🔧 Indústria | 25/02/2026
WEGE3 | Resultados 4T25: Margens surpreendem positivamente, mas câmbio penaliza
O que aconteceu? A WEG reportou receita líquida de R$ 10,2 bilhões (-5,3% a/a; -0,2% t/t), refletindo principalmente o impacto da valorização do real sobre a conversão das receitas externas, além da base mais fraca em GTD no mercado interno. O EBITDA atingiu R$ 2,29 bilhões (-4,0% a/a; +0,7% t/t), com margem EBITDA de 22,4% (+0,3 p.p. a/a; +0,2 p.p. t/t), sustentada por mix mais favorável, ganhos de eficiência e melhor absorção operacional, mesmo em um ambiente de receita pressionada. Já o lucro líquido somou R$ 1,59 bilhão (-6,3% a/a; -3,8% t/t), com leve desaceleração sequencial, refletindo principalmente menor resultado financeiro e a própria dinâmica de volumes no trimestre. Em relação ao consenso de mercado — que já embutia um trimestre fraco, com queda de receita na casa de um dígito baixo, compressão de margem próxima de 1 p.p. t/t — o resultado veio qualitativamente melhor. A receita ficou próxima da média das estimativas, mas a margem EBITDA superou a expectativa e o lucro ficou praticamente em linha com o consenso ao redor de R$ 1,6 bilhão.
Opinião Genial: Avaliamos o resultado como defensivo, com surpresa positiva na margem, mas sem força suficiente para reancorar o vetor de valorização das ações no curto prazo. A desaceleração da receita era amplamente antecipada e tem componente relevante de conversão cambial, porém a sequência de queda no lucro líquido reforça que 2026 precisará mostrar retomada mais clara para justificar os múltiplos ainda elevados da companhia. O papel segue de alta qualidade, mas o valuation atual exige entregas mais robustas.
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Preço-alvo: R$ 62,00
🏦 Financeiro | 25/02/2026
BBAS3 | Banco do Brasil pede adiamento da devolução de R$ 1,8 bi ao Tesouro após queda no lucro
O que aconteceu? O Banco do Brasil solicitou o adiamento da devolução de R$ 1,8 bilhão ao Tesouro Nacional após registrar significativa diminuição no lucro em 2025. O pedido envolve o adiamento na devolução de recursos ao Tesouro Nacional referentes a operações financeiras com a União que foram consideradas ilegais pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Diante da redução no resultado do exercício, o banco busca postergar o pagamento, alegando necessidade de fortalecer sua estrutura de capital e garantir a continuidade das operações, contribuindo para a estabilidade do sistema financeiro.
⚡ Energia Elétrica | 25/02/26
Enel SP | Aneel prorroga prazo para decidir sobre possível fim da concessão
O que aconteceu? A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu prorrogar por 30 dias a análise do processo que avalia o desempenho da Enel Distribuição São Paulo e que pode resultar na caducidade da concessão da distribuidora. O adiamento visa permitir uma avaliação mais completa do plano de recuperação e do desempenho operacional da empresa, especialmente durante o período chuvoso, considerado crítico para a qualidade do serviço. O processo analisa falhas na prestação do serviço e o cumprimento das obrigações contratuais após episódios recorrentes de interrupções no fornecimento. O retorno da votação foi remarcado para o fim de março de 2026. Paralelamente, o diretor-geral da ANEEL já manifestou posição favorável à caducidade e à elaboração de um plano de intervenção administrativa, enquanto outros diretores destacam riscos de judicialização e a necessidade de aprofundamento técnico antes da decisão final. (Fonte: Valor Econômico + Genial Investimentos)
Opinião Genial: Em nossa interpretação, o caminho da caducidade parece inevitável – e a própria ENEL já diz focar esforços de investimentos fora da América Latina. Sendo assim, a concessão da deve ser ofertada a um novo operador ao término da concessão. Acreditamos que dentre os possíveis nomes interessados na operação é o da CPFL, que por sua vez já possui operações geograficamente próximas a área de concessão da ENEL.
