Ações

Publicado em 02 de Abril às 09:17:47

As principais noticias do dia 02/04/26

⛽ Petróleo & Gás 
Macro | Trump promete intensificar ataques ao Irã por mais 2 ou 3 semanas 
O que aconteceu? O Presidente Donald Trump afirmou que pretende manter a ofensiva militar contra o Irã por um período adicional de duas a três semanas, elevando o risco de escalada no Oriente Médio. A sinalização reforça o cenário de prolongamento das tensões geopolíticas na região, com potencial impacto sobre fluxos de exportação de petróleo, especialmente considerando a relevância estratégica do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz para o transporte global da commodity. (Fonte: Valor Econômico + Genial Investimentos) 
Opinião Genial: A extensão do conflito adiciona um prêmio de risco geopolítico relevante ao preço do petróleo no curto prazo, sobretudo via canal de incerteza sobre oferta global. Embora não haja, até o momento, disrupção física relevante nas exportações, o mercado tende a precificar cenários de cauda envolvendo interrupções logísticas ou retaliações mais amplas na região. Nesse exato momento, o preço do barril do petróleo brent está negociando a US$109/barril, alta de 7,8% em relação ao preço de ontem.  

💧 Saneamento 
SBSP3 | STF mantém privatização da Sabesp 
O que aconteceu? O Supremo Tribunal Federal negou as ações que pediam a suspensão da lei paulista que autorizou a privatização da Sabesp. Segundo a decisão, o relator Cristiano Zanin não analisou o mérito da desestatização, mas rejeitou os pedidos por questões processuais, sendo acompanhado por unanimidade pelos demais ministros. Com isso, permanece preservada a validade jurídica da lei que embasou a privatização da companhia, afastando uma frente relevante de contestação no Judiciário. (Estadão e Genial) 
Opinião Genial: Vemos a notícia como positiva para a tese de SBSP3. A decisão reduz ruído sobre a segurança jurídica do processo de privatização e ajuda a consolidar a percepção de menor risco de reversão de um evento central para a tese de valor da companhia. É importante mencionar que em nenhum momento acreditamos o risco de reversão da privatização chegou de fato a ser um risco para tese da empresa. Sendo assim, acreditamos que o evento não deve trazer grandes impactos relevantes nas cotações da empresa.  
Recomendação: Comprar 
Preço-alvo: R$ 200,00 

⚡ Energia Elétrica 
AXIA3 | Acionistas aprovam migração para o Novo Mercado da B3 
O que aconteceu? Os acionistas da Axia Energia aprovaram a migração da companhia para o segmento Novo Mercado da B3, que exige padrões mais elevados de governança corporativa, como a emissão exclusivamente de ações ordinárias (ON) e maior proteção aos acionistas minoritários. A aprovação ocorre em linha com a estratégia da companhia de aprimorar sua estrutura de governança e potencialmente ampliar o acesso a capital. (InfoMoney e Genial Investimentos) 
Opinião Genial: Avaliamos a notícia como positiva sob a ótica de governança e percepção de risco. A migração para o Novo Mercado tende a reduzir o desconto de governança implícito no valuation, especialmente relevante para empresas do setor elétrico com histórico de estruturas societárias mais complexas. O movimento pode favorecer a liquidez do papel e ampliar o universo de investidores elegíveis (incluindo fundos com mandatos restritos a níveis mais elevados de governança).  
Recomendação: Comprar 
Preço-alvo: R$ 70 

🎭 Entretenimento 
SHOW3 (T4F Entretenimento) | Controlador protocola OPA para fechar capital após queda de 72% desde o IPO 
O que aconteceu? O acionista controlador da T4F, Fernando Alterio, protocolou na CVM pedido de registro de OPA unificada para aquisição das ações em circulação (42,6% do capital) e saída do Novo Mercado, ao preço de R$ 5,59/ação — prêmio de 26% sobre o fechamento anterior. O desembolso total deve ficar em torno de R$ 16 mi. A justificativa apresentada pela companhia é clássica das OPAs de fechamento de capital: custo de manutenção do registro de companhia aberta, ausência de liquidez e falta de perspectiva para captações via mercado no curto e médio prazo. A T4F estreou na bolsa em abril de 2011 captando R$ 539,3 mi no IPO; desde então, as ações acumulam queda de 72,2%, resultando em valor de mercado de R$ 300 mi. A operação segue uma tendência que se acelera: desde 2023, 32 empresas deixaram a B3, por razões que vão de aquisições a estratégia — e a liquidez do mercado segue sendo drenada também por programas de recompra, que somavam R$ 89,8 bi em volume pretendido em 95 empresas até meados de março. A OPA ainda depende de aprovação da CVM. (NeoFeed e Genial) 

