Ações

Publicado em 31 de Março às 09:11:16

As principais noticias do dia 31/03/26

⛽ Petróleo & Gás 
Geopolítica | Invasão do Irã seria erro estratégico dos EUA, diz análise 
O que aconteceu? Artigo publicado pelo OilPrice.com argumenta que uma eventual invasão terrestre dos EUA ao Irã representaria um dos maiores erros estratégicos recentes, dado o tamanho do país, sua capacidade militar assimétrica e o elevado custo de ocupação. A análise destaca ainda o risco de retaliações regionais, incluindo ataques a infraestrutura energética e possível bloqueio do Estreito de Ormuz, o que poderia levar o preço do petróleo a níveis extremos, potencialmente próximos a US$200/barril. (OilPrice e Genial Investimentos) 
Opinião Genial: A leitura reforça a assimetria altista para o petróleo no curto prazo, com o mercado ainda subprecificando riscos de cauda. Uma eventual invasão mudaria o regime de preços, transformando um choque pontual (logística/Ormuz) em um choque estrutural de oferta, com impactos duradouros na curva futura do Brent. O risco central reside no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% da oferta global, além do potencial contágio para outros produtores relevantes da região. Para as empresas de E&P, o cenário é claramente positivo em termos de geração de caixa e revisões de valuation, enquanto segmentos downstream podem sofrer compressão de margens. Ainda assim, trata-se de um evento de baixa probabilidade, embora de impacto elevado, o que mantém o skew de risco favorável para commodities. 

⛽ Petróleo & Gás
Brasil | Estados começam a aderir a subsídio para baratear importação de diesel 
O que aconteceu? Estados como Rio Grande do Sul e Espírito Santo começaram a confirmar adesão ao programa do governo federal que prevê subsídio para reduzir o custo de importação do diesel. A medida busca mitigar a alta recente dos preços internacionais, em meio à escalada geopolítica, e envolve um mecanismo de compensação financeira para importadores, com participação da União e dos estados. (Folha e Genial Investimentos) 
Opinião Genial: A iniciativa reforça a tentativa do governo de evitar repasses imediatos da alta do petróleo para os preços domésticos, reduzindo o risco de pressão inflacionária no curto prazo. No entanto, do ponto de vista estrutural, a medida gera distorções relevantes: (i) desincentiva a dinâmica de preços alinhados ao mercado internacional (PPI), (ii) pode aumentar o custo fiscal direto ou indireto, e (iii) cria incerteza regulatória para agentes do setor. Para a Petrobras, o impacto tende a ser neutro no curto prazo, desde que não haja interferência direta em sua política de preços, mas o histórico recente sugere risco de novas intervenções caso o cenário de preços elevados persista.  
Recomendação: Manter 
Preço-alvo: R$44 

🥩 Alimentos 
JBSS32 (JBS) | Precifica emissão de US$ 2 bi em bonds com vencimentos em 2037 e 2057 
O que aconteceu? A JBS precificou nesta segunda-feira sua nova emissão de notas sênior no mercado externo, totalizando US$ 2 bilhões — acima dos US$ 1 bi inicialmente esperados pelo Valor Econômico. A operação foi dividida em duas tranches: US$ 1,25 bi com cupom de 5,625% ao ano e vencimento em 2037 (11 anos), e US$ 750 mi com cupom de 6,400% ao ano e vencimento em 2057 (31 anos). A liquidação está prevista para 13 de abril. Os recursos serão usados principalmente para recomprar até US$ 1 bi em bonds anteriores com vencimento em 2034 e 2035, além de fins corporativos gerais — essencialmente um alongamento do perfil de dívida. A Fitch atribuiu rating BBB- à emissão, reforçando o grau de investimento da companhia. A JBS tem capex estimado de US$ 2,4 bi para 2026 e alavancagem projetada em torno de 2,5x dívida líquida/Ebitda. (Valor Econômico e Genial) 

🧴 Varejo 
NTCO3 (Natura) | Fundadores deixam conselho pela 1ª vez; Advent entra como acionista com até 10% 
O que aconteceu? A Natura renovou profundamente sua governança: os três fundadores (Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos) deixam o conselho pela primeira vez desde 1969, passando a um comitê consultivo sem funções deliberativas. O chairman Fábio Barbosa também sai, substituído por Alessandro Carlucci (ex-CEO de 2004 a 2014). As novas cadeiras trazem perfis mais digitais e operacionais, refletindo o foco em crescimento na América Latina. A mudança marca o fim de um ciclo iniciado em 2022: a Natura vendeu seus ativos problemáticos (Aesop, Avon International, The Body Shop) e desalavancou de 6x para 1,5x Ebitda, entregando lucro líquido acima de R$ 1 bi. A Advent se comprometeu a comprar de 8% a 10% das ações no mercado a preço médio de R$ 9,75 nos próximos seis meses — o que a tornaria o maior acionista do free float, à frente da Dynamo (~8%), com direito a indicar dois conselheiros adicionais. Os fundadores, com 38% das ações, não pretendem vender e renovaram o acordo de acionistas por mais 10 anos. (Brazil Journal e Genial) 

