⛽ Petróleo & Gás | 11/02/26
PETR4 | Relatório de Produção e Vendas 4T25 com recordes operacionais e avanço no pré-sal
O que aconteceu? A Petrobras divulgou seu Relatório de Produção e Vendas do 4T25, reportando produção total própria de 2,99 milhões de boe/d em 2025 (+11% a/a), superando o limite superior do guidance. No 4T25, a produção total foi de 3,109 milhões de boe/d no Brasil, praticamente estável t/t (-1,1%), com pré-sal representando 82% da produção total, atingindo 2,114 milhões bpd no trimestre. Entre os principais destaques operacionais de 2025: I) Entrada e ramp-up dos FPSOs Almirante Tamandaré, Marechal Duque de Caxias, Alexandre de Gusmão e P-78, ampliando capacidade em Búzios e Mero. No refino, o 4T25 registrou leve retração t/t no volume produzido (1.702 mbpd), refletindo paradas programadas, mas mantendo alta confiabilidade operacional (Petrobras e Genial).
Opinião Genial: O relatório confirma um ano operacionalmente forte, com combinação rara de: I) Crescimento relevante de produção (+11% a/a), II) Recordes históricos no pré-sal e III) expansão consistente da capacidade instalada offshore. Em linhas gerais, achamos os dados positivos para tese da empresa, tendo em vista principalmente os dados recentes relacionados a reposição de reservas realizado pela empresa ao longo de 2025.
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💳 Fintech 11/02/26
AGBK (Agibank) | IPO precificado em US$12, captação de US$ 276 mi
O que aconteceu? O Agibank (banco digital focado em consignado e baixa renda) caminha para precificar seu IPO na NYSE (ticker AGBK) em US$ 12 por ação, movimentando US$ 276 milhões (oferta primária reduzida para ~23 milhões de ações, incluindo lote adicional). Inicialmente, a faixa era US$ 15-18, com oferta-base de ~43,6 mi ações e potencial até US$ 828 mi. A redução (preço -20-33%, volume -~50%) ocorreu na reta final devido a mau humor no mercado (sell-off em tech/software) e queda de ~15% das ações do PicPay desde a estreia na Nasdaq. A precificação está prevista para hoje (10/02), com negociações iniciando amanhã (11/02). A operação reflete cautela de investidores com fintechs brasileiras pós-PicPay, priorizando liquidez e valuation mais conservador. (Valor Econômico, Reuters, Brazil Journal e Genial)
Opinião Genial: A reestruturação do IPO sinaliza ambiente mais desafiador para fintechs em listagens internacionais, com múltiplos pressionados por volatilidade macro e desempenho inicial fraco de pares recentes (PicPay).
💻 Tecnologia / 🏦 Financeiro 11/02/26
BPAC11 e XPBR31 | Temores de IA derrubam ações de wealth management global e repercutem no Brasil
O que aconteceu? Lançamento de ferramenta de IA pela startup Altruist Corp (EUA) para estratégias tributárias em minutos desencadeou sell-off em wealth management globais: Charles Schwab -7,5%, LPL Financial -8,5%, Raymond James -9%, Ameriprise -6%. No Brasil, BPAC11 (BTG Pactual) caiu 2,49% e XPBR31 (XP Inc) 2,7%, refletindo preocupações com disrupção da IA em assessoria financeira e robo-advisors. Apesar do movimento, BTG reportou lucro de R$ 16,7 bi em 2025 (+35% a/a) e receitas de wealth R$ 5 bi; XP Wealth Services cresceu 80% em <2 anos, com R$ 180 bi sob custódia. Gestor brasileiro vê exagero: “roboadvisors existem há anos sem adoção massiva no Brasil, mercado americano é diferente”. Tendência global: IA pode comprimir fees e aumentar concorrência no wealth management. (Brazil Journal, Bloomberg Intelligence, Barron’s e Genial)
Opinião Genial: O sell-off destaca risco percebido de disrupção por IA em wealth, mas o impacto no Brasil parece exagerado para players consolidados como BTG (BPAC11) e XP (XPBR31), que crescem forte em assessoria digital e B2B, além de ter um modelo diversificado em múltiplas linhas de negócios (banco, crédito, corretagem e distribuição).