🌍 Internacional / Mercado de Capitais 
SpaceX | Protocola pedido confidencial de IPO nos EUA com meta de captar US$ 75 bi e valuation de US$ 1,75 tri 
O que aconteceu? A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, protocolou pedido confidencial de abertura de capital junto à SEC — o primeiro passo formal para um IPO que pode ser o maior da história. A meta é captar US$ 75 bi, acima dos US$ 50 bi discutidos anteriormente, com valuation-alvo de US$ 1,75 tri, o que colocaria a companhia entre as cinco maiores do mundo por valor de mercado. Para efeito de comparação, o maior IPO da história até hoje foi o da Saudi Aramco, com US$ 29,4 bi em 2019. A estreia está prevista para até junho, com Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan e Morgan Stanley como coordenadores. A empresa reportou cerca de US$ 8 bi de lucro sobre receita de US$ 16 bi no ano passado. O movimento já mobilizou Nasdaq e NYSE: ambas adaptaram regras de elegibilidade a índices para facilitar a entrada da SpaceX logo após a listagem. Dias analíticos com investidores estão programados para abril e maio. A operação, se confirmada nos termos atuais, redefiniria o ciclo de IPOs globais após anos de atividade moderada. (NeoFeed e Genial) 

⛏️ Mineração  
VALE3 (Vale) | Investor Day da VBM descarta IPO e aposta em autofinanciamento para dobrar produção de cobre até 2035 
O que aconteceu? A Vale e sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) realizaram um Investor Day no Canadá sem mencionar sequer uma vez as especulações do mercado sobre um potencial IPO da unidade — sinal deliberado de que a opção está fora da mesa por ora. O CFO Marcelo Bacci reforçou que a VBM tem alavancagem de apenas 0,4x e capacidade de se financiar organicamente, e que Vale e Manara Minerals (sócios sauditas com 10%) poderiam aportar capital adicional se surgirem oportunidades além da meta-base. O foco é crescimento orgânico: a VBM projeta dobrar a produção de cobre de 382 mil toneladas/ano para 700 mil até 2035, com capex de US$ 1,6 bi em 2026 acelerando para US$ 2 bi a partir de 2027, apoiado em projetos no Pará, no Canadá e em uma JV já anunciada com a Glencore. No longo prazo, a VBM deverá representar 30%-35% do Ebitda consolidado da Vale. (Brazil Journal e Genial) 

🛒 Varejo / Recuperação Judicial 
AMER3 (Americanas) | Venda da UPI Uni.Co para BandUP! formalizada — encerramento da RJ protocolado 
O que aconteceu? A Americanas assinou o contrato de venda da UPI Uni.Co (Imaginarium, Puket e Casa Mind) para a Fan Store Entretenimento (BandUP!) por R$ 152,9 mi — R$ 20 mi à vista e o restante em cinco parcelas anuais corrigidas pelo CDI —, conforme decisão da 4ª Vara Empresarial do RJ. A conclusão ainda depende de aprovação do Cade. Uma proposta concorrente da Solver (R$ 155 mi, com mais caixa à vista) foi desclassificada por irregularidade formal. A venda é o último desinvestimento previsto no plano de RJ: em 25 de março, a empresa protocolou o pedido de encerramento da recuperação judicial, três anos após a revelação da fraude contábil de ~R$ 20 bi. (CNN Brasil e Genial) 

📡 Telecom 
OIBR3 (Oi) | Justiça aprova venda da fatia da Oi na V.tal para o BTG por R$ 4,6 bi, ignorando veto dos credores 
O que aconteceu? A 7ª Vara Empresarial do RJ aprovou a venda dos 27,5% da Oi na V.tal para o BTG Pactual, que passa a deter 100% da empresa de rede neutra. O valor — R$ 4,6 bi (14x Ebitda) — ficou abaixo do piso de R$ 12,3 bi previsto no plano de RJ, o que havia dado às gestoras PIMCO, Ashmore e SC Lowy o direito de vetar, o que exerceram. A juíza desconsiderou o veto. O contexto explica a disputa: as três gestoras estão com ações arrestadas desde fevereiro, após ação da própria Oi alegando que elas obtiveram vantagens indevidas durante o período em que controlaram a companhia — e a suspeita é que tentam barrar a venda para reverter o arresto antes que o dinheiro vá para credores trabalhistas. Os fundos ainda podem recorrer. Com 100% da V.tal — maior rede de fibra do Brasil, base residencial da Oi e a Tecto (data centers) —, o BTG fica posicionado para um eventual movimento estratégico no ativo. (Brazil Journal e Genial) 

🏦 Seguros / Resseguros 
IRBR3 (IRB Re) | Dividendos de R$ 48,6 mi aprovados em AGOE — R$ 0,594903/ação, DY de 2,85% 
O que aconteceu? O IRB(Re) aprovou em AGOE realizada em 31/mar o pagamento de R$ 48,6 mi em dividendos, equivalente a R$ 0,594903 por ação. Data-com em 6 de abril, ex-dividendos a partir de 7 de abril, pagamento em 17 de abril. Os valores estão sujeitos à 17,5% de retenção de IR na fonte conforme a Lei nº 15.270/25. Vale notar que o resultado operacional recente está pressionado: o lucro de janeiro foi de apenas R$ 17,5 mi (vs. R$ 41,4 mi em jan/25), com prêmios retidos caindo de R$ 567 mi para R$ 459,9 mi e sinistralidade em alta. (IRB RI e Genial) 

