Em abril, o setor de serviços registrou avanço de 1,2% m/m, resultado que veio melhor do que o esperado pelo mercado (0,6% m/m, Broadcast+) e também superou a nossa expectativa para o mês de avanço de 0,5% m/m. Com este resultado, o setor varejista compensa o recuo observado no mês imediatamente anterior (-1,1% m/m) e volta a avançar após um primeiro trimestre marcado por taxas não positivas e sugere que o segundo trimestre de 2026 deve ser marcado pela resiliência da atividade econômica. Na comparação interanual, o setor registrou avanço de 1,9% a/a, também ficando acima da expectativa mediana de mercado (0,9% a/a, Broadcast+), contudo um pouco mais em linha com a nossa projeção para o mês de avanço de 1,1% a/a.
Com o resultado de hoje, a média móvel trimestral do volume de serviços saiu de um recuo de 0,4% em março para 0,0% no trimestre móvel encerrado em abril, interrompendo a tendência de desaceleração do setor de serviços que vinha sendo observada desde o início do ano. Além disso, ressaltamos que os avanços bastante disseminados em todas as grandes categorias pesquisadas corroboram a avaliação de que o setor de serviços inicia de maneira robusta o segundo trimestre de 2026, impondo um viés altista para a nossa projeção de crescimento do PIB no período. Contudo, na nossa avaliação, apesar da resiliência do mercado de trabalho e das medidas de impulso fiscal, o cenário macroeconômico adverso, marcado por uma política monetária significativamente contracionista em um ambiente marcado por um elevado nível de endividamento das famílias e de elevada incerteza, se mostra um importante fator limitador para o avanço da atividade econômica e deve fazer com que a economia arrefeça em relação ao primeiro trimestre de 2026. Dessa forma, seguimos, por ora, com uma perspectiva de crescimento de 0,5% t/t do PIB no segundo trimestre de 2026, de modo que, a economia brasileira deve registrar uma expansão de 2,0% no ano.
O avanço no índice geral veio acompanhado de altas de todas as cinco atividades pesquisadas. O principal destaque ficou por conta do avanço de 1,4% m/m dos serviços prestados às famílias, mais do que compensando o recuo de 1,1% m/m observado no mês imediatamente anterior, sendo beneficiada pelos avanços de 1,5% m/m dos serviços de alojamento e alimentação e de 1,6% m/m de outros serviços prestados às famílias. Além disso, tivemos como destaque o avanço de 0,9% m/m dos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, tendo como destaque o avanço de 7,0% m/m do transporte aéreo. Os demais avanços ficaram por conta dos desempenhos observados em outros serviços (2,2% m/m), devolvendo os recuos observados nos dois meses imediatamente anteriores, do avanço de 0,5% m/m dos serviços de informação e comunicação, recuperando parcialmente o recuo de 0,6% m/m observado em março, e de 0,4% m/m dos serviços profissionais, administrativos e complementares, interrompendo uma sequência de quatro resultados negativos consecutivos.
Com o resultado de abril e as revisões nos meses anteriores, o setor de serviços se encontra 19,9% acima do nível pré-pandemia e opera 0,3% abaixo do nível mais elevado já registrado em sua série histórica (out/25), corroborando a nossa avaliação de que mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso o setor segue operando com bastante resiliência. Por fim, destacamos que o setor de serviços deixa um carrego estatístico de 0,5% para o segundo trimestre do ano e de 1,1% para o ano cheio de 2026.









