Os dados de inflação da economia chinesa continuam a gerar preocupações. Na semana passada, foram divulgados os Índices de Preços ao Consumidor (CPI) e ao produtor (PPI). O CPI mostrou uma deflação de – 0,7% no mês de fevereiro de 2025 em relação a fevereiro de 2024, quando as expectativas eram de inflação de 0,5%. Alimentos apresentaram deflação de – 3,3% no período e o CPI excluindo alimentos – 0,1%.
Na margem, a deflação foi de – 0,2% em fevereiro em relação a janeiro de 2025. Na mesma direção, o PPI apresentou deflação de – 2,2%, contra expectativas de – 2,1% da parte dos analistas.
A deflação na China resulta de excesso de oferta em relação à demanda, decorrente de um excesso de investimentos ao longo do últimos quarenta anos e consequente redução na produtividade marginal do capital, debilidade do consumo devido à ausência de políticas de assistência social adequadas, elevada taxa de poupança e ao rápido envelhecimento da população.
Como os Estados Unidos é o maior importador de produtos chineses, a decisão do Presidente Donald Trump de introduzir tarifas de 20% sobre todas as importações vindas do país, deverá intensificar o excesso de oferta interna e, desta forma, acelerar o processo de deflação e a desaceleração da economia.