Mesmo que o dado de inflação de fevereiro tenha sido positivo (0,27% m/m e 2,41% a/a para o CPI cheio; 0,22% m/m e 2,46% a/a para o núcleo), os próximos números vão depender muito do que acontecer com o conflito no Oriente Médio. Como ainda não se sabe quanto tempo a guerra vai durar nem quão intensa será, é difícil prever como a inflação vai evoluir.
Além disso, os dados recentes de preços ao produtor (PPI) mostram que as tarifas de importação ainda estão afetando os preços, principalmente agora que acabaram os estoques formados antes dessas tarifas entrarem em vigor. Se, além disso, os preços de energia subirem, a inflação dos EUA pode deixar o nível atual de cerca de 2,5% e voltar para algo próximo de 3%.
A respeito da taxa de juros, optamos por não alterar o nosso cenário de cortes, que deve ocorrer apenas no final do ano (último quadrimestre) e em magnitude reduzida (cerca de 0,5 ponto percentual). Assim, a redução de juros em 2026 deve ser parecida com a dos últimos anos, porém mais restrita, visto que o afrouxamento de 2024 foi de 1,0 p.p. e o de 2025 de 0,75 p.p no agregado.