Publicado em 27 de Fevereiro às 23:12:29
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Ao longo de fevereiro, o mercado brasileiro viveu um mês de recordes históricos e consolidação do fluxo estrangeiro como principal vetor de preços. O Ibovespa alcançou patamares inéditos acima dos 191 mil pontos, impulsionado por uma entrada acumulada de mais de R$ 15 bilhões de não residentes apenas no mês, totalizando cerca de R$ 41 bilhões no ano. Esse movimento foi sustentado pela combinação de um dólar global mais fraco, pelo elevado diferencial de juros que torna o carry brasileiro um dos mais atrativos do mundo e por uma rotação de fluxos que favorece mercados emergentes com peso em commodities e ativos reais. O dólar recuou ao menor patamar desde maio de 2024, operando na faixa de R$ 5,12 a R$ 5,15 no encerramento do mês, refletindo tanto a fraqueza da moeda americana no exterior quanto o ingresso consistente de capitais estrangeiros.
O cenário eleitoral ganhou relevância como tema complementar ao fluxo, com pesquisas mostrando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, sugerindo uma corrida mais competitiva do que o mercado inicialmente antecipava. Na frente monetária, a curva de juros precificou ao longo do mês um corte de 50 pontos base na Selic para a reunião do Copom de março, embora o IPCA-15 de fevereiro, divulgado no último dia útil, tenha vindo significativamente acima das expectativas, com aceleração dos núcleos que levantou questionamentos sobre a magnitude do primeiro corte. Para março, o foco estará na decisão do Banco Central, no desenrolar do cenário eleitoral e na sustentabilidade do fluxo estrangeiro diante de valuations que já absorveram parte da melhora.
O Ibovespa negocia a 10,6x P/L projetado para 12 meses, em linha com a média histórica de 10,5x. Excluindo Petrobras e Vale, o múltiplo sobe para 12,4x, acima da média de 12x. Empresas de economia doméstica estão a 11,2x P/L, acima da média histórica de 10,3x. Já as exportadoras negociam a 10,7x, abaixo da média de 11,2x. As small caps apresentam o maior desconto: 10,7x ante média histórica de 13,6x.
O ambiente macroeconômico brasileiro ao longo de fevereiro transitou de um otimismo com o início do ciclo de cortes para uma leitura mais cautelosa na virada do mês. Logo na primeira semana, a ata do Copom, que manteve a Selic em 15% e sinalizou corte a partir de março, foi interpretada como suporte à expectativa de redução de 50 pontos base. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reforçou a necessidade de “calibragem” e parcimônia, mas ao não corrigir a comunicação anterior, acabou endossando as apostas do mercado no corte mais agressivo.
Os dados de atividade contribuíram para essa leitura: vendas no varejo e serviços vieram abaixo do esperado em dezembro, enquanto o IBC-Br mostrou desaceleração moderada, sinalizando que os efeitos da política monetária restritiva começam a se materializar. A pesquisa Focus registrou reduções consecutivas nas expectativas de inflação, que recuaram para 3,91% ao final do mês. No entanto, o IPCA-15 de fevereiro surpreendeu negativamente, com a média dos núcleos saltando e a inflação de serviços confirmando pressão persistente, o que reduziu a precificação de corte na curva e levantou o debate sobre a magnitude do movimento de março.
Na frente fiscal, janeiro trouxe arrecadação recorde e superávit primário expressivo, oferecendo algum alívio. O governo avançou na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia pela Câmara e elevou tarifas de importação sobre mais de mil produtos, com foco em eletrônicos. As indicações de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para a diretoria do Banco Central geraram ruído no início do mês, com o mercado dividido entre a percepção de heterodoxia de Mello e o perfil técnico de Cavalcanti.
O cenário eleitoral emergiu como variável relevante. Pesquisas Quaest e AtlasIntel mostraram erosão na vantagem de Lula, com Flávio Bolsonaro ganhando tração inesperada e a aprovação do governo em patamares historicamente incompatíveis com reeleição. O mercado ainda precifica pouco o risco eleitoral, o que configura uma opcionalidade assimétrica para investidores posicionados.
