A divulgação da publicação que mede as condições econômicas de momento nos 12 distritos da economia norte-americana, o Livro Bege, mostrou moderação do crescimento econômico e maior pressão sobre os preços.
Em relação a atividade econômica, houve um aumento no número de distritos que não registraram crescimento, saindo de 4 para 5. A despeito disso, as perspectivas futuras continuam otimistas, com a maioria deles esperando um crescimento leve ou moderado à frente.
Não obstante, o principal destaque do Livro Bege foi atestar que houve repasse das tarifas de importação. Os preços subiram na maioria dos distritos pressionados por um aumento de custos em energia, seguros, metais e serviços públicos.
O efeito composição nos padrões de consumo continuou a ser notado, com os consumidores de menor renda se mostrando mais sensíveis a aumentos de preços (reduzindo os seus gastos de acordo), enquanto os de maior renda continuaram a apresentar uma disposição a gastar mais robusta.
O setor imobiliário continuou preso no dilema imposto pelo cenário atual: os baixos estoques residenciais e os preços mais elevados das moradias deveriam estar motivando as construtoras a expandir a oferta, mas as taxas de juros ainda altas prejudicam a acessibilidade, retraindo a demanda por novas casas.
O mercado de trabalho, por sua vez, registrou poucas alterações nas suas condições básicas em relação ao mês anterior, com 7 dos 12 distritos não registrando alteração no número de contratações. Já em relação a incorporação e dos impactos da inteligência artificial (IA) no mundo do trabalho, as firmas relataram que pretendem utilizar a ferramenta para obter ganhos de produtividade, mas que o seu impacto no momento ainda é bem modesto, com os maiores efeitos sendo esperados somente para os próximos anos.