Publicado em 30 de Maio às 00:09:04
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Maio inverteu o roteiro que sustentou o Brasil no início do ano. Se em março e abril o país havia sido o destino preferencial dentro do universo emergente, com fluxo estrangeiro recorde e o Ibovespa em máximas, o mês que se encerra mostrou o oposto: o capital externo passou a sair de forma consistente desde meados de abril, e a bolsa local perdeu o benefício do beta global justamente quando o exterior voltava a comprar risco. O motor da virada combinou o choque de petróleo no entorno do Estreito de Ormuz, que reacendeu a inflação importada, com um prêmio doméstico mais espesso, ancorado em fiscal, agenda trabalhista e ruído eleitoral. Para junho, a leitura da casa privilegia defesa e carrego sobre beta amplo, com a reunião do Copom de 17/06 como o evento capaz de definir o tom do segundo semestre.
O Ibovespa é negociado a 8,4 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, bem abaixo da média histórica de 10,5 vezes. Excluindo Petrobras e Vale do cálculo, o múltiplo sobe para 10,4 vezes, ainda assim inferior à referência histórica de 12,0 vezes. Em ambos os recortes, o mercado brasileiro segue sendo precificado abaixo dos níveis considerados típicos para o índice.
Entre os segmentos, as empresas ligadas à economia doméstica são negociadas a 9,3 vezes, abaixo da média histórica de 10,3 vezes. As exportadoras, por sua vez, apresentam múltiplo de 9,0 vezes, distante da referência histórica de 11,2 vezes.
O destaque permanece com as Small Caps, negociadas a 8,8 vezes o lucro projetado, patamar bem inferior à média histórica de 13,1 vezes e o maior desconto entre todos os recortes. As Mid-Large Caps, por sua vez, operam a 8,2 vezes, também abaixo da referência histórica de 10,0 vezes. O quadro geral mostra uma bolsa que, em todos os recortes de tamanho e perfil, segue sendo negociada abaixo dos múltiplos historicamente observados.
A cadeia causal que dominou maio começou fora e terminou dentro. O petróleo elevado reabriu o canal de inflação importada, empurrou as expectativas para perto do teto da meta e provocou uma das reprecificações mais intensas da curva longa em anos. O Copom deu sequência ao corte, mas com comunicação mais cautelosa e dependente de dados: com a inflação de serviços ainda resistente, mercado de trabalho apertado e atividade apenas moderando, o ciclo de afrouxamento se aproxima do fim, e o mercado já trata o encontro de junho como possível último corte. Sobre essa base, a política somou camadas. O avanço da escala 6×1 no Congresso, novas renúncias tributárias em ano eleitoral e episódios de fragilidade bancária e regulatória ampliaram o prêmio fiscal, enquanto a classificação de facções como organizações terroristas pelos Estados Unidos introduziu um vetor bilateral inédito.
Os principais índices da bolsa brasileira estão sendo negociados em um nível técnico situado entre a média de 6 meses e o segundo desvio padrão. Isso significa que, embora o momento ainda não seja o mais favorável para compras, houve uma melhora relevante em comparação com o cenário recente.
Para quem avalia novas entradas, as Small Caps se destacam como a opção com melhor relação entre risco e retorno, já que seus preços estão muito próximos da média de 6 meses. Ainda assim, o cenário externo exige cautela, o que pede atenção redobrada antes de qualquer movimentação.
Para investidores com visão de longo prazo, a recomendação é de moderação: em caso de novos aportes, o ideal é reduzir o volume investido neste momento ou simplesmente manter a posição atual sem ampliações significativas.
A carteira entrou em maio com exposição doméstica seletiva, sem ruptura estrutural, ancorada em elétricas e saneamento pela previsibilidade, em exportadoras beneficiadas pelo petróleo, e em small caps estruturadas como principal vetor de assimetria diante do desconto histórico. A tese de fundo era que a saída de estrangeiros configurava rotação tática, não reversão estrutural.
O mês corrigiu essa leitura. A saída externa deixou de ser pontual e se tornou estrutural, sustentada pela preferência global por inteligência artificial em vez de beta emergente; foram investidores institucionais e a pessoa física que absorveram a ponta vendedora e seguraram o mercado. A postura da casa migrou de seletiva para francamente defensiva no doméstico, com a palavra passando a ser defesa e carrego, não índice amplo. Para junho, o posicionamento privilegia previsibilidade e retorno ao acionista, com preferência por elétricas, saneamento, dividendos e bancos de boa geração de caixa, reduzindo a mão em cíclicos sensíveis a juros, varejo discricionário e nomes alavancados. As small e micro caps permanecem com a melhor assimetria da bolsa, mas tratadas como aposta de virada de ciclo, a ser construída aos poucos e condicionada a um Copom mais claro em 17/06, não como tendência a surfar agora.
A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma baixa de -7,86% no mês de maio. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho negativo de -7,22%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -0,85% contra uma alta de 7,86% do Ibovespa. Em relação ao mês de maio, saíram as ações da AXIA Energia ON (AXIA3), Eneva (ENEV3) e SLC Agricola (SLCE3). Com Inclusão das ações da Ambev (ABEV3), Log CP (LOGG3) e Usiminas (USIM5).
A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma baixa de -8,05% no mês de maio. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho negativo de -7,22%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 6,70% contra uma alta de 7,86% do Ibovespa. Em relação ao mês de maio, saíram as ações da AXIA Energia ON (AXIA3) e Eneva (ENEV3). Com Inclusão das ações da Usiminas (USIM5) e Vale (VALE3).
A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Small Caps 8+ apresentou uma baixa de -6,36% no mês de maio. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -3,66%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -1,36% contra uma baixa de -1,34%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Aliansce Sonae (ALOS3), JSL (JSLG3), Panvel (Dimed) (PNVL3) e SLC Agricola (SLCE3). Com Inclusão das ações da Usiminas (USIM5), Brava Energia (BRAV3), Log CP (LOGG3) e Sao Martinho (SMTO3).
A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps (SMAL) e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolha.
A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma alta de 5,85% no mês de maio. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho negativo de -3,66%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade negativa de -0,79% contra uma baixa de -1,34%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Ser Educacional (SEER3). Com Inclusão das ações da Multilaser (MLAS3).
A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.
A carteira Dividendos 5+ apresentou uma baixa de -7,46% no mês de maio. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho negativo de -7,62%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 4,97% contra uma alta de 5,11%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Itaú Unibanco (ITUB3) e Vibra (VBBR3). Com Inclusão das ações da Log CP (LOGG3) e Vale (VALE3).
A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.
A carteira ESG 5+ apresentou uma baixa de -8,48% no mês de maio. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve um desempenho negativo de -8,10%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 6,74% contra uma alta de 0,58%, no mesmo período, do Índice de Sustentabilidade (ISE). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da AXIA Energia ON (AXIA3), Copel (CPLE3) e Eneva (ENEV3). Com Inclusão das ações da Ambev (ABEV3), Oceanpact (OPCT3) e Usiminas (USIM5).