Em novembro, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) registrou um crescimento de 0,1% em relação ao mês anterior na série com ajuste sazonal, superando a expectativa do mercado, que previa uma queda de 0,1% (Broadcast+).
Com esse desempenho, o índice manteve a sequência de três altas consecutivas dos meses anteriores e atingiu o nível mais alto de sua série histórica. No entanto, é importante ressaltar que, assim como em outubro, o resultado ficou próximo da estabilidade, reforçando o cenário de desaceleração econômica no último trimestre do ano. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 4,1%, abaixo da expectativa de mercado de 4,3% (Broadcast+).
Em nossa análise, os dados de novembro confirmam uma moderação na atividade econômica no último trimestre de 2024. Por um lado, essa resiliência sustenta um crescimento anual projetado de 3,5% para a economia brasileira. Por outro, evidencia riscos inflacionários que já se refletem nos dados mais recentes do IPCA, especialmente em itens relacionados ao ciclo econômico. Diante disso, mantemos nossa estimativa de crescimento do PIB em 0,5% t/t no 4º trimestre de 2024, alinhada com os indicadores de novembro.
Concluímos que os resultados de novembro reforçam a expectativa de desaceleração econômica no final do ano. Essa perspectiva decorre da combinação de fatores como o retorno ao ciclo de aperto monetário, o agravamento da inflação corrente, a previsão de juros globais mais altos e o aumento do risco fiscal. Apesar disso, o mercado de trabalho aquecido tem atuado como um suporte essencial à demanda interna e deve continuar impulsionando o consumo das famílias, que permanece como o principal motor do crescimento econômico.