Filipe Villegas

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Publicado em 01 de Junho às 09:00:00

Carteira Recomendada de Ações – Junho 2022

Entre divergências e oportunidades…

Maio se mostrou um mês bastante característico daquilo que imaginávamos para 2022, com muita volatilidade e narrativas que mudam dia após dia. Se fôssemos resumir o mês passado: presenciamos ativos acumulando semanas consecutivas de baixa, recuperação de 10% desde a marcação das mínimas, inflação persistente, discursos de membros do Fed, sinalizações positivas sobre o futuro da economia chinesa, dentre outros. Apesar de as dúvidas ainda existirem e de ser necessário ter uma boa gestão de risco, acreditamos que há espaço para uma recuperação dos mercados globais no curto prazo. Gostamos bastante do desempenho dos ativos brasileiros e acreditamos que podemos voltar a chamar a atenção do investidor estrangeiro, como ocorreu no início do ano.

INTERNACIONAL: China mais atuante, preços atrativos nos EUA

A grande novidade do mês de maio foram as sinalizações de maiores esforços por parte do governo chinês para estimular a economia local, após diversas revisões baixistas que foram feitas para o PIB chinês. Um dos fatores de risco que estavam pressionando os preços dos ativos globais, principalmente aqueles ligados às commodities, era o noticiário ligado à China e à falta de perspectivas sobre seu desempenho econômico em 2022. Entendemos que ainda estamos numa situação delicada, porém, acreditamos que essa mudança significativa poderá influenciar positivamente os preços das commodities, das ações de empresas exportadoras no Brasil e favorecer um bom desempenho do real (BRL).

Seguimos monitorando a situação da economia nos EUA, bem como possíveis mudanças na trajetória de normalização monetária a ser executada pelo Banco Central norte-americano (Federal Reserve ou Fed). A forte reação dos mercados no final de maio mostrou apetite por ativos de risco no atual patamar de preços. Permanecem em nosso radar as futuras revisões sobre os resultados das empresas americanas no segundo semestre, diante das últimas sinalizações feitas na temporada de balanços (1T22), nos dados de atividade econômica e na possível influência da inflação nos hábitos de consumo. Esses fatores serão importantes para que o mercado precifique os próximos passos do Fed.

A volatilidade ainda deve persistir, o que nos exige um acompanhamento diário das narrativas presentes. Estamos mais otimistas com ações na China e cautelosos com ações nos EUA, apesar de a recuperação no curto prazo se tornar realidade.

BRASIL: no radar do investidor local e estrangeiro

Gostamos bastante do desempenho e da resiliência dos ativos brasileiros diante da volatilidade vista no mês de maio. Entendemos que, apesar de todos os riscos ainda presentes, tanto o investidor estrangeiro como o local se tornaram mais uma vez compradores de Bolsa em níveis próximos aos 105 mil pontos do Ibovespa.

A maior demanda chinesa por commodities pode contribuir para uma valorização do real, o que, por sua vez, pode contribuir para uma menor pressão inflacionária. A situação fiscal, acompanhada de perto pelo mercado, continua apresentando ótimos números, permitindo ao governo reduzir os impostos, o que, consequentemente, levará a uma menor escalada dos preços dos combustíveis e das greves dos servidores públicos com pedidos de ajustes salariais. Tais medidas podem ter efeito significativo sobre as empresas de varejo, com a possibilidade de se traduzirem em maior consumo pela população brasileira.

Apesar da inflação ainda em níveis elevados, nosso cenário base vê com possibilidade uma melhora nas expectativas de crescimento econômico para este ano, o que, por consequência, poderá ser benéfico para ações ligadas à economia doméstica.

Nos últimos pregões de maio, os resultados de pesquisas eleitorais pressionaram os ativos domésticos, principalmente as ações de empresas estatais. O fator “eleições”, até então, não estava fazendo preço na Bolsa; contudo, deve entrar no radar do investidor, e no nosso, nos próximos meses. Caso esse sentimento se confirme, vejo como ponto negativo para as ações brasileiras e como possível contribuição negativa para nossa tese de recuperação das ações globais.

ESTRATÉGIA: como estamos nos posicionado

(1) Empresas ligadas a commodities: estamos aumentando nossa exposição após o noticiário vindo da China, mas com percentual menor do que tínhamos no início do ano. Ainda estamos num contexto macroeconômico global que exige cautela, por isso, aumentamos nossas exposições em carteiras que permitam diversificação. Nossa cautela se justifica por levarmos em consideração a possibilidade de termos um cenário de recessão global. Enxergamos como baixa a probabilidade de este cenário ocorrer no curto prazo, e estamos abertos a uma revisão para o mês seguinte (julho).

(2) Empresas ligadas à economia local: com preços atrativos e a possibilidade de estarmos próximos do pico inflacionário no país, estamos monitorando oportunidades nos setores que possuam correlação inversa com a curva de juros de longo prazo. Seguimos atentos aos efeitos das eleições e da situação fiscal, para aumentar ainda mais nossa exposição em ações domésticas. A temporada de balanços do primeiro trimestre trouxe insumos suficientes para escolhermos boas empresas que, apesar de pressionadas pelo cenário macro, estão conseguindo entregar ótimos resultados. Diversificação, bons preços e baixa volatilidade são características que estamos buscando para essas empresas.