Os principais índices do mercado brasileiro estão sendo negociados entre o segundo e o terceiro desvio padrão. Esse nível técnico indica que há pouco espaço para uma valorização Para quem está pensando em entrar agora, o momento exige muita cautela e seletividade, já que a assimetria do mercado está negativa. O potencial de retorno é baixo em relação ao risco assumido Para os investidores que já estão posicionados, a recomendação é para quem possui alocações táticas realizar parcialmente suas posições. Para quem investe com horizonte de longo prazo em caso de novos aportes é recomendando uma menor alocação neste momento ou manutenção da posição atual.
O posicionamento em ações brasileiras mantém a abordagem diversificada, com foco em empresas domésticas que se beneficiam do ciclo de corte de juros, tese que ganhou reforço ao longo de fevereiro com a consolidação das apostas em queda da Selic. A surpresa do IPCA-15 no final do mês, contudo, exige atenção: embora o cenário base de corte em março permaneça, a magnitude pode ser objeto de debate mais intenso dentro do Copom, especialmente com a inflação de serviços ainda pressionada.
O fluxo estrangeiro segue como principal motor do mercado, mas o ritmo de entrada e os valuations que já absorveram parte da melhora sugerem que a seletividade ganha importância. A temporada de balanços do quarto trimestre trouxe resultados decentes no agregado, porém com reações mais negativas em alguns casos, indicando que os múltiplos atuais já são menos óbvios. Nesse ambiente, quedas de curto prazo sem alteração de fundamento devem ser lidas como correções técnicas, mantendo a preferência por empresas com geração de caixa consistente e exposição ao ciclo doméstico.
O cenário eleitoral começa a ganhar relevância como fator de posicionamento. Com a precificação do risco político ainda próxima de zero nos ativos, a assimetria favorece quem está posicionado para uma eventual alternância de poder, sem que isso implique aposta direcional no resultado. A principal ameaça ao cenário construtivo permanece uma reversão dos ventos externos, especialmente se o dólar global voltar a se fortalecer, o que reconduziria o mercado aos fundamentos fiscais domésticos.
A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma alta de 1,72% no mês de fevereiro. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 4,09%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 14,93% contra uma alta de 17,17% do Ibovespa. Em relação ao mês de fevereiro, saíram as ações da Banrisul (BRSR6), Cogna (COGN3) e Ecorodovias (ECOR3). Com Inclusão das ações da Aliansce Sonae (ALOS3), Movida (MOVI3) e Vale (VALE3).
A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma alta de 0,98% no mês de fevereiro. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 4,09%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 18,80% contra uma alta de 17,17% do Ibovespa. Em relação ao mês de fevereiro, saíram as ações da Bradesco (BBDC4), Cogna (COGN3) e Tim (TIMS3). Com Inclusão das ações da Aliansce Sonae (ALOS3), Itaú Unibanco (ITUB3) e Vale (VALE3).
A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.
A carteira Small Caps 8+ apresentou uma baixa de 0,00% no mês de fevereiro. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho positivo de 1,88%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 13,41% contra uma alta de 12,22%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de fevereiro, saíram as ações da Cogna (COGN3) e Ecorodovias (ECOR3). Com Inclusão das ações da Bradespar (BRAP4) e Log CP (LOGG3).
A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps (SMAL) e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolha.
A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma baixa de -1,00% no mês de fevereiro. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho positivo de 1,88%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 7,12% contra uma alta de 12,22%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de fevereiro, saíram as ações da Bemobi (BMOB3), Even (EVEN3) e Vitru (VTRU3). Com Inclusão das ações da Estapar (ALPK3), Oceanpact (OPCT3) e Wiz Seguros (WIZC3).
A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.
A carteira Dividendos 5+ apresentou uma alta de 6,76% no mês de fevereiro. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho positivo de 4,38%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 20,14% contra uma alta de 15,40%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de fevereiro, saíram as ações da Bradesco (BBDC4) e Tim (TIMS3). Com Inclusão das ações da Auren Energia (AURE3) e Vulcabras (VULC3).
A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.
A carteira ESG 5+ apresentou uma alta de 3,88% no mês de fevereiro. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve um desempenho positivo de 3,72%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 16,49% contra uma alta de 13,99%, no mesmo período, do Índice de Sustentabilidade (ISE). Em relação ao mês de fevereiro, saíram as ações da Ecorodovias (ECOR3). Com Inclusão das ações da BTG Pactual (BPAC11).