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Publicado em 28 de Março às 18:13:28

IGP-M (Mar/25): Apesar do recuo, inflação deve permanecer pressionada nos próximos meses

O IGP-M de março registrou queda de 0,34% m/m, apresentando um recuo frente ao avanço de 1,06% m/m em fevereiro e vindo abaixo do piso das projeções do mercado (-0,18% m/m, Broadcast+). O resultado reflete variações melhores em alguns componentes importantes, como carne bovina e itens de insumo a indústria, mas ainda aponta para um cenário qualitativo desafiador. No acumulado de 12 meses, o índice registra variação de 4,26%. A leitura do índice no mês, corrobora a visão de que alimentos continuarão pressionando a inflação nos próximos meses, mas que esperamos um arrefecimento na margem à medida que a atividade também sofra uma desaceleração. 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), principal componente do IGP-M, recuou 0,73% m/m, desacelerando expressivamente em relação ao avanço de 1,17% m/m no mês anterior. A queda nos Produtos Industriais pode indicar uma desaceleração um pouco mais acentuada nos industriais nas próximas leituras de IPCA. No entanto, itens de grande contribuição último no IPCA-15 de março ainda sofrem pressão inflacionária, como os ovos (+17,24% m/m) e toda categoria de origem agro. Já os preços dos bovinos (-3,99% m/m) indicam um possível alívio na cadeia de proteínas, o que pode reforçar a desaceleração observada no IPCA-15, sugerindo revisão para baixo nas projeções dos próximos meses. Já o café reacelerou, podendo sugerir que o arrefecimento esperado pode demorar para se concretizar.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,80% em março na comparação mensal, desacelerando em relação a fevereiro (0,91% m/m). O comportamento do índice foi semelhante ao do IPCA-15 do mesmo mês, com a alimentação exercendo forte pressão sobre os preços ao consumidor, impulsionada principalmente pelas altas do café e dos ovos. Além disso, os maiores impactos vieram dos custos com habitação, especialmente devido à alta do aluguel, um movimento observado no IPCA de fevereiro, mas não mais no IPCA15 de março. Já as passagens aéreas seguiram caminho oposto, apresentando queda e aliviando parte da pressão inflacionária. A desaceleração do IPC pode indicar um arrefecimento da inflação ao consumidor, mesmo com a persistência das altas em itens essenciais.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,38% em março, desacelerando em relação a janeiro (0,51% m/m). A redução no ritmo de alta foi observada nas três principais categorias do índice. Diferentemente do IPCA-15, os serviços mais intensivos em mão de obra apresentaram arrefecimento no mês, como no caso dos pedreiros, possivelmente classificados como “mão de obra” na POF. Já entre os destaques positivos, insumos para bens industriais mostraram quedas ou estabilidade, reforçando a tendência de arrefecimento dos preços, em linha com o comportamento já observado no IPCA e no IPCA-15. 

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