Economia

Publicado em 27 de Janeiro às 15:35:00

Cenário internacional benigno para a inflação brasileira

Além de uma política monetária extremamente contracionista, combinado a uma política fiscal também extremamente expansionista, dois fatores têm contribuído de forma significativa para a trajetória de desaceleração das taxas de inflação na economia brasileira.

O cenário externo tem sido bastante positivo para o combate à inflação no Brasil e em outros países emergentes. Em primeiro lugar, a forte desvalorização do Dólar no mercado financeiro global, relacionada às idas e vindas das políticas erratas implementadas pelo Presidente Trump desde sua posse. Estas idas e vindas têm aumentado fortemente a volatilidade dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos, induzindo os investidores a buscarem ativos menos voláteis, tais como ativos reais como ouro e prata, mas também em títulos públicos de países emergentes exportadores de commodities. O resultado foi valorização das moedas destes países, inclusive o Real, com forte efeito desinflacionário nestas economias.

Um segundo ponto importante, é a deflação vivida pela economia chinesa já há alguns anos, em especial, o excesso de oferta e consequente queda generalizada dos preços de bens industriais. Em outras palavras, a China está exportando deflação, o que favorece a desinflação na economia mundial e, portanto, na economia brasileira.

Com um processo deflacionário nas duas maiores economias do mundo, é pouco provável que a taxa de inflação acelere, mesmo diante de políticas expansionistas. O custo desta combinação, política monetária contracionista e política fiscal expansionista, uma taxa de juros extremamente elevada, tanto nominal quanto real.

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