(3) Dolarização da carteira: uma das teses que podem se estender em junho está ligada à desvalorização do dólar a nível global. Assim, estamos diminuindo nossa exposição em ações que sofrem maior influência da moeda americana, acreditando numa continuidade do movimento de apreciação do real (BRL) ante o dólar (DOL). Caso o cenário eleitoral se confirme como fator de risco, poderia se mostrar contrário às nossas expectativas.

(4) ETFs e BDRs: Para a carteira de ETFs, seguimos com a alocação do mês anterior, com maior exposição em ações brasileiras. O ouro segue como nosso “porto seguro”; a China permanece pela atratividade dos preços e pelas sinalizações positivas do governo chinês em relação aos estímulos. Ainda estamos cautelosos quanto às ações americanas, apesar das expectativas de recuperação dos ativos no curto prazo.

Sobre as nossas carteiras…

Seguimos com betas menores do que 1, com exceção para a carteira de dividendos, devido a volatilidade do cenário, porém, fizemos algumas apostas em ações com preços atrativos depois da divulgação da temporada de balanços do 1° trimestre de 2022.

Ao contrário do mês anterior, em que estávamos com maior concentração em empresas de maior capitalização (Large e Midcaps), buscamos por oportunidades em empresas de baixa volatilidade mas de menor capitalização. Houve um aumento de exposição em ações ligadas à commodities pelo noticiário envolvendo a China e pelo melhora dos fundamentos de algumas empresas no contexto microeconômico.

Seguimos cautelosos com empresas que apresentam uma correlação inversa a taxa de juros de longo prazo, onde dentro das escolhas estamos buscando por empresas de qualidade e de menor volatilidade, pois acreditamos que quadro fiscal brasileiro e eleitoral ainda pode gerar ruídos. Entra no radar o fator eleições no Brasil, que nos deu pequenas sinalização de que poderá fazer preço nos mercados daqui em diante.

Graficamente, nossas carteiras estão com IFRs mais próximos da faixa dos 60 pontos devido a forte alta no mês anterior, o que pode abrir espaço para uma lateralização ou correção nas primeiras semanas.

Carteira Ibovespa 10+

A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma alta de 1,13% no mês de maio. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 3,22%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 6,33% contra uma alta de 6,23% do Ibovespa. Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Arezzo (ARZZ3), Energias BR (ENBR3) e Klabin (KLBN11). Com Inclusão das ações da B3 (B3SA3), Equatorial (EQTL3) e JHSF (JHSF3).

A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolhas.

Carteira Ibovespa 5+

A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma alta de 2,27% no mês de maio. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 3,22%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -12,88% contra uma alta de 6,23% do Ibovespa. Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Banco Inter (BIDI4) e Klabin (KLBN11). Com Inclusão das ações da CBA (CBAV3) e Petro Rio (PRIO3).

A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões fazem parte do universo de escolhas.

Carteira Small Caps 8+

A carteira Small Caps 8+ apresentou uma alta de 2,91% no mês de maio. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -1,82%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 4,14% contra uma baixa de -4,02%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da ABC Brasil (ABCB4), Energias BR (ENBR3) e Transmissão Paulista (TRPL4). Com Inclusão das ações da CBA (CBAV3), Copel (CPLE6) e Simpar (SIMH3).

A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado está entre R$ 2 bilhões até R$ 20 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.

Carteira Micro Caps 5+

A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma alta de 5,66% no mês de maio. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -1,82%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -7,81% contra uma baixa de -4,02%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da D1000 (DMVF3) e Wiz Seguros (WIZS3). Com Inclusão das ações da Cury (CURY3) e Plano & Plano (PLPL3).

A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 500 mil fazem parte do universo de escolha.

Carteira Dividendos 5+

A carteira Dividendos 5+ apresentou uma alta de 4,45% no mês de maio. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho positivo de 4,26%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 16,14% contra uma alta de 14,16%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de maio, não houve alteração.

A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de seleção. Para escolha dos ativos, é priorizado a alocação em empresas com histórico de pagamento de dividendos superiores à média do mercado.

Carteira ETF MACRO

Para o mês de maio de 2022, recomendamos compra de It Now IFNC (FIND11),  iShares Small Cap (Small Caps) (SMAL11), IT Now IMAT (MATB11), China (XINA11) e Ouro (GOLD11), com alocação de 20% para cada ativo. No mês de maio de 2022, a Carteira de ETF MACRO recuou -0,02% contra o Ibovespa que apresentou alta de 3,22% no mesmo período.

A Carteira ETF MACRO tem por objetivo superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo. Mensalmente, recomendaremos até 5 ETFs, todos com o mesmo peso na carteira. Essa estratégia permite ao investidor se expor em diversos ativos globais, permitindo uma diversificação geográfica em dólar.

Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo negociado em Bolsa que representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. (Fonte: B3)

ESG 5+

A carteira ESG 5+ apresentou uma alta de 2,17% no mês de maio. No mesmo período, o Ibovespa (IBOV) obteve um desempenho positivo de 3,22%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -10,44% contra uma alta de 6,23%, no mesmo período, do Ibovespa (IBOV). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Engie (EGIE3). Com Inclusão das ações da Simpar (SIMH3).

BDR 5+

A carteira BDR 5+ apresentou uma baixa de -9,74% no mês de maio. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho negativo de -4,32%. No ano de 2022 a carteira apresenta rentabilidade baixa de -44,97% contra uma baixa de -28,18%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de maio, saíram as BDRs da Walt Disney (DISB34) e Johnson & Johnson (JNJB34). Com Inclusão das ações da Alibaba Group (BABA34) e Chevron (CHVX34).

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