Em janeiro, o setor de serviços registrou expansão de 0,3% m/m, resultado acima do esperado pelo consenso de mercado (0,1% m/m, Broadcast+) e também da nossa projeção de queda de 0,2% m/m. Com esse desempenho, o setor retorna ao maior nível da série histórica (nov/25) e se soma às leituras recentes de varejo e indústria, que também surpreenderam positivamente no início do ano. Em nossa avaliação, o conjunto dos indicadores reforça a expectativa de aceleração da atividade no primeiro trimestre, impulsionada pelas políticas de estímulo à demanda, que devem manter o consumo doméstico como principal vetor de crescimento em 2026. Na comparação interanual, o setor avançou 3,3% a/a, superando tanto o consenso de mercado (2,7% a/a, Broadcast+) quanto a nossa projeção de 2,3% a/a.
A expansão do índice geral foi decorrente das altas de 3 das 5 atividades pesquisadas. O principal destaque ficou por conta do avanço de 3,7% m/m dos outros serviços, revertendo parcialmente o recuo de 4,2% m/m observados no final do ano passado. As demais altas ficaram por conta dos serviços de informação e comunicação (1,0% m/m), refletindo principalmente as altas de 3,4% m/m dos serviços de tecnologia da informação e de 2,4% m/m dos serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, e de 0,4% m/m dos transportes, interrompendo uma sequência de duas contrações consecutivas nos meses imediatamente anteriores, sendo puxado pelo avanço do transporte aéreo (4,6% m/m) e dos serviços de armazenagem, auxiliares de transportes e correio (3,2% m/m). Na ponta negativa, tivemos o recuo dos serviços prestados às famílias (1,2% m/m), refletindo o recuo de 6,6% m/m do segmento de outros serviços prestados às famílias, devolvendo parte do avanço de 8,3% m/m observados no final do ano passado. Por fim, os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis no mês (0,0% m/m).
Com o resultado mais recente, a média móvel trimestral do volume de serviços permaneceu estável (0,0%), reforçando a nossa percepção de que o segmento deve contribuir para que a economia apresente uma trajetória de arrefecimento bastante gradual mesmo diante de um cenário significativamente desafiador. Nesse sentido, avaliamos que o resultado de hoje do setor de serviços corrobora a nossa expectativa de expansão do PIB de 0,9% t/t no primeiro trimestre de 2026, de modo que, a economia brasileira deve registrar alta de 2,0% no ano de 2026.
Com o resultado de novembro e as revisões nos meses anteriores, o setor de serviços se encontra 20,1% acima do nível pré-pandemia e opera no nível mais elevado já registrado em sua série histórica. Além disso, cabe destacar que, com este resultado, o setor de serviços deixa um carrego estatístico de 0,1% para o primeiro trimestre e de 1,5% para o ano cheio.