🛒 Energia / Agroenergia 11/02/26
RAIZ4 | Fuga de títulos da Raízen e CSN reacende temor sobre dívida corporativa brasileira
O que aconteceu? Forte sell-off em títulos de dívida da Raízen (RAIZ4) e CSN (CSNA3), com preços despencando e yields disparando em meio a rebaixamentos de rating e preocupações com liquidez. Raízen: rebaixada pela S&P (7 níveis para CCC+) e Fitch (8 níveis para B), após relutância de controladores Shell e Cosan em injetar capital; títulos caíram ~50% na semana para ~46 centavos/USD, yield ~18%; contratou Alvarez & Marsal para assessoria em opções (possível reestruturação com haircut). CSN: títulos caíram ~30 centavos/USD nos últimos dias, apesar de plano de empréstimo de até US$ 1,5 bi para refinanciar dívidas e venda de ativos. Contexto: Selic em 15% (maior nível desde 2006) pressiona empresas endividadas; reacende temores de contágio similar a casos de Ambipar e Braskem em 2025. Mercado de dívida corporativa “nervoso e ilíquido”, com prêmio de risco mal precificado. (Bloomberg Línea, Valor, InfoMoney e Genial)
⛽ Petróleo & Gás | 11/02/26
RECV3 | PetroReconcavo reporta produção de 24,1 mil boe/d em jan/26, impactada por parada na UTG Catu
O que aconteceu? A PetroReconcavo divulgou seus dados operacionais de janeiro/26, reportando produção média de 24,1 mil boe/d, queda de 3,5% m/m (vs. 24,97 mil boe/d em dez/25). A retração foi explicada principalmente por parada programada na UTG Catu, que impactou o Ativo Bahia, além de interrupção de fornecimento de energia elétrica que afetou cinco campos por um dia. No Ativo Potiguar, a produção foi de 12,1 mil boe/d (-0,6% m/m), com óleo em 7,7 mil bbl/d (-2,5%) e gás em 4,4 mil boe/d (+3,0%), refletindo falhas em poços de alta vazão no polo Sabiá e declínio pós-fluxo inicial de poços submetidos a workovers recentes, parcialmente compensados por intervenções em Riacho da Forquilha. No Ativo Bahia, a produção foi de 12,0 mil boe/d (-6,3% m/m), com impacto direto da parada na UTG Catu e manutenção oportunística no polo Miranga, além de intervenções em poços no campo de Tiê.(Fonte: PetroReconcavo e Genial Investimentos)
Opinião Genial: O resultado de janeiro mostra queda pontual e majoritariamente técnica, concentrada no Ativo Bahia. A parada programada na UTG Catu era evento conhecido e não recorrente, enquanto a interrupção de energia reforça a sensibilidade operacional típica de ativos maduros onshore. Sendo assim, seguimos com viés negativo para a tese da empresa tendo em vista a produção caminhar consistentemente abaixo da curva de produção de reservas provadas, aquela que deveria ser a mais conservadora de todas dentro do seu certificado de reservas.
