Ações

Publicado em 10 de Março às 09:32:23

As principais noticias do dia 10/03/26

⛽ Petróleo & Gás 10/03/26

Brent | Petróleo recua após Trump sinalizar possível fim da guerra com o Irã

O que aconteceu? Os preços do petróleo registraram forte queda após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que o conflito envolvendo o Irã pode terminar em breve. Após atingir cerca de US$119,5/barril no início da semana, o Brent recuou de forma expressiva — chegando a cair mais de 7% e voltando para a região de US$91–92/barril. A sinalização de possível desescalada reduziu o prêmio de risco geopolítico embutido na commodity e provocou uma recuperação dos mercados acionários globais, especialmente na Ásia, onde índices como Nikkei, Kospi e Hang Seng registraram ganhos relevantes após sessões de forte volatilidade. (Reuters e Genial)

Opinião Genial: O episódio ilustra com clareza a dinâmica típica do mercado de petróleo em ambientes de choque geopolítico: o prêmio de risco pode subir e cair rapidamente conforme evoluem as expectativas sobre a duração do conflito. O Brent havia ultrapassado US$100/barril diante do risco de interrupções logísticas no Oriente Médio — particularmente no Estreito de Hormuz, por onde passa uma parcela relevante do comércio global de petróleo. Com a sinalização de possível resolução do conflito, parte desse prêmio foi rapidamente removido das cotações. Importante mencionar que o conflito ainda não acabou e ainda acreditamos que o brent segue exposto ao fluxo de notícias da região.

⚡ Energia Elétrica 10/03/26

Setor | Mercado de baterias pode atingir R$ 50 bilhões no Brasil

O que aconteceu? O mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) pode atrair investimentos de cerca de R$ 50 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela necessidade crescente de flexibilidade no sistema elétrico. A expectativa é que o primeiro leilão dedicado a baterias ocorra em 2026, marcando o início de uma nova fase de investimentos no setor. Esses sistemas são vistos como uma solução para um dos principais desafios atuais da matriz elétrica brasileira: o excesso de geração durante o dia (sobretudo de energia solar) e a necessidade de suprimento adicional no período noturno, quando o consumo atinge seu pico. (Valor e Genial)

Opinião Genial: O avanço do armazenamento por baterias representa um novo vetor estrutural para o setor elétrico brasileiro, especialmente em um sistema cada vez mais dominado por fontes intermitentes como solar e eólica. Na prática, os sistemas BESS funcionam como uma tecnologia de arbitragem temporal de energia, permitindo armazenar eletricidade em períodos de sobra de geração e despachá-la em momentos de maior demanda. Isso pode reduzir problemas como curtailment de renováveis e volatilidade de preços no mercado de curto prazo, temas que têm ganhado relevância com o crescimento acelerado da geração solar no país. Para empresas do setor elétrico listadas (especialmente geradoras com portfólio renovável e transmissão) a consolidação desse mercado pode abrir novas frentes de investimento.

🏭 Indústria / Holding 10/03/26

CSAN3 (Cosan) | Prejuízo ajustado cai 55% no 4T25 para R$ 713 mi, dívida líquida recua 7,4%

O que aconteceu? A Cosan (CSAN3) registrou prejuízo ajustado de R$ 713 milhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 55,4% ante os R$ 1,60 bilhão do 4T24. O prejuízo líquido total recuou de R$ 9,30 bilhões para R$ 5,80 bilhões. A receita líquida somou R$ 9,61 bilhões, enquanto a dívida líquida encerrou o período em R$ 25,72 bilhões, queda de 7,4% na comparação anual. A teleconferência de resultados ocorre hoje às 10h. (Bloomberg Línea, Cosan RI, Genial)

🏗️ Construção 10/03/26

DIRR3 (Direcional) | Lucro ajustado de R$ 211,4 mi no 4T25 fica abaixo do consenso, com receita de R$ 1,23 bi

O que aconteceu? A Direcional (DIRR3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 211,4 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente abaixo da estimativa de R$ 221,2 milhões do consenso Bloomberg. A receita líquida totalizou R$ 1,23 bilhão, também aquém dos R$ 1,27 bilhão projetados. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 532,6 milhões. No acumulado de 2025, o lucro somou R$ 789 milhões, alta de 24% em relação a 2024. (Bloomberg Línea, Direcional RI, Genial)

👠 Consumo 10/03/26

GRND3 (Grendene) | Assina carta de intenções para vender 100% da Grendene Global Brands USA

O que aconteceu? A Grendene (GRND3) assinou carta de intenções não vinculante com a Pajar Distribution para a possível venda de 100% da Grendene Global Brands USA, sua operação no mercado americano. O movimento visa ganhar eficiência por meio de um parceiro local, reduzindo a exposição direta a operações internacionais e otimizando a estrutura de capital. A transação, se concretizada, permitirá à companhia focar no core business e na rentabilidade. (Bloomberg Línea, Grendene RI, Genial)

Energia 10/03/26

RECV3 (PetroReconcavo) | Produção de fevereiro sobe 1,1% para 24,4 mil boe/dia, com P/L de 6,09x

O que aconteceu? A PetroReconcavo (RECV3) registrou produção média de 24,4 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em fevereiro de 2026, alta de 1,1% frente a janeiro. O ativo Potiguar alcançou 12,2 mil boe/d (+0,8%) e o ativo Bahia atingiu 12,1 mil boe/d (+1,3%), com contribuição de poços pós-workover. A ação negocia com P/L de 6,09x e P/VP de 0,83x. (Bloomberg Línea, PetroReconcavo RI, Genial)

Opinião Genial: A recuperação gradual da produção em fevereiro, após a parada programada em janeiro, reforça a resiliência operacional da PetroReconcavo. A Genial mantém recomendação Manter para a ação, com preço-alvo de R$ 16,50. O valuation descontado (P/L < 7x) reflete as incertezas do setor, mas a empresa segue gerando caixa e com potencial de crescimento em campos maduros. O mercado deve monitorar a evolução da produção e a disciplina de capital.

