Economia

Publicado em 09 de Fevereiro às 08:42:14

Entre o comunicado e a Ata

O comunicado divulgado após a última reunião do Copom foi interpretado por boa parte dos investidores como menos duro do que o esperado. A retirada de trechos que destacavam a desancoragem das expectativas de longo prazo e a necessidade de manutenção de uma política monetária significativamente contracionista por período prolongado levou o mercado não apenas a antecipar o início do ciclo de cortes da Selic para março, como também a considerar a possibilidade de um primeiro movimento mais intenso, com reduções entre 0,50 p.p. e até 0,75 p.p..

Em nossa avaliação, a Ata cumpriu o papel de reancorar as expectativas, recolocando o debate em um contexto ainda contracionista, ainda que sem retomar o tom mais duro observado nos comunicados desde dezembro de 2024. Ao enfatizar a necessidade de cautela e de avaliação contínua da dinâmica inflacionária, o documento ajudou a moderar a leitura mais agressiva do mercado.

Com isso, as expectativas passaram a se concentrar majoritariamente em um corte inicial de 0,50 p.p., cenário que também corresponde à nossa projeção. Entendemos que a combinação entre sinais de desaceleração gradual da economia e um ambiente inflacionário ainda desafiador deve levar o Banco Central a iniciar o ciclo de afrouxamento de forma calibrada, preservando a credibilidade do processo de convergência da inflação à meta.

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