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Publicado em 13 de Fevereiro às 15:44:42

CPI (Jan/26): Dados de inflação alimentam um maior otimismo com a trajetória futura dos preços

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA registrou variação de 0,17% m/m em janeiro, vindo abaixo do esperado pelo mercado (0,3% m/m, Bloomberg), mas totalmente alinhada com a nossa projeção (0,17% m/m). Com isso, a inflação em doze meses acabou ficando abaixo do que o mercado esperava (2,5% a/a, Bloomberg), despencando de 2,68% em dezembro para 2,39% a/a em janeiro.

Dentre os principais grupos, apesar de os aluguéis (Shelter) terem registrado em janeiro (0,2% m/m) a metade da alta de dezembro (0,4% m/m), eles continuaram respondendo pela maior parcela da alta do CPI cheio no primeiro mês do ano. A alta dos alimentos também arrefeceu consideravelmente, saindo de 0,7% m/m para apenas 0,2% m/m no mesmo período puxada tanto pelo segmento de alimentação no domicílio (0,2% m/m, ante 0,6% m/m) como fora (0,1% m/m, ante 0,7% m/m). Nos doze meses encerrados em janeiro observou-se uma alta de 4,0% a/a na alimentação fora do domicílio, 2,1% a/a na alimentação no domicílio e 2,9% a/a na alimentação em geral, com todos registrando desaceleração.

Já o grupo de energia voltou a registar uma taxa de variação negativa em janeiro, de -1,5% m/m. Essa inflexão foi puxada totalmente pelas commodities energéticas, que aprofundaram a deflação (-3,3% m/m, ante -0,3% m/m), uma vez que os serviços de energia continuaram a apresentar inflação, ainda que mais modesta (0,2% m/m, ante 1,0% m/m). No caso do primeiro, o movimento se deveu tanto a queda no preço da gasolina (-3,2% m/m) como de outros óleos combustíveis (-5,7% m/m), enquanto no segundo a maior demanda por gás encanado em virtude de um mês de inverno com temperaturas muito abaixo da média fez o preço desse serviço subir 1,0% m/m em janeiro.

No que diz respeito ao núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, a variação mensal de janeiro veio ao encontro das estimativas de mercado (0,3% m/m, Bloomberg), avançando 0,30% m/m, número também próximo do que esperávamos (0,27% m/m). Já na métrica em doze meses, a variação também veio de acordo com esperado, avançando 2,50% a/a ante o consenso dos analistas de 2,5% a/a.

Em janeiro, a inflação de serviços continuou em trajetória de aceleração, registrando variação de 0,38% m/m, o que não impediu o arrefecimento da métrica anual (3,16% a/a, ante 3,25% a/a). Dentre a categoria de bens, os duráveis aprofundaram a deflação (-0,64% m/m, ante -0,16% m/m), o que fez com que a métrica anual saísse de 1,21% a/a para apenas 0,45% a/a. Já o segmento de não duráveis deixou de registrar inflação e passou a registrar deflação, deixando para trás a forte alta de 0,56% m/m em dezembro e recuando -0,28% m/m em janeiro. Isso fez com que, na métrica em doze meses, a taxa de variação arrefecesse de 1,86% a/a para 1,29% a/a.

A surpresa positiva com a continuidade do processo de desinflação num momento em que o mercado de trabalho parece estar dando sinais de estabilização e a atividade econômica está ganhando tração é um bom sinal para o banco central norte americano (Federal Reserve), com os riscos para os dois lados do mandato de emprego e inflação se diluindo. Isso ajuda a manter ativas as condições que permitiriam ao FED retomar o ciclo de corte de juros no 2º semestre desse ano.

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