Filipe Villegas

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Publicado em 29 de Agosto às 22:00:00

Carteira Recomendada de Ações – Setembro de 2025

Acompanhe o conteúdo e veja as melhores ações para investir em setembro de 2025.

O Ibovespa registrou um mês positivo, impulsionado por um cenário internacional favorável, com o dólar mais fraco e um maior apetite por risco. Além disso, a retomada da expectativa de alternância no poder político no Brasil fortaleceu o mercado. A temporada de balanços do segundo trimestre de 2025 mostrou resiliência das empresas brasileiras, que superaram as expectativas mesmo diante de juros elevados.

Embora o otimismo predominasse, a bolsa enfrentou pressões negativas em momentos específicos, principalmente pela volatilidade provocada por acontecimentos políticos e geopolíticos. Ainda assim, o índice se recuperou, beneficiado pelo clima global favorável e pela melhora nas perspectivas eleitorais, que ajudaram a sustentar seu avanço.

Esse cenário reforça a influência de fatores externos e políticos na movimentação do mercado brasileiro, ao lado da solidez das empresas reportando resultados melhores do que o esperado.

Desempenho no mês e em 2025

Valuation

O Ibovespa está sendo negociado a um múltiplo de 8,2 vezes o P/L projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica de 10,6 vezes. Excluindo Petrobras e Vale, o índice sobe para 10,3 vezes o P/L, ainda inferior à média histórica de 12 vezes. As ações de empresas ligadas à economia doméstica são negociadas a 9,4 vezes o P/L projetado, também abaixo da média histórica de 10,3 vezes.

Considerando apenas empresas exportadoras, estas estão sendo negociadas a 7,8 vezes o P/L projetado, significativamente abaixo da média histórica de 11,3 vezes. As Small Caps, empresas de menor capitalização, estão cotadas a 9,9 vezes o P/L projetado, menor que a média histórica de 13,9 vezes. Já as Mid-Large Caps operam a 8,2 vezes o P/L projetado, também abaixo da média histórica de 10,2 vezes.

Esse cenário revela que, apesar da volatilidade, as ações brasileiras apresentam valuações atrativas em múltiplos abaixo de suas médias históricas, o que pode indicar potencial para valorização futura.

Brasil e Curva de Juros

O cenário macroeconômico brasileiro neste período mostrou sinais persistentes de desaceleração da atividade, apesar de um mercado de trabalho que segue resistente. A produção industrial de junho cresceu apenas 0,1%, abaixo do esperado, enquanto o setor de serviços teve um crescimento modesto de 0,3%, impulsionado pelo transporte, mas com queda em seis dos sete segmentos. Isso reduziu o risco de uma baixa no PIB do segundo trimestre, mas não alterou a percepção geral de desaceleração da economia. As vendas no varejo recuaram 0,1%, confirmando essa tendência. Por outro lado, a taxa de desemprego caiu para 5,8%, o menor nível da série histórica, e a criação de 166.621 empregos formais em junho, embora abaixo da mediana, foi suficiente para reverter a queda inicial dos juros futuros, apoiando a visão conservadora do Copom sobre a economia e o crescimento dos salários.

A inflação trouxe resultados mistos. O IPCA de julho ficou em 0,26%, abaixo das estimativas, com deflação em alimentos e combustíveis e desaceleração dos núcleos, o que ajudou a reduzir os juros futuros. A pesquisa Focus revisou para baixo as expectativas de inflação para 2025 e 2026. No entanto, o IPCA parcial de agosto registrou deflação de 0,14%, acima do esperado, com os núcleos de serviços pressionados, subindo para 0,31% e 0,55%, respectivamente, o que elevou os juros futuros e reforçou a necessidade de cautela na política monetária. O Banco Central, por meio do presidente Gabriel Galípolo e diretores como Diogo Guillen, manteve discurso conservador, enfatizando a necessidade de manter a política monetária restritiva por mais tempo, atento à força do mercado de trabalho e aos impactos das tarifas dos EUA.

No âmbito político e externo, a relação com os Estados Unidos gerou volatilidade. O anúncio de novas tarifas por Donald Trump ao Brasil, vigentes desde 7 de agosto, aumentou as tensões, provocando queda no Ibovespa e alta do dólar, mesmo sem retaliação brasileira. A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e a decisão do STF sobre ordens estrangeiras intensificaram receios de escalada com os EUA, pressionando dólar e juros. Paralelamente, pesquisas eleitorais mostraram melhora nas chances de Tarcísio de Freitas contra Lula em um eventual segundo turno, animando o mercado, enquanto a aprovação de Lula, embora estável, indicou desgaste após o confronto com Trump. A questão fiscal permanece delicada, com o governo propondo excluir R$ 9,5 bilhões da meta para ajudar exportadoras, gerando preocupações sobre a trajetória da dívida pública.

