Presidente Donald Trump voltou a declarar de forma enfática, segundo ele por razões de segurança nacional, que os Estados Unidos pretendem anexar a Groenlândia ao país.
Segundo ele, os países que tentarem resistir à anexação, serão penalizadas com tarifas adicionais, começando com 10% em primeiro de fevereiro e atingindo 25% em junho de 2026.
A reação dos países europeus foi bastante negativa. A questão é como os países europeus irão reagir a esta nova tentativa de utilização de tarifas como uma arma para obter outros objetivos.
Em 2025, ao contrário do que uma grande parte dos economistas esperavam, a reação dos países europeus foi se disporem a negociar um acordo e o aumento das tarifas, para evitar uma guerra tarifária.
O cenário agora pode ser diferente. Porque o governo americano está se propondo a utilizar as tarifas como arma para conseguir a anexação da Groenlândia aos Estados Unidos. É um ataque à soberania da União Europeia. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, a Europa não pode “aceitar a lei da parte mais forte”, e o Parlamento Europeu decidiu suspender o acordo comercial entre União Europeia e os Estados Unidos devido as crescentes tensões envolvendo a Groenlândia, sugerindo uma reação mais contundente dos países europeus, com retaliações, aumentos de tarifas e uma guerra comercial.
Uma guerra de tarifas pode afetar de forma bastante negativa a economia mundial. Neste caso, moedas ligadas a commodities, podem ser negativamente atingidas, devido à desaceleração do comércio, gerando redução de demanda por commodities e desvalorização das moedas dos países exportadores destes, com os investidores em busca de refúgio em ouro, prata e outros ativos reais.
