que as narrativas seguem ainda bastante desfavoráveis para Brasil.

Para quem avalia novas entradas, as Small Caps se destacam como a opção com melhor relação entre risco e retorno, já que seus preços estão muito próximos do segundo desvio padrão negativo. Ainda assim, o cenário externo exige cautela, o que pede atenção redobrada antes de qualquer movimentação e planejamento caso ocorram perdas no curto prazo.

Para investidores com visão de longo prazo entendemos que hoje existe uma janela de oportunidade interessante, porém, o investidor deve estar ciente dos desafios internos e externos que o Brasil passa neste momento.

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ESTRATÉGIA: como estamos nos posicionando

De onde viemos. A carteira de julho nasceu de disciplina em ambiente de incerteza elevada, um portfólio que remunera o investidor enquanto aguarda os gatilhos de reprecificação dos ativos domésticos. Predominou uma perna doméstica de viés explicitamente defensivo, em setores de receita previsível e baixa sensibilidade a juros, como transmissão de energia, saneamento, bancos com retorno consistente e pagadoras de dividendos, com redução de cíclicos e tratamento das small caps como assimetria de médio prazo, construída gradualmente, e não como aposta de tendência imediata.

O que o mês revelou. A tese foi, em boa parte, validada: o estrangeiro seguiu de saída, o país não capturou a melhora de humor global, sugada pela rotação para Inteligência Artificial, e o desconto, sozinho, não atraiu comprador. A leitura evoluiu de forma consistente, do diagnóstico de que o alívio do petróleo melhoraria apenas o beta externo, passando pelo entendimento de que o corte da Selic virou um evento de credibilidade questionada, até a conclusão de que o Brasil só captura a ponta curta da curva enquanto fiscal, eleição e governança forem freios. A interação entre os fios organiza o quadro: o dólar estruturalmente mais forte, antes risco lateral, tornou-se o principal risco para os ativos brasileiros, pois drena fluxo dos emergentes e pressiona a moeda justamente quando o desconto local sugeriria oportunidade.

Para onde apontamos. A pergunta que orienta julho deixa de ser quanto se pode ganhar e passa a ser se a carteira está preparada caso o dólar volte a se fortalecer. O ajuste é reduzir a dependência do cenário de dólar fraco, sem abandonar o Brasil, que segue barato e com juro real entre os mais altos do mundo.

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Carteira Ibovespa 10+

A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma baixa de -0,38% no mês de junho. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho negativo de -1,01%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -1,23% contra uma alta de 6,76% do Ibovespa. Em relação ao mês de junho, saíram as ações da Ambev (ABEV3), Ultrapar (UGPA3), Usiminas (USIM5), Vale (VALE3) e Vibra (VBBR3). Com Inclusão das ações da BB Seguridade (BBSE3), Copel (CPLE3), Caixa Seguridade (CXSE3), Eneva (ENEV3) e Tenda (TEND3).

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A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.

Carteira Ibovespa 5+

A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma baixa de -5,95% no mês de junho. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho negativo de -1,01%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 0,34% contra uma alta de 6,76% do Ibovespa. Em relação ao mês de junho, saíram as ações da Usiminas (USIM5), Vale (VALE3), Petro Rio (PRIO3) e Vibra (VBBR3). Com Inclusão das ações da BB Seguridade (BBSE3), Copel (CPLE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Eneva (ENEV3).

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A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.

Carteira Small Caps 8+

A carteira Small Caps 8+ apresentou uma baixa de -1,90% no mês de junho. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -3,28%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -3,23% contra uma baixa de -4,58%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de junho, saíram as ações da Usiminas (USIM5), Bradespar (BRAP4), Brava Energia (BRAV3), Orizon (ORVR3) e Sao Martinho (SMTO3). Com Inclusão das ações da Tenda (TEND3), Bradsaúde (SAUD3), Mills (MILS3), Moura Dubeux (MDNE3) e Tupy (TUPY3).

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A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps (SMAL) e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolha.

Carteira Micro Caps 5+

A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma alta de 0,58% no mês de junho. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -3,28%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -0,21% contra uma baixa de -4,58%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de junho, foram mantidas as ações recomendadas.

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A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.

Carteira Dividendos 5+

A carteira Dividendos 5+ apresentou uma alta de 1,18% no mês de junho. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho positivo de 1,79%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 6,22% contra uma alta de 6,99%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de junho, saíram as ações da Petro Rio (PRIO3) e Vale (VALE3). Com Inclusão das ações da Caixa Seguridade (CXSE3) e Itaú Unibanco (ITUB3).

<div style="position: relative; width: 100%; height: 0px; padding: calc(58.57% + 72px) 0px 0px; overflow: hidden; will-change: transform;"><iframe loading="lazy" src="https://e.infogram.com/29faf3fb-87c0-481f-9244-69f3e8979eb3?src=embed&amp;embed_type=responsive_iframe" title="DIVO5+ Jul/26" allowfullscreen="" allow="fullscreen" style="position: absolute; width: 100%; height: 100%; top: 0px; left: 0px; border-width: medium; border-style: none; border-color: currentcolor; border-image: initial; padding: 0px; margin: 0px;"></iframe></div>

A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.

ESG 5+

A carteira ESG 5+ apresentou uma baixa de -2,50% no mês de junho. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve um desempenho positivo de 0,31%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 4,07% contra uma alta de 0,88%, no mesmo período, do Índice de Sustentabilidade (ISE). Em relação ao mês de junho, saíram as ações da Usiminas (USIM5) e Vibra (VBBR3). Com Inclusão das ações da Copel (CPLE3) e Eneva (ENEV3).

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A Carteira ESG 5+ tem por objetivo superar a do Índice de Sustentabilidade (ISEE) no performancelongo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao fazem parte do universo de seleção.Índice de Sustentabilidade (ISEE)

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