Economia

Publicado em 02 de Fevereiro às 09:04:40

Decisão sem surpresas. Surpresa no comunicado

Semana de decisões sobre taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil. Em ambas, as taxas foram mantidas constantes, que era a expectativa consensual entre investidores e analistas, entre 3,75 e 3,50 pelo Federal Reserve e de 15,0% pelo Banco Central do Brasil.

Nos Estados Unidos, a surpresa foi o anúncio da escolha pelo Presidente Trump do economista Kevin Warsh para assumir a presidência do Fed no lugar de Jerome Powell. A surpresa vem do fato de que Warsh, quando cumpriu um mandato como diretor do Fed, se mostrou relativamente mais duro com o combate à inflação do que o Presidente Trump tem demandado do atual presidente.

A pergunta é se Warsh será capaz de manter a independência do Federal Reserve, diante das investidas do Presidente Trump.

No Brasil, a decisão de manter a SELIC em 15,0% ao ano, não surpreendeu, sendo consenso entre investidores e analisas. A surpresa veio no comunicado divulgado após a reunião, no qual os diretores anunciam que o processo de queda da SELIC irá ter início na reunião de março de 2026. A pergunta é se será com queda de 0,25 ou 0,50 pontos de porcentagem.

Diante do fato de que grande parte da desinflação está diretamente relacionada à valorização do Real frente ao Dólar, devido a fatores externos, apesar das expectativas ainda desancoradas, taxa de inflação acima da meta, mercado de trabalho apertado, salários nominais crescendo 9,4% ao ano e taxa de inflação de serviço próxima a 6,0% na margem, o Banco Central do Brasil parece estar convencido que a trajetória de desvalorização do Dólar deve persistir por ainda algum tempo, caso não teria antecipado o movimento, o que indicaria uma queda de 0,5 p.p. na próxima reunião de março.

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