🛒 Varejo (Esportivo) 10/03/26

SBFG3 (Grupo SBF) | Lucro ajustado de R$ 162,4 mi no 4T25 supera consenso, com receita de R$ 2,42 bi

O que aconteceu? O Grupo SBF (SBFG3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 162,4 milhões no quarto trimestre de 2025, acima do consenso de R$ 136 milhões, mas com queda de 4,7% ante o 4T24. A receita líquida cresceu 11,8%, para R$ 2,42 bilhões. O Ebitda ajustado somou R$ 224,6 milhões, recuo de 4,9% na comparação anual. No acumulado de 2025, o lucro atingiu R$ 427,6 milhões. (Bloomberg Línea, Grupo SBF RI, Genial)

🌾 Papel e Celulose 10/03/26

SUZB3 (Suzano) | Aprova 2ª emissão de R$ 2,5 bi em CPR-Fs para financiar florestas e conservação

O que aconteceu? A Suzano (SUZB3) aprovou a segunda emissão de Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira (CPR-Fs) no valor total de R$ 2,5 bilhões, divididas em até duas séries. Os recursos serão destinados à formação de florestas homogêneas e à conservação de florestas nativas, alinhados à estratégia de sustentabilidade da companhia. A ação negocia com P/L de 5,17x e margem líquida atual de 26,8%. (Bloomberg Línea, Suzano RI, Genial)

Recomendação: Comprar

Preço-alvo: R$ 63,50

🏋️ Varejo (Saúde/Esporte) 10/03/26

TFCO4 (Track&Field) | Lucro ajustado salta 40,5% no 4T25 para R$ 56,5 mi, com margem de 17,5%

O que aconteceu? A Track&Field (TFCO4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 56,5 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 40,5% ante o 4T24, com margem líquida de 17,5% (+2,8 p.p.). O Ebitda ajustado cresceu 34,3%, para R$ 78,3 milhões, com margem de 24,2%. A receita líquida atingiu R$ 323,1 milhões, expansão de 18,2%. No ano, o lucro somou R$ 171,5 milhões, crescimento de 36,5%. (Bloomberg Línea, Track&Field RI, Genial)

🚚 Logística 10/03/26

TGMA3 (Tegma) | Lucro cai 38,7% no 4T25 para R$ 52,2 mi, com margem líquida de 8,6%

O que aconteceu? A Tegma (TGMA3) registrou lucro líquido de R$ 52,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 38,7% ante o 4T24, com margem líquida de 8,6% (-5,1 p.p.). O Ebitda recuou 35,4%, para R$ 81,4 milhões. A receita líquida totalizou R$ 610 milhões, queda de 2% na comparação anual, afetada pela redução de volumes transportados e perda de participação de mercado em alguns segmentos. (Bloomberg Línea, Tegma RI, Genial)

🏗️ Imobiliário [09/03/26]
Setor | Governo propõe ampliar tetos do Minha Casa, Minha Vida; setor projeta recorde em 2026
O que aconteceu? O Ministério das Cidades enviou ao Conselho Curador do FGTS uma proposta para aumentar os limites de renda e valor de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A decisão final será tomada em reunião do Conselho no final de março. As principais mudanças propostas são: Faixa 1 (renda de R$ 2.850 para R$ 3.200), Faixa 2 (de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil), Faixa 3 (renda de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil e teto do imóvel de R$ 350 mil para R$ 400 mil) e Faixa 4 (renda de R$ 12 mil para R$ 13 mil e teto do imóvel de R$ 500 mil para R$ 600 mil). Paralelamente, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que 2026 deve ser o “maior ano da história da habitação no País”, com a meta de 1 milhão de contratos do MCMV só neste ano. (Fonte: IstoÉ Dinheiro, Gov.br, R7 e Genial)

Opinião Genial: A proposta de ampliação dos tetos do MCMV, combinada com as declarações otimistas do governo sobre um ano recorde para o setor, reforça o cenário positivo para as incorporadoras expostas ao segmento econômico. O aumento do ticket médio dos imóveis (especialmente nas Faixas 3 e 4) pode ampliar o mercado endereçável e melhorar as margens das empresas, como Cyrela (CYRE3), MRV (MRVE3) e Direcional (DIRR3), que têm forte atuação no programa. A decisão final do Conselho do FGTS ainda é um evento a ser monitorado, mas a sinalização do governo, aliada à expectativa de queda da Selic ao longo do ano, sustenta uma visão construtiva para o setor de construção civil voltado à baixa renda.

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