A divulgação dos JOLTS, métrica de demanda por mão de obra que mede o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos, mostrou que o mercado de trabalhado norte americano segue desacelerando gradualmente.
O resultado foi de 6,88 milhões em fevereiro ante expectativas de 6,89 milhões, uma queda de 358 mil vagas em relação a janeiro (7,24 milhões).
Isso contribuiu para a persistência do quadro de um mercado de trabalho estagnado, com poucas contratações e poucas demissões. Num cenário como esse os indivíduos hesitam mais ao trocar de emprego, diminuindo a rotatividade, ao mesmo tempo em que as empresas contêm tanto o ímpeto de contratar como apresentam uma maior cautela em desligar funcionários por conta da elevada incerteza trazida pelo conflito no Oriente Médio.
Apesar dessa conjuntura do mercado de trabalho contribuir para um FED (banco central norte americano) um pouco mais “dovish” pelo lado no mandato do emprego, o balanço de riscos se encontra claramente assimétrico para o lado da inflação, uma vez que o patamar atual do JOLTS ainda é um nível razoável em vagas quando se leva em conta a perspectiva histórica e os preços do petróleo acima de US$ 100/barril podem adicionar entre 0,5 e 1,0 ponto de porcentagem a taxa de inflação cheia.