A bolsa brasileira (Ibovespa) chegou ao patamar recorde de quede 172 mil pontos impulsionada tanto pela desescalada das tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia envolvendo a questão da Groenlândia como pela divulgação da pesquisa eleitoral da AtlasIntel que mostrou o candidato Flávio Bolsonaro ganhando terreno, se encontrando numa posição bem mais competitiva em ambos os turnos.
Em termos externos, um dos principais fatores explicativos para o ganho de cerca de 6% registrado pelo Ibovespa nesse início de ano até aqui é a continuação de uma tendência que foi observada ao longo de todo o ano de 2025, que foi os EUA serem a principal fonte de incerteza global (tanto em termos geopolíticos como econômicos), gerando um fluxo de saída de recursos desse país em direção ao resto do mundo, principalmente em direção as nações emergentes, entre elas o Brasil.
Já em termos internos, o principal motor para esse “rali” de início de ano parece ter sido o crescimento do candidato Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Após o evento que ficou conhecido como “Flávio Day” ocorrido no dia 5 de dezembro, quando o mercado teve uma reação negativa a sua nomeação ao interpretá-la como uma candidatura sem chances de vitória, as pesquisas mais recentes passaram a mostrar um candidato em ascensão e mais competitivo no 2º turno, além de uma rejeição abaixo do esperado.
Apesar desse cenário praticamente retirar a possibilidade de uma candidatura presidencial do atual governador de São Paulo (Tarcísio de Freitas), o mercado recebeu bem a pesquisa por interpretar que ela eleva a probabilidade de um governo que promova algum ajuste fiscal a partir de 2027.