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🏦 Financeiro 10/02/26
BBDC3 / BBDC4 | Bradesco propõe renovação do conselho com dois novos independentes
O que aconteceu? O Bradesco (BBDC3/BBDC4) propôs renovação do conselho de administração: entrada de dois novos membros independentes — Paulo Caffarelli (CEO da Simpar, ex-CEO do BB e Cielo, ex-secretário-executivo da Fazenda) e Regina Nunes (ex-diretora da S&P Global Ratings, sócia-fundadora da RNA Capital) — e de Ivan Gontijo (CEO da Bradesco Seguros, com 35 anos no grupo). Saem Walter Albertoni, Samuel dos Santos e Octavio de Lazari Jr. (os dois últimos vinculados ao controlador). Com isso, independentes sobem de 3 para 4, e mulheres passam a ser 3 de 11 conselheiros. O chairman Luiz Carlos Trabuco Camargo justificou: “Quis fazer algo diferente como parte do processo evolutivo”. Remuneração total dos administradores proposta para até R$ 910 milhões (+15%). Assembleia Geral Ordinária em 10/03/2026 para aprovação. (Valor Econômico, InfoMoney e Genial)
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💪 Varejo / Saúde 11/02/26
SMFT3 (Smart Fit) | CEO fundador passa comando para o filho e CFO é promovido internamente
O que aconteceu? A Smart Fit (SMFT3) anunciou mudanças na alta liderança: Diogo Corona, filho do fundador e atual diretor de operações, assumirá como CEO em março. Ele substitui Edgard Corona, que passará a presidir o Conselho de Administração. André Pezeta deixa o cargo de CFO e será indicado para o conselho; seu substituto será José Luís Rizzardo, atual diretor de RI, que tem passagem de nove anos no Private Equity da Patria. A empresa afirmou que a transição já era gradual e que ambos os novos executivos já participavam ativamente das divulgações de resultados. A ação acumula alta de 23% nos últimos 12 meses. (Brazil Journal, Ativo Virtual, Economic News Brasil, RI Smart Fit e Genial)
Opinião Genial: A sucessão familiar, embora cause ruído de curto prazo, parece bem estruturada e minimiza riscos operacionais. Diogo tem trajetória interna de 15 anos e liderou projetos de sucesso como o TotalPass, enquanto o novo CFO traz experiência sólida de mercado financeiro. A sucessão no comando da Smart Fit já era monitorada pelo mercado e tende a ser lida de forma neutra a positiva. A promoção de executivos internos com histórico operacional e de RI tende a reduzir riscos de continuidade e assegura alinhamento com a estratégia vigente.
🎬 Mídia / Entretenimento 11/02/26
PARA34 | Paramount (Skydance) oferece pagar multa de US$ 2,8 bi para Warner desistir do acordo com Netflix
O que aconteceu? A Skydance Media (liderada por David Ellison, que já tem acordo de fusão com a Paramount Global) ofereceu pagar integralmente a taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões que a Warner Bros. Discovery deveria à Netflix caso cancelasse o acordo de licenciamento de conteúdo. Além disso, a Skydance se comprometeu a cobrir US$ 1,5 bilhão em despesas de refinanciamento de dívida da Paramount. O objetivo é convencer a Warner a renunciar ao seu direito de “matching rights” (direito de igualar qualquer oferta superior pela Paramount), que poderia bloquear ou atrasar a fusão Skydance-Paramount (avaliada em ~US$ 8 bilhões, já aprovada pelo conselho da Paramount). A Warner havia manifestado intenção de cobrir a oferta da Skydance para manter o controle ou ganhar tempo. A manobra agressiva visa acelerar o fechamento da transação e evitar litígios prolongados. (Bloomberg Línea, Variety, Deadline, Reuters e Genial)
Opinião Genial: A proposta demonstra alta determinação da Skydance em concretizar a aquisição da Paramount, mesmo arcando com custos bilionários adicionais, para criar um player mais competitivo no streaming e conteúdo (combinando biblioteca Paramount + CBS + Pluto TV + estúdios). O movimento acelera a consolidação necessária no setor de mídia tradicional/streaming, pressionado por cord-cutting, competição feroz (Netflix, Disney+, Amazon) e margens apertadas. Para o BDR PARA34 (Paramount), que negocia com desconto significativo (~40-50% abaixo do valuation implícito da oferta), a tese segue positiva em cenário de M&A aquecido, com potencial de upside se a fusão for concluída. Riscos incluem atrasos regulatórios/antitruste e execução da integração.