🌍 Semicondutores 
Intel | Recompra fatia de 49% da fábrica na Irlanda da Apollo por US$ 14,2 bi — ação sobe 9% 
O que aconteceu? A Intel anunciou a recompra da participação de 49% que havia vendido à Apollo Global Management em 2024 na fábrica Fab 34, em Leixlip (Irlanda), por US$ 14,2 bi — retomando o controle integral da unidade. Em 2024, a venda da mesma fatia gerou US$ 11,2 bi para a Intel, então em dificuldades financeiras e precisando de capital para financiar sua expansão industrial na Europa e nos EUA. A operação sai agora por US$ 3 bi a mais, um sinal claro de recuperação: a Intel financiará a recompra com caixa próprio e ~US$ 6,5 bi em nova dívida, e espera que o movimento fortaleça lucratividade e perfil de crédito a partir de 2027. A demanda aquecida por chips impulsionada por IA é o pano de fundo da decisão. A ação subiu entre 6% e 9% no pregão da Nasdaq. (Reuters, Bloomberg e Genial) 

⛽ Energia 
RAIZ4 (Raízen) | Plano de reestruturação prevê conversão de ao menos 45% da dívida em ações — credores podem ficar com até 70% do capital votante 
O que aconteceu? A Raízen apresentou aos credores os detalhes de seu plano de reestruturação da dívida de R$ 65 bi (US$ 12,6 bi), em processo de recuperação extrajudicial. A proposta central prevê a conversão de ao menos 45% da dívida em ações ordinárias, com carência de pelo menos cinco anos para o restante. Caso o papel seja precificado em torno de R$ 0,40, os credores ficariam com até 70% das ações ordinárias da companhia — o que representaria uma diluição drástica dos atuais controladores, Cosan e Shell (44% cada). O plano considera os aportes já comprometidos de R$ 3,5 bi da Shell e R$ 500 mi da Aguassanta (Ometto), mas não inclui aporte da Cosan — que os bancos ainda pressionam para reduzir a fatia a converter. A proposta será discutida em reuniões em Nova York após a Páscoa, com representantes dos detentores de bonds. O objetivo é reduzir a alavancagem de 5,3x para ~3x Ebitda. Bradesco, segundo o Brazil Journal, tenta barrar o IPO da Compass (subsidiária de gás da Shell) para pressionar por melhores termos na negociação. (Valor Econômico e Genial) 

🏭 Petroquímica / Reestruturação 
BRKM5 (Braskem) | Vencimento de US$ 100 mi em cupons de bonds testa liquidez — empresa avalia proteção judicial contra credores 
O que aconteceu? A Braskem avalia entrar com pedido de proteção judicial contra credores no Brasil — desde uma medida cautelar temporária até uma eventual recuperação judicial —, conforme fontes à Bloomberg e InvestNews. O gatilho imediato é a impossibilidade de honrar o pagamento de cupons de bonds internacionais estimados em mais de US$ 100 mi com vencimento entre junho e julho (séries 2028, 2030, 2031 e 2041), sem tempo hábil para renegociar antes da troca de gestão aguardada com a conclusão da venda da participação da Novonor ao IG4 Capital (aprovação antitruste na Europa esperada para meados de abril). O quadro financeiro é grave: prejuízo de R$ 10,3 bi no 4T25, patrimônio líquido negativo de R$ 16,5 bi, alavancagem de 14,74x Ebitda e dívida líquida de US$ 7,5 bi. O caixa de US$ 2,1 bi é enganoso — metade veio do saque de uma linha stand-by que vence em dezembro de 2026. A subsidiária mexicana Braskem Idesa (dívida bruta de US$ 2,25 bi, caixa de US$ 35 mi) também negocia com credores e avalia um Chapter 11 nos EUA. Apesar do cenário, a ação subiu mais de 5% na sessão — o mercado precifica a proteção judicial como preferível à deterioração desordenada. (Valor Econômico e Genial) 

🏥 Saúde 
HAPV3 (Hapvida) | Squadra publica carta pública cobrando voto múltiplo e troca no conselho – “uma das maiores destruições de valor da história da bolsa” 
O que aconteceu? A Squadra Investimentos (6,98% do capital votante) publicou carta aberta à administração da Hapvida pedindo a adoção de voto múltiplo na eleição do conselho de administração marcada para 30 de abril, e indicando três candidatos com perfil de alocação de capital, reestruturação e governança. O documento é um diagnóstico duro sobre a trajetória da companhia desde o IPO em 2018: queda de 85% nas ações enquanto o Ibovespa subiu 120%, perda de 238 mil beneficiários, alavancagem elevada e a fusão com a Notre Dame Intermédica descrita como destruidora de ~R$ 80 bi em valor. A carta critica ainda a poison pill de 20% aprovada com votos do controlador (Pinheiro Participações, com 41,6% das ON), a remuneração do CEO — que somou ~R$ 110 mi em 2023-2024 — e a remuneração total prevista para o conselho em 2026 de R$ 57 mi, equivalente a ~20% do lucro estimado pelo consenso. (NeoFeed e Genial) 

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