Assimetria

Os principais índices do mercado brasileiro estão sendo negociados entre a média dos últimos seis meses e o segundo desvio padrão, um nível técnico que indica espaço para valorização, porém mais limitado. Para novos investidores, o momento exige cautela, pois a assimetria do mercado está ligeiramente negativa, ou seja, o potencial de retorno começa a diminuir em relação ao risco assumido. Para quem já está posicionado, a recomendação é manter as posições, aproveitando o cenário atual sem necessidade de ajustes imediatos.

ESTRATÉGIA: como estamos nos posicionando

Nossa estratégia para ações brasileiras foca principalmente em empresas de menor capitalização ligadas à economia doméstica, que representam 83% da alocação, complementada por 18% em exportadoras. Embora a atividade econômica no Brasil tenha sinais de desaceleração, os resultados corporativos têm surpreendido positivamente, mostrando a resiliência das empresas locais. Além disso, as ações brasileiras têm valuações atrativas, com múltiplos baixos em comparação ao histórico e a mercados internacionais, indicando um potencial significativo de valorização.

O cenário global favorável, com a expectativa de queda dos juros nos Estados Unidos e no Brasil, junto ao enfraquecimento do dólar, cria condições positivas para ativos de risco, incluindo as ações brasileiras. A perspectiva de alternância de poder, com otimismo em relação à candidatura de Tarcísio de Freitas, pode atrair capital estrangeiro, que ainda está subalocado no Brasil. Observamos um fluxo positivo de capital estrangeiro em agosto, sugerindo um retorno gradual após as saídas registradas em julho.

Carteira Ibovespa 10+

A carteira Ibovespa 10+ apresentou uma alta de 6,13% no mês de agosto. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 6,28%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 20,71% contra uma alta de 17,57% do Ibovespa. Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Alupar (ALUP11), Cemig (CMIG4), CPFL Energia (CPFE3), Copel (CPLE6), Isa Energia (ISAE4), Lavvi (LAVV3), Neoenergia (NEOE3), Sanepar (SAPR11) e SLC Agricola (SLCE3). Com Inclusão das ações da Direcional (DIRR3), Cogna (COGN3), Moura Dubeux (MDNE3), Marfrig (MRFG3), C&A (CEAB3), Embraer (EMBR3), Porto Seguro (PSSA3), Tegma (TGMA3) e Marcopolo (POMO4).

A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.

Carteira Ibovespa 5+

A carteira Ibovespa 5+ apresentou uma alta de 4,68% no mês de agosto. No mesmo período, o Ibovespa obteve um desempenho positivo de 6,28%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 20,65% contra uma alta de 17,57% do Ibovespa. Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Petrobras PN (PETR4), Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3). Com Inclusão das ações da Cogna (COGN3), Marfrig (MRFG3) e Embraer (EMBR3).

A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensamente no jornal Valor Econômico, e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.

Carteira Small Caps 8+

A carteira Small Caps 8+ apresentou uma alta de 7,80% no mês de agosto. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho positivo de 5,86%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 28,45% contra uma alta de 25,33%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da BR Partners (BRBI11), Orizon (ORVR3), Petro Rio (PRIO3), Trisul (TRIS3) e Tupy (TUPY3). Com Inclusão das ações da Cogna (COGN3), Direcional (DIRR3), Marfrig (MRFG3), C&A (CEAB3) e Marcopolo (POMO4).

A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps (SMAL) e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolha.

Carteira Micro Caps 5+

A carteira Micro Caps 5+ apresentou uma alta de 6,33% no mês de agosto. No mesmo período, o índice Small (SMLL) obteve um desempenho positivo de 5,86%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 15,73% contra uma alta de 25,33%, no mesmo período, do índice Small (SMLL). Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Méliuz (CASH3) e Helbor (HBOR3). Com Inclusão das ações da Melnick (MELK3) e Profarma (PFRM3).

A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolha.

Carteira Dividendos 5+

A carteira Dividendos 5+ apresentou uma alta de 10,60% no mês de agosto. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve um desempenho positivo de 5,36%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 34,75% contra uma alta de 16,25%, no mesmo período, do Índice Dividendos (IDIV). Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Itaú Unibanco (ITUB4), Taesa (TAEE11) e Porto Seguro (PSSA3). Com Inclusão das ações da Marcopolo (POMO4), Unipar (UNIP6) e Tim (TIMS3).

A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.

ESG 5+

A carteira ESG 5+ apresentou uma alta de 1,34% no mês de agosto. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve um desempenho positivo de 7,41%. No ano de 2025 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 8,61% contra uma alta de 25,14%, no mesmo período, do Índice de Sustentabilidade (ISE). Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Itaú Unibanco (ITUB4), CPFL Energia (CPFE3), Petrobras PN (PETR4) e SLC Agricola (SLCE3). Com Inclusão das ações da Cogna (COGN3), C&A (CEAB3), Neoenergia (NEOE3) e Tim (TIMS3).

A Carteira ESG 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de Sustentabilidade (ISEE) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Sustentabilidade (ISEE) fazem parte do universo de seleção.

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