🛍️ Varejo 25/02/26
CEAB3 | C&A (CEAB3) reporta lucro de R$ 313m, mas receita e Ebitda recuam
O que aconteceu? A C&A apresentou lucro líquido de R$ 313,2 milhões no 4T25 (+22,9% YoY). No entanto, o operacional mostrou sinais de desaceleração: a receita líquida caiu 3,2% (R$ 2,47 bi) e o Ebitda ajustado recuou 5,6% (R$ 560,1 mi). O lucro foi beneficiado por uma melhor gestão financeira e efeitos tributários, compensando a pressão nas vendas. (RI C&A e Genial)
Opinião Genial: O resultado é misto. Embora o lucro na última linha seja positivo, a queda na receita operacional em um trimestre sazonalmente forte (Natal) acende um alerta sobre a dinâmica de consumo no varejo de moda. A companhia tem focado em rentabilidade e eficiência logística, mas o desafio para 2026 será retomar o crescimento de vendas (top line) em um cenário de inflação de custos.
🏬 Shopping Centers 25/02/26
IGTI11 | Iguatemi (IGTI11) mantém resiliência com SSS de 5,9% no 4T25
O que aconteceu? O Iguatemi reportou lucro ajustado de R$ 158,9 milhões (-3,2% YoY) e receita ajustada de R$ 422,6 milhões (+12,6%). Os indicadores operacionais seguem sólidos, com Vendas Mesmas Lojas (SSS) de 5,9% e Aluguéis Mesmos Shoppings (SAS) de 8,4%. (RI Iguatemi e Genial)
Opinião Genial: O Iguatemi continua entregando resiliência. O público de alta renda, foco da companhia, mostra-se menos sensível ao cenário macroeconômico, permitindo reajustes de aluguel acima da inflação. A queda marginal no lucro ajustado não ofusca a forte geração de caixa e a qualidade do portfólio.
⚡ Energia 25/02/26
ISAE4 | ISA Energia (ISAE4) anuncia dividendos de R$ 279 mi apesar de queda no lucro
O que aconteceu? A ISA Energia (ex-ISA CTEEP) reportou lucro de R$ 482,7 milhões no 4T25, uma queda acentuada de 40,4% YoY. Apesar disso, o Ebitda cresceu 7,5% (R$ 854 mi). O conselho aprovou o pagamento de R$ 279,3 milhões em dividendos (R$ 0,42 por ação), com pagamento para abril/26. (RI ISA Energia e Genial)
Opinião Genial: A queda no lucro líquido é explicada por efeitos contábeis não recorrentes e ajustes na receita de infraestrutura (RBSE), mas o Ebitda robusto mostra que a operação de transmissão segue saudável. O anúncio de dividendos reforça o perfil de “vaca leiteira” do papel, sendo uma excelente opção para investidores focados em renda passiva.
📦 E-commerce 25/02/26
MELI34 | Mercado Livre (MELI34) cresce 45% em receita, mas margens sofrem pressão
O que aconteceu? O Mercado Livre reportou receita recorde de US$ 8,8 bilhões (+45% YoY), mas o lucro líquido caiu 12,5% (US$ 559 mi). A margem EBIT recuou de 13,5% para 10,1%, refletindo maiores investimentos em logística e na expansão do braço financeiro (Mercado Pago). (Bloomberg e Genial)
Opinião Genial: O MELI continua ganhando market share de forma agressiva. A queda na margem é um trade-off planejado: a empresa está priorizando o crescimento da escala logística e da carteira de crédito. Embora o lucro tenha vindo abaixo do esperado, o crescimento do GMV (volume de vendas) e do ecossistema de pagamentos mantém a tese como a vencedora absoluta do e-commerce na América Latina.
🛒 Alimentos/Varejo 25/02/26
PCAR3 | GPA (PCAR3) reduz prejuízo e sinaliza melhora operacional no 4T25
O que aconteceu? O GPA registrou prejuízo de R$ 572 milhões no 4T25, uma melhora significativa frente ao R$ 1,1 bilhão negativo do 4T24. No acumulado de 2025, o prejuízo caiu 65,8%. O Ebitda ajustado cresceu 2,5%, com margem estável em 10%. (RI GPA e Genial)
Opinião Genial: Vemos os sinais de turnaround se consolidando. A redução do prejuízo e a estabilidade da margem indicam que a estratégia de foco no varejo premium e desinvestimentos de ativos não essenciais está funcionando. O processo de desalavancagem ainda é o principal ponto de atenção para os próximos trimestres.
