Economia

Publicado em 06 de Março às 19:01:08

Banco Central Europeu (BCE) opta por dar prosseguimento ao ciclo de corte de juros

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu nessa quinta-feira (06/03) as suas três taxas de juros de referência (depósitos, refinanciamento e empréstimos) em 25 pontos base. A primeira saiu de 2,75% para 2,50%, a segunda de 2,90% para 2,65%, e a terceira de 3,15% para 2,90%.

Vale destacar que essa decisão se deu de forma unânime, com apenas um diretor (Holzmann, do BC austríaco) tendo optados por se abster. O corte promovido pelo BCE veio em linha com o esperado pelo mercado e já configura a 6ª redução de juros desde junho de 2024. Esse movimento ocorreu num momento em que o BCE revisou as suas expectativas de inflação para cima e de crescimento do PIB da Zona do Euro para baixo.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) foi revisto de 2,1% para 2,3% em 2025 ao passo que a inflação de 2026 permaneceu em 1,9%. Já para o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, o BCE espera taxas de variação de 2,2% e 2,0% em 2025 e 2026 respectivamente. No tocante ao crescimento econômico, o comitê estima avanço do PIB de 0,9% em 2025 e de 1,2% em 2026, ante 1,1% e 1,4% respectivamente.

Na entrevista coletiva ocorrida após a reunião, a presidente do BCE, Christine Lagarde, destacou que a política monetária está numa instância “significativamente menos” restritiva, o que é curioso visto que a taxa de depósitos já se encontra no patamar nominal neutro (estimado em 2,50% a.a.). Além disso, a taxas de juros reais (tanto ex-ante como ex-post) podem entrar em território negativo antes da inflação alcançar a meta de 2,0% e com os salários e a inflação de serviços ainda rodando em patamares elevados.

Por fim, no tocante aos próximos passos da política monetária, foi reforçada a abordagem “data dependent”, com as decisões sendo tomadas reunião a reunião em face das tensões geopolíticas e das incertezas econômicas que impõe riscos multifacetados para a inflação e para a atividade. Para a próxima reunião de abril esperamos uma pausa no ciclo de corte em vista do patamar mais baixo no qual a taxa nominal de juros já se encontra e pelo fato de a inflação ainda estar rodando em patamares acima da meta de 2,0%.

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