Economia

Publicado em 12 de Janeiro às 08:07:16

Banco Central ainda tem trabalho pela frente

Os dados de mercado de trabalho e inflação da economia brasileira divulgados na semana passada, mostram que, apesar da desaceleração observada desde o início de 2025, o Banco Central tem ainda muito trabalho para levar a inflação para a meta de 3,0% ao ano.

De um lado, a taxa de desemprego mostrou queda para 5,2% da força de trabalho, contra expectativas de 5,4%, e o CAGED mostrou que foram gerados 85,9 mil empregos formais na economia em novembro de 2025, expectativas de 79,1 mil, e os salários continuam crescendo muito acima da produtividade.

Por outro lado, os dados do IPCA vieram dentro das expectativas, 0,33% no mês de novembro em relação a outubro e 4,23% em 2025, mas com uma composição negativa. A taxa de inflação dos serviços permanece próxima a 6,0% ao ano, incompatível com a meta para a inflação.

A queda da taxa de inflação em 2025, está mais relacionada a fatores externos, pouco dependentes da política econômica interna, concentrada na redução da taxa de inflação de alimentos e bens industriais. Em ambos os casos a forte desvalorização do Dólar no mercado global foi determinante, enquanto a inflação de alimentos foi auxiliada pela boa safra agrícola e os preços de bens industriais responderam ao aumento das importações oriundas da China.

Ao mesmo tempo, a taxa de inflação de serviços continua pressionada, fechando 2025 próxima a 6,0% ao ano. Caso a tendência de desvalorização do Dólar não persista, manter a política monetária contracionista é uma condição para atingir a meta de 3,0% ao ano. nossa avaliação é que a SELIC deverá permanecer em 15,0% ao ano na reunião do Copom de janeiro de 2026.

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