🖥️ Tecnologia / Big Tech 11/02/26
GOGL34 | Alphabet planeja emitir título raro de 100 anos para financiar expansão em IA
O que aconteceu? A Alphabet (controladora do Google) planeja emitir um título de dívida com vencimento em 100 anos — raríssimo no setor de tecnologia desde a bolha das pontocom (fim dos anos 1990) —, como parte de uma mega captação global para financiar investimentos massivos em infraestrutura de IA (data centers, nuvem e computação). O título será denominado em libras esterlinas (parte de uma emissão de £5,5 bilhões em cinco tranches, incluindo o centenário de £1 bilhão, que atraiu ~£9,5 bi em pedidos — quase 10x oversubscribed). Além disso, a companhia já levantou US$ 20 bilhões em bonds em dólares na segunda-feira (09/02/26), em sete tranches (superando os US$ 15 bi esperados, com >US$ 100 bi em demanda), e planeja emissões inéditas na Suíça (francos suíços) e Reino Unido. O yield do tranche mais longo (2066) foi de 0,95 p.p. acima dos Treasuries (menor que o prêmio inicial de 1,2 p.p.). Isso soma-se a captações recentes: US$ 17,5 bi em novembro/2025 e €6,5 bi na Europa. Gastos de capital projetados para 2026 chegam a US$ 185 bi (mais que os últimos três anos combinados), com as big techs (Alphabet, Meta, Amazon, Microsoft) prevendo ~US$ 650 bi em capex total. Dívida de longo prazo quadruplicou em 2025 para US$ 46,5 bi. (Bloomberg Línea, Reuters, Bloomberg e Genial)
Opinião Genial: A emissão de um bond centenário sinaliza confiança extrema da Alphabet na durabilidade de seu moat em IA e busca por financiamento barato em ambiente de juros favoráveis para high-grade, apesar de riscos de overinvestment em capex. A demanda recorde reflete apetite de investidores (pension funds, insurers) por duration longa em um mundo de yields elevados, mas destaca o “boom de dívida para IA” — com projeções de US$ 400 bi em borrowing de hyperscalers em 2026. Para renda variável, reforça tese positiva de longo prazo para big techs (GOGL34), com valuation suportado por crescimento de receita via IA (pesquisas, nuvem), mas monitorar riscos de margens pressionadas por capex e eventual aperto de crédito. Em renda fixa global, spreads corporativos podem se manter apertados, mas com alerta para ciclo de endividamento.
🧬 Saúde [11/02/26]
ONCO3 | CEO Bruno Ferrari eleva participação para 4,79% na Oncoclínicas
O que aconteceu? O fundador e CEO da Oncoclínicas, Bruno Ferrari, aumentou sua posição acionária para 54,2 milhões de ações ordinárias. Com a movimentação, o executivo passa a deter aproximadamente 4,79% do capital social total da companhia. O aumento de participação ocorre em um momento de consolidação da tese de crescimento orgânico e integração de aquisições recentes. (Bloomberg, RI Oncoclínicas, Genial)
💧 Saneamento [11/02/26]
SBSP3 | Sabesp aprova emissão bilionária de R$ 6,29 bi em debêntures
O que aconteceu? O Conselho da Sabesp aprovou sua 38ª emissão de debêntures no montante de até R$ 6,29 bilhões, dividida em até cinco séries. A oferta é destinada a investidores profissionais e conta com garantia firme. Os recursos devem reforçar o caixa para o plano de investimentos pós-privatização. (RI Sabesp, Genial)
📱 Telecom [11/02/26]
TIMS3 | TIM supera estimativas com lucro de R$ 1,35 bi no 4T25
O que aconteceu? A TIM (TIMS3) reportou lucro líquido de R$ 1,35 bi no 4T25 (+28% YoY), batendo o consenso de R$ 1,15 bi. O Ebitda de R$ 3,67 bi veio com margem robusta de 53,1%, impulsionado pelo controle de custos e migração de clientes para planos de maior valor (post-paid). (Bloomberg, RI TIM, Genial)