✈️ Infraestrutura 
Leilão do Galeão | Aena vence com lance de R$ 2,9 bi — ágio de 210,8% sobre o mínimo 
O que aconteceu? A espanhola Aena arrematou a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão/RJ) em leilão realizado na B3, após mais de 20 rodadas de lances em viva-voz. A oferta vencedora foi de R$ 2,9 bi — ágio de 210,8% sobre o piso de R$ 932 mi —, superando a Zurich Airport, que parou em R$ 2,8 bilhões e um centavo. O atual operador, consórcio RIOgaleão (Vinci Compass + Changi), abandonou a disputa cedo, em torno de R$ 1,88 bi, após abrir com ágio de apenas 0,13%. Aena e Zurich, as surpresas do dia, entraram já na primeira fase com lances idênticos de R$ 1,5 bi (+60,8%). Com a vitória, a Aena passa a operar o 2º e 3º maiores aeroportos do Brasil por passageiros, totalizando 62 milhões/ano em sua carteira nacional (que inclui Congonhas e outros 15 terminais). O valor é pago à vista, e o vencedor ainda pagará 20% do faturamento anual à União até 2039. A Infraero deixa de ter participação no ativo. A Anac sinalizou que o aeroporto de Brasília deve ser leiloado ainda em 2026, possivelmente em novembro, junto com aeroportos regionais no segundo semestre. (Brazil Journal e Genial) 

🛫 Aéreas 
Companhias aéreas enfrentam dilema tarifário com alta do combustível 
O que aconteceu? Companhias aéreas globais começaram a aumentar tarifas e reduzir capacidade diante da forte alta dos preços do petróleo, o que elevou significativamente o custo do combustível de aviação. O movimento ocorre em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que pressionou os preços da energia. Antes da escalada recente, o setor projetava lucro recorde de cerca de US$ 41 bilhões em 2026, mas a alta do combustível colocou essa perspectiva em risco e levou as empresas a revisarem rotas e estratégias comerciais. O desafio das companhias passa a ser equilibrar o repasse de custos via tarifas com o risco de queda na demanda, já que o aumento do preço da gasolina também pressiona o orçamento dos consumidores e pode reduzir o número de viagens. (InfoMoney e Genial) 

🏢 Imobiliário
JHSF3 | JHSF reporta forte crescimento de lucro no 4T25 
O que aconteceu? A JHSF registrou lucro líquido de R$ 978,3 milhões no 4T25, alta de 138% em relação aos R$ 410,8 milhões do 4T24. O Ebitda ajustado somou R$ 1,14 bilhão, superando significativamente a estimativa de R$ 269 milhões. A receita líquida avançou de R$ 545 milhões para R$ 2,06 bilhões na comparação anual, refletindo reconhecimento de vendas e desempenho positivo das unidades de negócios. (RI JHSF, InfoMoney, Genial) 

🏗️ Construção
MRVE3 | MRV conclui venda de ativos nos EUA e reforça desalavancagem 
O que aconteceu? A MRV concluiu a venda do empreendimento Tributary, na Geórgia (EUA), por US$ 73,3 milhões. Considerando as vendas dos projetos Marine Creek e Tucker, o total de desinvestimentos no 1T26 alcança US$ 91,5 milhões (cerca de R$ 480 milhões). As alienações fazem parte da estratégia de redução de exposição internacional e fortalecimento da estrutura de capital. (RI MRV, InfoMoney, Genial) 

🔧 Indústria
OPCT3 | OceanPact aprova combinação de negócios com CBO Holding 
O que aconteceu? Os acionistas da OceanPact aprovaram, com mais de 99% dos votos, a combinação de negócios com a CBO Holding. A operação ainda depende de aprovação do Cade. O conselho também aprovou programa de recompra de até 5,99 milhões de ações, equivalente a 3% do capital social, com vigência até setembro de 2027. (RI OceanPact, InfoMoney, Genial) 

🚚 Logística
SIMH3 | Simpar reverte prejuízo e reporta forte crescimento de Ebitda no 4T25 
O que aconteceu? A Simpar registrou lucro líquido de R$ 543 milhões no 4T25, revertendo prejuízo de R$ 223 milhões no 4T24. O Ebitda consolidado cresceu 55,4%, alcançando R$ 4 bilhões, enquanto a receita líquida avançou 5,9% YoY, para R$ 11,2 bilhões. No acumulado de 2025, o lucro totalizou R$ 212,6 milhões, alta de 126,7% frente a 2024, refletindo melhora operacional nas subsidiárias. (RI Simpar, InfoMoney, Genial) 

🏦 Sistema Financeiro
BRB | Não divulga balanço e pede ao BC prazo para buscar salvamento, após rombo com Master 
O que aconteceu? O BRB, banco estatal do Distrito Federal, não divulgou seu balanço do exercício, que tinha prazo legal nesta terça-feira (31). A instituição ainda não conseguiu cobrir a falta patrimonial evidenciado após a liquidação do Banco Master e a revelação de fraudes na venda de carteiras de crédito do Master ao BRB em novembro de 2025. Executivos do banco têm reunião com o Banco Central (BC) às 17h para pedir um prazo de pelo menos um mês para negociar uma alternativa de salvamento. Paralelamente, a nova governadora do DF, Celina Leão (PP), deve procurar o presidente Lula para pedir autorização para que bancos estatais (Caixa e Banco do Brasil) participem do socorro. A solução em estudo envolveria um empréstimo de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e mais R$ 3 bilhões com venda de terrenos do governo do DF. Fontes da cúpula, no entanto, afirmam que o FGC só entraria em um salvamento com um consórcio de todos os grandes bancos, algo ainda não concreto. (O Globo) 

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