Economia

Publicado em 17 de Março às 18:45:27

IBC-Br surpreende e sugere uma economia ainda aquecida

Em janeiro, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) registrou alta de 0,89% na comparação mensal, significativamente acima do teto das projeções, que era de 0,7%. Da mesma forma, na comparação interanual, o avanço foi de 3,6%, também superando as expectativas do consenso. Parte desse aumento pode refletir mais a base comparativa baixa de dezembro do que um superaquecimento da economia.

Até hoje, o mercado vinha reagindo de forma positiva aos dados divulgados, comportamento que sofreu uma inflexão após o dado do IBC-Br, que sugeriu uma atividade econômica ainda resiliente.

A leitura do índice de janeiro foi uma surpresa, especialmente após o desempenho mais fraco dos principais indicadores de atividade (indústria, varejo e serviços), o que sugere que a economia no início do ano pode estar apresentando resultados melhores do que o esperado, especialmente após a revisão para cima do último trimestre de 2024. Esse movimento ocorre em meio a um cenário de alta inflação, que corrói o poder de compra da população, e de taxas de juros em patamares historicamente elevados.

O desempenho de janeiro, reforça nossa expectativa de que o arrefecimento da economia ocorrerá de forma gradual, e não abrupta, o que contraria um dos riscos baixistas apontados na última reunião do comitê de política monetária. No entanto, se por um lado, a desaceleração econômica é bem-vinda para o processo de convergência da inflação para a meta, por outro, considerando a forte dependência do ajuste fiscal em relação ao desempenho das receitas, avaliamos que o arrefecimento da economia pode representar um risco ao cenário fiscal brasileiro.

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